Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Moinhos de vento em fotos de capa (34) (Norte do Tejo)

 * Victor  Nogueira


2025 08 03 Foto victor nogueira - Apúlia - moinho de vento (GEDC2313) 


2025 08 04 - Barcarena Capela de S Sebastião (1997 rolo 221 - 0030)

Há por esse Portugal antas convertidas em capela, cçomo em Pavia, Alcobertas, Escoural ... A Capela de S. Sebastião, em Barcarena (Oeiras) "aproveita" um moinho de vento, remontando ao século XVI.

O templo tem como orago S. Sebastião, protector dos doentes da peste e dos artilheiros. Nesta povoação se localizava a Fábrica de Pólvora de Barcarena, que laborou entre 1540 e 1940. 


2025 08 06 Cela (Coutos de Alcobaça) moinho de vento (1997 12 rolo 211 - 0032) 


2025 08 08 Foto victor nogueira - Laundos S. Felix Moinhos de Vento (GEDC3294 a)

O Monte de S. Felix é o ponto mais elevado da serra de Rates, com 202 m de altitude.

Ponto panorâmico privilegiado, daqui pode-se observar toda a região e notar a sua diversidade marítima, campesina e urbana, sendo também facilmente percetível a transição entre a planície litoral e a ondulada região interior. Apesar de já não cumprirem a sua missão original, encontram-se ainda aqui alguns moinhos tradicionais, para além da capela dedicada ao eremita São Félix e uma unidade hoteleira com o mesmo nome


2025 08 09 - Foto victor nogueira - Laundos S. Felix . Moinhos de Vento (GEDC3295)

Ao contrário do anterior moinho de vento, neste a parede não está pintada e a sua traça, apesar da ausência das velas, estará mais de acordo com a feição original.


/ 2025 10 27 - Foto victor nogueira - moinhos de vento na zona da Ericeira / Peniche


2025 08 11 Óbidos Castelo e moinho de vento (1998 ROLO 344 -0019 )


2025 08 12 Foto victor nogueira - Óbidos moinho de vento (1998 rolo 345 - 0009)


2025 08 16 Foto victor nogueira - Moinhos de vento na Serra de Aire -


2025 09 06 - Foto victor nogueira - Moinho de vento nos arredores de Lisboa (Odivelas) (IMG_2640 ) 


2025 09 07 Foto victor nogueira - Lourinhã moinho de vento (2013 GEDC1169)

«2013 - Após a febre do Rei Leão, o entusiasmo pelos dinossauros, pelo que lá vamos, com o Francisco, de abalada à Lourinhã, em busca de vestígios dos simpáticos animais. Do museu já se falou anteriormente, embora agora esteja ampliado com novas secções com fósseis, reconstiruições, textos descritivos e gravuras explicativas. Na era das Capitais, Lourinhã intitula-se a dos Dinossauros.

Seguimos pela AE do Oeste e os moinhos que enchem as cumeadas estão - muitos deles - reccuperados, distinguido-pela sua alvura e velas. Característicos, os enormes geradores eólicos.» (2013) V


2025 09 13 - Foto victor nogueira - Laundos - Monte de S. Felix - Moinho de vento (GEDC3292)


2025 09 14 - Foto Vidigal Pereira - Lisboa (Alto dos Moinhos) em 1974 - 1975

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Azenhas em fotos de capa (31)

 * Victor  Nogueira 


2020 12 19 / /  2025 10 07  - Foto victor nogueira - Amarante - painel de azulejos na ponte sobre o Rio Tâmega, representando uma azenha (GEDC1225)


2022 05 17 / 2025 10 08- «A Casa da Azenha foi construída por António José da Silva, apelidado de “Lapuz”, que casou com Joaquina Rosa, em 1851, esta do lugar de Medros em Barcelinhos. A autorização data de 1872, e a licença possibilita a construção de uma “casa de pedra e cal” e outra, na margem oposta do rio, em madeira. A de pedra e cal é a atual Casa da Azenha, a da margem esquerda era a serração de madeira movida com roda vertical que as imagens da época bem retratam.

