Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Curitiba será retratada através de uma lata neste domingo

Fotos

É a quarta edição do Curitiba na Latinha, que vai reunir 140 crianças da rede pública de ensino 
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  20/05/10 às 14:44  |  Redação Bem Paraná
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Como tirar fotos e registrar os melhores momentos sem máquina fotográfica ou celular? Que tal usar apenas uma lata de leite ou de achocolatado e um pedaço de fita adesiva? É assim que o “Curitiba na Latinha” pretende ensinar crianças da rede pública de ensino a retratar a cidade em que vivem, e guardarem os melhores momentos deste dia inesquecível. 

Neste domingo, dia 23 de maio, será realizado a quarta edição do “Curitiba na Latinha”, projeto que ensina crianças a divertida arte de fotografar do PinHole, produzir fotos com apenas uma lata ou caixa de papelão com um pequeno furo em um dos lados. O evento realizado pelo Rotaract Club de Curitiba Bom Retiro acontecerá no Parque São Lourenço a partir das 8h30 e no Jardim Botânico no período da tarde, e contará com cerca de 140 crianças entre 8 e 10 anos da rede pública de ensino.

O projeto faz parte do evento internacional do Dia Mundial do Pinhole, que acontece simultaneamente em várias cidades do mundo, o objetivo é promover esta arte de fotografar e divulgar esta técnica simples e de baixo custo. Mas, para os participantes do evento em Curitiba esta é uma oportunidade de realizar o resgate social de crianças de baixa renda através da arte, ainda mais esta, que parece tão inusitada para eles.

O evento é promovido pelo Rotaract Club de Curitiba Bom Retiro deste de 2007, quando reuniram cerca de 100 crianças e 92 voluntários para fotografar o parque Tanguá, desde então o projeto se tornou permanente e já atendeu mais de 300 crianças de Curitiba.

O “Curitiba na Latinha” deste ano conta com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba, Projeto Sociedade Escola, Secretaria de Educação, Centro de Criatividade de Curitiba, Solar do Barão, Espaço Cultural Franz Kreisberg e Corinfo Soluções WEB.
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http://www.bemparana.com.br/index.php?n=145246&t=curitiba-sera-retratada-atraves-de-uma-lata-neste-domingo
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Fotografia Artesanal ou digital?

14 Setembro 2009

Fotografia Artesanal ou digital?

Foto: Willam Duarte

A arte de fotografar com câmeras digitais são bem mais fáceis e o elemento surpresa é cada dia menor, o apertar o botão e a câmera fazer todo o processo; capturar a luz ambiente, calcular a velocidade do obturador, nada disso é necessário se a sua câmera é uma digital onde o automático faz todo este processo. A fotografia é mais do que um simples aperto de botão. É uma arte que o artista é um observador que busca ser fiel ou não ao instante recortado em sua lente, mas se a opção é fotografar com uma simples lata como fazer isso?
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A nossa primeira dica é: Enxergar além do que os olhos podem ver. O momento é único e o instante não capitado em milésimos de segundos e sim no intervalo de cinco a dez segundo no mínimo.
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Fotografar com uma lata na era digital parece ser um retrocesso, mas é a busca da raiz que a fotografia artesanal mostra o seu diferencial.
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O Lata Mágica Recife, trabalhou os últimos oito meses com as câmeras digitais porem é o artesanal que provoca nos fotógrafos: Willam Duarte & Odilene Andrade, uma busca por algo maior do que apenas fotografar.
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Transmitir um conhecimento e dar a chance para que todos que não podem ter em suas mãos este objeto que com um aperto no botão faz todo o processo, as latas doam este sentimento de paixão e valorização do indivíduo singular.
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Voltamos com toda a força que tínhamos há quatro anos como começamos.
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Agradecemos a todos que sempre nos incentivaram e para recomeçar nós digam o que vocês gostariam que fossem fotografados na região metropolitana do Recife.
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Willam Duarte.
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sábado, 22 de agosto de 2009

Volta ao passado da fotografia - Alan Bastos

HISTÓRIA DA IMAGEM (19/8/2009)

Volta ao passado da fotografia

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Hoje é o Dia da Fotografia. Em uma volta ao passado, o fotógrafo Alan Bastos criou câmera de caixa de fósforo

