Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

EXPOSIÇÃO DIÁRIO DO RIO DE CUSTODIO COIMBRA

EXPOSIÇÃO DIÁRIO DO RIO DE CUSTODIO COIMBRA
NO CENTRO CULTURAL CORREIOS
A exposição Diário do Rio do fotógrafo Custodio Coimbra, no Centro Cultural dos Correios, traz 50 fotos com instantâneos e elaboradas tomadas da exuberante beleza da cidade e da sua flagrante desigualdade social. “Minha foto é simples, despojada, sem rodeios. Composta, limpa, suja, contundente”, define Custodio, considerado um dos mais criativos foto-jornalistas no país. As imagens dos violentos contrastes da cidade, as suas luas e o Cristo Redentor, as crianças, o trabalho infantil aqui no Rio, a massa verde que envolve as mansões e o duro concreto das moradias na favela confrontadas lado a lado na mesma foto, os surfistas do trem, figuras inusitadas na cidade, o vôo branco-prateado das garças na baía, a agressão ambiental estão registradas lá em seu Diário. A exposição fica aberta à visitação até 30 de junho.
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Esta página encontra-se em www.cecac.org.br
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Fotos de Henri Cartier-Bresson

Fotos de Henri Cartier-Bresson
no Centro Cultural dos Correios
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"A câmera é a extensão dos meus olhos”
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A mostra com 155 das mais expressivas fotos de Henri Cartier-Bresson está no Centro Cultural dos Correios até dia 30. Um dos maiores nomes da história da fotografia, falecido no ano passado aos 95 anos, o fotógrafo francês captou com sua Leica (sempre em branco e preto, dispensava o uso de flash) o “momento decisivo” das cenas da realidade, do cotidiano, em vários países – França, Espanha, China, Índia, União Soviética, Estados Unidos, Inglaterra, transformou seu trabalho de fotojornalismo em arte.

México, 1933
"E naquele exato momento e numa fração de segundo, você organiza as formas que vê para expressar e dar sentido ao evento. É uma questão de pôr o cérebro, o olho e o coração na mesma linha de visão. É uma forma de viver."
“...para mim, só há uma coisinha na fotografia, um aspecto bem pequeno, que me cativa o espírito: a observação da realidade”.
Eu estava lá e isto é como a vida me apareceu naquele momento.
Dessau, Alemanha, 1945.
Mulher identifica delatora da Gestapo.
Tirar uma foto é como reconhecer um evento".
Prisão nos EUA, 1975
Eu não tenho imaginação. O que me fascina é a vida, que tento compreender.”
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