Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

Mostrar mensagens com a etiqueta Acervo Fotográfico. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acervo Fotográfico. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Américo Ribeiro (1906 / 1992)

* Victor Nogueira


Em não poucas povoações de Portugal os arquivos fotográficos de estúdios e fotógrafos locais passaram a património municipal, preservando-se deste modo a memória de tempos idos segundo o "olhar" de ... É o caso de Américo Ribeiro (1906 / 1992), cuja casa fotográfica, a Foto Cetóbriga (1936 / 1984) há muito encerrou, já nas mãos doutro proprietário.

Para além do espólio exposto na Casa de Bocage e da edição de livros com fotografias suas, resta ali no Largo da Conceição esta placa na parede da casa que já não é de fotografia.

Segundo a Wikipedia; «Em 1927 publica a primeira fotografia no jornal O Setubalense e em 1929 torna-se correspondente fotográfico em Setúbal do jornal Diário de Notícias.

Colaborou como fotógrafo em jornais e revistas como A Bola, Correio da Manhã, Diário de Lisboa, Flama, A Indústria, Mundo Desportivo, Norte Desportivo, Notícias Ilustrado, O Século, Record, Stadium e A Ribalta.»

A seguir um vídeo com fotos a partir do espólio de Américo Ribeiro https://www.youtube.com/watch?v=--d3RQb4sVg

Excerto do filme sobre a obra de Américo Ribeiro, fotógrafo da memória de Setúbal no sec. XX, realizado por Hugo Alves do 12ºF do curso tecnológico de multimédia da escola D. João II, com o apoio de Bruno Ferro do Arquivo fotográfico Américo Ribeiro/Casa de Bocage.


Américo Ribeiro, fotógrafo setubalense

* Fotos Victor Nogueira

Em não poucas povoações de Portugal os arquivos fotográficos de estúdios e fotógrafos locais passaram a património municipal, preservando-se deste modo a memória de tempos idos segundo o "olhar" de ... É o caso de Américo Ribeiro (1906 / 1992), cuja casa fotográfica, a Foto  Cetóbriga (1936 / 1984) há muito encerrou, já nas mãos doutro proprietário. 

Para além do espólio exposto na Casa de Bocage e da edição de livros com fotografias suas, resta ali no Largo da Conceição esta placa na parede da casa que já não é de fotografia.

Segundo a Wikipedia; «Em 1927 publica a primeira fotografia no jornal O Setubalense e em 1929 torna-se correspondente fotográfico em Setúbal do jornal Diário de Notícias.

Colaborou como fotógrafo em jornais e revistas como A Bola, Correio da Manhã, Diário de Lisboa, Flama, A Indústria, Mundo Desportivo, Norte Desportivo, Notícias Ilustrado, O Século, Record, Stadium e A Ribalta.»

A seguir um vídeo com fotos a partir do espólio de Américo Ribeiro  


djoao2multimedia
Publicado a 23/03/2009


Excerto do filme sobre a obra de Américo Ribeiro, fotógrafo da memória de Setúbal no sec. XX, realizado por Hugo Alves do 12ºF do curso tecnológico de multimédia da escola D. João II, com o apoio de Bruno Ferro do Arquivo fotográfico Américo Ribeiro/Casa de Bocage.




Antiga Foto Cetóbriga


chiaroscuro com toque de anil


Largo da Conceição, visto da Avenida 5 de Outubro. Nas traseiras desta Capela de N. Sra da Conceição, sob uma das portas da muralha medieval (Porta de Évora ou da Erva), situava-se a Foto Cetóbriga. O mamarracho que se vê ao fundo à direita é um antepassado do "Coutinho" de Viana do Castelo, sem qualquer qualidade estética ou relação com a envolvência.



Carteira fotográfica

fotos em 2016.06.07 e 24

Foto de Américo Ribeiro, autor não identificado,  e biografia mais desenvolvida in Setúbal Digital http://setubaldigital.blogspot.com/2014/01/americo-ribeiro-biografia.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Coleção Pirelli/Masp completa 21 anos como a maior do País Simonetta Persichetti Coleção Pirelli/Masp completa 21 anos como a maior do País Simonetta Persichetti

odiario.com

Simonetta Persichetti

A Coleção Pirelli/Masp completa este ano a sua maioridade. Chega aos 21 anos e podemos dizer que é o acervo mais longevo do Brasil, no que diz respeito à parceria entre um museu e uma empresa patrocinadora. Para comemorar, o conselho de consultores resolveu fazer um retrospectiva que será inaugurada hoje para convidados e começa amanhã no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na capital paulista.



Uma maneira de pensar e de alguma maneira revisitar toda a coleção que conta com 300 artistas e quase 1.100 imagens: "O resultado foi, então, fazer uma espécie de arqueologia de nós mesmos e, ao olhar para a própria coleção, decidimos romper com a tradição e assumir indistintamente os dez artistas que foram influentes e decisivos na criação das tendências que nortearam a fotografia moderna e contemporânea brasileira", escreve no texto de apresentação Rubens Fernandes Junior, pesquisador e integrante do conselho curador da Pirelli/Masp.

