EM TEMPO - Não fosse o fotógrafo, Steve McCurry ou Nick Ut Lieux ou qualquer outro, muitos arriscando a vida em cenários de guerra, alguém saberia ou se preocuparia com a existência e problemas de Sharbat Gula ou de Kim Phuc ? E quem se lembra ou acode ou se preocupa com as restantes largas milhares de vítimas, vivas ou sobreviventes das mesmas guerras ou similares e todas elas devendo merecer igual reparação e memória ?
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 5 de novembro de 2016
Steve Mccurry e a mulher afegã - em torno dum texto de MEC
EM TEMPO - Não fosse o fotógrafo, Steve McCurry ou Nick Ut Lieux ou qualquer outro, muitos arriscando a vida em cenários de guerra, alguém saberia ou se preocuparia com a existência e problemas de Sharbat Gula ou de Kim Phuc ? E quem se lembra ou acode ou se preocupa com as restantes largas milhares de vítimas, vivas ou sobreviventes das mesmas guerras ou similares e todas elas devendo merecer igual reparação e memória ?
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Amazônia rara pelo fotógrafo Marcos Almeida
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
À conversa com João Nunes da Silva - Ver para além da lente
SECÇÃO: Sociedade |
| À conversa com João Nunes da Silva Ver para além da lente . O fotógrafo português já colaborou com publicações internacionais reputadas como a National Geographic. . João Nunes da Silva nasceu em Lisboa e desde cedo de apaixonou pela natureza. Sendo um homem de paixões, dividiu sempre o seu tempo entre a selva urbana e as paisagens naturais. A arte da fotografia não lhe apareceu por si apenas, mas por acréscimo ao amor pelo ambiente. Quando estava no 12º ano fundou, em parceria com alguns colegas, a Quercus, uma das maiores organizações ambientais de Portugal. Foi em trabalho de campo para a associação que descobriu a lente fotográfica. João Nunes da Silva quis deixar o seu contributo. As suas imagens ficam como janelas para outros mundos. . “Adoro isto, adoro fotografar natureza. Tudo aquilo que eu faço tem muito a ver com fotografia de Natureza ou foto reportagem de Natureza”. É com estas palavras que o fotojornalismo define a sua relação com a fotografia e com o ambiente. “Eu comecei com a fotografia porque desde muito novo sempre tive uma paixão enorme pela natureza. Nasci em Lisboa, vive lá toda a minha vida e na altura em que estudava no 12 º ano achei, com alguns colegas, que estava na altura de fazer alguma coisa para melhorar a natureza em Portugal. E fundamos então a Quercus. Comecei a participar em programas da associação, sobretudo nos de conservação da Natureza, e passei então a fotografar estes trabalhos. Foi assim que nasceu a minha paixão. Trabalhei ainda em arquitectura durante algum tempo, cerca de um ano e meio, mas chegou um ponto da minha vida em que disse: o que eu gosto é mesmo de fotografia”. . Ambientalista e fotógrafo, caminhos que se interligaram sempre para este profissional que já trabalhou em todo o Portugal e em muitos locais no exterior. A interligação do homem de natureza compõe os principais pontos de interesse do trabalho de João Nunes da Silva. “Através das minhas reportagens sempre tentei informar as pessoas sobre as áreas naturais que temos aqui em Portugal e mesmo lá fora, sobre a importância que essas áreas têm para o homem e sobre a possibilidade que o homem tem de viver em comunhão com a natureza”. . Fotografar tornou-se uma necessidade para este ambientalista, que começou a trabalhar com publicações reputadas no mundo da Comunicação Social. “A fotografia esteve sempre presente na minha vida, com a componente do fotojornalismo. Fiz reportagens para revistas como a National Geographic, a Volta ao Mundo, Rotas e Destino. Fiz um artigo para a BBC Wild Life sobre Portugal em parceria com outro fotógrafo”, refere. As suas imagens correram o mundo, foram ainda mais longe que o próprio fotógrafo. Um percurso feito de conquistas onde sempre prevaleceu a escolha e a visão de João Nunes da Silva. . Actividade em crise . Em conversa com este profissional da fotografia é impossível