Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Fotografia neo-realista II

Alexandre Pomar



Fotografia neo-realista II
2.2  (continuação)
Outras fotografias que apenas conheço na qualidade de documentos conservados no espólio de um artista plástico, e parcialmente usados em obras de pintura e gravura, são localizáveis na Nazaré e certamente no ano de 1951. O seu autor é desconhecido.
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Podem ter a ver com o filme de Manuel Guimarães "Nazaré", rodado em Maio-Junho de 1952, com argumento de Alves Redol, mas não tenho confirmação dessa pista nem tenho indicação de que alguma delas tenha sido publicada alguma vez em qualquer lado. Apenas as conheço em pequenas provas (6,8 x 10 cm - papel: 8,5 x 11,7 cm) com a marca do laboratório Roiz, Lda. Não serão certamente provas únicas...
A intenção documental ou verista, o interesse pelas condições de vida e de trabalho populares, o carácter directo do "flagrante" (onde é impossível decidir entre o acaso da inexperiência ou a irregularidade intencionalmente aceite - mas inclino-me para a 2ª hipótese) marcam aqui uma atitude fotográfica oposta a um naturalismo esteticizado ou ao pitoresco romântico ou picturialista. Não se trata, porém, de provas de exposição, e não se lhes pode atribuir ou reconhecer qualquer ambição de uma recepção artística - poderá tratar-se até de uma prática da fotografia sem consciência de si mesma - "naive", por hipótese.
Um terceiro caso só em parte diferente é o de algumas fotografias associadas ao programa de visitas às zonas de cultivo do arroz nas proximidades de Vila Franca de Xira, orientado por Alves Redol em 1952-53, em que participaram diversos artistas. Cipriano Dourado e Rogério Ribeiro terão sido autores de fotografias que certamente nunca foram expostas e só muito mais tarde se publicaram enquanto documentos, a acompanhar dados biográficos. Ignoro se Lima de Freitas também fez fotografias (o seu pai teria tido um estúdio de fotografia em Évora - inf. a confirmar). É particularmente relevante que não tenham sido expostas nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, onde se mostraram as pinturas que usaram estas fotografias como elementos de apoio, auxiliares de observação e memória.
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Fotografia de Cipriano Dourado, 1953, publicada em "Rogério Ribeiro", Campo das Letras 2003, pág. 241
3 - Se até aqui se trata de fotografias que não pretenderam a circulação impressa ou exposta, que certamente não terão tido nem pretendido ter existência pública, outros casos fundamentam com mais consistência a abertura de um capítulo neo-realista:
3.1 - A edição de As Mulheres do meu País, de Maria Lamas, na dupla condição da afirmação de um muito extenso trabalho fotográfico da autora (quase nunca reivindicado ou re-conhecido como tal, e ignorado no campo da história da fotografia portuguesa*) e igualmente de recolha ou antologia de outros trabalhos fotográficos por vezes relevantes.
3.2 - A actividade fotográfica de Adelino Lyon de Castro, repetidamente exposta nos salões da viragem os anos 40/50 e à época apontada como exemplar de um nova orientação de cunho social e humano.
4 - É tb especialmente a propósito de Adelino Lyon de Castro que vale a pena tentar reconsiderar o lugar da fotografia nasExposições Gerais de Artes Plásticas: um lugar apenas pontual (1946, 1950 e 1955), heterogéneo e nunca reconhecido criticamente - pelo que se conhece - como associado ao neo-realismo, o qual tinha nesses salões o seu palco privilegiado de afirmação, na pintura e outras disciplinas artísticas.
5 - A partir de 1954-55 deverá poder atribuir-se à informação sobre a exposição "Family of Man" (à sua promoção e à sua repercussão), enquanto manifestação mais forte e mais ambiciosa de uma orientação que teve outras importantes formas de impacto e influência, o aparecimento de Lisboa, Cidade triste e alegre, cujo realismo lírico é particularmente identificável como neo-realista, no sentido alargado que aqui se tem empregue. Os primeiros trabalhos fotográficos de Carlos Afonso Dias, Gerard Castello-Lopes, em parte os de António Sena, e também os de João Cutileiro (que expôs fotografia em 1961) apontam na mesma direcção. Augusto Cabrita (expositor no Barreiro desde 1951 ou 52, o que faz recuar o tempo da sua apoarição...) e Eduardo Gageiro começam também por aí - estes no ambiente salonista, onde se inclui uma tendência humanista/neo-realista ou a sua retórica esteticizada que não pode ser ignorada.
* A edição original d'As Mulheres... de Maria Lamas sofria de uma deficiente impressão tipográfica das imagens e terá sido vítima de um excesso de instrumentalização ideológica (e partidária, ao longo dos tempos), factores que podem justificar a desconsideração posterior da edição.A reimpressão feita pela Caminho em 2002-2003, sob a direcção de José António Flores e com a utilização dos originais fotográficos de Maria Lamas e alguns outros, sempre que eles foram localizados, assegura ao livro e às suas imagens uma nova importância. (17-22Set)

