Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Fotos de capa em janeiro 10

 * Victor Nogueira 


2022 01 10 Foto victor nogueira - pôr-do-sol em setúbal (Foto em 2018.02.02 Canon 152-02)


2021 01 10 foto victor nogueira - Setúbal pôr do sol à beira-rio


2019 01 10 O CIRCO DA MINHA INFÂNCIA - 1. - Ah! O circo da minha infância, dos palhaços, sobretudo o "pobre", e das meninas contorcionistas (estive em menino apaixonado por duas delas, louras), dos/as trapezistas, com ou sem rede, e dos cavalos circundando o redondel. Hoje, hoje os circos são pobres, desfalcados, homens e mulheres de lantejoulas debotadas e dos sete-ofícios porque a crise é grande !
Mas naquele tempo eu queria seguir com o circo a percorrer o mundo. Ilusões, porque é dura a vida do circo, tanto mais quanto mais pobre ele for ! (2012.07.17)

VER

2020 01 10 foto victor nogueira - setúbal - Bosque do Centenário (da Implantação da República) (foto em 2017.10.01). Neste espaço verde em 2013 foi colocado um «Memorial comemorativo do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal» da autoria do escultor Hans Varela. Este Bosque foi objecto duma publicação em «O Bosque do Centenário, em Setúbal»

2020 01 10 Para quem duvida que o Puorto seja uma Naçom

2017 01 10 Desde a morte/funeral de Sá Carneiro em que este e o PPD-PSD/CDS, contra Abril, apoiavam o candidato Soares Carneiro contra Ramalho Eanes que se não se (ou)via o que hoje se repete. Ramalho Eanes venceu e Soares perdeu.
Nesse ano de 1980 o Secretário Geral do PS, Mário Soares, contrariando o seu Partido, "absteve-se" de apoiar o General Ramalho Eanes para a Presidência da República. Em 2006 Mário Soares apoiado pelo PS/Sócrates candidata-se contra Manuel Alegre, em trapalhada que facilitou a eleição de Cavaco Silva para PR.


2015 01 10 je suis pas catholique, je suis pas religieux, je n'aime pas l'intolerence et je suis d'accord avec la Revolution Française: "il n'y a pas de liberté pour les enemis de la lLberté", c'est à dire, pour les enemies de la Vie et de L'Hummanité
Je suis pas Charlie-Hebdo. Tous ces gents qui crient "je suis Charlie" ont dejá lu l'hebdomadaire et le connaissent d'avant ?
De josé afonso, "a formiga no carreiro"


A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

2015 01 10 je suis CHARLIE BROWN que é um dos personagens da série Peanuts, criada por Charles Schulz. Os personagens principais, para além de Charlie e do cão filósofo snoopy, são Linus, Lucy, Schroeder, Patty Pimentinha, Marcie, Chiqueirinho, Sally Brown, Franklin Armstrong, Woodstock e Joe Cool, cada um com sua idiossincrasia.
Trata-se duma BD em que a maturidade de alguns personagens co-existe com a normalidade e "manias" de outros, num clima de optimismo, tolerância, respeito mútuo e espírito de aventura sem esquecer o sonho.



2015 01 10 je suis CHARLIE CHAPLIN, tb conhecido por Charlot, foi um realizador e actor cinematográfico, perseguido pelas suas ideias progressistas e pacifistas, contra a autoridade, a força bruta e o capitalismo. defensor da solidariedade e da tolerância. Foi uma das vítimas da anti-comunista "caça às bruxas" desencadeada por McCarthy

Um dos seus filmes paradigmáticos, para além de Tempos Modernos, foi o Grande Ditador (1940) contra o nazismo e o fascismo, cujo comovente discurso final pode ser visto aqui

