* Victor Nogueira
Para lá da vidraça
Lá longe
ao luar
no alto do céu
- anilado ou de negro vestido -
brilha uma vela
iluminando em terra
mil pirilampos
em candeia!
Setúbal 2024 12 15
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
* Victor Nogueira
* Victor Nogueira
A Península de Tróia fica na margem esquerda do Estuário do Sado, no Concelho de Grândola, defronte da Cidade de Setúbal, onde os murais foram executados.
2024 04 29 Foto victor nogueira - Mural em Setúbal, executado em 2024 04 27 (2024 04 28 IMG_4603), no baluarte do Livramento, defronte ao Clube Naval Setubalense. Tróia tão perto tão longe / Há 16 anos a ver navios. Este é o último de cinco murais executados em 2024 no âmbito do projecto “Histórias que as Paredes Contam”. (VER NOTA de Helena de Sousa Freitas no final desta publicação.
* Victor Nogueira
Tito Salomoni - Building a Rainbow
Numa das minhas fotos Vítor Durão deixou o seguinte comentário: "Quando vejo um arco-íris procuro sempre o seu fim porque estará por lá o pote de ouro, pelo menos é o que se julga".
* Victor Nogueira
As pessoas por falta de tempo, aparente "facilidade" ou pelo receio preferem a virtualidade ao "cara a cara, olhos nos olhos, mão na mão"
INcomunicando
Antigamente as pessoas escreviam muito e as cartas eram meio de transmitir notícias e muitas delas, com maior ou menor valor literário, tornaram-se testemunho dos factos, acontecimentos, ideias e sentimentos. Mas hoje, hoje as pessoas telefonam ou encontram-se, devido à facilidade e rapidez dos transportes e das comunicações, e o tempo é pouco, paradoxalmente, devido à sobrecarga do que se gasta em transportes, sentado frente à TV ou em tarefas domésticas.
.O mesmo sucede com o convívio e a conversação: por vários motivos os cafés e as tertúlias desaparecem, só se conhece o vizinho da frente ou do lado, quando se conhece, e as pessoas metem-se na sua concha, casulo, carapaça ou buraco. Muita gente junta, ao alcance da mão ou da voz, não significa que estejamos mais acompanhados e humanizados". (MMA - 1993.08.19)
OU COMO TB ESCREVI EM 1985
Sentir
............. o veludo
........................... da voz
............. o calor
........................... do sorriso
............. a fragrância
........................... do olhar
.............o encanto.
...........................da alegria
Libertar
.............os gestos
.............o silêncio
..............o riso
.............as lágrimas
Dizer
.............amor
.............camarada
..............amiga
..............companheiro
* Victor Nogueira