Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
2015 04 27 foto victor nogueira - ponte sobre o rio Cávado, ligando Barcelos a Barcelinhos
2022 05 17 Foto victor nogueira - Barcelos - ponte românica e azenha no Rio Cávado (GEDC0348)
Centro histórico de Barcelos - Na foto estão a Igreja de Santa Maria (matriz) e as ruínas do Paço dos Condes de Barcelos (actual Museu Arqueológico). Á esquerda a Torre dos Pinheiros. Por detrás do Paço ficam os Paços do Concelho e a estátua de António de Sousa Barroso, que foi missionário em Angola e Bispo do Porto.
António de Sousa Barroso era primo do meu avô materno, António dos Santos Barroso, e foi o irmão deste, o Pe José Barroso, secretário do bispo, que esteve por detrás do casamento do irmão com quem veio a ser minha avó materna, Francisca da Conceição, de Chaves, que não conheci mas dizem-me ter sido uma pessoa alegre e generosa, que trocou o convento pelo casamento.
Contudo, contava a minha mãe, em contrapartida teve de deixar os bens ás Oficinas de S. José, ficando com o usufruto deles apenas em vida.
2022 05 18 Foto victor nogueira - Barcelos - painel de azulejos representando o Paço dos Condes de Barcelos e a ponte sobre o Rio Cávado (GEDC0380). Como legenda «Este Palácio dos Duques de Bragança em 1786 (segundo o pintor Manuel Luís Pereira»
2022 05 19 Duarte d'Armas - Barcelos e ponte sobre o Rio Cávado, in "Livro das Fortalezas"
2022 06 14 Foto victor nogueira - Barcelos - Ponte sobre o Rio Cávado (tabuleiro), vista de Barcelinhos. Ao fundo a Igreja matriz e as ruínas do antigo Paço Condal (GEDC0059)
2022 06 15 Barcelinhos - Ponte sobre o Rio Cávado tabuleiro e Capela de N Sra da Ponte vistas de Barcelos (GEDC0090)
2022 06 16 Foto victor nogueira - Barcelinhos e ciclista atravessando a Ponte sobre o Rio Cávado, vistas de Barcelos (GEDC1175)
«O Livro das Fortalezasé um manuscrito quinhentista de autoria de Duarte de Armas, executado em 1509-1510 por iniciativa de D. Manuel I de Portugal. A obra contém desenhos de 56 castelos fronteiriços do reino de Portugal.
(...) O monarca incumbiu Duarte de Armas, escudeiro da Casa Real, de vistoriar as fortificações lindeiras com Castela, desejando inteirar-se do estado de conservação das mesmas. Duarte de Armas, acompanhado de um criado a pé, percorreu a cavalo a maioria das povoações acasteladas da fronteira, elaborando esboços em papel (debuxos) com as suas panorâmicas (ao menos duas por povoação, de diferentes direcções) e as plantas dos respectivos castelos, nelas indicando os trechos mais arruinados, onde obras se faziam mais necessárias.
A pesquisa contemporânea aponta o início da Primavera de 1509 como a data de início da viagem de trabalho em Castro Marim, até à sua conclusão, sete meses mais tarde, em Setembro, em Caminha. Foram visitadas nesse percurso 56 povoações/castelos. No regresso a Lisboa, foram visitadas ainda Barcelos e Sintra.
(...) A obra é considerada o mais vivo testemunho do debuxo, técnica de ilustração vigente à época de D. Manuel I. O autor indica, nas panorâmicas, os percursos entre cada povoação com as distâncias, principais acessos, estado dos caminhos, conformação do terreno, cursos de água e navegabilidade, pontes, fontes, poços, culturas e pomares, edifícios militares, religiosos e civis e outros, em alguns casos até mesmo da povoação castelhana vizinha. O mesmo se repete em relação às plantas, onde se indicam as dimensões, tipos e estado das defesas, altura e espessura dos muros, distância entre torres e cubelos, finalidade dos compartimentos, acessos e outros.» (Wikipedia)
Palácio dos Condes de Barcelos - «Foi erguido na primeira metade do século XV por iniciativa de Afonso I, Duque de Bragança, constituindo-se em um castelo apalaçado. Constituiu-se na edificação mais rica de Barcelos à época em que foi construído.
A decadência deste Paço iniciou-se em finais do século XVIII.
