Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Charlie Haden & Pat Metheny - Cinema Paradiso ( Love Theme )


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mamesibamarukomidori | 14 de Agosto de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Charlie Haden & Pat Metheny / Beyond the Missouri Sky (Short Stories) 1997
Pat Metheny ( Guitar ) , Charlie Haden ( Bass )

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Flávio Venturini - Noites com sol


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AsmodeusFF | 2 de Agosto de 2007 | 539 utilizadores que gostaram deste vídeo, 21 utilizadores que não gostaram deste vídeo
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Noites Com Sol - Flávio Venturini
Composição: Flávio Venturini / Ronaldo Bastos 
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Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
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Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
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Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões
Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
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Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar

http://letras.ms/ByD
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http://letras.terra.com.br/flavio-venturini/46017/
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

João Afonso-Naúfrago de las estrellas


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aries231 | 30 de Julho de 2006 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Imágenes de inmigrantes norteafricanos y subsaharianos que, embarcados en cayucos y pateras, desafían a la muerte emprendiendo una huida cuya travesía, a veces no tiene destino, porque naufragan y mueren en el trayecto. La música es de João Afonso.
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João Afonso-Naúfrago de las estrellas 

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Lila Bemerguy abre instalação fotográfica "Olhares Cruzados"

19/12/2010 10:10
Lila Bemerguy abre instalação fotográfica "Olhares Cruzados", em Santarém


Da Redação
Agência Pará
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Imagens da Santarém de ontem e de hoje compõem a exposição "Olhares Cruzados", que a fotógrafa Lila Bemerguy abriu neste sábado, dia 18h, às 20 horas, em Santarém. A mostra integra o Circuito das Artes, que apresenta ao público o resultado das Bolsas de Pesquisa, Criação e Experimentação Artística concedidas pelo Instituto de Artes do Pará (IAP) no ano de 2010.
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A fotógrafa pesquisou a história e a obra fotográfica de seu avô paterno, Vidal Bemerguy, e novamente fotografou os lugares registrados por ele. A mostra será em formato de instalação fotográfica, com imagens em preto e branco de autoria de Lila, Vidal e outros autores anônimos.
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"Olhares Cruzados" será montada inicialmente no Casarão do Barão de São Nicolau, na rua Floriano Peixoto, no centro da cidade. O casarão preservado, onde reside o também fotógrafo Edson Queiroz, foi escolhido não somente pela sua importância histórica, mas por ser um dos poucos preservados na cidade, cuja história arquitetônica foi tão descaracterizada ao longo dos anos.
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A instalação conta com 25 imagens em preto e branco de autoria da fotógrafa, produzidas com câmera analógica e copiadas em laboratório. "Não quis fazer digital, para homenagear a forma como os fotógrafos trabalhavam", explica. Além das imagens, a mostra terá objetos de época, fotos originais de Vidal Bemerguy e projeção de imagens de Santarém, feitas entre 1950 e 1970.
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No decorrer da pesquisa, Vidal Bemerguy, que atuou como fotógrafo em Santarém entre os anos 50 e 70, acabou se tornando um símbolo de todos os fotógrafos anônimos, ou que não deixaram assinatura nas suas imagens, mas que fizeram com que a história de uma cidade não fosse sepultada em escombros e ruínas, mas permanecesse viva no tempo suspenso da fotografia. "É como se revivesse os lugares escolhidos pelo olhar do meu avô", diz Lila.
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O resultado final foi concebido a partir do desejo de proporcionar ao visitante a idéia de circular numa casa onde mora alguém que possui "alma fotográfica", um personagem apaixonado por essa atividade, que poderia ser Vidal, ou mesmo qualquer um dos fotógrafos que passaram por Santarém. Inserido neste espaço está o trabalho produzido pela fotógrafa, que dessa forma se funde, se cruza com aqueles olhares do passado.
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"Lila Bemerguy propõe um curioso encontro entre duas gerações de fotógrafos da cidade de Santarém. Ao revisitar e fotografar locais que serviram de tema para outros fotógrafos que ali, entre as décadas de 1950 e 1970, desenvolveram seu trabalho, dentre eles, Vidal Bemerguy, "seu avô", e mesclá-los a fotos objetos e anotações que dizem respeito a esse período, Lila promove o encontro de olhares separados por 50 anos", explica Alexandre Sequeira, curador dos projetos em Artes Visuais contemplados pelo IAP.
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"A decisão de expor o resultado de sua pesquisa no "Solar Barão de São Nicolau" sobrado edificado em 1867, revela a preocupação da artista em, a partir do encontro entre passado e presente, suscitar nos moradores de sua cidade natal o interesse por redefinir os modelo escolhidos para seu futuro", completa.
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O Circuito das Artes apresenta ainda duas outras exposições: "Elucubrações", de Elaine Arruda, e "Recortes", de Ruma, na Galeria da Associação Fotoativa (Praça das Mercês, 19, Comércio, em Belém), com visitação até 14 de janeiro de 2011, de segunda a sexta, das 9h às 18h, e aos sábados, das 9h às 13h.
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Vernissage: Instalação Fotográfica "Olhares Cruzados", de Lila Bemerguy. Dia 18, sábado, às 20h, no Casarão do Barão de São Nicolau (Rua Floriano Peixoto, 346, Centro, Santarém). Visitação até dia 23/12. De 05 a 30 de janeiro de 2011, no SESC Santarém (Rua Floriano Peixoto, 535). Entrada franca.