terça-feira, 28 de junho de 2011

A Fotografia Neo-Realista I

Alexandre Pomar



09/13/2008

A fotografia n-r
1º estado - existe versão posterior
1 - Leituras várias e algumas pesquisas levam-me a pretender reconsiderar uma parte da fotografia portuguesa dos anos que se seguem à II Guerra à luz de uma classificação que até agora, ao que julgo, não foi usada neste domínio: neo-realismo. Não se trata de uma mera extensão à fotografia do movimento que a partir de 1945 se afirma na área das artes plásticas.
Gadanha 
Foto 1 - Arq. Castro Rodrigues, 1945, página de dossier com seis fotografias realizadas durante a IX Missão Estética de Férias da Academia Nacional de Belas Artes, em Évora


Claro que ninguém, à época, se reclamou neo-realista em fotografia ou como tal foi explicitamente classificado, mas o argumento é irrelevante - de facto, quase todas as designações que se impuseram para nomear um período ou um estilo mais ou menos preciso foram adoptadas a posteriori ou recusadas por aqueles a quem um determinado rótulo foi atribuído: maneirismo, barroco, impressionismo, cubismo, minimalismo são exemplos bastantes. No campo da história da fotografia também parece que ninguém se pretendeu alguma vez "fotógrafo humanista" e nunca essa fotografia humanista francesa (que em parte coincidiu com o posterior neo-realismo fotográfico, em Itália, Portugal e Espanha, por ordem de aparecimento) foi uma escola, um movimento ou manifesto, como se reconheceu a propósito de uma importante exposição e edição que em 1993 lhe foi precisamente dedicada, fixando um horizonte temporal alargado de 1930 a 1960 (La Photographie Humaniste, 1930-1960. Histoire d'un mouvement en France, Marie de Thézy, Contrejour). 

Será importante reconhecer que existem histórias nacionais quanto à fotografia (pelo menos) - ou, se se quiser, existem ritmos, cronologias, circunstâncias e criadores, ou seja, histórias, com significativas especificidades nacionais - pelo menos até à década de 80, e à transformação dos regimes de produção e circulação das imagens fotográficas que com ela coincidem. A designação fotografia humanista e aquela cronologia parece ser adequada à história francesa (e ao trânsito internacional sediado em Paris); entretanto, em Itália e Espanha a designação neo-realismo tem vindo a ser crescentemente utilizada em investigações recentes, que até já avançaram para o estudo comparado da situação dos dois países (Miradas paralelas. La fotografia realista en Italia y España, David Balsells, Museu Nacional d'Art de Catalunya, 2006 - os termos realismo e neo-realismo, realismo documental, novo realismo vão sendo utilizados aqui em diferentes circunstâncias). É oportuno ensaiar a sua eficácia quanto a Portugal, o que passa por recuperar nomes silenciados e reconsiderar situações que foram diversamente analisadas.

Por outro lado, será conveniente considerar que, apesar do relativo isolamento do país, e em parte por isso mesmo, não deixava de chegar rapidamente a Portugal informação sobre os acontecimentos artísticos internacionais (informação por vezes parcelar, indirecta ou livresca, é certo). Sucede até, pelo contrário - e esse dado é fundamental - que a repercussão ou influência desses acontecimentos exteriores é mais imediata e mais nítida do que em países com sólidas tradições nacionais próprias.
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A tese demasiado frequente do isolamento cultural (que em muitos casos apenas resulta da ignorância actual sobre as circunstâncias vividas em épocas anteriores) levou a entender, por exemplo, a produção fotográfica de Fernando Lemos exposta em 1952-53 - e as experiências recentemente descobertas de Victor Palla da mesma época ou pouco posteriores - como surrealismo e na influência directa de Man Ray. No entanto, a Fotografia Subjectiva de Otto Steinert, promovida desde 1949-51, já era conhecida de Lemos, que viajara a Paris, e foi sumariamente divulgada em Portugal numa artigo de José-Augusto França do início de 1953 que explicitamente o associava a essa corrente ("Nota sobre "Fotografia Subjectiva", O Comércio do Porto. 10 de Março de 1953 - ver: 2008/05/palla-lemos-1953-2.html)
2 - Antes de considerar a necessidade de revisão de outros estereótipos ou preconceitos (por exemplo, sobre o salonismo, sobre o amadorismo, sobre o modernismo fotográfico, sobre a "arte fotográfica"), importa estabelecer algumas linhas de identificação de uma fotografia neo-realista que como tal não se identificou nunca nem foi reconhecida.
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Será neo-realista alguma fotografia que, a partir de 1945, nas particulares condições ideológicas do pós-guerra, foi realizada ou utilizada na condição de documento para artistas ou em situação de proximidade ideológica ou convivial com os artistas que se identificaram como neo-realistas.
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Não se lhes terá atribuído importância específica ou "autónoma" e não foram reconhecidas como "arte fotográfica" (nem a tal aspiraram) - e também não terão aspirado à publicação na imprensa, como documento ou ilustração (e existiram alguns suportes editoriais para isso) - mas podem sumariar-se alguns casos mais ou menos desconhecidos, e a pesquisa em outros acervos poderá/deverá ampliar o seu número (se se começar por prestar atenção à fotografia anónima e amadora, em geral conservada em provas de contacto ou de formato amador, que terá sobrevivido em outros espólios documentais).
Um exemplo recuado é dado na Foto 1 (6 fotografias coladas num página, cada uma com 6,6 x 5 cm; Espólio Castro Rodrigues; foto Museu do Neo-realimo, VFX).
NR-CR1 
Foto 2, Castro Rodrigues, Gadanheiro
(continua)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Da Arte, por Alexandre Pomar