Outro filme pacifista é Charlot nas Trincheiras (Shoulder Arms), de 1918



2015 01 10 Álbum Teorias sobre  evolução humana - cartoon


2014 01 10

2014 01 10 Sobre a realidade, boa, óptima, má, péssima ou assim assim das pessoas no facebook a que chamo inFaceLock e as consequentes (des)(ilusões) e (des)(encantos) ou (des)(encontros)
Isto é como na vida real e na vida real não damos a chave da nossa casa ao 1º que nos aparece ou dizemos onde a pode encontrar. Isto não é a mesa do café ou o recanto da nossa casa, à lareira ou à mesa da cozinha.
Isto é a Praça Pública, o Rossio da aldeia ou o terreiro do paço, o palco onde à vontade e longe da ribalta se podem representar todos os papéis e múltiplos personagens, desde que para tal se tenha engenho e arte, sobretudo para espectadores benévolos ou ingénuos. Esquecê-lo é meio caminho andado para que o trigo se misture com o joio e a cizânia. Mas a vida continua ! Não haja ilusões: aqui é como na vida real e não é por isso que nela não deixamos de existir, de sonhar e de lutar. Contra ventos e marés ! Em busca de novos rumos !



2014 01 10

domingo, 10 de janeiro de 2021

fotos de capa em janeiro 10

 * Victor Nogueira


2021 01 10 foto victor nogueira - Setúbal pôr do sol à beira-rio


2019 01 10 O CIRCO DA MINHA INFÂNCIA - 1. - Ah! O circo da minha infância, dos palhaços, sobretudo o "pobre", e das meninas contorcionistas (estive em menino apaixonado por duas delas, louras), dos/as trapezistas, com ou sem rede, e dos cavalos circundando o redondel. Hoje, hoje os circos são pobres, desfalcados, homens e mulheres de lantejoulas debotadas e dos sete-ofícios porque a crise é grande !
Mas naquele tempo eu queria seguir com o circo a percorrer o mundo. Ilusões, porque é dura a vida do circo, tanto mais quanto mais pobre ele for ! (2012.07.17)

VER

2020 01 10 foto victor nogueira - setúbal - Bosque do Centenário (da Implantação da República) (foto em 2017.10.01). Neste espaço verde em 2013 foi colocado um «Memorial comemorativo do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal» da autoria do escultor Hans Varela. Este Bosque foi objecto duma publicação em «O Bosque do Centenário, em Setúbal»

2020 01 10 Para quem duvida que o Puorto seja uma Naçom

2017 01 10 Desde a morte/funeral de Sá Carneiro em que este e o PPD-PSD/CDS, contra Abril, apoiavam o candidato Soares Carneiro contra Ramalho Eanes que se não se (ou)via o que hoje se repete. Ramalho Eanes venceu e Soares perdeu.
Nesse ano de 1980 o Secretário Geral do PS, Mário Soares, contrariando o seu Partido, "absteve-se" de apoiar o General Ramalho Eanes para a Presidência da República. Em 2006 Mário Soares apoiado pelo PS/Sócrates candidata-se contra Manuel Alegre, em trapalhada que facilitou a eleição de Cavaco Silva para PR.


2015 01 10 je suis pas catholique, je suis pas religieux, je n'aime pas l'intolerence et je suis d'accord avec la Revolution Française: "il n'y a pas de liberté pour les enemis de la lLberté", c'est à dire, pour les enemies de la Vie et de L'Hummanité
Je suis pas Charlie-Hebdo. Tous ces gents qui crient "je suis Charlie" ont dejá lu l'hebdomadaire et le connaissent d'avant ?
De josé afonso, "a formiga no carreiro"


A formiga no carreiro
Vinha em sentido contrário
Caiu ao Tejo
Ao pé dum septuagenário
Larpou trepou às tábuas
Que flutuavam nas àguas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Vinha em sentido diferente
Caiu à rua
No meio de toda a gente
Buliu buliu abriu as gâmbias
Para trepar às varandas
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro
A formiga no carreiro
Andava a roda da vida
Caiu em cima
Duma espinhela caída
Furou furou à brava
Numa cova que ali estava
E de cima duma delas
Virou-se prò formigueiro
Mudem de rumo
Já lá vem outro carreiro

2015 01 10 je suis CHARLIE BROWN que é um dos personagens da série Peanuts, criada por Charles Schulz. Os personagens principais, para além de Charlie e do cão filósofo snoopy, são Linus, Lucy, Schroeder, Patty Pimentinha, Marcie, Chiqueirinho, Sally Brown, Franklin Armstrong, Woodstock e Joe Cool, cada um com sua idiossincrasia.
Trata-se duma BD em que a maturidade de alguns personagens co-existe com a normalidade e "manias" de outros, num clima de optimismo, tolerância, respeito mútuo e espírito de aventura sem esquecer o sonho.