Nas ruínas hoje, já não é visível a primitiva torre, que se situava entre a Ponte de Barcelos e as quatro primitivas chaminés. Ela terá sido bastante danificada quando do terramoto de 1755, vindo a ruir definitivamente em 1801. Em 1872, diante do estado ruinoso do edifício, o município de Barcelos, determinou demolir o que restava. Essa demolição jamais chegou a concretizar-se na totalidade, devido a diversos protestos populares. O que nos restou - pouco mais do que algumas paredes e uma chaminé tubular -, não consegue dar-nos ideia da sua grandeza original
No início do século XX, as suas ruínas passaram a albergar o Museu Arqueológico de Barcelos.» (Wikipedia)
Barcelinhos é numa margem do rio
Cávado eBarcelos na outra. Sobranceiro
à ponte medieval que liga as duas povoações encontra-se o paço dos Condes de Barcelos,
arruinado devido ao terramoto de 1755, mantendo-se apenas as paredes e uma alta
chaminé, funcionando como museu arqueológico ao ar livre. Ao lado situa se a
igreja matriz de Santa Maria Maior, romano gótico. Imponente é o palácio Solar
dos Pinheiros, de aspecto medieval, com duas torres rectangulares.
O progresso, a necessidade de expansão
urbana e novos edifícios levaram à demolição das muralhas durante o século XIX. Subsistem alguns panos da muralha
e a torre de menagem (Torre da Porta Nova ou antiga Torre do Cimo da Vila), esta transformada em posto de turismo e de venda de
artesanato regional, cerca da antiga rua Direita, hoje denominada de D. António
Barroso, lembrado numa estátua defronte do edifício do município. Perto fica a
Igreja dao Senhor Bom Jesus da Cruz, de planta octogonal, e o Passeio dos Assentos, florido
jardim, seguido dum vasto terreiro arborizado, o Largo da Feira, esta realizada
semanalmente às quintas-feiras: é uma feira de origem medieval, especialmente
dedicada à venda de olaria, embora os produtos da lavoura e a venda de gado não
ocupem lugar menos importante. A cerâmica é característica, de carácter profano
ou religioso, colorida - cenas da vida rural, fauna e animais fantásticos.
Pratos de barro vidrado vermelho acastanhado com desenhos em traço amarelo.
É de referir a lenda do Galo de
Barcelos, que deu origem a uma imagem característica e multicolor, de enorme
crista vermelha, o galo de Barcelos; conta-se que um galo morto e cozinhado
cantou de madrugada, assim demonstrando a inocência de quem seria justiçado por
um crime que não cometera. Doutra lenda dá conta o cruzeiro - figurativo - do
Senhor do Galo, com um homem suspenso da forca sobre um personagem barbado com
alforge e báculo ou bordão, que não é senão Santiago, o Maior, cuja invocação o
salvou. Da primeira lenda dá conta o cruzeiro do Senhor do Galo, proveniente do
lugar da Forca Velha, em Barcelinhos, obra do séc. XIV. (Memórias de Viagem,
1997)
2014
No ponto mais elevado da cidade, em posição dominante
sobre o rio, o paço dos Condes de Barcelos e Duques de Bragança foi o edifício mais importante de toda a
localidade, tutelando o espaço e os homens da região durante séculos. Construído na primeira metade
do século XV por ordem de D. Afonso, oitavo conde de Barcelos e primeiro duque
de Bragança. Deste Paço, que era um castelo
apalaçado, restam pouco mais do que algumas paredes e uma chaminé tubular. A sua ruína iniciou-se no final do século XVIII. O seu recinto alberga o Museu de Arqueologia, onde se encintram testemnhos do povoamento da região, desde sarcófogos medievais, marcos da Casa de Bragança, elementos de igrejas e conventos, para além de pedras brasonadas de antigas casas nobres.
Com quatro chaminés de grande
altura, este edifício era a construção mais rica de Barcelos na época em que
foi construído. Nas ruínas actuais já não é visível a torre que se
situava entre a ponte e as chaminés. Terá sido bastante danificada pelo
Terramoto de 1755, ruindo definitivamente em 1801. Em 1872, em face do estado do edifício, o município de Barcelos, mandou demolir o que restava, aproveitando a pedra para calcetamento das ruas da vila, o que se não concretizou na totalidade, devido a diversos
protestos, O que subsiste não representa senão uma pálida imagem da sua grandeza
inicial. O célebre arquitecto Ernest Korrodi, com intervenções fantasistas no jardim público de Évora e no Castelo nde Leiria, entre outras, não chegou a concretizar os seus projectos de "restauro", no âmbito da recuperação do património edificado, durante o chamado Estado Novo. Este arqitecto é o ator do edifício da Caixa Geral de Depósitos, na antiga Rua Direita.