Fotos: Divulgação


Alécio de Andrade: "Grand Palais" (Paris), 1975: obra integra o acervo de 1.100 imagens que ganha retrospectiva a partir de hoje no Masp, em São Paulo

E é assim que encontramos as fotos de rua, de cotidiano de Alécio de Andrade, os retratos de Otto Stupakoff, as imagens intrigantes de Miguel Rio Branco e o incrível trabalho de Claudia Andujar, as fotografias documentais de Pierre Verger e Marcel Gautherot, o jornalismo do pioneiro do fotojornalismo no Brasil, José Medeiros, a ruptura do pictorialismo para a modernidade de Geraldo de Barros, os experimentalismos de Rosangela Rennó, ela mais artista plástica do que fotógrafa, a excelência de Mario Cravo Neto. São 100 imagens, 30 inéditas e 70 que já faziam parte do acervo.





Eixo curatorial

"Lord of the Head", Mário Cravo Neto , 1988
Se não é fácil manter uma coleção desse porte com a obrigatoriedade de a cada ano apresentar novos profissionais com escolhas nem sempre felizes ou significativas, esta pausa de reflexão é ótima oportunidade para repensar o eixo curatorial. Como diz Fernandes Junior: "Neste momento, nos colocamos uma série de perguntas para avaliar erros e acertos". Momento também de perdas para o conselho, com a morte de Luiz Hossaka e Thomaz Farkas, que desde o início ajudaram na formação estética da coleção.
O projeto teve início em 1990 sob a coordenação de Fernando Magalhães, na época conservador chefe do Museu de Arte de São Paulo; e Piero della Serra, diretor superintendente da Pirelli no Brasil, mas somente em 1991 foi apresentada a primeira mostra.
"Homem com Peixe", de Marcel Gautherot, 1945
A ideia era percorrer o País e formar uma coleção da produção brasileira. Fernandes Junior, no texto de apresentação desta edição, nos lembra que Boris Kossoy, ao apresentar a primeira edição destacava no catálogo que a iniciativa é "um passo importante para que se possa, aos poucos, obter um mosaico coerente da fotografia contemporânea. (...)O mais importante ainda está por conta do futuro, a esperança de que o projeto tenha a sua devida continuidade, pois só ao longo do tempo a coleção irá amadurecendo e tomando forma, estabelecendo, enfim, uma identidade própria.

Assim nasce uma coleção representativa e digna. Valorizar e reunir criteriosa e sistematicamente a obra dos autores de reconhecido mérito, como também daqueles que ainda devemos descobrir, é a meta a ser alcançada".
NÚMEROS

300
artistas e quase 

1.100
imagens compõem a 
Coleção Pirelli/Masp
Parece que tem dado certo. Só nos resta esperar agora um nova leva de jovens profissionais que, cada vez mais, tem ajudado a repensar a fotografia brasileira e, a partir dos destaques apresentados agora, superem os mestres e nos apresentem novos olhares, novas possibilidades imagéticas.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Casa da Imagem é inaugurada em São Paulo



No próximo sábado, 19 de novembro, às 11h, a Secretaria Municipal de Cultura inaugura a Casa da Imagem, com o objetivo tornar acessível ao público um acervo com 710 mil imagens e negativos, registros do processo de desenvolvimento urbanístico e arquitetônico de São Paulo nos últimos 150 anos. O espaço é dirigido por Henrique Siqueira, que está trabalhando no projeto da Casa da Imagem desde 2008.
Fachada da Casa da Imagem (dia) © Divulgação
O acervo está situado em um prédio histórico que vem passando por processos de restauração desde 2009: a Casa nº 1, conhecida por ter recebido esta numeração no final do século 19. A inauguração será marcada pela abertura da instalação NO AR, de Laura Vinci; a exposição Guilherme Gaensly, fotógrafo cosmopolita, com curadoria de Rubens Fernandes Junior; além do lançamento do livro Guilherme Gaensly, uma coedição com a CosacNaify. Será inaugurada também a Sala de Consulta, um espaço para visitantes e pesquisadores acessarem o banco de dados do acervo.
Fachada da Casa da Imagem (noite) © Divulgação
*Foto destaque: Guilherme Gaensly, Rua 15 de novembro, em São Paulo (SP).