deixar de falar na crise porque passa actualmente a comunicação social e na falta de investimento na fotografia. “Hoje em dia o fotojornalismo está muito mal. É uma área em que não se investe. Revistas com as quais tinha uma cooperação periódica ficaram sem espaço de manobra porque não há dinheiro para pagar a freelancers. Os jornais compram reportagens com preços baixíssimos, recorrem a bancos de imagens, às vezes com uma qualidade péssima”. E há mesmo trabalhos que o fotógrafo nunca conseguiu ver publicados. “Eu tenho uma reportagem sobre a importância da castanha no Vale da Campeã que demorou um ano a fazer e que ainda não consegui publicar. Eu trabalho em fotografia há 20 anos, não vendo imagens a 20 euros”, conclui. João Nunes da Silva não deixa de lamentar a falta de aposta na qualidade nas reportagens que actualmente se publicam. O profissional acredita que esta é uma tendência que vai mudar, mas até lá reconhece que deixou de apostar tanto no fotojornalismo. “Eu consigo me safar porque trabalho também para empresas. Por exemplo, estive cerca de dois anos a fazer um trabalho para a Águas de Portugal sobre as zonas onde eles têm empresas. Salvo raras excepções, antes eu quase nunca fazia trabalhos sobre encomenda. Fazia o que gostava e depois propunha às revistas. Agora no fotojornalismo, que é uma coisa que eu gosto imenso, deixei de investir”. João Nunes da Silva não deixa nunca de trabalhar. O seu banco de imagens, que conta com cerca de 30 mil fotos. E o fotógrafo aguarda que os padrões da qualidade reorganizem um mercado em definição. “A forma de contornar esta crise vai ser a regulação do mercado em termos de qualidade e que vai haver uma tendência a melhorar e a investirmos mais nesse aspecto. Penso que há espaço para trabalhar nesta área e para mais profissionais”. . Uma paixão, uma arte . O fotógrafo assume que 85% do trabalho que já desenvolveu é feito exclusivamente de fotografias de natureza. Habitats, fauna e flora são a paixão de João Nunes da Silva, que gosta preferencialmente de trabalhar em montanha e em estuários. Muito dos seus projectos foram desenvolvidos em Portugal, mas tem igualmente experiência internacional. “Já fiz trabalhos sobre o Sul de França, Espanha, Picos da Europa e Itália. Gosto muito das áreas protegidas da Europa. Mas acho que temos um país fantástico. Somos um país pequenino, mas com uma diversidade de habitats magníficos. Temos zonas de montanha, estuários, zonas de floresta, montados de sobro, temos coisas fantásticas”, revela. . Para ser um bom fotógrafo de natureza, João Nunes da Silva refere que o principal é ter um bom conhecimento da biologia das espécies e do meio ambiente. Temas que o mesmo conhece profundamente devido ao seu trabalho na Quercus. Sobre a conservação dos ecossistemas, o ambientalista acredita que houve uma evolução positiva, embora já tenha visto alguns cenários chocantes. “Uma vez, há alguns anos, no estuário do Tejo, vi cerca de 12 flamingos abatidos num dia de caça. Não havia mais nada nesse dia e dispararam contra os flamingos. Sempre me perguntei sobre quem poderia fazer uma coisa dessas. Acho que globalmente as pessoas hoje em dia estão mais sensibilizadas. Há mais preocupação ambiental e há mecanismos criados pelo governo e pelas autarquias para proteger as espécies”. . Depois de tudo o que já viu e fotografou, é sempre pertinente perguntar qual o trabalho mais memorável. “Um dos sítios que mas gostei e que me deixou verdadeiramente fascinado pela dimensão foi o parque do Abruzzo em Itália. É uma zona de alta montanha que tem uma imensidão de carvalhos e de faias. Estive lá semanas e fiquei mesmo seduzido”. E o que falta ainda registar com a sua lente? “O meu sonho é fotografar na tundra finlandesa. Fotografar aquelas montanhas, os grandes mamíferos, como o urso pardo. Hei de lá ir, de certeza”, conta, já se notando o entusiasmo que sente por uma nova viagem. A viver há alguns anos já em Matosinhos, cidade para a qual se mudou por “razões familiares” e na qual já se sente à vontade, referindo a “grande qualidade de vida” que aqui sente, João Nunes da Silva assume que não se passa uma semana sem que vá para o campo fotografar. Para si, é uma necessidade e um prazer do qual não abdica. Porque para o verdadeiro fotógrafo a câmara passar a ser extensão integral de si mesmo. “Faz parte de mim, adoro aquilo que faço, adoro entrar na intimidade das espécies, ver o seu comportamento na lente, é uma paixão. A fotografia é uma arte. Eu não abdico da arte fotográfica”. . Por: Teresa Teixeira . , http://www.matosinhoshoje.com/index.asp?idEdicao=447&id=23594&idSeccao=3422&Action=noticia . . |
