Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Depoimentos: Gérard "tratou a fotografia como uma grande arte"

12.02.2011 - 19:07 Por Lusa, Sérgio C. Andrade, Ana Machado, Sérgio B. Gomes


Um bom conversador, lembra Rui Prata, comissário dos Encontros da Imagem de Braga. Um homem enérgico, lembra Sérgio Mah, comissário da participação portuguesa na Bienal de Veneza sobre a figura de Gérard Castello -Lopes. Em comum assinalam também a perda de uma figura importante da fotografia portuguesa, apesar do nome que carregava o ligar ao cinema. Gérard Castello-Lopes morreu hoje, em Paris, aos 85 anos. Tinha "uma doçura no olhar", lembra António Barreto.
Gérard Castello-Lopes 
Gérard Castello-Lopes (David Clifford/arquivo)

António Barreto, sociólogo
"É seguramente o mais interessante fotógrafo português do século XX. Um dos mais, pelo menos. Pela linguagem e pelo estilo próprios. Pela doçura do olhar. Pela ironia da expressão. Pela qualidade estética. Pela beleza das imagens. Pelo rigor formal. Pela humanidade dos seus temas. Pela independência de espírito. Pela cultura sólida. Deixa-nos uma obra de reduzidas dimensões, várias vezes interrompida no tempo, mas de excepcional valor de testemunho de uma sociedade. A sua Lisboa dos anos cinquenta, retratada com sentido ao mesmo tempo poético e realista, adquiriu valor patrimonial. As pessoas que então fotografou figuram para sempre numa galeria histórica de personagens. Mais tarde, já nos anos oitenta e noventa, teve nova vida, sentiu-se atraído por novos temas e foi capaz de adaptar a sua linguagem, sem nunca perder o seu traço. Com vagar, sem voracidade, Gérard não metralhava, compunha. Assim tratou a fotografia como uma grande arte."

Sérgio Mah, professor universitário e comissário da participação portuguesa na Bienal de Veneza
“Desaparece uma figura muito importante da cultura portuguesa e da história da fotografia portuguesa. Marcou com a sua sensibilidade a fotografia dos anos 1950 e a fotografia documental da segunda metade do século XX, apesar da produção irregular. Lembro-o como um homem alto, muito enérgico, muito educado, uma figura muito simpática. Percebeu e incorporou as tendências da fotografia que se iam fazendo lá fora , nomeadamente em Paris e por influencia do trabalho de Cartier-Bresson.”

Rui Prata, comissário dos Encontros da Imagem de Braga
“É uma figura importante da cultura portuguesa e muito marcante para a fotografia portuguesa que se perde. Teve um papel relevante na nossa fotografia, nas décadas de 1950 e 1960, regressando depois em força após o 25 de Abril pela mão de António Sena e da galeria Ether. Lembro, como pessoa, um bom conversador.”

António Pedro Ferreira, fotojornalista
“É uma pena que Gérard Castello-Lopes não se tenha dedicado mais à fotografia. Tinha o talento todo para construir uma obra extraordinária. Sabia que era bom, mas não teve coragem de afrontar o que a sociedade elegia para construir uma obra mais vasta. Henri Cartier-Bresson era o seu grande inspirador. Tentou imitá-lo em tudo, até nas máquinas que usava. Mas saiu da sombra do Cartier-Bresson. Quando voltou a fotografar nos anos 80 renasceu. A sua fotografia ganhou uma nova liberdade e experimentou linguagens novas. Mas creio que já foi demasiado tarde, apesar de ter contactado com o trabalho de outros fotógrafos e de estar atento ao que se fazia na altura. Ele tinha uma visão muito crítica em relação ao que se fazia na fotografia portuguesa. E costumava usar uma expressão para falar das imagens demasiado escuras que então se faziam: “A fotografia portuguesa é como fotografar um negro, no túnel do Rossio a cantar o Black is Black”. Gérard Castello-Lopes era um grande fotógrafo. Descobria a beleza na espuma de um cacilheiro. E mais do que isso, conseguia transmitir pela fotografia essa beleza. Considerou-se sempre um amador de fotografia, no sentido francês do termo. Ou seja, tinha uma relação despreocupada com a fotografia. Nunca quis, nem nunca precisou de viver dela. Há fotografias de Gérard que ficarão na história do olhar português. São grandes obras.”

Fernando Lopes, cineasta
“Teve uma grande importância para mim como fotógrafo, mas sobretudo era um grande amigo. Eu tinha-o visto há um ano e meio, mas ele já não reconhecia ninguém. Como fotógrafo, ele é um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, sem dúvida. E mesmo internacionalmente. A obra dele felizmente está nos museus de fotografia”.