Márcia Carvalho - IAP

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Google virou arte

28/11/2010 - 12:15 - Atualizado em 28/11/2010 - 12:15

Parecem instantes cinematográficos, mas não são. Imagens flagradas pelas câmeras do Google Street View, e compiladas pelo artista canadense Jon Rafman, se transformam em arte 
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LAURA LOPES
O Google pode ser mais do que uma simples ferramenta online. Ao menos para o artista canadense Jon Rafman, de 29 anos, que usa os aplicativos do site para compor suas obras. Cenas ordinárias do cotidiano, flagradas pelas câmeras do Google Street View e pacientemente selecionadas por Rafman, fazem parte de seu projeto Nine Eyes – nome em alusão à câmera cheia de lentes que percorre as ruas de cidades do mundo filmando em 360º.
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Uma mulher nua em uma praia da Itália (confira galeria abaixo). Um homem armado caminha numa rua do Jaraguá, em São Paulo, enquanto policiais revistam um grupo de jovens no bairro do Ipiranga. Um casal se beija em uma rua de Paris. Parecem instantes cinematográficos, mas não são. Algumas imagens são pura poesia, outras extremamente borradas e esteticamente inferiores. "Algumas seleções fazem alusão a antigos estilos fotográficos, enquanto outras tentam incorporar a teoria estética crítica. Explorando, descobrindo ou criticando, eu presto muita atenção aos aspectos formais de cor e composição", afirma.

O projeto virtual se tornou físico, transformou-se em livro (16 Google Street Views) e foi parar em museus e galerias de arte. Agora, Nine Eyes está no New Museum, de Nova York, onde fica até 23 de janeiro. Antes, houve exibições em pequenas galerias do Brooklyn, também em Nova York, na Fotofest Gallery, em Houston, Texas, e nos festivais Ars Electronica Festival de Linz, Áustria (setembro de 2010), Breda Photo Festival, na Suíça (setembro de 2010), e no Fotografia Festival de Roma, na Itália (setembro de 2010).

A seleção de imagens de Rafman reflete a experiência moderna, os sentimentos humanos de solidão e alienação, mas também uma beleza inesperada. Caso de uma foto em que lençóis balançam ao vento, ou uma praia de areias brancas com bancos extremamente coloridos. Há flagras divertidos, de pessoas que acabaram de cair, de um cachorro urinando no muro ou de um guarda dormindo dentro de sua guarita. 
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O que motivou Rafman foi a estética "ruidosa e amadora" das imagens do Street View. "Com sua aparente neutralidade no olhar, as fotos do Street View têm uma espontaneidade livre da sensibilidade ou background de um fotógrafo", diz. O artista vê as imagens como uma representação neutra e privilegiada da realidade, arrancadas de qualquer contexto social ou geoespacial, e capazes de criar verdadeiros documentos fotográficos ao capturar fragmentos da realidade despojados de intenção cultural.

