Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Templos religiosos (103) na Península de Setúbal (2025)

 * Victor Nogueira


2025 03 08 Foto Victor Nogueira - Palmela - antigo Convento da Ordem Militar de Santiago e muralhas da antiga Vila de Palmela. ((1997 rolo 206 - 0005)

2025 04 14 Foto victor nogueira - Alcochete - Estátua do Pe Cruz, de Luís Valdês Castelo Branco. Ao fundo  a Igreja de S. João Baptista  (F1010004)


2025 06 14 Foto victor nogueira - Setúbal - antiga escola do Conde Ferreira (2025 06 11 IMG_5796) À direita o que resta do antigo Convento do Carmo.arruinado pelo Terramoto de 1755, que destruiu graande parte de Setúbal. Nos terrenos do Convento foram construídas a escola da foto e, à esquerda, o Casino Setubalense, hoje uma completa ruína.

2025 07 14 Foto victor nogueira - Setúbal - Igreja de N Sra da Anunciada vista do Outeiro da Saúde (2025 07 06 IMG_5819) 

2026 02 14 Fotos victor nogueira - Setúbal - Igreja N Sra da Conceição (2025 04 03 IMG_5697 IMG_5698)


2026 02 15 - Capela do Senhor Jesus do Bonfim, em Setúbal (2025 08 01 IMG_5760)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Templos religiosos (101) em fotos de capa (2025)

* Victor Nogueira

2025 07 04 Foto victor nogueira _ Monchique - Igreja Matriz (2000 04 21 F1140058)

A Igreja Matriz de Monchique foi edificada nos séculos XV/XVI e foi parcialmente reconstruída após o terramoto de 1755. Destaca-se pelo seu belo pórtico manuelino, com colunas retorcidas que terminam em pináculos. 

in https://www.vila-monchique.com/igreja-matriz-de-monchique/

2025 06 27 Foto victor nogueira - Torres Vedras - escadaria de acesso ao Convento Sto António do Varatojo (1998 12 20 F1110033)


2025 06 23 - Foto victor nogueira - Torres Vedras - Ermida de N. Sra do Amial (1997 10 F1060026)

«Apesar de indefinida a data de fundação da primitiva Ermida de Nossa Senhora do Ameal, este templo foi possivelmente a primeira igreja paroquial edificada na região de Torres Vedras. Sabe-se que em 1310 a Rainha D. Isabel fundou nas dependências da ermida o Hospital de Nossa Senhora de Rocamador.

Depois da transferência do hospital para a Rua Pelomes, em 1507, a ermida seria completamente remodelada. Entre 1550 e 1560 era executada a campanha de obras que conferiu ao templo a sua traça actual. Em 1767 e 1858 foram executadas novas obras, para aumentar o espaço do templo.

Nas obras quinhentistas foram reaproveitados alguns elementos anteriores, como a sineira, colocada sobre a fachada lateral, os azulejos mudejares que compõem o lambril da nave, o conjunto de azulejos hispano-árabes que decoram o altar, e a pia baptismal de tipologia manuelina.

Ao acervo da Capela de Nossa Senhora do Ameal pertencia ainda um conjunto de pinturas do século XVI, com representações de São Pedro, São Paulo, São Lourenço e São Sebastião, que actualmente se encontram no Museu Municipal de Torres Vedras.» )  (Catarina Oliveira GIF/ IPPAR/ 2004)

2025 05 13 Foto victor nogueira - Querença - Igreja de N. Sra da Assunção e cruzeiro (2000 04 20 F1010015)

Querença - Fica no cimo, com uma imensa vista. Igreja com duas portas manuelinas, uma delas trabalhada, e casas com telhado de tesoura.

Artesanato – bonecas de serapilheira como em Mértola e Castro Marim, brinquedos de madeira e utensílios de verga.

Nesta zona as casas, mesmo modestas, têm as portas e janelas de cantaria trabalhada. (Notas de Viagens 2000 04 20)

A Igreja, edificada na 1ª metade do século XVI, apresenta uma arquitectura típica da época, com elementos manuelinos e barrocos.

O cruzerio, da mesma era, totalmente em cantaria, é sustentado por uma rocha calcária, no centro de um pequeno tanque com água.