Tereza Siza, historiadora e crítica de fotografia
“É evidentemente uma figura incontornável da história da fotografia em Portugal. É um expoente da geração – com Carlos Afonso Dias, Carlos Calvet e Sena da Silva, por exemplo – que trabalhou sem nenhuma visibilidade nos anos 50 e 60, por causa do regime de Salazar. E só viria a ser revelado na década de 80, a partir da exposição promovida pela Galeria Ether. Ele tinha uma grande paixão pelo Cartier-Bresson, mas a sua obra tem também algo mais, tem uma pureza de linhas e um sentido gráfico muito pessoais. Como pessoa, era uma figura exuberante, elegante, sedutora, que falava da sua arte com graça e grande clareza.”
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José Manuel Rodrigues, fotógrafo
“Desaparece um meu amigo íntimo, um colega com quem eu falava verdadeiramente de fotografia. Conheci-o numa exposição no Centro Cultural Gulbenkian, em Paris, em 1995. Ele exagerava sempre essa dívida relativamente a Bresson. A sua fotografia tem um carácter bem original, mesmo do ponto de vista conceptual. Ele teve várias vidas e várias actividades, mas a mais importante é como fotógrafo. Era uma pessoa com uma grande curiosidade e uma grande vontade de aprender. Passávamos horas e horas a discutir fotografia.”

Notícia actualizada às 21h04.
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Aos 85 anos

Morreu Gérard Castello-Lopes, fotógrafo 

e distribuidor de cinema

12.02.2011 - 17:09 Por Lusa

Morreu hoje em Paris o fotógrafo e distribuidor de cinema Gérard Castello-Lopes, disse um familiar à Lusa.
 
(David Clifford/arquivo)


Castello Lopes tinha 85 anos e vivia em Paris. A família ainda não decidiu se o fotógrafo será sepultado em França.

Gérard Castello-Lopes nasceu em Vichy, em 1925. Viveu em Lisboa, Cascais, Estrasburgo, onde fez parte do Corpo Diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Mais tarde, fixou residência em Paris.

Licenciado em Economia pelo ISCEF acabou por se dedicar ao cinema, fotografia e crítica. Gerente da sociedade de filmes Castello-Lopes, dedica-se à fotografia a partir de 1956.

"A sua 'formação' como fotógrafo foi a de um autodidacta, como quase todos os outros fotógrafos dessa época. A sua aprendizagem não foi escolar (não havia cursos de fotografia) e baseou-se por um lado, numa natural pulsão de representar a realidade, por outro, num intenso interesse pelas outras artes plásticas ou representacionais, como a pintura, a escultura, o cinema e a própria fotografia. O método consistiu em aprender os fundamentos técnicos da fotografia - o que se aprende facilmente nos livros -, definir uma orientação sobre o "objecto" preferencial da sua actividade fotográfica (tomando Henri
Cartier-Bresson como paradigma), e cotejar continuamente o resultado do que ia produzindo com o 'corpus' fotográfico que lhe era facultado pelas revistas e livros estrangeiros da especialidade, na ausência ou na ignorância dum 'corpus' equivalente português. Na sua essência, o método foi pragmático ou, como se diz em inglês, de tentativa e erro", pode ler-se na sua síntese biográfica publicada no site da Galeria Fernando dos Santos.

Foi ainda assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962), co-autor e assistente de produção e realização, juntamente com Fernando Lopes e Nuno de Bragança, da curta-metragem "Nacionalidade: Português" (1970), presidente do júri do Instituto Português de Cinema durante o período de 1991 a 1993 e membro fundador do Centro Português de Cinema.

Foi ainda membro do Conselho Consultivo da Culturgest.