Arquivo
Bebê engatinha sozinho em frente a uma loja da Gucci: algumas imagens são inusitadas
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É um projeto que se pretende inacabado, mesmo porque o banco de imagens do Street View só tende a aumentar. Para selecionar as fotos, o artista leva em conta "o impacto da tecnologia sobre nossa consciência, a captura da dimensão moral em um mundo ambíguo, a alienação contemporânea expressa muitas vezes através da tensão entre o ideal e o real, o romântico e o irônico, e o conflito entre o passado, o presente e o futuro". 
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O processo de escolha não é fácil: exige preparo, dedicação, concentração. Segundo o artista, é um quase um estado de transe. "Muitas vezes eu pesquiso de seis a 12 horas antes de encontrar qualquer coisa, mas, em outras, eu encontro meia dúzia de fotos numa única sessão", diz. Normalmente, ele investiga lugares que visitaria na vida real, o que não impede que de vez em quando solte o ícone do Street View ao acaso, em qualquer ponto no mundo. 
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Há quem pense que, ao se apoderar de imagens criadas sem critérios estéticos, Rafman esteja se virando contra a fotografia como criação humana. Engana-se. "Eu ainda concordo que os aspectos formais de composição e de sentido ou de mensagem são importantes, mas novos desenvolvimentos tecnológicos e artísticos criam uma nova liberdade e dão uma nova energia para a fotografia", afirma. Para ele, não existe apenas uma maneira de se fazer fotos.
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O Street View não é a única plataforma para a obra de Rafman. Ele também usa o Google 3D Warehouse, um site que permite compartilhar criações em 3-D, na série Brand New Paint Job. "Eu faço download de modelos em 3-D criados por qualquer pessoa, de adolescentes que desenham o carro dos seus sonhos a arquitetos que projetam o prédio ideal", afirma. Rafman, então, aplica à superfície desses objetos tridimensionais texturas e criações de artistas famosos, como Paul Signac, Paul Klee, Miró, Edward Hopper, De Chirico e Picasso. 
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Para ele, a tecnologia só tem a incrementar a arte. É sua forma de celebrar, e ao mesmo tempo criticar, a realidade contemporânea. 
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. ele, a tecnologia só tem a incrementar a arte. É sua forma de celebrar, e ao mesmo tempo criticar, a realidade contemporânea. 

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http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI190602-15220,00.html
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domingo, 24 de outubro de 2010

Danielle Licari

 

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nefertuti | 5 de Agosto de 2008
http://www.daniellelicari.com I found three videos where we can see Danielle Licari singing, alive performance... she was great!unfortunately, they are for sale, you can find them on some french website
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sábado, 16 de outubro de 2010

Fotógrafo usa comida para recriar belas paisagens


Carl Warner cria imagens com vegetais, frutas, cereais e vários outros elementos da culinária

por Globo Rural Online
Carl Warner’s
Tomates, queijos e massas montam a cozinha de Carl Warner
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Utilizando vegetais, frutas, pães, peixes, entre outros elementos do universo culinário, o artista Carl Warner recriou paisagens de diferentes lugares, inclusive aquáticos.

Os cenários fantásticos foram esculpidos por Warner que, a seguir, os fotografava para eternizar o feito. 
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Carl Warner’s
O mar de Warner é feito com frutas e vegetais
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São diferentes criações feitas com produtos da agricultura e até com barras de chocolate e salgadinhos. As imagens fazem parte do livro Food Landscapes (Paisagens de Comida, em tradução livre) que custa cerca de R$ 40.
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Carl Warner’s
O outono é retratado com cereais matinais nas fotografias do livro Food Landscapes
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Neste mês de outubro, o fotógrafo selecionou uma série de suas paisagens comestíveis para uma exposição em Londres, na Inglaterra.
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Carl Warner’s
Queijos e salgadinhos também ajudam a construir as belas paisagens da série de fotografias
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http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI179697-18071,00-FOTOGRAFO+USA+COMIDA+PARA+RECRIAR+BELAS+PAISAGENS.html
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terça-feira, 5 de outubro de 2010

“RESISTÊNCIA. Da alternativa Republicana à luta contra a Ditadura (1891-1974)”

Lisboa, Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910

Lisboa, Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910
Fundo Aurélio da Paz dos Reis, APR 1771