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Crato. Comemora-se hoje, 19 de agosto, o Dia da Fotografia. Com a popularização da máquina digital, as imagens invadiram ocotidiano. A cada dia, o mundo passa por inúmeras mudanças. A natureza muda, os hábitos, a tecnologia, tudo o que ontem era novo hoje já é velho. A fotografia acompanhou o ritmo das mudanças. E com o surgimento das câmeras digitais, a imagem invadiu também o sertão. É comum ver as festas de casamento, batizados e aniversários sendo documentadas nos pequenos vilarejos. A mão que "derriba" o touro brabo dentro da mata fechada é a mesma que maneja uma máquina fotográfica.
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No caminho inverso dessa evolução, o fotógrafo Alan Bastos seguiu a estrada de volta ao princípio da fotografia. Com uma câmera feita de caixa de fósforos e dois rolos de filmes, Alan deu um mergulho de quase 300 anos no túnel do tempo, quando o americano George Eastman (1854-1932) inventou o filme de rolo, que deu origem à película cinematográfica. Desde então, o homem passou a registrar as imagens do mundo com mais facilidade.
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A volta ao passado vai mais além. Com uma câmera feita de uma lata de leite em pó, Alan repete a experiência feita pelo físico francês Joseph Nicéphore Niepce, em 1826, com uma técnica que ele denominou de heliografia. Era a primeira imagem fotográfica obtida com sucesso de uma paisagem vista da janela do seu local de trabalho. Com equipamentos rudimentares, ele, que é professor da Universidade do Cariri (Urca), pretende mostrar aos alunos a origem da fotografia.
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De volta de uma viagem ao Peru, onde colheu fotos de pontos turísticos, Alan pretende estender a arte fotográfica às comunidades de menor poder aquisitivo. Ele argumenta que, nem sempre uma boa imagem depende da máquina, mas da sensibilidade do fotógrafo.
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A idéia do fotógrafo cratense é ministrar oficinas de fotografias nas escolas públicas da região do Cariri mostrando os princípios da máquina fotográfica. Ele adverte que fotografar não é somente apertar o botão. A arte vai além do clique. O fotógrafo deve conhecer, antes de tudo, o segredo da luz. "A iluminação correta é o primeiro passo para se conseguir imagens em alta definição", ensina o fotógrafo, justificando a necessidade do amador começar do zero, conhecendo a origem da máquina fotográfica.
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A comunidade do Gesso, onde funcionou o baixo meretrício do Crato, já foi o cenário e oficina de um curso de fotografia, que teve como monitor o fotógrafo, jornalista, curador e produtor cultural Ricardo Peixoto. O artista ministrou a oficina "Caixa Mágica" com abordagens dos princípios da fotografia e um exercício sensorial.
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A proposta do projeto, segundo Alexandre Lucas, diretor do Coletivo Camaradas, é levar a imagem com seu contexto histórico, técnicas e resultados para comunidades que nunca tiveram contato com a fotografia. "Mágico é fazer com que as pessoas vivenciem o real à sua volta, a imagem é real", afirma. A oficina foi realizada no Projeto Nova Vida, uma Organização Não Governamental (ONG) que tem o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável de pessoas em situação de risco que residem no Gesso.
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Um dos fatores que motivou o artista foi o interesse em conhecer a realidade da antiga zona de prostituição do Crato. Ele tomou conhecimento do ambiente por meio da exposição "Cabaré" que foi realizada no Centro Cultural do BNB. Coincidentemente, Peixoto realizava, em João Pessoa, o Dia Internacional da Prostituta, juntamente com a Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba.
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Para Ricardo Peixoto, que tem um trabalho ligado aos grupos excluídos e marginalizados, "o artista não pode ficar fazendo arte pela arte". Ele acredita que o artista pode e deve contribuir socialmente com o seu fazer artístico. Peixoto é um dos fundadores do Grupo Traficantes de Imagens na década de 90 na Paraíba.
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O evento colocou em pauta o atual momento dessa linguagem, proporcionando reflexões. Nesse sentido, o evento reuniu fotógrafos profissionais, amadores, artistas visuais, além do público em geral.
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Mais informações
Universidade Regional do Cariri
Urca - Crato
(88) 3102.1202
www.urca.br
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ANTÔNIO VICELMO
REPÓRTER
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