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cem anos de Viana em fotografias ‘do Roriz’



Um pescador de Viana do Castelo no século XX - Foto Roriz

O centenário estúdio passou de geração em geração, tal como o amor por uma arte cada vez menos minuciosa e mais digital

21 de Agosto de 2011 às 00:00

"Toda a vida foi "fotógrafo de fato, gravata e lenço no bolso". E ao dizê-lo, Joaquim Roriz dá-lhe ênfase de ‘herói de capa e espada’, com direito a código de honra e traje a condizer, já lá vão 64 anos de ‘métier’. Naquele tempo "era assim". E Joaquim Roriz honrou o seu tempo quando, órfão de pai, começou a trabalhar com 10 anos no estúdio de fotografia do tio-avó, a Fotografia Roriz, a mais antiga de Viana do Castelo e uma das lojas míticas do País dentro do ramo. Abriu as portas há cem anos e mantém-se às custas da dedicação, senão verdadeiro amor, de três gerações (a caminho da quarta) da mesma família.
A Fotografia Roriz fica em pleno centro histórico de Viana do Castelo, num prédio antigo da rua Gago Coutinho, outrora a mais chique e movimentada da cidade das noivas. Há 100 anos o edifício foi alugado por Domingos Duarte Roriz, o seu fundador, por 1$50, que era "muito dinheiro para a época". O rés-do-chão era reservado ao negócio e nos dois pisos superiores vivia o imenso clã Roriz. Foi numa dessas janelas que poucos anos antes Domingos Roriz pôs a vista em cima da "mais bela moça de Viana" e do outro lado do passeio jurou casar com ela. Assim o fez, pouco antes de inaugurar a loja, que à época era um dos raros estúdios de fotografia do Minho.
NEGÓCIO DE FAMÍLIA
"A loja ‘do Roriz’ sempre foi um negócio familiar e foi assim que as pessoas se habituaram a ele. Antigamente, quando estavam todos a almoçar, quase que o cliente entrava pela sala adentro. Interrompia-se então a refeição para ir atender o cliente e depois voltava-se ao prato", recorda agora o sobrinho-neto, Joaquim, também ele já com uns avançados 74 anos. Mas como faz o que gosta, continua a trabalhar. Com a cumplicidade da tecnologia que, hoje em dia, torna tudo mais fácil.
Poucos se podem gabar de tamanha longevidade no meio. E a proeza dos Roriz talvez só conheça ‘rival’ na história da fotografia em Portugal na madeirense Photographia Vicentes, estúdio de fotografia fundado por Vicente Gomes da Silva em 1848, que também pertenceu à mesma família durante quatro gerações. Hoje está convertida num museu. Ou a Foto Lisboa, que por acaso se situa em Ovar, distrito de Aveiro, fundada em 1892, e que continua igualmente nas mãos da mesma família.
ARTE MINUCIOSA
Joaquim ainda é do tempo em que o processo que levava à cristalização da imagem em fotografia era todo feito à mão e exigia alma de artista. "Comecei a fotografar com máquina de pau e lentes de vidro. Os trabalhos eram muito demorados. Tudo era feito à mão. As fotografias para um documento, por exemplo, podiam demorar dois meses a ficar prontas. Os retoques demoravam também muito e eram trabalhos extremamente minuciosos e complicados, sobretudo se atendermos que estamos a falar de um tempo em que não havia luz nem água. Trabalhava-se com a claridade que vinha da clarabóia do prédio durante o dia e, à noite, à luz da vela...", relembra.
SINAIS DOS TEMPOS
Nos últimos 64 anos muita coisa evoluiu nesta arte e a todas as mudanças Joaquim se adaptou com facilidade. "Nunca tirei um curso de fotografia mas nunca tive qualquer dificuldade em lidar com o progresso, nem mesmo quando chegou o digital", afiança.
Com a técnica muita coisa mudou na profissão. São já raros os que recorrem a um serviço profissional de fotografia para fazer as tradicionais fotos "tipo passe" ou os postais para enviar à família no Natal ou nos aniversários. "O governo, ao acabar com as fotos nas escolas, ao introduzir as imagens digitalizadas na documentação, foi tornando este negócio difícil. Além disso, nos dias de hoje, qualquer amador faz as fotos e descarrega num computador. Só em 2008 fecharam 760 estúdios dos 2800 que então existiam. O negócio não está fácil. Recorre-se a um serviço profissional sobretudo para eventos, casamentos e baptizados", confidencia.
Mas Joaquim não se pode queixar, logo ele que é um fotógrafo de eventos sociais e casamentos por excelência, nos quais nunca tira a tal gravata nem o casaco, "mesmo que façam 40 graus à sombra", e que vive e exerce na cidade das noivas. "Fiz milhares de casamentos", conta. E à conta disso até recebeu o prémio Kodak para Melhor Fotógrafo Noivas do mês.
Desses dias tão especiais para quem o contrata, guarda um manancial de histórias para contar. Como aquele dia em que o noivo, "um emigrante", não apareceu na igreja. "Fui a casa da noiva fotografá-la e depois segui para a igreja. Esperei, esperei e esperei pelo noivo e este nada de aparecer. Comecei a sentir as pessoas a agitarem-se, a andarem para a frente e para trás, a falarem umas com as outras. Mas nada perguntei. Até que finalmente alguém me veio dizer que ele fugira para França, talvez assustado com a responsabilidade que iria assumir".
Joaquim ficou obviamente tocado pela notícia e voltou a casa da noiva, que "chorava copiosamente, agarrada às alianças". O pai resolveu logo a questão. "Virou-se para os presentes e, num espírito louvável para a situação, disse: ‘Como agora já está tudo pago, vamos todos almoçar’. E assim foi. Quatro dias depois, o rapaz, arrependido, voltou a Viana e consumou-se o casamento. De manhã, para 20 pessoas. Mas casaram, isso é o que interessa", lembra com um sorriso.
ACERVO HISTÓRICO
Mas a história da Fotografia Roriz – que já está a ser continuada pelo filho de Joaquim Duarte – não se faz apenas de celebrações familiares.
Aos Roriz se deve também uma boa parte do registo histórico fotográfico de Viana do Castelo e das suas rápidas transformações ao longo do último século.
No mesmo prédio da Gago Coutinho guarda-se um arquivo em negativo de vidro de vários formatos com mais de 22 mil fotografias. Mas se a estes juntarmos a película, a preto e branco ou a cores, ultrapassam as 160 mil imagens que documentam a história de um País e de um povo.
Neste acervo fotográfico estão, por exemplo, registadas as manobras de construção nos anos 70 do mítico e polémico Prédio Coutinho, cuja demolição está iminente, ou os primeiros trabalhos nos estaleiros de construção naval e, sobretudo, a transformação de um lugar predominantemente rural num dos mais importantes centros urbanos e económicos do Norte do País.
Muitas outras fotografias destacam as ruas e vielas do centro histórico, das mais belas e bem preservadas do País, cujas fachadas trabalhadas ou embutidas por painéis de azulejos ricos em traço e cor constituem um verdadeiro compêndio da história da arquitectura portuguesa, com destaque para os estilos manuelino, barroco, renascimento e Art Déco.
A 20 de Janeiro de 2012, no aniversário da elevação de Viana a cidade, o município irá entregar aos descendentes de Domingos Roriz a Medalha de Instituição de Mérito.
Entre os vários fotógrafos da família, uma sobrinha de Joaquim fugiu à regra: é a coreógrafa e bailarina Olga Roriz, que viveu sobre a loja da rua Gago Coutinho até se mudar com a mãe e a irmã para Lisboa, aos 4 anos (para ingressar na escola de balé de Margarida Abreu), mas à qual voltava todas as férias de Verão.
"Lembro-me de ficar horas a fio no quarto escuro com o meu avó Domingos, a ver nascer as fotografias, pois para uma criança ver um bocado de papel transformar-se numa imagem era algo mágico. Ou de o ver retocar chapas e fotografias, algo que eu própria fiz quando era um pouco mais velha para me entreter", recordou a coreógrafa sobre as doces memórias de infância.
VIANA DO CASTELO EM FESTA PARA ASSINALAR CENTENÁRIO
Como deveria acontecer em todas as histórias com final feliz, a riqueza documental que o fundador e os seus sucessores ofereceram ao município de Viana resultou num sentimento de gratidão oficial. A festa desceu à rua Gago Coutinho e, tal como faziam os clientes no início do século XIX, entrou pelo estúdio adentro.
A Câmara Municipal de Viana assinalou o centenário com a oferta de uma placa comemorativa de 80 centímetros, descerrada à porta do edifício no início do mês, e que agora faz Joaquim contemplar a entrada da loja à qual dedicou uma vida inteira com "orgulho redobrado". O resto da sensibilidade guarda-a para a fotografia, pois "não é por acaso que tanto se assemelha à Sétima Arte". 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Morreu Luísa Costa Dias, alma e motor do Arquivo Fotográfico de Lisboa