© Centro Português de Fotografia/DGARQ/MC
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A República que se instaurou há cem anos atrás está na origem da democracia em que vivemos. A construção da democracia teve um contributo essencial das lutas dos republicanos contra a Monarquia e, depois de 1910, em defesa da República. .Em 1926, ela caiu às mãos dos militares autoritários. Implantou-se em Portugal uma longa ditadura de 48 anos. Durante esse quase meio século, houve sempre quem resistisse: quem lutasse contra a opressão, e quem tivesse enfrentado corajosamente a repressão dos direitos e a negação das liberdades: republicanos, anarquistas, comunistas, socialistas, católicos progressistas, democratas de todas as cores, incluindo alguns monárquicos. Uns organizaram revoltas armadas, outros foram resistindo no dia a dia.
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Nesta exposição, procuramos retratar rostos, gestos, momentos da vida desses portugueses cuja resistência e luta é, de forma decisiva, responsável pela nossa liberdade. Os ideais em nome dos quais estes homens e estas mulheres lutaram foram muito diversos e, muitas vezes, contraditórios. Mas é importante fazer perdurar a memória de quem lutou pela instauração de uma República emancipadora, de quem lutou pela sua preservação contra as ameaças de regresso ao passado, de quem resistiu contra a imposição da longa ditadura salazarista que se lhe seguiu, e de quem, por último, conseguiu reunir em 25 de Abril de 1974 as condições para a derrubar de uma forma tão irresistivelmente não violenta.
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Núcleos
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I Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II Pátio - O 5 de Outubro
III Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV Santo António - Restauração e Fim da I República 1918-26
V Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI Átrio das Colunas - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII Sala das Colunas - Resistir 1934-58
VIII Átrio do Tribunal - O Furacão Delgado 1958-62
IX Sala do Tribunal - Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974 
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Esta exposição é organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff.
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Centro Português de Fotografia evoca a Madeira



Mostra da criação de Henrique Silva no Porto

2010-05-01

ISABEL PEIXOTO
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O Centro Português de Fotografia, no Porto, inaugura amanhã uma exposição e uma instalação, às 16.30 horas. A primeira das iniciativas está relacionada com a ilha da Madeira, enquanto a outra, da autoria de Henrique Silva, "fala" sobre a sociedade moderna.
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Constituída por 32 imagens da colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior e que pertencem à colecção nacional do Centro Português de Fotografia (CPF), a mostra "Recanto do oceano" estará patente até ao próximo dia 22. Nela, o visitante pode aperceber-se daquilo que a instituição considera serem as inabaláveis referências culturais, sociais, geográficas e paisagísticas da ilha que, em Fevereiro passado, foi fortemente atingida pela fúria da Natureza.
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Numa nota enviada à Imprensa, o CPF refere que, com esta exposição, composta por imagens a preto e branco, o que se pretende é "retratar a beleza da ilha do Atlântico", onde a recente tragédia não afectou "a memória de um romantismo idealizado e vivenciado entre o século XIX e o século XX". Acrescenta que se trata, ainda, da "possível e justa homenagem à ilha da Madeira e aos seus habitantes, que todos os dias conquistam as adversidades do relevo e do imprevisto"
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Entre as fotografias expostas, estão imagens que mostram a faceta turística da ilha. Há pelo menos duas em que se vêem carros de passeios: um puxado por uma junta de bois, cuja inscrição original é "Madeira/Bullock Carro"; outro gerido pela força de braços, daqueles que ainda hoje são uma das imagens de marca do turismo da Madeira. Um dado curioso podemos aqui acrescentar: há muitos casos em que se desconhece a autoria, sendo de admitir que certas fotografias tenham sido tiradas por turistas.
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Instalação até Julho
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Já "Sussurro", obra do artista plástico Henrique Silva, pode ser vista até ao dia 25 de Julho. Trata-se de uma instalação de 60 painéis de madeira que rodam sobre o próprio eixo e que têm imagens na frente e no verso. Técnica que acaba por ser dupla, uma vez que se trata de fotografias em que cada pessoa aparece de frente e de costas.
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"As sociedades organizadas satisfazem a necessidade social da espécie humana acumulando grupos que se identificam como entidades congénitas institucionais levadas ao paradigma da escala de poder onde uns são mais que outros", dizia o autor, em jeito de apresentação do seu trabalho, visto pela primeira vez em 2008. Nessa mesma nota, Henrique Silva lançava a questão: "Que espécie humana permite essa escala que pejora a relação saudável da sociedade onde está sujeita à necessidade de presença do semelhante, como um castigo, e onde a quietude não tem lugar...?".
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As pessoas aparecem em tamanho real, como se fossem personagens anónimas, podendo o visitante andar entre elas. Mas, para que circule, tem de empurrar os painéis. É como se se tratasse da hora de ponta numa grande cidade, pretendendo o autor destacar o anonimato acentuado pela falta de espaço vital a cada pessoa.
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Exposição “Recanto do Oceano”