FotoNatureza
Domingo, Junho 12, 2005
O Algarve ainda conservado. Por João Nunes da Silva

Para mim, a Ria de Alvor é um daqueles locais que merece uma visita anual. É uma área classificada e tida como o único sistema lagunar costeiro relevante do Barlavento Algarvio. Num percurso na zona tem-se uma excelente oportunidade para reencontrar a Natureza e captar magníficas imagens. Por João Nunes da Silva.Leia na FotoNatureza, suplemento gratuito da edição de Junho da revista FOTOdigital.
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http://www.joaonunesdasilva.com
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Site sobre o fotógrafo de natureza João Nunes da Silva e o seu currículo. Serviços fotográficos.ILUSTRANATUR
Dedicando-se em exclusivo à fotografia de Natureza desde 1991 e criada pelo fotógrafo de Natureza João Nunes da Silva, poderá ir vendo neste blogue uma ...terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Uma nuvem e um vulcão dão prémio de fotografia da National Geographic a fotógrafo português
Uma nuvem e um vulcão dão prémio de fotografia da National Geographic a fotógrafo português
Estava a chegar à cidade indiana de Jaisalmer, na fronteira com o Paquistão, vindo de uma dolorosa viagem no deserto de Thar na boleia de um camelo, quando decidiu ir consultar o e-mail a um cibercafé. E lá estava a notícia inesperada: Hugo Machado tinha ganho uma das categorias do prémio internacional de fotografia da National Geographic.
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“Concorri porque a minha mãe e uma grande amiga minha quase me obrigaram diz sobre a fotogrtafia que foi eleita a melhor, entre mais 200 mil, na categoria de lugares. “Acabei por concorrer a duas categorias: lugares e natureza”. Venceu na primeira categoria.
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A imagem tirada numa viagem em Maio de 2008 foi tirada a 4200 metros de altitude, muito cedo, pelas 7h30, num dia com uma luz especial, conta o fotógrafo amador: “Foi tirada do lado Boliviano. Já lá tinha passado e não havia aquelas nuvens que se vêem na fotografia. Era só eu e um casal inglês que que estava no jipe comigo. Estava no sítio certo na hora certa. Nos Açores já tinha visto uma coisa semelhante no Pico. Penso que nestes cumes isolados este tipo de fenómeno pode acontecer”, diz sobre a nuvem bem definida, quase que parece desenhada, que se pode admirar a pairar, num equilíbrio perfeito, sobre o cume do vulcão.
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Foi esse equilíbrio que impressionou o júri do concurso da National Geographic formado por Mark Thiessen, editor gráfico da edição internacional da revista da National Geographic, Darren Smith, editor da publicação e Maria Stenzel, fotojornalista.
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Hugo Machado, que já tinha concorrido há dois anos ao mesmo concurso, prepara-se agora para ir a Washington receber o prémio, na sede da National Geographic Society, onde terá direito a uma visita guiada personalizada e contactará com profissionais da sociedade ligados à geologia. Há ainda um prémio monetário, no valor de mil dólares, e uma máquina fotográfica Leica para os vencedores.
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Há 10 anos a fotografar, Hugo Machado confessa que se tivesse de escolher uma profissão, para além de geólogo, seria fotógrafo: “Mas até agora tenho conseguido conciliar. Se calhar é bom que fique só como hobby”.
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