* Victor Nogueira
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
sexta-feira, 7 de novembro de 2025
Moinhos de vento em fotos de capa (34) (Norte do Tejo)
sábado, 11 de dezembro de 2021
Pelourinhos 31 - Cascais e Cela Nova (Coutos de Alcobaça)
* Victor Nogueira
Sobre o pelourinho de Cascais nada encontrei. Existe um junto á baía, nas cercanias da Doca da Pesca. Encontrei o que me parece ser uma outra picota nas cercanias da Igreja da Misericórdia e dum troço remanescente das antigas muralhas da vila,
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«Cela era uma das catorze vilas dos antigos Coutos de Alcobaça, tendo recebido forais dos Abades deste cenóbio em 1286, e novamente em 1324 (este dado pelo Frei D. Martinho II).
Teve foral novo de D. Manuel, em 1514, onde é referida como Cella Nova , para a distinguir de Cela Velha, possivelmente a anterior sede concelhia. O seu pelourinho, que ainda hoje se levanta no largo da Igreja Matriz, terá sido construído na sequência do foral manuelino.
O pelourinho possui plataforma de três degraus circulares, de aresta, sendo o térreo consideravelmente mais alto que os superiores. Nele assenta a coluna, sobre base gótica oitavada, moldurada e de arestas nervuradas, adelgaçando no topo para se levantar num fuste cilíndrico e liso. Este é encimado por capitel de cesto hexagonal, decorado com florões quadrifólios, e ábaco hexagonal moldurado. O remate é em pinha de grandes dimensões, com o topo alongando-se em pirâmide de secção quadrada; as faces desta encontram-se lavradas com relevos, incluindo uma esfera armilar (símbolo pessoal de D. Manuel) e um escudo nacional coroado.» (SML – DGPC)
segunda-feira, 22 de novembro de 2021
Pelourinhos 10 / Igrejas 72 - Cela Nova (Alcobaça) - Igreja de Santo André e pelourinho
* Victor Nogueira
A Igreja Paroquial de Santo André, fundada sob ruínas dum antigo templo, foi reconstruída em 1909 numa arquitectura neo-manuelina. Da velha igreja restam a talha barroca setecentista do altar-mor, a pia baptismal e as seis gárgulas.
O Pelourinho, erguido em 1514, é constituído por uma coluna simples implantada sobre três degraus circulares e coroada por um cone com esfera armilar e a pedra de armas dos Abades de Alcobaça
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Pôr-do-Sol em Cela (Coutos de Alcobaça) e Beringel
* Victor Nogueira
domingo, 21 de junho de 2020
Cela (Coutos de Alcobaça)
A seta à beira da estrada na noite chuvosa desperta-me a curiosidade, por estar assinalada com o símbolo de monumento. Meto pelo atalho, parecendo me que a estrada corre por entre cerros. O monumento é afinal uma igreja iluminada no negrume da noite, que não sei se é manuelina ou um pastiche romântico do século XIX. Não encontro referências nos livros que consulto pelo que sigo adiante. 
Existem a Cela Nova e a Cela Velha. O nome está ligado a uma lenda que refere ter existido neste local uma cela habitada por um frade que recebia tributos dos camponeses da região e os guardava numa casa, ainda hoje conhecida como Tulha. (Notas de Viagem, 1997.10.26)
Regresso à Cela Nova, cuja igreja dedicada a Santo André revejo pormenorizadamente, apercebendo me também do seu pelourinho e do edifício do antigo celeiro. Sigo por outros caminhos em busca de Cela Velha; a povoação tem um ar de abandono, mas a visão de Cela Velha é ainda mais deprimente, embora paradoxalmente pareça mais recente: situa-se no fundo duma descida aprazível mas interminável e, quase no seu termo, uma placa partida indica a existência dum monumento. Lá ao fundo um largo, alguns edifícios degradados, uma bomba de gasolina, a estação do caminho de ferro e um segundo monumento, tal como o primeiro dedicado a Humberto Delgado. Estranho estes dois monumentos a Humberto Delgado: o primeiro avista-se perfeitamente do largo da estação, lá em cima, a meia encosta.
O primeiro lugar de culto que existiu na Cela estava completamente em ruínas, quando D. Manuel I mandou edificar no mesmo local uma nova igreja, dedicada a Santo André. Da primitiva construção desse templo pouco resta e a última grande empreitada, realizada em 1909 deixou-nos a talha barroca setecentista do altar-mor, a pia baptismal do séc. XVI e as seis gárgulas com formas de animais que guarnecem os flancos do templo.
Cela era uma das catorze vilas dos antigos Coutos do Mosteiro de Alcobaça, tendo recebido forais dos Abades em 1286 e novamente em 1324 Um foral novo foi concedido por D. Manuel, em 1514, referindo-se a Cella Nova, para distingui-la de Cela Velha, hoje aldeia, possivelmente a anterior sede concelhia. O seu pelourinho, erguido no largo da Igreja Matriz, terá sido construído na sequência do foral manuelino.
ver Cela - Monumento a Humberto Delgado
Cela - Monumento a Humberto Delgado
Regresso à Cela Nova, cuja igreja dedicada a Santo André revejo pormenorizadamente, apercebendo-me também do seu pelourinho e do edifício do antigo celeiro. Sigo por outros caminhos em busca de Cela Velha; a povoação tem um ar de abandono, mas a visão de Cela Velha é ainda mais deprimente, embora paradoxalmente pareça mais recente: situa-se no fundo duma descida aprazível mas interminável e, quase no seu termo, uma placa partida indica a existência dum monumento. Lá ao fundo um largo, alguns edifícios degradados, uma bomba de gasolina, a estação do caminho de ferro e um segundo monumento, tal como o primeiro dedicado a Humberto Delgado. Estranho estes dois monumentos a Humberto Delgado: o primeiro avista-se perfeitamente do largo da estação, lá em cima, a meia encosta.
(...) Uma carrinha e uma caravana de automóveis atroam os ares em propaganda eleitoral, mas não consegui distinguir se eram da CDU se do CDS/PP. Damos uma volta, mas tudo é desolado e em breve um operário (Ilídio Neves), despedido duma fábrica da região, contar-nos-à a explicação do Humberto Delgado, que afinal tinha ali uma quinta, donde saíra na véspera a idosa viúva por causa do mau tempo. 
«A Quinta de Cela Velha era uma das mais antigas quintas das granjas dos Monges de Alcobaça, que teve carta de emprazamento em 1431, pertencendo à família Andrade e Gamboa desde 1571. A capela, dedicada a São Bento, que ainda hoje integra o território da quinta, é referida pelos autores setecentistas como uma das mais antigas do reino, mas foi remodelada na primeira metade do século XVIII. Assim é mencionada nas Memórias Paroquiais de 1758, cujos dados foram confirmados em 1774 pelo cronista da Ordem de Cister, Frei Manuel de Figueiredo.
É possível que este restauro ou reedificação tenha sido patrocinado por António de Andrade e Gamboa, aqui sepultado em 1776. A inscrição tumular refere ainda o seu filho Francisco João de Macedo e Andrade, falecido em 1804.A capela, de linhas muito depuradas, apresenta fachada principal em empena triangular e sineira do lado esquerdo sobre os cunhais. É marcada pela abertura do portal de verga curva, e pelo brasão de armas dos Andrades. No interior, e para além do nicho de madeira sobre o altar-mor, ganha especial interesse a pedra tumular já referida, com data de 1817.» in .692.Quinta da Cela Velha, da família Humberto Delgado, foi de novo assaltada...
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