Esteve na origem das bienais LisboaPhoto

19.06.2011 - 21:51 Por Sérgio B. Gomes
  •  
 Luísa Costa Dias foi a “alma”, a principal impulsionadora de tudo o que se realizou no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa. Comissariou dezenas de exposições e esteve na origem das bienais Lisboa Photo (2003, 2005). Morreu ontem no Hospital Pulido Valente. Tinha 55 anos e sofria de cancro no pulmão.
Luísa Costa Dias teve o mérito de descobrir novos espólios para a fotografia portuguesa, lembra a investigadora Emília Tavares
Luísa Costa Dias teve o mérito de descobrir novos espólios para a fotografia portuguesa, lembra a investigadora Emília Tavares (DR)

Os que a conheciam e que com ela trabalharam apontam-lhe uma “personalidade discreta”, alguém que “preferia trabalhar nos bastidores”, mas reconhecem-lhe “um papel fundamental” tanto na organização de exposições e edição de livros de fotografia como na angariação de novos espólios fotográficos que, desde 1994, não pararam de entrar no Arquivo. “Aquilo que o Arquivo foi, a dinâmica que conseguiu, deve-se ao trabalho e dedicação da Luísa. Foi, sem dúvida, a alma desta casa”, disse ao PÚBLICO Luís Pavão, fotógrafo e conservador da colecção do Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa. 