A Igreja Matriz de Querença realiza anualmente uma festa em honra de São Luís, popularmente conhecida como Festa das Chouriças, realizada em Janeiro, sendo o ponto final da procissão que se inicia na Igreja de Nossa Senhora do Pé da Cruz.

2025 04 14 Foto victor nogueira - Alcochete - Estátua do Pe Cruz, de Luís Valdês Castelo Branco F1010004

O monumento ao Santo Padre Cruz, nascido em Alcochete , situa-se no largo de São João Baptista, defronte da igreja matriz, que é monumento nacional desde 1910. A estátua foi inaugurada pelo Cardeal Cerejeia, em 1969, durante as comemorações do septuagésimo primeiro aniversário da restauração do concelho de Alcochete.

O templo, manuelino, cujo orago é S. João Baptista, terá sido construído sobre as fundações duma primitiva mesquita. Sofreu remodelações várias (início do século XVI e seguintes) e em 1943 libertou-se de antigas construções que o encobriam, numa recuperação levada a cabo pela D.G.E.M.N.



2025 03 08 Foto Victor Nogueira- Palmela - antigo Convento da Ordem Militar de Santiago e muralhas da antiga Vila de Palmela. ((1997 rolo 206 - 0005)

«A Ordem Militar de Santiago é uma ordem religiosa militar de origem castelhano-leonesa instituída por Afonso VIII de Castela e aprovada pelo Papa Alexandre III, mediante bula papal outorgada em 5 de julho de 1175. A Ordem foi fundada com o propósito de lutar contra os invasores muçulmanos na Hespanha, bem como proteger os peregrinos do Caminho de Santiago.

(...) Em Portugal, a ordem começou também a actuar logo desde os seus primórdios, ainda em reinado de Afonso Henriques, mas só teve maior visibilidade a partir do reinado de Afonso II, e sobretudo, Sancho II. Detiveram como sedes o castelo de Palmela e, depois, o de Alcácer do Sal, que se tornou sede da província espatária portuguesa. Também lhe foram doados a vila de Arruda e os castelos de Monsanto e de Abrantes,

(...) Os cavaleiros de Santiago onquistaram, entre 1234 e 1242, grande parte do Baixo Alentejo e do Algarve (Mértola, Beja, Aljustrel, Almodôvar, Tavira, Castro Marim, Cacela ou Silves). Foi também com o auxílio desta Ordem que Afonso III consumou a conquista do Algarve, em 1249, tomando os derradeiros redutos muçulmanos de Faro, Loulé, Albufeira e Aljezur.

Como recompensa, a Ordem foi agraciada, em territórios portugueses, com várias dessas terras do Alentejo e do Algarve, com a missão de as povoar e defender. A isso não é alheio, ainda hoje, o facto de muitas delas terem por orago Santiago Maior, e de nas suas armas figurar a cruz espatária.» (Wikipedia) 


2025 02 15 Foto victor nogueira - Arraiolos Convento de S Francisco (2001 10 18 - rolo 554 - 0023)

«Situado no Outeiro de São Romão, que depois ficou conhecido por Outeiro de São Francisco, este convento da Província da Terceira Ordem da Penitência de São Francisco, sobranceiro à vila, muito contribuiu para o desenvolvimento da malha urbana de Arraiolos, constituindo um dos poucos novos eixos de desenvolvimento definidos no século XVII (CARREIRA, 1995). A fundação do convento ocorreu em 1612.

(...) Com a Extinção das Ordens Religiosas em 1834, a igreja ficou desocupada, tendo sido entregue à Ordem Terceira secular. O convento e a cerca acabaram por ser vendidos a um particular, em 1840, e três anos mais tarde adquiridos pela Câmara, que utilizou o claustro para cemitério municipal. Já as dependências conventuais sofreram pior sorte: ocupadas pelas tropas do general Schwalback, entre 1846 e 1847, as instalações sofreram uma degradação profunda e acelerada, que obrigou à sua demolição pela autarquia, em 1865 (ESPANCA, 1975).

A igreja que hoje conhecemos remonta à primeira campanha identificada, estando concluída, ao que tudo indica, em 1633. »


2025 01 31 Foto victor nogueira Igreja de Vale de Açor de Cima (1999 02 rolo 385 - 0023)

Este templo religioso no Município de Mértola é similar à igreja de S. Domingos no lugar de Corte Real, nas Minas de S. Domingos. no mesmo município.

