Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 9 de março de 2022

Fotos de capa março 01 a 08

 * Victor Nogueira


2022 03 01 Foto MNS - Em Luanda, no Parque Florestal da Ilha do Cabo



Gravura - Frida-Kahlo - México 1964 - Congresso dos Povos pela Paz

Imagine, por John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one


2022 03 02 Foto victor nogueira - Mindelo (Praia da Gafa) 1978 05


2022 03 03 Foto victor nogueira - Mindelo (Praia da Gafa) - Verão no final dos anos '80


Foto victor nogueira -  Vila Nova de Milfontes (Praia do Malhão) 1984


2022 03 05 Foto victor nogueira - Praia de Albarquel, em Setúbal (rolo 79)


2022 03 05 Pete Seeger - We Shall Overcome


2022 03 06 Fotos victor nogueira - Mindelo - praia da Gafa (2 perspectivas) (GEDC1194 GEDC1173)

Na foto de cima a praia rochosa com o antigo ancoradouro dos barcos de pesca. Em baixo, a zona de areal que se estende até á foz do Rio Ave. No horizonte, as cidades de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim.


2022 03 07 Foto victor nogueira (2021 IMG_6826) - praia de Azurara (Vila do Conde)



2022 03 08 - Dia Internacional da Mulher - Refugiados do Iraque e do ISIS


Fernando Pessoa - O MENINO DA SUA MÃE
.
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas traspassado
— Duas, de lado a lado —
Jaz morto, e arrefece.
.
Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.
.
Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino da sua mãe».
.
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lha a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... Deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
.
Lá longe, em casa, há a prece:
«Que volte cedo, e bem!»
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.
.
s. d.
Poesias. Fernando Pessoa. (Nota explicativa de João Gaspar Simões e Luiz de Montalvor.) Lisboa: Ática, 1942 (15ª ed. 1995). - 217.
1ª publ. in Contemporânea , 3ª série, nº 1. Lisboa: 1926.

iol.pt/internacional/iraque/fugiram-ao-estado-islamico-mas-perderam-quase-tudo


terça-feira, 1 de março de 2022

Fotos de capa em março 01

 * Victor Nogueira


2022 03 01 Foto MNS - Em Luanda, no Parque Florestal da Ilha do Cabo



Gravura - Frida-Kahlo - México 1964 - Congresso dos Povos pela Paz

Imagine, por John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one



2021 03 01 foto victor nogueira - Póvoa de Varzim


2020 03 01


2020 03 01 foto victor nogueira - Elvas – Aqueduto da Amoreira – painel de azulejos na estação ferroviária de Elvas

VER  

aquedutos 08 - Elvas – Aqueduto da Amoreira

Azulejaria CP - Elvas



2020 03 01 foto victor nogueira - aqueduto de Serpa (nocturno)

À esquerda e ao fundo o Palácio dos Condes de Ficalho, servido pelo aqueduto, este erguido sobre as muralhas da vila. Inserido no pano das muralhas foi construído o referido e monumental Paço, obra iniciada por D. Francisco de Melo, alcaide-mor de Serpa, no final do século XVI, e que se prolongou no  tempo.

VER

aquedutos 07 - Aqueduto de Serpa (nocturno)



2019 03 01 foto victor nogueira - Monte da Arouca (unidade colectiva de produção Soldado Luís) . arrozais nas margens do Rio Sado em Alcácer do Sal. Para la do rio, a aldeia de Vale de Guiso - 1975


2019 03 01 auto-retrato em 2019.03.01


2017 03 01 foto victor nogueira  Lisboa - os tuk-tuk da Uber, o último grito ou "le dernier cri" da  parolice saloia, autênticas caranguejolas da exploração capitalista sem freio nem peias, incómodos, feios, frágeis, inseguros e desconfortáveis. Já na Europa se utilizavam as liteiras e nas colónias se utilizavam as tipóias e os  rickshaw. Nada de novo são pois os tuk tuk


2015 03 01 Hoje a Évora faz 10 Anos!!!


2013 03 01


2013 03 01 Mafalda e Miguelito, por Quino 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Fotos de capa em fevereiro 24

 * Victor Nogueira


2022 02 24 Foto Victor Nogueira - Mindelo (Praia da Gafa) - 2003 08 - -O/A fotógrafo/a fotografa(n)do/a



* Victor Nogueira

É a guerra o monstro que ceifa a vida
Ruína as casas, viola a criança;
Velhos, novos, não fogem à matança,
No campo a seara é já perdida.

O fogo e a peste, em grande corrida,
Afastam do burgo a bela festança;
O mal, a vida e natureza alcança.
Só dos loucos pode ela ser querida.

Homens, mulheres, crianças, lutam
Por outro mundo novo construir;
Cantam rouxinóis, bem alto voam águias.

Na verde planura os cordeiros vivam;
Na festa, na eira, todos a bailar,
P'la paz lutando, sem demagogias.