Notícia em actualização
Óbito/Gérard Castello-Lopes

Fotógrafo que viveu entre França e Portugal morre em Paris

por LusaOntem
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O fotógrafo e distribuidor de filmes Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje, sábado, em Paris vítima de doença prolongada, foi também crítico de cinema, tendo-se iniciado no mundo da imagem como autodidata. 
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Castello-Lopes nasceu em Vichy (França), em 1925, mas viveu em Lisboa, Cascais e Estrasburgo, onde integrou o corpo diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Tendo-se licenciado em economia em Lisboa, foi fotógrafo, profissional de cinema e crítico desta expressão artística, além de gerente de uma sociedade no campo do audiovisual. Dedicou-se à fotografia desde 1956, mas só em 1982 deu um impulso significativo nesta actividade. Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje aos 85 anos, foi assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962) e de encenação de duas óperas realizadas pelo Grupo Experimental de Ópera de Câmara, que era subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
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Esteve na fundação do Centro Português de Cinema e foi coautor e assistente de produção e realização, juntamente com Fernando Lopes e Nuno de Bragança, da obra "Nacionalidade: Português", uma curta-metragem de 1970. De 1991 a 1993, presidiu ao júri do Instituto Português de Cinema, além de ter integrado o conselho consultivo da Culturgest. Como a maioria dos fotógrafos seus contemporâneos, numa época em que não havia cursos de fotografia, teve uma aprendizagem nesta área como autodidata. Interessou-se, no entanto, por outras formas de arte, como a pintura e a escultura. Na fotografia, revelou-se um seguidor dos ensinamentos técnicos de Henri Cartier-Bresson, tendo buscado muita da sua formação neste domínio em revistas e livros estrangeiros da especialidade.
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Crítico de cinema na revista "O Tempo e o Modo", de 1964 a 1966, escreveu também mais tarde, como colaborador, noutros títulos da imprensa em Portugal, como os jornais "A Tarde" e o "Semanário", de 1982 a 1984. Antes e depois do 25 de Abril de 1974, realizou dezenas de exposições individuais e participou em diversas coletivas, em Portugal e no estrangeiro. Mas foi em 1982 que este admirador do brasileiro Sebastião Salgado se relançou como fotógrafo, com uma mostra retrospetiva. "Nunca achei que era excecional ou muito bom fotógrafo. Muito bons fotógrafos foram homens como Ansel Adams, Minor-White, Henri Cartier-Bresson, Soudek, Jacques-Henri Lartigue, W. Eugene Smith, cada um no seu género, e 'pourquoi pas?', Sebastião Salgado, por quem tenho uma admiração enorme", confessava Gérard Castello-Lopes numa entrevista ao jornal Público, em 2004.
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Óbito

Foi um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, 

diz Fernando Lopes

por LusaOntem

O cineasta Fernando Lopes lamentou hoje, sábado, a morte do fotógrafo Gérard Castello-Lopes, um amigo de longa data, que classificou como um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX. 
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"Teve uma grande importância para mim como fotógrafo, mas sobretudo era um grande amigo. Eu tinha-o visto há um ano e meio, mas ele já não reconhecia ninguém... Como fotógrafo, ele é um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, sem dúvida", disse Fernando Lopes. "E mesmo internacionalmente - acrescentou - a obra dele felizmente está nos museus de Fotografia", acrescentou. O cineasta sublinhou ainda que a obra de Gérard Castello-Lopes, que morreu hoje em Paris vítima de doença prolongada, foi também muito importante para realizar a longa-metragem "Belarmino" (1964), sobre a vida do pugilista Belarmino Fragoso. 
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"Foi fundamental o estilo de fotografia. Ele e o Augusto Cabrita eram muito amigos e inspirámo-nos muito na fotografia dele", indicou. "Fico muito abatido com a morte dele, ele era um dos meus grandes amigos", comentou. Por sua vez, Maria João Seixas, diretora da Cinemateca Portuguesa, lamentou também a morte do fotógrafo e distribuidor de filmes que foi também crítico de cinema e se iniciou no mundo da imagem como autodidata. 
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"Lamento muito, mas já há muito tempo que eu lamento a ausência desse grande amigo, desse grande fotógrafo, desse ... homem de Cultura Chegou agora a hora dele, mas já há muitos anos que eu tinha saudades dele", disse hoje à Lusa Maria João Seixas, diretora da Cinemateca Portuguesa.
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domingo, 31 de janeiro de 2010

Dennis Stock - O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais

Óbito

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O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais

por JOANA EMÍDIO MARQUES - Diário de Notícias - 16 Janeiro 2010
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O fotógrafo de Hollywood e dos universos marginais
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A objectiva de Dennis Stock ajudou a imortalizar alguns dos ícones do século XX americano, como James Dean ou Audrey Hepburn 
"Sempre fotografei apenas para mim mesmo e aquilo que me interessava, por isso o meu trabalho é feliz", disse um dia Dennis Stock numa conferência.
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O fotógrafo, de 81 anos, com uma carreira feita na conceituada agência Magnum, morreu esta quinta-feira, depois de décadas a captar alguns dos momentos e das figuras mais emblemáticas do século XX americano.
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De James Dean a Marlon Brando, do universo do jazz ao Woodstock, Dennis Stock contribuiu, ao longo de mais de 50 anos, com imagens fundamentais para a cultura pop contemporânea.
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Sem revelar as causas da morte do fotógrafo, a Magnum já veio a público declarar "a profunda tristeza pelo desaparecimento de Stock".
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Nascido em Nova Iorque, em 1928, passou pela revista Life antes de se juntar à Magnum em 1951, onde iniciou uma carreira fulgurante da qual se destaca a fotografia que fez de James Dean a caminhar à chuva pela Times Square.
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O trabalho de Stock movia-se entre o brilho das estrelas de Hollywood e os universos mais marginais, como foram os movimentos de contestação que varreram a América nos anos 60.
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Para além dos vários álbuns de fotografia que publicou , Dennis Stock viu a sua obra exposta em museus como o Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque ou o museu de Arte Moderna em Paris.
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Admirador confesso do fotografo francês Cartier Bresson, Stock dizia que com ele tinha aprendido a importância de "capturar o momento decisivo" .
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Diário IOL PT - 15-01-2010 - 10:52h