O edifício tem três pisos, o superior onde se instalou a casa de habitação, o intermédio apelidado de sobrado é onde se encontram as mós que são acionadas pelo engenho no piso inferior, também visitável.

O imóvel foi adquirido pela Câmara Municipal de Barcelos em agosto de 1993 e recuperada em 2003. Depois de várias funcionalidades, em 2025 é reconhecida como Museu de Território, pela CCDRN, num enquadramento de investigação molinológica e de recuperação de usos e costumes, associados à moagem, mas também às distintas atividades subsidiárias do rio, como a pesca, a serração de madeira, a lavagem da roupa e as barcas de passagem.

A Casa da Azenha tem como missão a salvaguarda do património material e imaterial, na defesa da memória e identidade barcelense.» in https://www.cm-barcelos.pt/viver/cultura/casa-da-azenha/  


2025 10 15 Foto victor nogueira - Caldas da Rainha - Azenha (rolo 208 - 0019)  Soube mas já esqueci o nome desta azenha e o loçal dentro da cidade onde se loaliza(va)


2025 10 18 - Foto victor nogueira - (Goios) - Azenha junto ao ribeiro do Souto que vai desaguar na Ribeira do Neiva, que por seu turno é afluente do Rio Este que desagua no Rio Ave.

Goios é uma freguesia do Concelho de Barcelos, donde era natural o meu avô Barroso. A ribeira passa nas trazeiras da Casa dos Vitorino, dos meus bisavós maternos, situando-se a meio caminho entre esta e a Igreja paroquial de N. Sra do Ó, junto à Casa dos Serra.



2025 10 19 - Fotos victor nogueira - roda duma azenha ou moinho de água

A água faz girar a roda que por sua vez impulsiona o movimento das mós que produzem a farinha. Mas as azsnhas yamb´m podem ser utilizadas para produzir electrxicidade. Não anotei na altura onde se localiza(va) o moinho das fotos. Na fábrica da Barcarena um moinho dste género era utilizado para produzir pólvora.


2025 10 21 - Foto victor nogueira - Barcarena (Oeiiras) - azenha da Fábrica de Pólvora (GEDC0407). Nem só para moer grão servem as azenhas. esta servia para o fabrico de pólvora.

«A "azenha da fábrica de pólvora da barcarena" refere-se ao sistema hidráulico que movia os engenhos de produção da fábrica, utilizando a força da água da Ribeira de Barcarena. Este sistema incluía um reservatório, canais subterrâneos e uma galeria onde ficavam as azenhas, que transmitiam o movimento aos engenhos de moagem (engenhos de galgas). Em caso de falta de água, o sistema podia ser complementado pela tração animal, como bois.

Funcionamento: A água era armazenada num tanque e depois direcionada através de canais subterrâneos para uma galeria que abrigava as azenhas. As azenhas movidas pela água impulsionavam os engenhos de galgas, que serviam para misturar os ingredientes da pólvora (enxofre, salitre e carvão).

Complemento animal: Quando o caudal de água era insuficiente, o trabalho era completado com bois que acionavam os engenhos.

Localização: Este sistema fazia parte do complexo da Fábrica da Pólvora de Barcarena, em Oeiras, e a galeria onde as azenhas ficavam ainda é visível na área musealizada.