por Teresa Bizarro - 
04 de Janeiro de 2010  |  Actualizado há 17 horas
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Alexandre Pomar tem um blogue em nome próprio. Chegou à blogosfera já com um património de décadas de crítica de Arte nos jornais (Diário de Notícias e Expresso, por exemplo). Tem, como quase todos os críticos, amores e ódios - que às vezes nem atingem o patamar da estimação.
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Em http://alexandrepomar.typepad.com/, Alexandre Pomar anota os caminhos das artes plásticas: dá pistas sobre exposições, abre janelas a novos artistas e encontra púlpito para consagrados. Mas não perde o tom de reflexão.
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É de um ano negro, o de 2009, que fala no primeiro post de 2010.

"Se o ano foi negro em muitas áreas, por via da crise, ele foi catastrófico na área das artes visuais, embora (ainda?) não o bastante para a pôr radicalmente em causa. Acontece que a cultura em geral e as artes visuais em particular quase não ocupam atenção crítica na imprensa e no terreno dos blogs, e basta para o comprovar a ausência de tags como cultura, arte, museu, etc em respeitáveis espaços de opinião como A Regra do Jogo ou Jugular - sendo estes exemplos indicativos da escolha de um campo político. Para além do profundo e certamente justificado desinteresse, ou desprezo, que um tal silêncio significa (a favor de futebol, economia, política, benfica, sporting; ou religião, política, etc), há outras razões que têm a ver com a opacidade do sector, a falta de autoridade das instâncias de legitimação e o insondável desconcerto das políticas públicas. Entretanto, os discursos críticos encerram-se sobre os seus objectos parcelares e os espaços de diálogo (por exemplo O Infinito ao Espelho , um blog de artistas) escasseiam ou esmorecem ou acautelam-se... A viragem de ano é, porém, uma oportunidade, ou até uma responsabilidade, para levantar algumas pontas do véu(...)" (clique aqui para ler mais)
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Nota: Em Agosto de 2009, por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, o i pediu a alguns especialistas para que escolhessem a imagem das suas vidas. Jovens trabalhadoras das minas de São Pedro da Cova, 1948-50, de Maria Lamas, foi a foto escolhida por Alexandre Pomar: "A história da fotografia ignorou até há pouco a sua imensa galeria de retratos de mulheres do povo". Foi por isso a foto escolhida para ilustrar o blogue.
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Jovens trabalhadoras das minas de São Pedro da Cova, 1948-50 - Maria Lamas 
Escolha de Alexandre Pomar, crítico de fotografia: -
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sábado, 13 de junho de 2009

Morreu foto-jornalista Ricardo Rangel

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Moçambique


Maputo - O foto-jornalista moçambicano Ricardo Rangel, 85 anos, morreu hoje em Maputo, enquanto dormia, disse à Lusa fonte familiar.



Ricardo Rangel, uma referência na área da fotografia em Moçambique, através da qual denunciou a ditadura colonial, participou em dezenas de exposições em diversos países, incluindo o Museu Guggenhheim, em Nova Yorque, e foi condecorado com o grau de Oficial das Artes e Letras pelo governo francês.



Começou a trabalhar na área da fotografia aos 17 anos, num laboratório, passou pelo jornal bi-lingue "Lourenço Marques Guardian" e depois entrou para o jornal "Notícias da Tarde", onde foi o primeiro foto-jornalista não branco.