Morreu o fotógrafo Dennis Stock


O fotógrafo norte-americano Dennis Stock, conhecido principalmente pelo seu trabalho com as fotos das estrelas de Hollywood e músicos de jazz, morreu esta segunda-feira à noite, aos 81 anos.
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Segundo a AFP o anúncio do óbito foi feito esta quinta-feira pela agência Magnum, para a qual trabalhava há cerca de cinquenta anos.
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«É com grande tristeza que anunciamos a morte de Dennis Stock», informou a agência sem esclarecer as causas e o local do óbito.
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Entre os trabalhos mais famosos conta-se a série de fotos de James Dean em 1955, pouco tempo antes da morte acidental do actor. A imagem do actor a caminhar na chuva com o gola do casaco subida, mãos nos bolsos e cigarro no canto da boca publicada na Times Square (em Nova Iorque) chegou a ocupar as paredes dos quatros de várias gerações de adolescentes. A assinatura dessa imagem é só uma: Dennis Stock.
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O livro «Jazz Street» reúne algumas das imagens mais belas sobre o mundo do jazz com a assinatura de Stock. Este fotógrafo captava com mestria o ambiente dos clubes e a solidão dos músicos nos anos 50. Sidney Bechet, Louis Armstrong e Miles Davis são alguns dos protagonistas do livro.
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Em 1960 Stock apaixonou-se pelos movimentos de contestação, antes de interessar-se pelas cores e natureza.
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Ao todo publicou 27 livros e as suas fotografias foram exibidas em vários museus internacionais, como o Internation Center of Photography, de Nova York ou o Museu de Arte da Cidade de Paris.
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Dennis Stock nasceu em Nova York em 1928. Aos 17 anos alistou-se na Marinha. Após um estágio na revista «Life», entrou para a agência Magnum em 1951 para a qual trabalhou quase em permanência durante toda a vida.
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Sobre o trabalho criativo que desenvolvia Dennis Stock chegou a afirmar:
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«Tive o privilégio de ver grande parte de minha vida através de minha objectiva, fazendo dessa viagem uma experiência esclarecedora», cita o comunicado da Magnum.

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Aos 81 anos

Morreu o fotojornalista Dennis Stock

Público - 13.01.2010 - 19:21 Por Ana Machado
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Disse uma vez que preferia que lhe chamassem ensaísta. Mas nunca se livrará do facto de lhe chamarem “o fotojornalista”, tendo assim ficado eternizado por uma fotografia tirada por Andreas Feininger, filho de Lionel Feininger, mestre da Bauhaus. Na foto, tirada para a capa da revista Life, um homem espreitava pela lente de uma máquna Leica. O homem por trás da lente era Stock.
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Dennis Stock morreu na passada segunda-feira, dia 11. Mas só hoje a notícia começou a circular nos sites e blogues da especialidade. A Magnum emitiu também o comunicado sobre a morte do homem da casa hoje, na sua página do Facebook.
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Dennis, que sofria de cancro e tinha várias complicações, tinha 81 anos. Mas a obra que deixa sobrevive-lhe. Há um coro de vozes a aclamá-lo como um dos maiores fotógrafos da segunda metade do século XX. E as imagens que deixa, muitas delas icónicas, justificam essa aclamação. Conhecido por fotografar preferencialmente estrelas de Hollywood, Stock fotografou Marylin Monroe, Marlon Brando. E fez uma grande sessão fotográfica com James Dean, em 1955, cujo resultado acabou por ser publicado na Life pouco após a morte prematura do actor.
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“Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icónicos de estrelas de Hollywood”, defende a Magnum, agência a que pertencia desde 1951.
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Fora dos retratos de Hollywood, Stock gostava do mundo da música. Louis Armstrong, Billie Holiday, Sidney Bechet, Gene Krupa, Duke Ellington, são alguns dos exemplos de celebridades nesta área que fotografou.Sobre uma vida dedicada à fotografia, Stock disse um dia: “Tive o privilégio de ver a maior parte da vida através da lente das minhas máquinas, o que tornou esta viagem uma experiência alucinante”.
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Dennis Stock, fotografo da Magnum, morreu aos 81 anos de idade