Setúbal 1989 09 06

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Give Peace A Chance - John Lennon · Yoko Ono


2022 02 24 Foto de família - Maria Luísa (1926 - 2017) Figueira da Foz


2022 02 24 Foto Teresa CF - Mindelo (Praia da Gafa) -anos '80 do século XX

2021 02 24 foto victor nogueira - Setúbal (Bairro do Troino) - Para além da aldraba, de formato relativamente comum, o que me chamou a atenção foi a portinhola, que substitui um eventual postigo, que a porta não tem.


2019 02 24 - foto jj castro ferreira - Lili, Páscoa de 1978 ~  Para a Lili
Carta recebida/respondida
respondida/recebida
Assim, como bom menino
- que todos devemos ser -
Todo aperaltado:
o vinco das calças bem marcado,
bem "nodada" a velha e querida gravata,
o cabelo, sem brilhantina, bem penteadinho
- para a direita..
Um cheiro a Lavanda
... e a Pitralon.
Nas mãos
- lavadinhas –
um ramo de flores.
Tão amoroso!
o ramo ou o menino?
Braços que se abrem e se estreitam ...
Ffffchiúu! F£ffchiúúu
Feliz Aniversário, titi
Que este dia se repita por muitos
Muitos, muitos e loooooongos anos!
Évora, 24.FEVEREIRO.1969
Maria Luísa (Porto 1926 - Paço de Arcos 2017)


2020 02 24 foto de família - o regresso a Luanda, em Maio de 1974, após a "licença graciosa".

Completamente alheia ao terramoto que foi o 25 de Abril, a minha mãe regressou a Luanda.
Em 1966 vim para Portugal, prosseguir estudos universitários, num país que então já era para mim o "estrangeiro"
As minhas idas a Luanda a partir de 1967 acabavam em "tragédia" com o meu pai, contra a minha vontade, puxando a conversa para a política e eu lhe contrapunha que aquela era uma guerra perdida e que a independência de Angola era inevitável, quer com um regime multi-racial como o preconizado pelo MPLA, quer com um regime da minoria branca, como o de Ian Smith na Rodésia do Sul,
Se havia "censura" em Portugal, a partir de 1961 ela passou a ser férrea em Angola, até aí mais liberal, com a autêntica manipulação de que "Angola é nossa", mesmo influenciando quem até aí não era afecto a Salazar e defendia a independência de Angola face a Portugal.
A ironia é que o regresso tenha sido feito no transatlântico "Infante D. Henrique", da Companhia Colonial de Navegação (CCN), e que a tragédia tenha sido o chamado "retorno" a Portugal de centenas de milhares, brancos e negros, pouco depois, muitos dos quais nunca tinham estado em Portugal ou que de alma e coração, como o meu pai, se consideravam não portugueses, mas angolanos, que a long time ago haviam preconizado a independência de Angola multirracial, como defendia o MPLA.
A tragédia é que muitos brancos acabassem a defender a UNITA, um movimento racista e trIbalista, apoiado pela PIDE e pela a União Sul-Africana, a do "apartheid".
Porque em abono da verdade se diga, nem o Manuel nem a Maria Emília, alguma vez foram racistas ou defenderam o apartheid.


2020 02 24 foto jj castro ferreira - Luanda - o 'carocha' do meu tio Zé João - - 1958 02 10


2017 02 24 foto JLCF ou MNS - em Luanda (1946.10.12), na rua Frederico Welwitsch, com a minha tia Maria Luísa, que hoje celebra 91 anos de idade


2016 02 24 foto de família - a minha tia Mª Luísa, nascida em 1926, que hoje faz 90 anos - em Luanda, em 1946, com o sobrinho recém-nascido


2013 02 24 Foto Victor Nogueira . Mértola

VER 

Mértola - na rota islâmica (3)



2013 02 24 Delacroix - A Liberdade guiando o Povo, na revolução de 1830, em França


2013 02 24 Bem, essa do jornal do Balsemão (um dos fundadores do ppd-psd proveniente da ala liberal de Marcelo Caetano, apeado pelo 25 de Abril), e da comunicação social dos patrões  falarem em grandolagem referindo-se ao facto de nas manifestações se entoar a "Grândola, Vila Morena" que foi a senha para o derrube do fascismo em 25 de Abril de 1974 É UMA PROVOCAÇÃO e só pode nascer de cérebros que o temem pois rima com "gandulagem" ou "gatunagem" ou "ladroagem",  cérebros que fogem do "povo que mais ordena dentro da cidade", que rima com Solidariedade, Igualdade, Fraternidade e Liberdade, não a deles, mas a de quem é por eles espoliado, explorado, esmifrado, roubado, sacaneado, enganado, humilhado, espezinhado,  e assassinado pelas troikas internas e externas e seus moços e moças de recados ! Por isso Balsemão e confrades tremem e temem quem ? Quem, como Povo de Trabalho, contra os Patrões, Marchar, Marchar ! 


Quadro de Helena Vieira da Silva - A Poesia está na Rua 
Vídeo escolar - Zeca Afonso e Grândola, Vila Morena