Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Tate Britain expõe obra de Muybridge, pioneiro da fotografia do movimento

Londres, 7 set (EFE).- O pioneiro da fotografia, Eadweard Muybridge (1830-1904), alcançou a fama principalmente pelas imagens nas quais conseguiu captar, pela primeira vez, o movimento de animais e humanos.
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Os trabalhos deste inglês, a quem a galeria Tate Britain dedica uma grande exposição, revolucionaram a arte e a técnica da fotografia e se anteciparam ao cinematógrafo.
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Ao mesmo tempo exerceram uma enorme influência em pintores como Edgar Degas, Thomas Eakins e Francis Bacon, passando por Marcel Duchamp e pelo futurista italiano Umberto Boccioni, além de compositores, como Philip Glass.
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Degas foi um dos primeiros artistas a usar os novos conhecimentos sobre o movimento dos cavalos em pleno trote obtidos com as fotografias de Muybridge que transformaram em obsoleta a representação dos equinos com as patas estendidas para frente e para trás para simular uma corrida.
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A obra vanguardista "Nu descendo a escada", de Duchamp, está diretamente inspirada nos trabalhos de Muybridge, assim como nas figuras de homens brigando de Bacon.
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A retrospectiva da Tate, que poderá ser visitada até 16 de janeiro de 2011, tem a virtude de apresentar um panorama muito completo de sua obra fotográfica e não só os trabalhos mais famosos.
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Para muitos será uma autêntica descoberta de sua faceta de fotógrafo de espetaculares paisagens, tanto dos EUA, como da América Central, assim como de vistas urbanas como as de São Francisco.
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Por encomenda de diversas agências do Governo de Washington, Muybridge viajou ao Alasca após o território ter sido comprado da Rússia e documentou os trabalhos de construção da ferrovia, além de fotografar as luzes no litoral do Pacífico.
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Muybridge estava fascinado pela natureza selvagem do vale de Yosemite, na Califórnia, por suas florestas, suas serras, suas cascatas e, principalmente, por seus lagos de águas tranqüilas nas quais se refletem como um espelho árvores e montanhas.
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As fotografias feitas na América Central, para onde viajou em 1871 depois de ser absolvido do assassinato por ciúmes do amante de sua esposa, também são belíssimas.
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A viagem foi feita a pedido da Pacific Mail Steamship Company. No Panamá e na Guatemala captou com sua câmera imagens de cidades da época colonial, praças e igrejas em ruínas.
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Por outro lado, as fotografias de São Franciso são realmente espetaculares, conseguidas mediante a justaposição de até 13 placas fotográficas para formar um panorama completo da cidade que parecem ter sido feitas em um programa de computador.
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A última parte da exposição é dedicada aos seus trabalhos mais conhecidos, os estudos de animais e humanos em movimento, que recolheu, entre 1881 e 1887, nos álbuns chamados "Animal Locomotion" e "The Attitudes of Animals in Motion".
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Para esses estudos utilizou uma série de 12 câmeras situadas em diversas posições ao redor do objeto que gostaria de fotografar para poder captar, ao mesmo tempo, sua imagem de diferentes ângulos.
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Graças a suas invenções tecnológicas, como o zootropo e o zoopraxiscopio, Muybridge conseguiu dar animação às imagens, criando a ilusão de movimento e se adiantando ao cinematógrafo.
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Imagens de Eadweard Muybridge

 

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"Nu descendo a escada", de Duchamp
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Muybridge Collection

 -Eadweard Muybridge was born in Kingston upon Thames in 1830 but moved away in 1852 to make his fortune in America. He came back to live in Kingston in the ...
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Exposição de fotografias mostra trajetória das Mães da Praça de Maio