“Stock conseguiu evocar o espírito da América através dos retratos memoráveis e icónicos de estrelas de Hollywood”.
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Dennis Stock, mestre do fotojornalismo e membro da agencia Magnum Photos, morreu ontem a noite, aos 81 anos.
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Dennis largou a escola aos 17 anos para “cair no mundo” e poder retratar da melhor forma possível a história do seu país. Em 1947 tornou-se aprendiz de Gjon Mili, fotógrafo da Life, ganhando o primeiro prémio no concurso Life´s Young Photographers [Jovens Fotógrafos da Life]. Juntou-se à agencia Magnum em 1951.
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Stock ficou conhecido por seu trabalho retratando estrelas de Hollywood e músicos famosos de jazz. Durante os anos de 1960, fotografou a geração Woodstock e grande parte da Califórnia. Nos anos de 1970 e 80 trabalhou com cores, retratando a beleza da natureza e detalhes de paisagens. Nos anos 1990 voltou às suas origens urbanas e começou a explorar a arquitectura moderna das grandes cidades. O seu trabalho mais recente explora a abstracção das flores e seu último endereço foi Woodstock, em Nova Iorque.
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A sua obra evoca o “espírito da América” [the spirit of America], um feito importante para o legado da fotografia norte-americana. Viagens de carro [road trips], acampamentos, imersão cultural, ensaios de longo termo para a Life e outras publicações foram a base do seu trabalho. Stock sempre se aventurou e foi muito observador, algumas vezes até mesmo rebelde, e esse é o seu maior ensinamento. Ao longo da sua vida fez inúmeros workshops e expôs em países como França, Alemanha, Itália, Japão e os próprios Estados Unidos. Além da fotografia, trabalhou como escritor, realizador e produtor para televisão e cinema.
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sábado, 23 de janeiro de 2010

Fraude Fotográfica

Prémio Veolia BBC Wildlife
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Retirado galardão a espanhol que tinha ganho maior prémio mundial de fotografia de natureza


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Público - 22.01.2010 - 18:44 Por Ana Machado

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Uma fotografia de um lobo, alegadamente selvagem, a saltar uma cerca ao fim do dia, deu o primeiro prémio Veolia BBC Wildlife 2009, uma espécie de Nobel da fotografia de natureza, ao fotógrafo espanhol José Luis Rodríguez. Mas final nem o lobo era selvagem nem o local referido era verdadeiro. Foi tudo encenado. O júri do prémio retirou-lhe o galardão.
Esta foi a fotografia premiada  
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Esta foi a fotografia premiada (DR)

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José Luiz Rodriguez é um afamado fotógrafo da natureza espanhol, com provas dadas desde a década de 1970. Mas isso não evitou que caísse na tentação de montar uma encenação com um lobo treinado, chamado Ossian, que normalmente é chamado a protagonizar cenas com lobos em filmes e documentários, e que mora na reserva zoológica da Cañada Real, nos arredores de Madrid e não em Ávila, onde o autor da fotografia afirmava que o tinha apanhado.
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O fotógrafo nega as acusações, mas isso não dissuadiu o júri do prémio, atribuído pelo Museu de História Natural de Londres e pela revista da BBC Vida Selvagem. Conta o diário espanhol “El Mundo” que a Cañada Real se dispôs a colaborar na investigação, assim que esta semana foi conhecido o assunto. E confirma que o fotógrafo mantém uma relação antiga com a reserva. O mesmo não se passa com o principal biólogo da reserva, José España, responsável pelos lobos, e que, segundo conta o jornal, não atende o telefone.
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Quando recebeu o prémio em Outubro, Rodríguez afirmou que sonhava há muitos anos com aquela imagem e que até já a tinha desenhado em cadernos de esboço. Afirmou ainda que a fotografia tinha sido tirada com recurso a raios infravermelhos e que ele não estava presente: “É a minha fotografia de sonho”, disse então.
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma nuvem e um vulcão dão prémio de fotografia da National Geographic a fotógrafo português


Prémio na categoria lugares do concurso de 2009

Uma nuvem e um vulcão dão prémio de fotografia da National Geographic a fotógrafo português

Público - 14.12.2009 - 18:57 Por Ana Machado
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Estava a chegar à cidade indiana de Jaisalmer, na fronteira com o Paquistão, vindo de uma dolorosa viagem no deserto de Thar na boleia de um camelo, quando decidiu ir consultar o e-mail a um cibercafé. E lá estava a notícia inesperada: Hugo Machado tinha ganho uma das categorias do prémio internacional de fotografia da National Geographic.
Hugo Machado/DR


