Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 10 de dezembro de 2017

No interior de Santa Maria em Setúbal

* Victor Nogueira

A caminho do Centro Histórico deparo com a Igreja de Santa Maria (actual Sé Catedral) aberta e resolvo entrar e é como se outro fosse o meu olhar ao ver pormenores nos quais ainda  não havia reparado. Eis a photo-reportagem.

Situada no povoado a partir do qual se desenvolveu Setúbal a caminho dos arrabaldes do Troino, fora das muralhas, a primitiva Igreja de Santa Maria da Graça do século XIII era um templo estilo romano-gótico, totalmente reconstruído no século XVI, na sequência do terramoto de 26.Janeiro.1531. O novo edifício é constituído por "duas torres, altas e robustas, [que] ladeiam a fachada imponente, com entrada num portal serliano. Dentro do templo destacam-se as colunas da ordem toscana, com frescos de finais do século XVIII, o tecto da segunda metade do século XVIII, os altares colaterais, a talha dourada da capela-mor e os azulejos do final do mesmo século,

Em 1513 D. Manuel ordenou a reconstrução das igrejas de Santa Maria e de São Julião, mas a obra teria ainda de esperar alguns anos devido a problemas financeiros. A feição actual do templo deve-se a uma reconstrução efectuada já na segunda metade do século XVI, estando as obras concluídas entre 1565 e 1570," segundo risco atribuído  ao arquitecto António Rodrigues

O engradecimento do interior com obras privadas e mobiliário litúrgico testemunha-se ao longos dos últimos anos do século XVI e princípios de XVII. Entre as várias campanhas que se sucederam, salientam-se a abertura de capelas, sendo a primeira a de Diogo de Salema (1586). Na capela-mor, realce para o magnífico retábulo em talha dourada, obra entregue a Luís da Costa, que realizou a parte em pedra, a José Rodrigues Ramalho, responsável pelo entalhamento, e Vicente Nunes, que concluiu os trabalhos de douramento já na segunda década do século XVII. (http://www.patrimoniocultural.gov.pt/en/patrimonio/patrimonio-imovel/pesquisa-do-patrimonio/classificado-ou-em-vias-de-classificacao/geral/view/74103)

No interior encontra-se apenas uma devota colocando flores nos altares.  Reparo nas pedras tumulares em campa rasa, revelando que da lei da morte se pretendendo livrar há algumas com escudos heráldicos e outras com inscrições praticamente ilegíveis ou assinaladas apenas com um  cardinal.  Cobrem as paredes laterais do templo painéis de azulejos azuis e brancos do século XVIII, com molduras rococó policromadas, representando cenas da Vida da Virgem.





























































FOTOS EM 2017.12.06

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