Actualmente este Paço alberga o
Museu Arqueológico de Barcelos, que aí foi instalado no início do século
XX. Museu com ar de bric a brac.
O
Edifício Solar dos Pinheiros ou Paço dos Duques de Barcelos, foi construído no século XV, tendo elementos manelinos O edifício dos Paços do Concelho foi muito ampliado no século XIX, a partir do original, medieval, de que conserva as arcadas térreas. e a torre., tendo incorporado também edifícios circum-vizinhos, como o Hospital do Espírito Santo (que albergava os peregrinos de Santiago de Compostela) e a Capela de Santa Maria, ambos do século XIV, assim como a Igreja e Hospital da Misericórdia. ambos do século XVI. A Matriz de Barcelos,
terá começado a ser construída no século XIV sofrendo diversas transformações ao longo dos
séculos. No lado de Barcelinos é de referir a Capela de Nossa Senhora da Ponte, construída em 1328 e reformulada no séc. XVII, sob cujo alpendre podem ainda ver-se os bancos e pias de pedra (lava-pés) para descanso dos peregrinos.
BARCELINHOS
BARCELOS
Barcelos no Livro das Fortalezas, de Duarte d'Armas (1509/1510)
o Paço segundo o pintor Manuel Luís Pereira - 1786
1903 – Restauração do Paço dos Condes de Barcelos (Projecto Korrodi [1870-1944]).
azenha
Rio Cávado
PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS E MUSEU ARQUEOLÓGICO
cruzeiro
do Senhor do Galo, proveniente do lugar
da Forca Velha, em Barcelinhos, obra do séc. XIV
Paços do Concelho
estátua de António (de Sousa) Barroso, que foi Bispo do Porto
da autoria Arq. Marques da Silva e do escultor Sousa Caldas. (1931)
igreja matriz de Santa Maria Maior ou da Colegiada
Solar dos Pinheiros
Rio Cávado
Ruínas do Paço dos Duques de Bragança / Ruínas do Paço dos Condes de Barcelos
IPA.00001925
Portugal, Braga, Barcelos, União das freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)
Arquitectura civil residencial, gótica. Paço condal e ducal fortificado, de planta irregular, com a forma predominante de um L, composta actualmente por três corpos rectangulares, de diferentes tamanhos, dois deles dispostos em eixo, assente em plataforma poligonal de granito. Do paço apenas restam parte das fachadas e algumas paredes interiores, assim como três dos cinco corpos que o formariam, e que se uniriam, à torre que se erguia sobre a ponte. Apresenta claramente um marcada influência militar, que se insere bem nas soluções da Idade Média tardia em que a arquitectura militar e a palaciana se tenderam a miscigenar (ALMEIDA, 1990), originalmente com remates em merlões, ligado a uma das torres da muralha que o envolvia, assente sobre plataforma de feições também militares, com panos em talude, remate em cordão e parapeito, assentuadas no séc. 19 com a colocação de merlões e bases para guaritas, que hoje em dia já não existem. As fachadas, em aparelho de granito, de dois registos, são rasgadas por portais em arco quebrado e angular e por janelas de verga recta, algumas com cruzeta e conversadeiras interiormente. No interior subsistem ainda alguns fogões de sala em granito com altas chaminés circulares. Estas características são em tudo semelhantes ao Paço Ducal de Guimarães (v. PT010308340013), também ele construído por volta da mesma altura por D. Afonso, também com inspiração em modelos do Norte da Europa, nomeadamente de França, nos remates em merlões e na forma dos altos e agudos telhados que também existiriam no paço de Barcelos e que coroariam as chamadas "casas torres". O recurso às janelas cruzetadas é uma influência claramente francesa, difundida em diversos palácios a partir do séc. 14. Esta influência poder-se-á explicar pelas viagens de D. Afonso à Europa e aos lugares santos que este havia efectuado antes de iniciar a construção do paço.
Número IPA Antigo: PT010302140002
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