O geólogo açoriano, com um mestrado acabado de completar no Imperial College de Londres sobre geologia do petróleo já nem estava à espera de ganhar o concurso nacional da National Geographic. Mas o reconhecimento internacional da fotografia do vulcão Licancabur, entre o Chile e a Bolívia, tirada por si em 2008 não estava mesmo no seu horizonte.
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“Concorri porque a minha mãe e uma grande amiga minha quase me obrigaram diz sobre a fotogrtafia que foi eleita a melhor, entre mais 200 mil, na categoria de lugares. “Acabei por concorrer a duas categorias: lugares e natureza”. Venceu na primeira categoria.
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A imagem tirada numa viagem em Maio de 2008 foi tirada a 4200 metros de altitude, muito cedo, pelas 7h30, num dia com uma luz especial, conta o fotógrafo amador: “Foi tirada do lado Boliviano. Já lá tinha passado e não havia aquelas nuvens que se vêem na fotografia. Era só eu e um casal inglês que que estava no jipe comigo. Estava no sítio certo na hora certa. Nos Açores já tinha visto uma coisa semelhante no Pico. Penso que nestes cumes isolados este tipo de fenómeno pode acontecer”, diz sobre a nuvem bem definida, quase que parece desenhada, que se pode admirar a pairar, num equilíbrio perfeito, sobre o cume do vulcão.
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Foi esse equilíbrio que impressionou o júri do concurso da National Geographic formado por Mark Thiessen, editor gráfico da edição internacional da revista da National Geographic, Darren Smith, editor da publicação e Maria Stenzel, fotojornalista.
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Hugo Machado, que já tinha concorrido há dois anos ao mesmo concurso, prepara-se agora para ir a Washington receber o prémio, na sede da National Geographic Society, onde terá direito a uma visita guiada personalizada e contactará com profissionais da sociedade ligados à geologia. Há ainda um prémio monetário, no valor de mil dólares, e uma máquina fotográfica Leica para os vencedores.
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Há 10 anos a fotografar, Hugo Machado confessa que se tivesse de escolher uma profissão, para além de geólogo, seria fotógrafo: “Mas até agora tenho conseguido conciliar. Se calhar é bom que fique só como hobby”.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Viagem à Guerra Civil de Espanha por Agustí Centelles

Fotografia

Viagem à Guerra Civil de Espanha por Agustí Centelles

Público - 09.12.2009 - 21:20 Por Ana Machado
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Registou as duras imagens da Guerra Civil espanhola como poucos. Agustí Centelles, um dos pioneiros do fotojornalismo, morreu em 1985. Mas deixou um tesouro, uma caixinha de folha, daquelas de biscoitos, cheias de negativos de fotografias inéditas. O Ministério da Cultura espanhola comprou agora o espólio à família. Para as levar para o Centro Documental da Memória Histórica, em Salamanca.
DR

Comparam-no a Robert Capa. Mas Octavi Centelles, o filho, não tem dúvidas em dizê-lo, ao “El País”. Centelles é superior: “A diferença é que fotografou uma guerra que era sua. Sofria enquanto fotografava”, diz Octavi sobre as duras imagens conseguidas pela Leica de Centelles, como a de uma mãe, com o cadáver do filha nas mãos, no bombardeamento de Lleida, que foi censurada pelos próprios republicanos para não desmoralizar os apoiantes.
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Contam os filhos que Centelles protegeu aquela caixa com a própria vida, fazendo dela almofada durante os anos que passou em dois campos de concentração franceses, em Bram e Argèles-sur-Mer, onde os guardas cobravam bilhetes para que os locais pudessem ver os presos, como quem compra bilhetes para o circo. “Esta foi a almofada do meu pai. Não é uma maneira de falar. Se estas fotografias sobreviveram foi porque ele dormiu abraçado a elas cada noite”, conta Octavi.
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Os inéditos foram comprados à família pelo Ministério da Cultura por 700 mil euros. Mais de 10 mil negativos que são “um tesouro”, como dizem os filhos, um pedaço da história de Espanha., construído com a máquina leica, que comprou por 900 pesetas em 1934.
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Nascido em Valência mas criado na Catalunha, Centelles está no coração dos catalães. Por isso a Generalitat, o Governo catalão não perdoa à família de Centelles, e acusa-os de traição, por terem vendido o tesouro. A família, por sua vez, responde: “sempre nos fecharam a porta. Achavam que sobrevalorizávamos este tesouro”. Mas, se não servir para mais nada, a polémica serviu para despertar a atenção em torno do espólio de Centelles e do seu nome, no ano em que se completam 100 anos do seu nascimento.
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Regresado de França, Centelles escondeu a caixa numa casa de família, nunca as mostrou, para proteger quem lá aparecia. Estavam à espera que Franco morresse. Só depois a família soube da sua existência.
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Agustí Centelles

De Wikipedia, la enciclopedia libre

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Agustí Centelles i Ossó (Valencia, 1909Barcelona, 1 de diciembre de 1985), fue un fotógrafo valenciano, que vivió en Cataluña desde temprana edad. Está considerado uno de los iniciadores del fotoperiodismo en España y algunos han llegado a denominarle el Robert Capa valenciano.