Inovações: A tecnologia evoluiu ao longo dos séculos, com a introdução de melhorias e a substituição da tração animal pela energia hidráulica e, mais tarde, pela eletricidade e energia a vapor.» (AI Overview)


Caldas da Rainha -- Azenha  João Manuel (demolida)

sábado, 30 de outubro de 2021

Templos religosos 48 - Barcarena (Oeiras)

 * Victor Nogueira 

Vista de Leceia e mesmo doutros pontos, o que sobressai em Barcarena é a sua enorme igreja, de S. Pedro, no centro da povoação, com um adro com vista para a ribeira e para um pequeno jardim público, bem como o edifício que foi do quartel dos Bombeiros Voluntários. O primitivo templo foi destruído pelo terramoto de 1755, que na área de Oeiras e Paço d'Arcos provocou grandes prejuízos. Uma outra igreja, arruinada e em processo de recuperação, a capela de S. Sebastião, protector das pestes e dos artilheiros, caracteriza-se por dois corpos, o anterior cilíndrico e o posterior de secção rectangular. No centro algumas casas antigas demonstram a importância doutrora. Mais para a extrema, a sul, um cemitério. A povoação é atravessada pela malcheirosa ribeira do mesmo nome (ou de Agualva) e a sua zona central é incaracterística e confusa, nela sobressaindo o edifício dos bombeiros voluntários, estilo Estado Novo, com alpendre de arcada na fachada central.  

Perto de Barcarena, à entrada de quem vem de Porto Salvo, em Ribeira Abaixo, à sombra da igreja lá no alto, um tanque coberto para a lavagem de roupa, junto aos canaviais que marginam cá em baixo a ribeira de Barcarena. Perto de Barcarena e de Tercena situa se a desactivada fábrica de pólvora  que vem dos tempos do senhor D. Manuel I, cuja reutilização está em curso, incluindo a criação dum espaço museológico. Esta fábrica deu alguma importância a esta povoação, relarivamente às circunvizinhas.

Nas cercanias da fábrica, perto da ponte que atravessa a ribeira, encontram se a Quinta da Ponte (na Estrada de Leceia) e a Quinta de S. Miguel (na Estrada do Cacém), esta em estilo romântico (manuelino), oitocentista. Por estas bandas os caminhos são vicinais, estreitos, tortuosos e bordejados por altos muros. Tudo tem ainda um ar rural e verdejante, abundando oliveiras e algumas figueiras, contrastando gritantemente com os viadutos e autoestradas que cada vez mais cruzam esta região. 

De Barcarena para norte parte uma rua estreita e curvilínea, rumo a Tercena, com algumas casas mais nobres, uma das quais tem na sua fachada um colorido painel de azulejos representando o Palácio da Pena em Sintra. Já fora da povoação, na estrada municipal 578 e á direita encontramos a Quinta do Sobreiro, do século XVII, debruçada sobre o vale, murada, mas permitindo ver uma escadaria exterior dando para uma varanda de alpendre, coberta, no 2º piso (loggia).

Daqui avistamos os campos cultivados e, mais para lá, a mole imensa e "urbana" de Cacém. (Notas de Viagem, 1997)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Roteiro de Penélope com Ulisses - Fragmentos 05

*  Victor Nogueira

A recuperação hoje é o Museu das Transmissões e o Núcleo Museológico do Castelo, em Palmela, e o Museu da Pólvora Negra, em Barcarena. que já foi objecto de publicação em 

Um passeio sem lanche não é passeio e este foi na Casa Mãe Rota dos Vinhos, no Largo S. João Baptista, è sombra do Coreto e do Cine Teatro S. João.


Museu da Pólvora Negra (Barcarena - Oeiras)





maquete da Fábrica




Entrada para a capela


Ribeira de Barcarena



azenha




Museu das Transmissões (Palmela)


Nesta torre do Castelo de Palmela está instalado o  Museu das Transmissões



cesto para transportar pombos correios







 




Núcleo Museológico do Castelo de Palmela




vestígios árabes


Planta do Castelo


No Largo de S. João



Largo de S. João, visto do Castelo


Biblioteca Municipal de Palmela e Capela de S. João Baptista



Coreto e Cine-Teatro S. João


À sombra do coreto


Esplanada da Casa Mãe Rota dos Vinhos




O trem das onze


Painel de  Joana da Motta Guedes (2010) na Estação Ferroviária de Setúbal