Doce pedaço português de poesia, a ilha da Madeira imortaliza teimosamente a paisagem, a arquitectura, os costumes e tradições que perduram e persistem de uma forma imponente, afirmando com convicção uma identidade muito própria.
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Embora geograficamente pequeno, este recanto do oceano revela uma infinitude de paisagem natural com vegetação exuberante, majestosas escarpas e arribas de rocha basáltica de cor escura, cujos mistérios naturais nos transportam ao passado e nos ajudam a reflectir a construção do presente.  
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Nesta exposição, procuramos retratar a beleza de uma ilha do Atlântico que apesar das circunstâncias dramáticas dos últimos acontecimentos, não afecta a memória de um romantismo idealizado e vivenciado entre o século XIX e XX numa selecção de 32 imagens da colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior, pertencentes à Colecção Nacional de Fotografia do Centro Português de Fotografia.
 
Madeira, Funchal – S.S. “Scot” | CNF 3450/Colecção Alcídia e Luís Viegas Belchior | © CPF-DGARQ/MC
 
Exposição patente na Sala Joshua Benoliel do CPF (2º piso) até 22 de Maio.
   
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Instalação “Sussurro” de Henrique Silva
 
As sociedades organizadas satisfazem a necessidade social da espécie humana acumulando grupos que se identificam como entidades congénitas institucionais levadas ao paradigma da escala de poder onde uns são mais que outros.
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Que espécie humana permite essa escala que pejora a relação saudável da sociedade onde está sujeita a necessidade de presença do semelhante, como um castigo, e onde a quietude não tem lugar...
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Essa é a razão da aglutinação nas grandes cidades, onde o espaço vital se deteriora, por um lado pela exiguidade da liberdade de movimentos, e por outro pelo número de regras indispensavelmente estabelecidas para salvaguardar o controle dos direitos do poder sob a capa da salvaguarda da igualdade de direitos...
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Quem o permite, esse poder, senão essa mesma sociedade que, faminta da presença das “massas” no seu círculo, consente subjugar-se a critérios ditados por alguns, em detrimento do próprio círculo onde se inscreve cada sociedade, perdendo assim características e identidades que são próprias a cada círculo.
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Não será essa a maior maldição da espécie humana?  Henrique Silva | Novembro 2008
© Henrique Silva 
 
Instalação apoiada pela Moldarte Póvoa, Museu  Bienal Cerveira e Projecto N.D.C. patente na Sala de Reuniões do CPF (2º piso) até 25 de Julho.
 
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Exposição “Resistência. Da Alternativa Republicana à Luta contra a Ditadura (1891-1974)”
 
A República que se instaurou há cem anos atrás está na origem da democracia em que vivemos. A construção da democracia teve um contributo essencial das lutas dos republicanos contra a Monarquia e, depois de 1910, em defesa da República. Em 1926, ela caiu às mãos dos militares autoritários. 
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Implantou-se em Portugal uma longa ditadura de 48 anos. Durante esse quase meio século, houve sempre quem resistisse: quem lutasse contra a opressão, e quem tivesse enfrentado corajosamente a repressão dos direitos e a negação das liberdades: republicanos, anarquistas, comunistas, socialistas, católicos progressistas, democratas de todas as cores, incluindo alguns monárquicos. Uns organizaram revoltas armadas, outros foram resistindo  no dia a dia. Nesta exposição, procuramos retratar rostos, gestos, momentos da vida desses portugueses cuja resistência e luta é, de forma decisiva, responsável pela nossa liberdade. Os ideais em nome dos quais estes homens e estas mulheres lutaram foram muito diversos e, muitas vezes, contraditórios.
 