Contenido

 

Biografía 

Su familia se trasladó a Barcelona cuando Centelles tenía un año de edad. Entró a trabajar como aprendiz en 1924 en el taller fotográfico de Ramón Baños donde aprendió la técnica del retrato. Unos años más tarde se convirtió en ayudante de Josep Badosa quien le introdujo en el fotoperiodismo. En 1934 se independizó y colaboró en periódicos como La Publicitat, Diari de Barcelona, Última hora o La Vanguardia.
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Al iniciarse la Guerra civil fue destinado al frente de Aragón y se dedicó a realizar reportajes sobre las tropas en el frente. Realizó reportajes sobre la conquista de Teruel y sobre la batalla de Belchite. Fue también colaborador del Comisariado de propaganda de la Generalidad de Cataluña y fue el encargado del archivo del ejército de Cataluña en Barcelona.
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En 1939 se autoexilió a Francia y se llevó consigo los negativos de aquellas imágenes que consideraba más relevantes. Las tropas franquistas requisaron el resto de los negativos que aún se encontraban en su domicilio y que, posteriormente, se trasladaron al Archivo de Salamanca.
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Estuvo preso en diversos campos de concentración donde consiguió salvar sus negativos así como las cámaras fotográficas que se había llevado consigo. Consiguió incluso establecer un pequeño laboratorio fotográfico en el campo de Bram , cercano a Carcasona, gracias a que poseía un carné de periodista expedido por las autoridades francesas.Fotografiando la penosa vida de los recluidos en estos campos de concentracion de bram
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En 1939 consiguió un permiso especial para abandonar temporalmente el campo de concentración y trabajar en la vendimia. Cuando consiguió trabajo en un estudio fotográfico el permiso se convirtió en definitivo. En 1942 entró en contacto con la resistencia francesa con la que empezó a colaborar realizando fotografías para identificaciones falsas.
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Algunos de los miembros del grupo de la resistencia fueron detenidos en 1944 y el laboratorio fotográfico fue desmantelado. Centelles dejó sus negativos en una buhardilla de Carcasona perteneciente a la familia que lo había acogido durante su exilio. Hizo esto porque entendía que no podía volver a su país con un material que, de ser requisado, podía comprometer a las personas que aparecían en las fotografías ante las autoridades franquistas.[1] Tras ello, regresó a Cataluña, entrando por la frontera andorrana, y se instaló en Reus en donde residió de forma clandestina durante dos años.
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En 1946 regresó a Barcelona y se presentó ante las autoridades. Fue juzgado y quedó en libertad condicional.
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Su pasado político le impidió dedicarse de nuevo al fotoperiodismo por lo que se decantó por la fotografía industrial y publicitaria, realizando encargos para productos como Chupa Chups y Anís del Mono.[2]
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En 1976 se trasladó de nuevo a Francia para recuperar los negativos que había dejado durante su exilio. Las imágenes volvieron a exponerse y Centelles se convirtió en un símbolo de los fotoperiodistas de guerra. En 1984, el Ministerio de Cultura le concedió el Premio Nacional de Fotografía.
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En la actualidad sus hijos, Sergi y Octavi, se dedican a dar a conocer la obra de su padre Agustí.

Obra 

Centelles fue el tercer fotógrafo en utilizar una cámara Leica de paso universal que le permitió realizar un tipo de fotografía diferente. Los retratos de Centelles tenían una gran fuerza expresiva dejando a un lado las clásicas fotografías planas, sin relieve, que hasta entonces se realizaban y que estaban, en cierto modo, condicionadas por las cámaras de placas y por la utilización del magnesio. No buscaba tanto la creatividad como mostrar la realidad tal y como era.
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En el campo de la fotografía de guerra, realizó imágenes que, además del valor informativo, tenían valor propagandístico, lo que hizo que muchas de ellas fueran portada de los principales periódicos, sobre todo en La Vanguardia.
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En noviembre de 2009 se dio a conocer que el Ministerio de Cultura adquirió su archivo completo por una cantidad de 700.000 Euros (inferior a los 850.000 Euros que le ofrecía de salida la casa de subastas Christie's y superior a los 500.000 Euro que inicialmente habian pactado con la Generalitat de Catalunya), una biografía sobre el fotógrafo y algún ensayo sobre el mismo, así como la correcta difusión de su obra de forma gratuita por todo el mundo. El destino será el Archivo Histórico de Salamanca.[3]

Bibliografía  

  • Terré Alonso, Laura Begoña, Introducción a la historia de la fotografía en Cataluña, Lunwerg Editores, Barcelona, 2000 ISBN 84-7782-684-6
  • Centelles, Agustí, Agustí Centelles: la lucidez de la mejor fotografía de guerra, T.F. Editores, Alcobendas, 1999 ISBN 84-95183-22-6
  • Balsells i Solé, David et alt, La Guerra Civil Espanyola: fotógrafs per a la història, Museu Nacional d'Art de Catalunya, 2001, ISBN 84-8043-083-4