O comissário Sérgio Mah (que foi o nome escolhido por Luísa Costa Dias para dirigir as duas edições do Lisboa Photo) também sublinha o trato “discreto e elegante” e lembra a “dedicação e proximidade” com que gostava de trabalhar nos projectos em que se envolvia. “Fazia as coisas acontecerem mesmo quando enfrentava enormes dificuldades”, lembra Mah.Luísa Costa Dias comissariou muitas das exposições que passaram pelo Arquivo, das quais se destacam, nos últimos anos, Lisboa à Beira Tejo (2010), Alfredo Cunha Fotografias(2010), Da Avenida D. Amélia à Avenida Almirante Reis (2011). Foi ainda uma das principais mentoras da LisboaPhoto, Bienal de Fotografia, com duas edições (2003 e 2005), festivais nos quais comissariou as exposições Colecção Ferreira da Cunha (2003) e Corpo diferenciado (2005), esta última sobre o acervo fotográfico do Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Nos últimos tempos, trabalhava na exposição Avenida de Roma Fotografias 1950-2011. Como comissária independente, destaca-se a exposição Oui Non sobre a obra de Gérard Castello-Lopes, no Centro Cultural de Belém, em 2004. Como comissária, Luísa Costa Dias tinha preferência “pela fotografia dita de autor, mais directa e documental”, lembra Pavão.”Fotografias íntimas e transparentes”“A Luísa deixou de olhar por si para olhar pelos outros”, diz o fotógrafo José Manuel Rodrigues aludindo ao seu trabalho como fotógrafa que é pouco conhecido. “As fotografias da Luísa são íntimas e transparentes como ela gostava de ser”. Rodrigues destaca a “serenidade, a competência e a honestidade” de Luísa Costa Dias que era das poucas pessoas que visitava o seu atelier com regularidade para saber novidades do seu trabalho. “Chegava e dizia: ‘Mostra lá o que andas a fazer’. Queria ver tudo - provas, negativos, contactos. Encorajava-nos a fazer coisas.” Além disso, “tinha uma grande paciência com os fotógrafos”. A investigadora Emília Tavares sublinha o mérito de Luísa Costa Dias na recolha e descoberta de novos espólios para a fotografia portuguesa. “Desde sempre, esse grande trabalho deve-se à Luísa. Trabalhava na sombra, mas grande parte do acervo do Arquivo é fruto do seu empenho”, disse ao PÚBLICO. Tavares lembra “um trabalho fundamental para o conhecimento e para a construção de uma memória histórica e crítica da fotografia portuguesa”. Numa nota enviada ao PÚBLICO, a investigadora, amiga de Luísa Costa Dias, recorda a directora do Arquivo como alguém com “uma sensibilidade muito especial para reconhecer a qualidade da obra fotográfica e o talento das pessoas que ao longo dos anos trouxe a colaborar consigo”.Paula Figueiredo, fotógrafa, investigadora e ex-responsável do serviço educativo do Arquivo, reconhece também que Luísa Costa Dias era “a alma” daquela que foi uma das mais activas instituições ligadas à fotografia em Portugal nos últimos anos. “Era muito exigente em relação a tudo o que fazia.”O corpo de Luísa Costa Dias estará em câmara ardente esta segunda-feira a partir das 12h00 na igreja de S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa. O funeral realiza-se na terça-feira e sai às 10h30 para o cemitério de S. João do Estoril.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Obras Lula Cardoso Ayres são foco de exposição no Mamam

14/12/2010 | 16h45  |  Fotografia



O Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães inaugura nesta quarta (15), às 19h, a exposição Olhar Guardado: Fotografias de Lula Cardoso Ayres. A mostra, com curadoria de Geórgia Quintas, revela parte do arquivo fotográfico de um dos maiores artistas plásticos pernambucanos e fica em cartaz até 30 de janeiro de 2011.

Mais conhecido por suas pinturas, murais, desenhos e por seu trabalho como designer gráfico, Lula Cardoso Ayres  (1910-1987) dedicou-se à fotografia como forma de documentação e expressão artística sobre temas que sempre o encantaram como as manifestações culturais (maracatu, bumba-meu-boi, caboclinho), o carnaval de rua com suas troças, retratos do povo pernambucano em seu contexto rural do engenho e de sua cidade.

Nesta exposição, o recorte reúne mais de 90 imagens, sendo 30 ampliações de época do acervo fotográfico do artista. Imagens que compreendem, principalmente, as décadas de 30, 40 e 50. Também farão parte da exposição folhas de álbuns, negativos, contatos e uma série de envelopes com os quais Lula Cardoso Ayres indexava e conservava seu acervo.