Nada encontrei sobre este templo em Val Açor de Cima, um pequeno povoado à beira de estrada.

VER 

 Templos religiosos (98) - Val Açor de Cima e Azinhal (Mértola)   

 Templos religisos (99) - Vila Ruiva (Cuba)

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Moinhos de vento em fotos de capa (33) (Sul do Tejo)

 * Victor  Nogueira



2025 07 30 - Foto victor nogueira - Barreiro - Moinho do Jim

«Moinho de Vento do JIM - Mandado edificar em 1827 pelo britânico James Hartley, conhecido por “Jim”, funcionou até ao final do séc. XIX, sendo em 1926 adaptado para habitação. Em 1960 passa a Património Municipal. Moinho de arquitectura Proto–Industrial, com estrutura em forma de cone truncado, torre de três pisos, cobertura giratória e duas mós. O sistema de velas original era de tecnologia holandesa - velas de madeira rectangulares com uma envergadura de 13 metros.» in https://www.cm-barreiro.pt/locais/moinho-de-vento-do-jim/ Ver menos


2025 07 31 Foto victor nogueiras - Palmela - Moinhos de vento na Serra do Louro (GEDC1485)

Os moinhos de vento do concelho de Palmela localizam-se maioritariamente na Serra do Louro.

São moinhos fixos, de torre (em pedra), com tejadilho móvel e sistema de tração por meio de sarilho interior, normalmente designados por moinhos de tipo Sesimbra.

O Trilho dos Moinhos, localizado entre a Serra do Louro e a Freguesia da Quinta do Anjo, é uma rota pedestre que proporciona uma experiência completa para os amantes de natureza e história.

O percurso circular de 9,2 km leva cerca de 3h30 para ser completado e é acessível para caminhantes com nível de dificuldade intermediário.

Os visitantes podem explorar moinhos de vento históricos e aproveitar vistas panorâmicas, além de descobrir vestígios arqueológicos que contam a rica história de ocupação humana na região.


2025 08 02 Foto victor nogueira - Alentejo, terra que foi do pão (moinho de vento)


2025 08 07 - Evora moinho no Alto de S. Bento (1973 11 0001)

O Conjunto dos cinco moinhos do Alto de S. Bento foi recuperado, constituindo um núcleo museológico, funcionando um deles com a valência original. O Projecto Educatvo do Alto de S. Bento comporta o Núcleo Museológico do Granito e o Núcleo Museológico da Florística. Presumivelmente este moinho era e continua a ser um marco geodésico.

O Alto de S. Bento é uma colina granítica sobranceira à cidade de Évora, constituindo um amplo miradouro sobre a região circundante


2025 08 14 Palmela Serra do Louro moinho de vento (IMG_0189)


2025 08 15 Foto victor nogueira - Palmela Serra do Louro moinho de vento (IMG_0182)


2025 08 26 - Foto MENS - Évora - Moinhos de vento em S. Bento, com D. Alice Quaresma (cerca de 1973)

D. Alice era viúva dum oficial do exército, capitão, conhecida dos meus pais desde Angola, indo com frequência a Évora em passeio com a minha mãe, para me visitarem, almoçando ambas muitas vezes na messe dos oficiais.

Era uma pessoa castiça, que em Luanda reprovou vezes sem conta no exame de condução automóvel, até que por fim lá obteve a almejada carta. Dizia eu que lha haviam concedido por antiguidade. Obtida a ambicionada licença, convidou a minha mãe para dar uma volta ao volante. Tão tormentoso deve ter sido o passeio que a minha mãe, ao chegar a casa sã e salva, jurou que nunca mais sairia com a Alice a conduzir.

Admirava-se a D. Alice de eu ler tantos jornais de seguida, sobretudo depois do 25 de Abril, comentando-me que ela, ao fim duma página, ficava tão esgotada ou cansada que não conseguia continuar a ler.

Um pouco como aquelas pessoas que indo a minha casa se admiram, por vezes com cepticismo, quando lhes respondo que li a esmagadora maioria dos largos milhares de livros da minha biblioteca, acrescidos de outros tantos noutras paragens. 