Lisboa, Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910  |  Fundo Aurélio da Paz dos Reis, APR 1775 | © Centro Português de Fotografia/DGARQ/MC
 
Núcleos
I   Sant’Ana - A Caminho da República 1891-1910
II  Pátio – O 5 de Outubro
III  Senhor de Matosinhos - Implantar e defender a I República 1910-18
IV Santo António – Restauração e Fim da I República 1918-26
V  Santa Teresa - A Ditadura e o Reviralho 1927-31
VI Átrio das Colunas  - Uma Ditadura para durar 1932-34
VII Sala das Colunas – Resistir 1934-58
VIII Átrio do Tribunal – O Furacão Delgado 1958-62
IX Sala do Tribunal – Da Guerra Colonial ao 25 de Abril de 1974  
Esta exposição é organizada pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República (www.centenariorepublica.pt) e comissariada por Tereza Siza e Manuel Loff.
 
A exposição estará patente até 5 de Outubro.
 
Horário: 3ª a 6ª - 10h às 12h30 | 15h às 18h
Sábados, Domingos e Feriados - 15h às 19h
 
Entrada Livre 
 
Centro Português de Fotografia/ Direcção-Geral de Arquivos
Edifício da Cadeia da Relação do Porto
Campo Mártires da  Liberdade - Porto
Telf: 222 076 310   |   Fax 222 076 311
www.cpf.pt   
 

domingo, 18 de abril de 2010

Memórias de um Portugal que já não existe

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Argumento1986 — 22 de Maio de 2009 — Este video foi criado por mim, recorrendo a postais ilustrados retirados do site :


agradeço a todos os coleccionadores/autores dos postais...
são imagens antigas que retratam um Portugal profundo, agricola, tradicional que quase já não existe.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Octavio Cardoso fala sobre o seu processo criativo



Diário do Pará - Domingo, 28/03/2010, 08:51h

Octavio Cardoso fala sobre o seu processo criativo


O dia-a-dia foi me levando para a cor”, conta o fotógrafo paraense Octavio Cardoso. Ele nunca escondeu a predileção pelos tons de cinza. Pelo contrário: foi no P&B que construiu uma celebrada trajetória que já soma mais de duas décadas dedicadas à fotografia. E agora, passados todos esses anos, eis que o artista mergulha pela primeira vez no universo das cores em sua produção autoral e emerge cercado por um azul quase infinito.

A série “Lugares Imaginários”, composta por três fotos, deu a Octavio o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia na categoria Brasil Brasis. “Eu nunca havia usado a cor no meu trabalho pessoal, mas tem sido cada vez mais difícil trabalhar com P&B, em função da falta de tempo. Ter que ir atrás de filme, revelar, fazer cópia... Fui obrigado a encontrar um caminho diferente, e esse caminho foi trabalhar em digital, pela própria praticidade. Fui experimentando e cheguei até o colorido”, diz. “Só que, enquanto o P&B possibilita um tom mais subjetivo, menos documental à imagem, a cor diz muito, revela muito, é real demais”, pondera.

Segundo Octavio, a distorção da cor na própria câmera fotográfica foi a solução para fugir de tanta objetividade, embora ele acredite que transitar pela fotografia digital exige uma certa cautela, devivo ao perigo permanente de ser engolido por tantos recursos tecnológicos.

“A fotografia digital e colorida corre o risco de virar cartão postal, uma mera exibição de possibilidades tecnológicas, dado o excesso de programas de manipulação e complexidade das câmeras. Penso que os recursos técnicos têm de ser o meio, e não o fim do processo”, diz, enfático.

“Lugares Imaginários”, resultado da Bolsa de Pesquisa, Experimentação e Criação Artística concedida em 2009 pelo Instituto de Artes do Pará (IAP), nasceu de uma viagem pelos municípios de Santarém, São Geraldo do Araguaia e pela Ilha do Marajó. Octavio desplugou da rotina apressada de fotojornalista para encontrar no litoral do Estado o ritmo particular exigido pelo seu processo criativo.

“Preciso estar desligado da rotina para criar. Não posso estar preocupado com problemas como contas a pagar, por exemplo (risos). Eu não consigo imaginar a foto antes de fazê-la, e isso não é uma questão de concentração, mas de predisposição para que a fotografia aconteça. Por isso é que os meus trabalhos são, em sua maioria, fotografias de viagem. Se não existir uma sintonia com o ambiente, uma tranquilidade, não adianta”, conta.

E é exatamente isso: sintonia. Diante do conjunto de fotografias, a sensação é de que somos lentamente absorvidos pela paisagem anil. “Minhas imagens têm um certo silêncio, solidão, espaços vazios. É como se o homem estivesse perdido nessa paisagem, nesse lugar que não existe”, ele diz.