A obra fotográfica de Lula Cardoso Ayres é uma das mais expressivas nesse campo, por sua força plástica nas composições, mas sobretudo por seu olhar sensível à sua cultura. Lula Cardoso Ayres investigou com olhar de antropólogo e registrou com encantamento poético de artista sobre particularidades sociais e inquietações que ajudam a nos reconhecermos em nossa cultura.
.
.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Exposição de Darcy Ribeiro mostra talento como fotógrafo


19/11/2010 13:55,  Por Redação, do Rio de Janeiro
O mestre Darcy Ribeiro fotografou momentos lúdicos na vida dos índios
O mestre Darcy Ribeiro fotografou momentos lúdicos na vida dos índios
.
Uma exposição a ser inaugurada na próxima segunda-feira no Rio mostra o talento menos conhecido do antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro (1922-1997), ao revelar seu lado fotógrafo. Entre as décadas de 40 e 50, ele viveu entre os índios Urubu-Kaapor, na Amazônia, e Kadiwéu, no Pantanal, e produziu cerca de 3 mil imagens. As fotos, arquivadas no Museu do Índio e na Fundação Darcy Ribeiro, no Rio, apresentam um acurado senso estético e o domínio dos efeitos de luz e sombra nas fotografias intocadas por mais de quatro décadas no acervo das instituições.
.
A mostra, promovida pelo Ministério da Cultura, com curadoria do antropólogo Milton Guran, exibe 50 fotos, a maioria delas inédita. Darcy usava a fotografia como instrumento de pesquisa, um recurso aplicado por etnólogos desde o início do século XX. Já o francês Claude Lévi-Strauss também fotografou índios brasileiros e aspectos da cidade de São Paulo na década de 1930.
.
Ao ingressar na carreira política e ser eleito como senador e vice-governador do Estado do Rio, além de candidato a vice-presidente na chapa do então governador Leonel de Moura Brizola, Darcy Ribeiro deixou a carreira de fotógrafo para se transformar em um dos grandes líderes brasileiros do século passado, com destaque para sua atuação como educador.
.
A mostra permanece em cartaz na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 30 de dezembro. A entrada é franca.
.
.http://correiodobrasil.com.br/exposicao-de-darcy-ribeiro-mostra-talento-como-fotografo/191848/
.
.


ANTROPOLOGIA

Exposição mostra fotos inéditas de Darcy Ribeiro



Darcy_ribeiro
Exposição que será inaugurada na próxima segunda (22) no Rio chama a atenção para o lado menos conhecido do antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro (1922-1997): o de fotógrafo. Entre as décadas de 40 e 50, ele viveu entre os índios Urubu-Kaapor, na Amazônia, e Kadiwéu, no Pantanal, e produziu cerca de 3 mil imagens.

As fotos estão arquivadas no Museu do Índio e na Fundação Darcy Ribeiro, no Rio, e são intrigantes em dois aspectos. Primeiro por revelar o apurado senso estético e domínio da fotografia. Depois, por estarem há décadas disponíveis em acervos públicos, e ainda assim permanecerem intocadas.

Na mostra, promovida pelo Ministério da Cultura e com curadoria do antropólogo Milton Guran, serão exibidas 50 delas, quase todas inéditas. Ribeiro usava a fotografia como instrumento de pesquisa, prática comum a etnólogos desde o princípio do século passado.

O francês Claude Lévi-Strauss, por exemplo, fotografou índios brasileiros e aspectos da cidade de São Paulo na década de 1930. A produção fotográfica de Ribeiro acabou em segundo plano depois que ele ingressou na carreira política como ministro, governador e senador, e tornou-se um dos grandes pensadores da educação.

A exposição ocorre na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 30 de dezembro, com entrada franca.
.
.

Fotógrafo

Dois mil negativos do antropólogo Darcy Ribeiro são descobertos e viram exposição

Plantão | Publicada em 19/11/2010 às 10h17m
Karla Monteiro
Darcy Ribeiro com índios Kadiwéu, Mato Grosso do Sul, 1947. Foto Berta Ribeiro
RIO - Milton Guran achou um tesouro. Foi assim: em agosto, o fotógrafo e antropólogo recebeu um convite do Museu do Índio para fazer a curadoria da mostra "Primeiros contatos - Atrações e pacificações do SPI". Para tal missão, teria que fuçar o arquivo de mais de 20 mil fotografias do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que antecedeu a Funai. Mexe e remexe, Guran se deparou com um belíssimo material - cerca de dois mil negativos - que chamou a sua atenção. O autor? Darcy Ribeiro. Extasiado com a descoberta, ele trabalhou freneticamente para montar a exposição "O olhar preciso de Darcy Ribeiro", que abre segunda-feira na Caixa Cultural. O próximo passo é um livro, previsto para 2011. 
.
Veja fotos da exposição

