Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sábado, 20 de agosto de 2011
Montra TeK: Sites que mostram o poder da fotografia
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Um dia de se escrever com luz
domingo, 30 de maio de 2010
Recorde para máquina assinada por Daguerre
Recorde para máquina assinada por Daguerre, um dos inventores da fotografia 
Uma das raríssimas primeiras máquinas assinadas pelo inventor da fotografia, o francês Louis Jacques Mandé Daguerre, foi vendida anteontem num leilão em Viena por um preço recorde de 732 mil euros. O aparelho Giroux Daguerréotype foi produzido em Paris 1839 pelo cunhado de Daguerre, Alphonse Giroux. O comprador é um coleccionador internacional que não quis revelar a identidade.
sábado, 8 de agosto de 2009
1884: Filme de rolo substitui a chapa
Calendário Histórico
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Uma fotografia era um presente muito especial no século 19, porque qualquer retrato implicava muito trabalho. Não dava nem para pensar num instantâneo que registrasse um momento agradável. O grande empecilho era o longo tempo de exposição. É por isso que as velhas fotografias mostram pessoas rígidas, com expressões de quem está fazendo esforço e olhares parados.
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Esforço também tinha que fazer o fotógrafo, até porque muitos lugares pitorescos não eram de fácil acesso. O fotógrafo profissional Wim Cox recorda todo o sacrifício para fazer uma única foto:
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"Como nem sempre se chegava de carro até o local, era preciso carregar todo o equipamento: uma sacola de couro com a câmera e parte das chapas, o back com o resto das chapas e mais uma sacola com as objetivas. Então se escolhia o local para armar a câmera e também a objetiva a ser usada, pois não havia como ampliar as chapas. Faziam-se então negativos, que eram copiados. Não havia ampliações. As cópias eram no tamanho da chapa original".
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Câmeras conforme o tamanho da foto
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Em outras palavras: quem quisesse fotografias de diferentes tamanhos, precisava de câmeras de diferentes tamanhos. A técnica fotográfica foi criada pelo pintor Louis Jacques Daguerre. Fascinado pela "arte de pintar com luz", ele desenvolveu o "daguerreótipo". Na sua época, fotografar era algo somente para intrépidos profissionais, o que mudou totalmente a partir de 1884.
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Foi quando George Eastman e seu amigo William Walker registraram a patente do filme de rolo. Com um adaptador, ele podia ser fixado a qualquer câmera que funcionasse à base de chapas. Karl Steinfort, da Sociedade Alemã de Fotografia, descreve a importância da invenção de Eastman:
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"O decisivo foi que, a partir de então, a pessoa que fotografasse só precisava fazer o que qualquer um sabe fazer: focalizar o motivo e apertar o botão. Todo o processo seguinte, a revelação do filme, era feito industrialmente no laboratório. Na época, comprava-se uma câmera com um filme de rolo para cem exposições. Quando ele chegasse ao fim, mandava-se revelar no laboratório de George Eastman, com câmera e tudo. Recebia as cem fotografias prontas e a câmera com um novo filme de rolo, de modo que quem pudesse pagar pelo equipamento e o serviço podia fotografar".
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Surgia, portanto, algo assim como o primeiro modelo das atuais câmeras descartáveis. A firma de Eastman, aliás, continua firme no ramo da fotografia. Seu nome: Kodak. No entanto, o início da fotografia como hobby não significou automaticamente o fim das câmeras com chapas. Fotógrafos profissionais continuam trabalhando com elas até hoje.
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O que fizeram foi substituir a chapa de vidro primeiramente por papel fotográfico e depois por filme plano. Para grandes formatos, essa técnica continua sendo insuperável, pois a exposição e a nitidez podem ser reguladas com maior precisão do que com as modernas câmeras fotográficas de tamanho pequeno.
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Técnica antiga é boa para aprender a fotografar
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O que Wim Cox também ressalta é o "efeito pedagógico" da fotografia com chapas: "Foi com ela que aprendi a ajustar direito e fazer boas fotos do ponto de vista formal. A questão é tratar, desde o começo, de não fazer erros, então se consegue ser muito preciso e exato. Naturalmente que assim se perde a espontaneidade e a vivacidade da fotografia".
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Instantâneos não combinam mesmo com a velha câmera de chapas. Fato é que, sem o filme de rolo, o foco automático e a regulação automática do diafragma, a fotografia não seria tão popular como hoje.
Julia Bernstorf (ns)
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in DW World - 2009.08.08
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