Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vila do Conde em torno do mercado municipal

* Victor Nogueira

Numa terra cujo donatário era uma Ordem Religiosa, não militar mas feminina, o que domina a urbe, impositivamente, léguas em redor, lá no cimo, dominadora, não é uma fortificação militar mas a mole imensa dum edifício conventual, o de Santa Clara, onde anteriormente haviam existido uma povoação castreja e depois um castelo.


Vista panorâmica, cerca de 1908, in http://www.prof2000.pt/users/secjeste/panoramico/VilaConde01.htm


Convento e  Rio Ave em 1883 (1)


foto do séc XIX, com a ponte da pedra (2) 


(Desenho pertencente ao Sr. Dr. José de Sousa Pereira) (2)


ponte de madeira construída após a queda da ponte de pedra - foto Carlos Adriano (3)


postal ilustrado - antiga Rua D. Luís I (4)


postal ilustrado - Feira do gado (5)

A antiga Estrada Real separava o Convento da urbe medieval e entre ambas, já no século XX, foi construído o actual Mercado Municipal Engº Duarte Pacheco, paredes meias com a Praça Nova, cuja Igreja de S. João Baptista, embora a cota inferior. dominava  também em tempos medievais, sobrepondo-se mesmo à Casa da Câmara. O Mercado Municipal foi tema duma publicação anterior 

Vila do Conde - em torno dos mercados na praça nova



O Mercado Municipal, o Largo de S. João e a Avenida 25 de Abril




(Igreja de S. João Baptista)




(Convento de Santa Clara)






(Casas de José Régio)







(edifício projectado por Siza Vieira)


(estátua de S. João)




(chafariz)






2016.09.20

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(1) Desenho de E. Casanova (1883) in http://carioca-carioca.blogspot.pt/2007/01/desenho.html

(2) Formosa Ponte das Neves, de alvenaria lavrada, com três arcos....ponte que uma cheia destruiu na madrugada de 11 de Janeiro de 1821, após 28 anos de existência. O local onde se encontrava o pègão do lado da vila, por esse motivo, tomou o chamadouro de Lugar da Ponte Caída.
Antes do desmoronamento da ponte de pedra e ainda depois de construída a ponte de madeira que sucedeu àquela, o trânsito, a partir da margem direita do Ave, em direcção ao Norte, fazia-se pela Rua das Hortas (que depois se chamou avenida Campos Henriques) e pela Rua de Santo Amaro, ladeando o monte de S. Francisco.
A Rua das Hortas, como ainda pode verificar-se, fora aberta na vertente do Mosteiro de Santa Clara, em ponto elevado, para não ser inundada pelas águas, em maré alta . .......... A velha Rua das Hortas , depois de rebaixada, ficou a confinar, em curva, com a Estada Real, na que fora aberta sobre o aterro ali feito, o que antigamente não acontecia.

por HORÁCIO MARÇAL em (PARA A HISTÒRIA DE VILA DO CONDE). in http://carioca-carioca.blogspot.pt/2007_01_01_archive.html

(3) As duas pontes, in http://carioca-carioca.blogspot.pt/2007/01/as-duas-pontes.html

(4) A antiga Rua de D. Luís I  in http://carioca-carioca.blogspot.pt/2007/01/antiga-rua-de-d-luiz-i.html

(4) Feira do gado in http://carioca-carioca.blogspot.pt/2007/01/feira-do-gado.html

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