- Encontrei um conjunto de fotos de autoria do Darcy perdido entre milhares de documentos. São fotos excepcionais. Já trabalhei na Funai e já trabalhei no Museu do Índio, que hoje guarda o arquivo do SPI. E nunca soube da existência dessas fotos - diz Guran. - O Darcy foi um antropólogo, um educador, um romancista, um político. Mas o que nos interessa é o brasileiro que pensou o Brasil. O importante nas fotos é o olhar dele. 
.
Mostrando cópias das 50 fotos selecionadas para exposição, Guran se admira com a excelência, a beleza, a humanidade do trabalho: 
.
- Está aqui o olhar instrumentalizado da antropologia, que busca indicativos da construção da cultura. Mas o Darcy extrapolou isso. Ele estabeleceu uma ligação fraterna, de igual para igual, com os índios. Trata-se de uma fotografia humanista. Um diálogo visual do Darcy com os seus amigos. 
.
A exposição "O olhar preciso de Darcy Ribeiro" faz parte da série de eventos "Brasilidade", capitaneada pelo Ministério da Cultura. A fotos que integram a mostra foram tiradas entre 1947 e 1951, em três comunidades indígenas: kadiwéu, urubu-ka'apor e oafayé. Na tribo dos kadiwéu, o antropólogo realizou a sua primeira pesquisa de campo, como etnólogo do SPI. Com os urubu-ka'apor, trabalhou por dois anos, em duas grandes expedições. Entre os oafayé, ficou só um mês, mas produziu o único registro fotográfico histórico dessa tribo, hoje com apenas 60 representantes.
- O acervo do SPI tem uma importância extraordinária, tanto que em 2008 passou a integrar o programa Memória do Mundo, da Unesco. O trabalho do Darcy, além do valor documental, tem valor fotográfico - diz Guran. 
.
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/11/19/dois-mil-negativos-do-antropologo-darcy-ribeiro-sao-descobertos-viram-exposicao-923053659.asp
.
.

sábado, 30 de outubro de 2010

Fotografia contemporânea portuguesa em Espanha

Início
Cultura Outros
Fotografia contemporânea portuguesa em Espanha


“A exposição documenta o novo no contexto da arte em Portugal e constitui uma das exposições internacionais mais completa de fotografia portuguesa. João Fernandes, actual director da Fundação de Serralves e comissário da exposição, reuniu fotografias e instalações de 29 artistas portugueses”, segundo nota à imprensa do Instituto Camões.
.
A Colecção Banco Espírito Santo centra-se exclusivamente na fotografia, enquanto a colecção do Museu de Serralves adapta a fotografia com outros meios como a pintura, a escultura, o desenho, a instalação, o cinema ou o vídeo. Ambas estão consideradas como as mais importantes e pioneiras de Portugal e incluem a reconhecidos artistas portugueses.
.
A colecção BESart foi criada em 2004 por iniciativa do presidente da comissão executiva desta instituição bancária, que convidou Alexandra Pinho a criar uma colecção contemporânea de fotografia. A colecção é constituída por obras emblemáticas de artistas de referência, portugueses e internacionais. Actualmente, a colecção tem aproximadamente 700 peças de mais de 280 artistas, 60% dos quais de reconhecido prestígio internacional. A colecção conta com obras emblemáticas de artistas como John Baldessari, Christian Boltanski, Candida Höfer, Cindy Sherman, Thomas Struth, Wolfgang Tillmans e Jeff Wall.
.
A Fundação de Serralves tem uma das colecções de arte contemporâneas mais importantes de Portugal. As linhas conceptuais que articulam esta colecção foram iniciadas por Vicente Todolí durante a sua etapa como director do museu e na actualidade conta com doações privadas como as da Caixa Geral de Depósitos e a Fundação Luso-Americana.
.
Estão patentes obras das colecções BESart - Colecção Banco Espírito Santo e da Fundação de Serralves, estando representados, entre outros, Patrícia Almeida, Basco Araújo, Pedro Barateiro, Catarina Botelho, Rui Calçada Bastos, Paulo Catrica, André Cepeda, Nuno Cera, Filipa César, Luísa Cunha, António de Sousa, António Júlio Duarte, Alexandre Estrela, João Paulo Feliciano e Adelina Lopes.
.
Daniel Malhão, Edgar Martins, Paulo Mendes, Duarte Amaral Netto, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Luís Palma, Fernando José Pereira, André Príncipe e Mariana Silva, são outros artistas representados.


Eduardo Silva
.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Eça de Queiroz em retratos

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 7:01

Ângela Corrêa
Do Diário do Grande ABC

0 comentário(s)

Interessado pela arte fotográfica, o pai do realismo português facilitou bastante o impecável trabalho de garimpagem reunido no exemplar Eça de Queiroz - Fotobiografia (Editora Leya Brasil, 434 páginas, R$ 159,90). O autor é um dos mais famosos ‘queirosianos'', o arquiteto A. Campos Matos, nascido na mesma Póvoa de Varzim que o objeto do livro, o escritor José Maria d''Eça de Queiroz, que viveu entre 1845 e 1900 e foi cônsul em Cuba, Inglaterra e França.
.
A edição reúne fotos de família que beiram a descontração. Seja em conversa com amigos, na praia, gargalhando junto aos filhos e até vestindo uma cabaia chinesa que ganhara de um conde, Eça se entregou às lentes tanto quanto foi possível.
.
Porém, mais do que simplesmente construir uma árvore genealógica ilustrada dos Eça de Queiroz, o biógrafo estendeu a pesquisa, incluindo nomes que foram influência direta ao autor de O Primo Basílio e O Crime do Padre Amaro, como seus professores na Universidade de Coimbra, na qual estudou Direito. Os colegas e grandes amigos das primeiras atividades literárias também merecem destaque, com fotos e históricos.
.
A organização, no entanto, facilita a consulta à edição, de forma cronológica. Os avós de ambos os lados da família são apresentados, assim como a casa onde o escritor nasceu, as e as escolas pelas quais passou - incluindo fotos mais recentes dos prédios e pátios.