2015 01 10 je suis CHARLIE CHAPLIN, tb conhecido por Charlot, foi um realizador e actor cinematográfico, perseguido pelas suas ideias progressistas e pacifistas, contra a autoridade, a força bruta e o capitalismo. defensor da solidariedade e da tolerância. Foi uma das vítimas da anti-comunista "caça às bruxas" desencadeada por McCarthy

Um dos seus filmes paradigmáticos, para além de Tempos Modernos, foi o Grande Ditador (1940) contra o nazismo e o fascismo, cujo comovente discurso final pode ser visto aqui

Outro filme pacifista é Charlot nas Trincheiras (Shoulder Arms), de 1918


2014 01 10 Sobre a realidade, boa, óptima, má, péssima ou assim assim das pessoas no facebook a que chamo inFaceLock e as consequentes (des)(ilusões) e (des)(encantos) ou (des)(encontros)
Isto é como na vida real e na vida real não damos a chave da nossa casa ao 1º que nos aparece ou dizemos onde a pode encontrar. Isto não é a mesa do café ou o recanto da nossa casa, à lareira ou à mesa da cozinha.
Isto é a Praça Pública, o Rossio da aldeia ou o terreiro do paço, o palco onde à vontade e longe da ribalta se podem representar todos os papéis e múltiplos personagens, desde que para tal se tenha engenho e arte, sobretudo para espectadores benévolos ou ingénuos. Esquecê-lo é meio caminho andado para que o trigo se misture com o joio e a cizânia. Mas a vida continua ! Não haja ilusões: aqui é como na vida real e não é por isso que nela não deixamos de existir, de sonhar e de lutar. Contra ventos e marés ! Em busca de novos rumos !

sábado, 5 de agosto de 2006

Necrópoles e túmulos 01 - Porto - cemitério de Agramonte

Sábado, Agosto 05, 2006

É a guerra aquele monstro (...) Começando pela desconsolação da guerra, e guerra de tantos anos, tão universal, tão interior, tão contínua: oh que temerosa desconsolação! É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre, que leva os campos, as casas, as vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há mal algum que, ou se não padeça, ou se não tema, nem bem que seja próprio e seguro. O pai não tem seguro o filho, o rico não tem segura a fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor, o nobre não tem segura a honra, o eclesiástico não tem segura a imunidade, o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus nos tempos e nos sacrários não está seguro. Esta era a primeira e mais viva desconsolacão que padecia Portugal no princípio deste mesmo ano.
(...) Que de tempos costuma gastar o Mundo, não digo no ajustamento de qualquer ponto de uma paz, mas só em registar e compor os cerimoniais dela! Tratados preliminares lhe chamam os políticos, mas quantos degraus se hão de subir e descer, quantas guardas se hão de romper e conquistar, antes de chegar às portas da paz, para que se fechem as de Jano? E depois de aceitas, com tanto exame de cláusulas, as plenipotências; depois de assentadas, com tantos ciúmes de autoridade, as juntas; depois de aberto o passo às que chamam conferências, e se haviam de chamar diferenças; que tempos e que eternidades são necessárias para compor os intricados e porfiados combates que ali se levantam de novo? Cada proposta é um pleito, cada dúvida uma dilação, cada conveniência uma discórdia, cada razão uma dificuldade, cada interesse um impossível, cada praça uma conquista, cada capítulo e cada cláusula dele uma batalha, e mil batalhas. Em cada palmo de terra encalha a paz, em cada gota de mar se afoga, em cada átomo de ar se suspende e pára. (...)

Pe António Vieira “Sermão Histórico e Panegírico nos Anos da Rainha D. Maria Francisca de Sabóia”
fotografia de Victor Nogueira - "Porto - cemitério de Agramonte"