Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

.

«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

terça-feira, 22 de maio de 2018

O Pelourinho de Setúbal

* Victor Nogueira







fotos victor nogueira - Pelourinho de Setúbal - 

fotos em 2018.05.20

Símbolo do poder e autonomia municipais, o de Setúbal foi mandado destruir pelo Marquês de Pombal por "representar" o poder dos Duques de Aveiro, implicados no atentado contra o rei José I, em que estiveram conluiadas várias Casas da Alta Nobreza contra a centralização do poder real e o ascenso ds burguesia.Foi pois esse pelourinho mandado substituir pelo Marquês de Pombal pelo que presentemente se encontra colocado na Praça homónime e que já figurou noutras publicações neste Kant_O, designadamente em O Pelourinho na Praça Marquês de Pombal em Setúbal

Duma data anterior são as fotos seguintes, extraídas de Andarilhando pelo Troino e Anunciada 02, com pormenores da base do referido monumento.







DESCRIÇÃO NA DGPC - - «Localizado na Praça Marquês de Pombal, antiga Praça de São Pedro, e numa das zonas de expansão da cidade durante as épocas moderna e contemporânea, o pelourinho de Setúbal foi construído, originalmente, para a Praça da Ribeira (antigo Largo da Ribeira Velha), em pleno centro histórico setubalense, no coração do burgo medieval.

A sua construção deu-se numa data muito tardia, certamente para substituir o antigo símbolo de autoridade municipal com que as vilas e cidades do reino vinham materializando o seu estatuto, desde o século XV. Data do reinado de D. Maria I, numa cronologia já bem avançada no século XVIII e instituiu-se como um dos principais símbolos do governo do Duque de Aveiro, que então detinha os direitos sobre a cidade.

Ao longo desse século XVIII o pelourinho foi deslocado de local pelo menos duas vezes. Num primeiro momento, passou para o Largo defronte do Convento do Espírito Santo. Posteriormente, foi parcialmente enterrado, por prejudicar as corridas equestres que então ali se realizavam. Foi necessário esperar pelo ano de 1774 para que este monumentos adquirisse a forma que hoje observamos. Nessa data, por ordem do Marquês de Pombal, o pelourinho foi demolido, precisamente por representar a antiga autoridade do Duque de Aveiro. 

A coluna, sem dúvida o elemento de maior impacto e qualidade artística de todo o conjunto, foi reaproveitada na construção do actual pelourinho, obra do Engenheiro Cabedo, que aqui deixou também a sua marca.»(http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/69877)