Exposição de fotografias mostra trajetória das Mães da Praça de Maio
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Buenos Aires, 29 out (EFE).- As históricas Mães da Praça de Maio, que há 32 anos lutam para saber onde estão seus filhos, desaparecidos durante a ditadura militar argentina entre 1976 e 1983, agradecem o apoio de todo o mundo com a mostra fotográfica "A Volta ao mundo em um Barco de Amor".
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A exposição mostra uma seleção de 340 fotografias que remontam as três décadas nas quais as mães foram protagonistas de manifestações, homenagens e reconhecimentos a seu trabalho nos cinco continentes.
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O objetivo da exposição é "mostrar ao mundo que não fizemos tudo sozinhas, que em cada país houve grupos, organizações, praças, parques e homenagens que nos deram forças para poder seguir adiante. É uma forma de agradecer a todos os países do mundo que nos deram tanto", disse à Agência Efe a presidente da Associação Mães de Praça de Maio, Hebe de Bonafini.
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Além de fotografias tiradas em praticamente todos os países da América Latina, há imagens da passagem das mães por Cuba, Espanha, Itália, França, Holanda, Alemanha, Suécia, Canadá, Austrália, Iraque, Egito ou as duas Coreias.
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Muitas das fotografias mostram Hebe com os presidentes dos países citados ou com líderes de movimentos políticos ou religiosos.
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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o ex-presidente cubano Fidel Castro são os líderes que aparecem em mais fotos com as mães, compartilhando sua dor e sua luta em diferentes eventos.
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A presidente da associação também posa com líderes como o papa João Paulo II, em uma foto tirada no Vaticano em 1983; com o diretor-geral da Unesco, Koichiro Matsuuro, quando as mães receberam o Prêmio Educação para a Paz em 1999; ou com Yasser Arafat, líder do movimento de libertação palestina.
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No entanto, Hebe reconhece que uma das imagens mais emocionantes da exposição foi tirada há pouco tempo, em um ato na Argentina, em 2008, no qual as mães entregaram à presidente Cristina Fernández de Kirchner, o lenço branco que simboliza sua luta.
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Na fotografia, ambas aparecem emocionadas levantando o lenço, um momento que Hebe lembra como "muito forte para ela, para mim, para todos".
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Uma das fotos mais curiosas mostra Hebe com o músico argentino Charly García na residência dele, fotografia acompanhada de outra tirada em 1993 com Sting, além de várias com a banda irlandesa U2, que em uma de suas passagens pela capital argentina visitou a casa das mães.
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Junto às fotografias podem ser lidas as palavras de ordem que sempre acompanharam as mães, como "a única luta que se perde é a que se abandona", "nem um passo atrás", e a que, para Hebe, é a mais significativa de todas: "Até a vitória sempre, queridos filhos".
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A mostra pode ser visitada no Espaço Cultural Nuestros Hijos, administrado pelas mães no antigo prédio da Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), onde funcionou o maior centro clandestino da última ditadura militar argentina.
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"Aqui é como vencer a morte. Vencemos a morte. Pintamos este lugar, demos cor a ele. Onde ninguém queria vir, as mães disseram: onde houve morte vamos pôr vida, vamos mostrar ao mundo que isto não é um museu, é um lugar de vida, de arte", explicou Hebe.
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Além disso, lembrou que a exposição não deixa de ser, como todos os eventos que lideram, uma homenagem a seus filhos.
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A dirigente da associação, criada em outubro de 1977, se mostrou muito orgulhosa de suas conquistas durante os 32 anos de luta.
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"Lentamente fomos dando resposta a tudo. À ditadura (...), à falta de educação, à universidade. À falta de possibilidades, aos sonhos compartilhados. Quando vimos que não tínhamos como, que ninguém nos escutava, a rádio, o jornal, o outro jornal, uma revista nova, a livraria, a biblioteca" nos deu ouvido, relatou, sobre o caminho percorrido.
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Exposição A Volta ao Mundo em um Barco de Amor | Mães da Praça de Maio



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Flavita Valsani




A Volta ao Mundo em um Barco de Amor. Esse é o nome da exposição composta de 340 fotografias que remontam os mais de 30 anos da luta das Mães da Praça de Maio, na Argentina.
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O Espaço Cultural Nuestros Hijos, administrado pelas mães no antigo prédio da Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), onde funcionou o maior centro clandestino da última ditadura militar argentina, é a sede da exposição. Lá nesse espaço, a Associação criou vida sobre a morte, como explica Hebe: “Aqui é como vencer a morte. Vencemos a morte. Pintamos este lugar, demos cor a ele. Onde ninguém queria vir, as mães disseram: onde houve morte vamos pôr vida, vamos mostrar ao mundo que isto não é um museu, é um lugar de vida, de arte.” Além disso, lembrou que a exposição não deixa de ser, como todos os eventos que lideram, uma homenagem a seus filhos.



A Volta ao Mundo em um Barco de Amor
De 18 de outubro a 18 de novembro de 2009, de segunda a sábado, das 14h às 20h30.
Espacio Cultural Nuestros Hijos (ECuNHi)
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Avenida del Libertador 8465 (1429), Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina
Para saber mais clique aqui
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Fotoclube f/508

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Efe/Madres de Plaza de Mayo
Mães da Praça de Maio realizam marcha pelos filhos desaparecidos em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires
Mães da Praça de Maio realizam marcha pelos filhos desaparecidos em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires

Efe/Madres de Plaza de Mayo
Mães da Praça de Maio realizam marcha pelos filhos desaparecidos em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires
Mães da Praça de Maio realizam marcha pelos filhos desaparecidos em frente à Casa Rosada, em Buenos Aires
Exposição A Volta ao Mundo em um Barco de Amor | Mães da Praça de Maio.
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