Para Mariano Klautau Filho, curador geral do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o impacto pictórico da série foi o que mais chamou a atenção da comissão de seleção. “O artista integra um grupo seleto de fotógrafos que conseguem aliar sensibilidade e conhecimento técnico apurado”, avalia o curador. “Octavio cria aqui um mundo onírico, uma Amazônia inusitada, distante do padrão exótico que se costuma ver. São imagens de uma beleza realmente impressionante, a partir de cores construídas. Entramos com ele em outro universo, em uma viagem particular dentro desse ambiente”, finaliza.

O Prêmio Brasil Brasis destinou-se especialmente aos trabalhos de abordagem documental voltada ao cotidiano ou resultado de um projeto autoral de documentação.

SERVIÇO:

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Informações e programação completa em www.premiodiariodefotografia.

com.br. (Diário do Pará)
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quarta-feira, 17 de março de 2010

Livro "O Olhar Moderno sobre a Fotografia"

Logo Universia

13/03/2010
Livro "O Olhar Moderno sobre a Fotografia"
Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos lançou 11 de Março, pelas 18h30, no fórum da FNAC NorteShopping, o livro "O Olhar Moderno: a Fotografia enquanto Objecto e Memória".
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A autora do livro é Maria João Baltazar, licenciada em Design de Comunicação, pós-graduada em Estudos de Fotografia, bolseira de doutoramento em Estudos de Arte e docente da unidade História e Teoria da Cultura Visual na ESAD.
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A sessão de lançamento contou igualmente com a presença de Margarida Medeiros, crítica de fotografia e professora investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
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Este livro desenvolve uma compreensão do olhar moderno no contexto do meio fotográfico, associando a experiência perceptiva do final do século XIX e início do século XX com a relevância do objecto fotográfico enquanto objecto manuseável e, por isso, desencadeador de envolvimento e memória para além da mera leitura como imagem.
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É agora publicado pela ESAD, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. 
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http://inverso.universia.pt//img_noticias/2010_03_12_esad.jpg
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domingo, 3 de janeiro de 2010

2009 - Balanço da Associação Portuguesa de Arte Fotográfica


 

domingo, 27 de Dezembro de 2009


2009 - balanço de um ano de crise

O ano de 2009 chega ao fim com alguns motivos de reflexão. Neste ano que agora finda sentiram-se mudanças no mercado da arte, mudanças que não deixaram incólume a fotografia. O grande gigante oriental que é a China, depois de se tornar uma força incontornável na política, na economia e na questão ambiental, assume-se igualmente como o terceiro mercado mundial da arte. Fotógrafos chineses são cotados nos mercados de arte internacionais e expõem em grandes galerias de Londres, Nova Iorque ou Paris. Concertado ou não, este movimento demonstra visão política e pragmatismo cultural, sabendo-se que a cultura é uma forma de afirmação política com retorno económico. Que bonito seria que uma qualquer instituição cultural portuguesa, eventualmente dependente do Ministério da Cultura, tivesse uma efectiva política de promoção dos artistas nacionais, muito para além da atribuíção de subsídios e muito mais de resultados a médio prazo no mercado internacional da arte. Como primeiro passo bastava parar para pensar.
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É certo que em 2009 a euforia especulativa deu lugar à prudência, fazendo com que alguns valores artificialmente inflacionados se tenham reduzido até ao seu valor real, num paralelo com a discrição adquirida por algumas das fortunas do leste europeu. Na fotografia aconteceu o mesmo. Em resumo, o risco foi trocado pelos valores seguros, o que foi acompanhado pelas instituições bancárias que hoje estão menos disponíveis para investir em arte ou conceder empréstimos para esse fim. Alguns coleccionadores particulares e Fundações retraíram-se nas suas compras e investimentos, apesar dos coleccionadores serem hoje quem comanda o mercado.