2025 09 04 - Foto victor nogueira - Estação ferroviária de Palmela - Moinhos de vento na Serra do Louro (painel de azulejos)


2025 09 05 / 2019  11 20  - Foto victor nogueira -  Évora 197x - Moinho de Vento (talvez Espinheiro) 

quinta-feira, 31 de julho de 2025

Fotos de capa em 2025 (07) Julho 21 a 31

 * Victor Nogueira 


2025 07 21 - Palmela - (pôr do sol) (s/ data Rolo A 080)















2025 07 24 Foto victor nogeira Palmela - (pôr do sol) (Rolo A 080)


2025 07 25 Foto victor nogueira Palmela e- igreja e convento (Rolo A 080)

Muralhas da antiga vila de Palmela, que foi sede da Ordem Miiltar de Santiago, vendo-se a Igreja de Santiago e o Convento dos frades cavaleiros


2025 07 27 - Foto victor nogueira - Moinho do Frade, em Setúbal. (Rolo A 075)

Este moinho e a casa já não existem, sendo o terreno um descampado, Nas cercanias havia um restaurante, "O Cantinho do Frade", que nas trazeiras tinha um espaço coberto com vegetação e um papagaio branco, que também já não exista. Nele almocámos ou janámos inúmeras vezes


2025 07 28 - Foto victor nogueira - Setúbal Moinho na Rua Abel Salazar (Rolo A 032 2017 11 18 Canon 149_11))

Quase encostado ao moinho do Frade foi construído um prédio, coabitando ambos durante alguns anos até que o engenho foi demolido. Este, na Rua Abel Salazar, apesar de paredes meis acom um edifício de habitação, "resiste" ainda.


2025 07 29 Foto victor nogueira - Setúbal Moinho no Bairro Santos Nicolau (2025 07 26 IMG_5845)


2025 07 30 - Foto victor nogeira - Barreiro - Moinho do Jim

«Moinho de Vento do JIM - Mandado edificar em 1827 pelo britânico James Hartley, conhecido por “Jim”, funcionou até ao final do séc. XIX, sendo em 1926 adaptado para habitação. Em 1960 passa a Património Municipal. Moinho de arquitectura Proto–Industrial, com estrutura em forma de cone truncado, torre de três pisos, cobertura giratória e duas mós. O sistema de velas original era de tecnologia holandesa - velas de madeira rectangulares com uma envergadura de 13 metros.» in https://www.cm-barreiro.pt/locais/moinho-de-vento-do-jim/

2025 07 31 Foto victor nogueiras - Palmela - Moinhos de vento na Serra do Louro (GEDC1485)

Os moinhos de vento do concelho de Palmela localizam-se maioritariamente na Serra do Louro. São moinhos fixos, de torre (em pedra), com tejadilho móvel e sistema de tração por meio de sarilho interior, normalmente designados por moinhos de tipo Sesimbra.O Trilho dos Moinhos, localizado entre a Serra do Louro e a Freguesia da Quinta do Anjo, é uma rota pedestre que proporciona uma experiência completa para os amantes de natureza e história.

O percurso circular de 9,2 km leva cerca de 3h30 para ser completado e é acessível para caminhantes com nível de dificuldade intermediário.

Os visitantes podem explorar moinhos de vento históricos e aproveitar vistas panorâmicas, além de descobrir vestígios arqueológicos que contam a rica história de ocupação humana na região.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Ferrovias (19) - Estação de Palmela A

 * Victor Nogueira



Qualquer das duas estações de Palmela situam-se na planície, bem longe da alcandorada vila que a partir do castelo árabe se espraiou encosta abaixo, estilo quebra-costas. A primitiva foi substituída por outra, mais a Norte, que já foi objecto de publicação neste blog, em Ferrovias 15 - Estações ferroviárias de Palmela. Netsa nova campanha o objectivo foi fotografar os painéis de azulejos da estação ferroviária de Palmela A, que prsentemente situa-se nun descampado, do qual se avista a vila de Palmela. lá no horizonte relativamente longínquio.

Embora temha filamdo a chegada e partida de comboios, incluindo um de carga, a verdade é que cada vídeo é demasiado "pesado", não podendo por isso publicá-lo nesta plataforma. Assim, a partir deles extraí alguns fotogramas que os substituem no registo. Os painéis de azulejos constam duma outra publicação, referida no final desta (1)




































Captura de imagens em 2022 10 06

VER  

Ferrovias (18) - Azulejaria (31) - Estação de Palmela A