Enlaces externos 

Referencias  

  1. Diario El Mundo: La Virreina expone el legado de Centelles, el fotógrafo de la Barcelona en guerra
  2. Ajuntamente de Barcelona: Agustí Centelles - Las vidas de un fotógrafo
  3. El Gobierno compra el archivo de Agustí Centelles y lo guardará en Salamanca
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Tenéis a vuestra disposición una selección de fotos de Agustin Centelles. Se podrán reproducir un máximo de tres fotografias. Si se quieren reproducir más, se tendrá que contactar con VEGAP tel. 915326632.
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© Agustí Centelles, VEGAP, Valencia 2004
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© Agustí Centelles, VEGAP, Valencia 2004
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http://www.cabanyal.com/portesober/2004/dossier/dossier_fotos.htm
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sábado, 11 de julho de 2009

Trabalho do fotógrafo português retirado do site do “New York Times" Edgar Martins: “Sabia que ia desafiar as convenções do jornalismo”

Uma das fotografias de Edgar Martins com os pormenores alterados, publicada no site "Photo District News"


Trabalho do fotógrafo português retirado do site do “New York Times"
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10.07.2009 - 18h30 Ana Machado, com Sérgio B. Gomes
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Edgar Martins passou 21 dias a fotografar 19 cidades norte-americanas, a convite da “New York Times Magazine”. O trabalho, com mais de uma centena de fotografias sobre os efeitos da crise económica no país, foi publicado no passado fim-de-semana, em seis fotografias. E retirado na terça-feira depois de um leitor ter identificado nas imagens alterações feitas em computador. Edgar Martins, fotógrafo freelancer português, a viver em Inglaterra, explicou ao PÚBLICO que se trata de um mal-entendido entre o que o jornal queria publicar e aquilo que era a intenção do artista.
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Nas fotografias imperam imagens de casas inacabadas, vazio e destruição deixados para trás por famílias e empresas norte-americanas arruinadas pela crise. Mas o que foi detectado por um leitor do Minesotta, programador informático, que confessa nem perceber de fotografia, foi que, em pelo menos um caso, onde se via o interior vazio de uma grande casa em madeira, havia manipulação digital da imagem: um dos lados era literalmente o espelho do outro, uma imagem simétrica só conseguida com recurso a um editor de fotografia, como o conhecido programa Photoshop.
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O leitor da denúncia chama-se Adam Gurno e acabaria por ficar famoso depois de ter dado uma entrevista ao blogue “Bloggasm”, de Simon Owens, a contar a sua descoberta. Daí o caso passou para o site “Photo District News”, especializada em informação sobre fotografia. E partir deste site a discussão alargou-se ainda mais na Internet. Os editores da “New York Times Magazine”, que nunca tinham detectado as alterações nas fotografias, não gostaram de saber destas alterações às imagens, até porque o trabalho tinha sido anunciado como puramente documental. E retiraram a fotogaleria do site da revista: “Soubessem os editores que as fotografias tinham sido manipuladas digitalmente e o trabalho não teria sido publicado. Por isso foi retirado”, pode ler-se numa mensagem deixada no lugar do portfólio.
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Edgar Martins, vencedor do prémio BES Photo deste ano, responde à polémica: “Já esperava esta discussão, o que não esperava era a forma como aconteceu”, disse ao PÚBLICO. “O problema foi o 'New York Times' ter vendido a história como vendeu”, disse, negando a acusação de manipulação. “Sou crítico do fotógrafo como turista, que produz um trabalho factual, recuso ser um mero intermediário, que dá uma visão fragmentária”, acrescenta o autor, referindo que nunca lhe foi dito que o objectivo era uma abordagem factual, apesar de conhecer “as ansiedades da editora” sobre trabalhos conceptuais que permitem todo o tipo de liberdades estilísticas.
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“Sabia que ia desafiar as convenções do jornalismo. Eu não fui para observar, fui para comentar”, admite Edgar Martins que frisa que nunca colocou de lado o uso do computador e que fala de “um desencontro” sobre o modo como cada parte assumiu o ponto de partida para o trabalho.
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Edgar Martins reconhece assim que recorreu a um técnico de Photoshop para transmitir intencionalmente a ideia de um mundo paralelo – daí a imagem espelhada que foi detectada. E que isso não se chama manipulação: “Não foi uma alteração para servir a estética. É uma mensagem que eu quero passar da dualidade entre a aspiração e o excesso, a ruína e a decadência”.
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O autor, que já falou sobre este assunto com críticos de arte norte-americanos, e que está em negociações para publicar o trabalho integral com uma editora norte-americana, felicita-se sobre a abertura de um debate sobre um assunto que há muito deveria ter sido lançado, sobre o factual e o conceptual na fotografia: “Perguntaram-me se instiguei este debate deliberadamente e eu respondi que não, mas que de certa forma estava à espera dele. E vai prolongar-se. Tenho uma fotografia que mostra um tijolo em cima de uma esponja, que traduz a fragilidade desta situação. Toda a realidade é uma construção”.
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