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Será que vivemos uma situação de crise na arte e no coleccionismo? É claro que não. Trata-se apenas de uma purificação do mercado, em que a falta qualidade se esfuma e se mantém apenas o que realmente tem valor.  Deveria também fazer pensar todos os fotógrafos, alguns dos quais na net e nas revistas pensam “fazer arte” ou ficam surpreendidos pelo facto de não venderem o que esperam quando expõem numa parede. Não é também uma situação nova, ocorrendo ciclicamente, o que faz com que muitos dos que chegam às galerias e ao coleccionismo mais baseados na força dos euros em vez dos conhecimentos sejam duramente castigados, lembrando a quem compra e a quem vende o valor da seriedade do trabalho e da qualidade. É também o momento em que o mercado fica mais limpo e vale a pena investir.  É evidente que este ambiente de cautelas tem consequências na procura de novos criadores, na vitalidade dos agentes culturais ou na vida económica das grandes feiras de arte. Ou seja, a instabilidade do mercado tem consequências nos criadores, que não só vendem menos, como se mostram menos motivados à criação, quer pela queda nas aquisições quer pela menor disponibilidade psicológica. Claro que há excepções  quando vemos em Lisboa o Museu Berardo a apresentar obras da sua colecção com She is a Femme Fatale – um novo percurso pela Colecção Berardo ou quando vemos a Galeria Baginski a expandir as suas instalações e a sua carteira de fotógrafos. São esses gestos que nos levam a acreditar que 2010 será um ano melhor que 2009. 

quinta-feira, 17 de Dezembro de 2009


Por cá...nada se move

Comprei hoje a Aperture, uma revista de fotografia a que dou alguma atenção. E confesso que fiquei triste. Fui atraído não apenas pelos trabalhos de Walker Evans, mas também pela fotografia compenporânea iraniana e pelos trabalhos de Nan Goldim. Até aqui nada de novo, é apenas mais uma (boa) revista com preocupações de mostrar coisas novas. Depois, lembrei-me que há uns dias tinha também comprado a Images Magazine e ali vinham duas excelentes reportagens, uma sobre a 8ª Bienal de Fotografia Africana, com imagens esteticamente inovadoras, além de uma excelente reportagem sobre a Paris Photo, de cuja edição de 2009 tive o privilégio de ver algumas exposições em finais de Novembro. O tema era a fotografia iraniana e dos países árabes, tendo sido apresentados trabalhos de grande valor conceptual e de uma abrangência estética notável.
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E por cá? No campo da arte em geral há notícias animadoras e que revelam a existência de valores de projecção internacional. A directora da Experimenta-Design, depois de muitos anos a tentar convencer as entidades públicas do valor da iniciativa, foi convidada para comissariar a programação do La Gaité, um novo núcleo cultural em Paris. Isabel Carlos, directora do Centro de Arte Moderna da Gulbenkian vai integrar o júri do Prémio Turner, em 2010.
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E na fotografia? Tirando uma ou outra exposição, como a de Jorge Molder na Gulbenkian, da persistência de alguns fotógrafos, estou a lembrar-me de repente do nome de António Júlio Duarte, dos projectos irreverentes da Kgaleria, do trabalho persistente da Pente 10 ou do trabalho social e cultural do Movimento de Expressão Fotográfica, o panorama é desolador. Continuamos a apresentar velhas fórmulas já gastas de tanto vistas. Continuamos a fotografar como se estivessemos nos anos oitenta e nenhum mal daí viria se ao menos tivéssemos consciência disso e o assumissemos esteticamente.
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Entretanto mudámos o governo. Pensava eu (ingénuo!) que também mudavam as políticas de apoio à fotografia. O Centro Português de Fotografia, que depende do Ministério da Cultura, vai fazendo algumas exposições como de uma qualquer galeria se tratasse. Não ensina a fazer ou a ver exposições. Deixou de apoiar a descoberta de novos valores da fotografia. Não sabemos quais as recentes incorporações de obras e espólio. Nada se sabe da orientação de projectos e a sua actividade continua restrita ao norte do país, apesar de nacional. Sabemos sim e vem hoje nas páginas do Público, que os estudantes de fotografia do Instituto Politécnico de Tomar estão acampados, no átrio principal da escola, em protesto contra a falta de condições no ensino da fotografia. Sabemos que os novos valores só são episodicamente vistos numa ou outra galeria ou em iniciativas como os Encontros de Imagem de Braga. Se quiséssemos falar de um movimento da nova fotografia portuguesa, talvez para apresentar em algumas iniciativas a decorrer em Paris ou Nova Iorque, não sei o que acharíamos para mostrar. É que por cá...nada se move. 
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Publicada por APAF em 16:19
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