REVELAÇÕES
.
Os descendentes - teve quatro filhos do casamento com Emília de Castro - também têm seus feitos revelados. A primogênita, Maria (apontada como a preferida), organizou o espólio do pai. Ela chegou a publicar livro em que a correspondência entre ele e a mãe foi exposta, como forma de refutar os boatos de que a união era de conveniência.
.
Cartas reveladoras aos amigos também merecem destaque no livro. O irmão de Emília, por exemplo, foi o grande incentivador do relacionamento. Antes de se casar, descreveu ao amigo Ramalho Ortigão como seria a mulher ideal. "Eu precisava de uma mulher serena, inteligente, com uma certa fortuna (não muita), de caráter firme sob um caráter meigo, - que me adotasse como se adota uma criança", diz no trecho.
.
.
http://www.dgabc.com.br/News/5834481/eca-de-queiroz-em-retratos.aspx
.

domingo, 26 de setembro de 2010

Usina Jirau apoia livro de fotografias da história de Porto Velho

Comunica Assessoria - 2010-09-24 - 12 begin_of_the_skype_highlighting              2010-09-24 - 12      end_of_the_skype_highlighting:13:00 -

O lançamento da edição aconteceu nesta quarta, com o autor Luiz Brito
.
A Energia Sustentável do Brasil, concessionária da Usina Hidrelétrica Jirau, patrocinou a reimpressão de mil exemplares do livro de fotografias “Revelando Porto Velho”, do fotógrafo e documentarista Luiz Brito. O lançamento dessa segunda edição aconteceu nesta quarta-feira, 22, no restaurante Café Madeira, com a presença do autor e convidados, além da imprensa e apreciadores da história e cultura da região.

O livro registra, através de fotos em preto e branco, a formação da Capital, com destaque para pontos de referência histórica, como o início do antigo centro e a construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Em todas as páginas, as imagens são acompanhadas de legendas explicativas, que vão narrando os ciclos de Porto Velho. “Pensei em não só colocar fotografias por colocar, mas acompanhá-las de pequenos textos que ajudassem a enriquecer as imagens. A ideia foi dar uma informação a mais à fotografia”, conta Luiz Brito.

Defensor da preservação do patrimônio histórico, Brito é um dos mais respeitados profissionais na área fotográfica e também audiovisual, já tendo participado de exposições internacionais em países como Áustria e Espanha. Profissionalismo e credibilidade que motivaram a Energia Sustentável a apoiar a reedição da obra, que teve a primeira tiragem em 2004, esgotada logo após sua publicação.

“Quando recebemos o pedido de patrocínio para a reedição do livro, foi uma satisfação. O Luiz Brito desenvolve um trabalho sério, de qualidade, com uma responsabilidade muito grande para com o resgate histórico dessa região. Em nenhum momento hesitamos em entrar de cabeça nesse projeto”, enfatiza o diretor Institucional da Energia Sustentável, José Lúcio de Arruda Gomes.

O diretor ainda esclareceu que a concessionária da Usina Jirau adota uma política de responsabilidade social que valoriza a perspectiva preservacionista, de resguardar e resgatar o patrimônio histórico-cultural.

Para o fotógrafo e documentarista Luiz Brito, o apoio da empresa demonstra o respeito e compromisso do empreendimento com a sociedade de Porto Velho. “Nós, profissionais, pesquisadores, contamos com essa força para desenvolver nossos trabalhos. Agradeço muito à Energia Sustentável, que me ajudou a materializar esse projeto”, agradeceu o artista.


O Livro

‘Revelando Porto Velho’ é uma memória fotográfica da formação da capital de Rondônia, com mais de 200 fotos em preto e branco, datadas do início do século passado. Entre elas, reproduções do sanitarista Oswaldo Cruz, de sua estada na região para trabalhar no Hospital da Candelária, no início da construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Da mesma época há registros do fotógrafo norte-americano Danna Merril. Ambos foram os primeiros a registrarem a região com imagens.

Além desses, o livro também traz fotos de O.F. de Souza, Pedro Marques, Pereirinha, Armando Veiga, entre outros fotógrafos igualmente renomados. Todo o material foi obtido através dos familiares dos profissionais. Resultado de mais de dois anos de pesquisa, que também incluiu o Centro de Documentação do Estado e da Prefeitura de Porto Velho como fontes.

Reedição

A segunda edição do livro ‘Revelando Porto Velho’ foi editada preservando a grafia da época, e traz uma foto inédita do Centro Histórico de Porto Velho, da década de 50, que retrata as Três Caixas D’Água e os antigos casarões. A imagem foi cedida por um antigo morador, hoje residente no Rio de Janeiro. Além disso, foram incluídas duas reportagens do Jornal Alto Madeira, publicadas em 1917 e 1918, respectivamente. 
.
.
http://rondoniadinamica.com/ler.php?id=19450&edi=1&sub=3
.
.