Na década de 60 foi editor do jornal "A Tribuna" e trabalhou posteriormente noutros órgãos de comunicação social, como o "Diário de Moçambique" ou "Voz Africana", sendo co-fundador no início da década seguinte da revista "Tempo", a primeira a usar cor em Moçambique.



Já depois da independência foi editor de fotografia no jornal "Notícias" e depois do semanário "Domingo", estando na origem, em 1981, da Associação Moçambicana de Fotografia.



A partir de 1984 criou e dirigiu o primeiro Centro de Formação de Fotografia.
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AngolaPress - 12-06-2009 10:16
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Ricardo Rangel (1924-2009)

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Foto *L / Luisa Cortesão (Maputo 11 Setembro de 2007) http://www.flickr.com/photos/luisa/1361550741/

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Era um nome maior da fotografia em português e também da fotografia portuguesa que se fazia em Moçambique, antes da independência. Fotógrafo moçambicano antes e depois, mestiço de muitas origens, grega por parte do pai.

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da série O Pão Nosso de cada Noite, anos 60/70

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Foi o primeiro fotojornalista "de cor" na imprensa branca - desde o «Notícias da Tarde», em 1952, depois, no Notícias, 1956; A Tribuna, 1960-64; Diário de Moçambique, Beira; Notícias da Beira, 66-67; e Tempo (co-fundador em 1970); fotógrafo-chefe no Notícias em 1977; director do semanário Domingo, 1981, etc. Foi também o pilar da criação em 1983 do Centro de Formação Fotográfica em Maputo (de Documentação e Formação - a partir de 2001), que continuava a dirigir - tinha 84 anos.

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A França concedera-lhe o grau de Oficial das Artes e Letras em 2008 e era doutor "honoris causa" pela U. Eduardo Mondlane (Outubro de 2009) - ver: http://www.jornalnoticias.co.mz/.

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Em 2005 - http://arquivo.maputo.co.mz - publicou O Pão Nosso de Cada Noite, a sua mais famosa série de fotografas (as mulheres e os bares da Rua Araújo, imagens furtivas dos anos 60-70), num álbum que veio imprimir em Santo Tirso, mas sem distribuição em Portugal - onde tinha exposto em 1998 (no Arquivo Fotográfico de Lisboa - ver aqui ).

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O Centre Culturel Franco-Mozambicain e Editions Findakly (Paris) editou uma 1ª monografia em 1994: Ricardo Rangel Fotógrafo de Moçambique / Photographe du Mozambique (bilingue), com textos de Zé Craveirinha ("Carta para o Ricardo sobre as suas fotografias") e Mia Couto ("Os deuses espreitaram por seus olhos"), e uma curta biografia. Fotografias de Moçambique, 1953-1993. 120 pp.

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Ricardo Rangel, Pão Nosso de Cada Noite / Our Nightly Bread (bilingue), textos de Calane da Silva ("Pão de neon na rua da vida"), José Luís Cabaço ("Ao Ricardo Rangel pelois seus 80 anos"), Luís Bernado Honwana ("Ricardo Rangel e o aparecimento do fotojornalismo em Moçambique"), Nelson Saúte (Carta a Ricardo Rangel) e dois poemas de José Craveirinha ("Felismina") e Rui Nogar ("Xicuembo"). Ed. Marimbique (impresso na Norprint, Santo Tirso - 1000 ex.), 2004.

6709 disponível em http://www.p4photography.com

Ricardo Rangel Fotógrafo / Photographer (bilingue), texto de Calane da Silva, Col. Les Carnets de la Création, Éditions de l'Oeil, Montreuil (com a colaboração da Embaixada de França em Moçambique), 2004. 24 pp. (apenas com fotografias de crianças)

e também:

Catalogue_cover_3 disponível em http://www.p4photography.com/photography_books

Iluminando Vidas - Ricardo Rangel e a Fotografia Moçambicana, ed. Bruno Z’Graggen e Grant Lee Neuenburg - Christoph Merian Verlag, Basel 2002. 168 pp.

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textos de Allan Porter (Perspectiva de Moçambique), Simon Njami (Saudade), António Sopa (O Fotojornalismo em Moçambique), Calane da Silva (Homenagem a R. Rangel).

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Fotografias de Ricardo Rangel e também Rui Assubuji, José Cabral, Luis Basto, Joel Chiziane, Naita Ussene, Sérgio Santimano, Ricardo Rangel, João Costa [Funcho], Alfredo Paco, Alfredo Mueche, Martinho Fernando, Ferhat Vali Momade, Albino Mahumana, Alexandre Tenias.

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