Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Necrópoles e túmulos (15) - Panteões

 * Victor Nogueira

Alcácer do Sal



Capela do Teosuro, primeiro Panteão da Ordem de Santiago em Portugal.

Santuário do Senhor dos Mártires, fundado nos séculos XIII ou XIV pelos Cavaleiros de S. Tiago. (Fotos dos anos '70 século XX). Do lado direito do templo fica a Capela do Tesouro (século XIII), com o pequeno santuário independente. 

Alcácer do Sal

 Galilé da Igreja do Convento franciscano de Santo António e Capela das 11 Mil Virgens

Um exterior modesto esconde um dos mais importantes exemplares da arquitectura renascentista de Portugal: a Capela das Onze Mil Virgens. O convento franciscano de Santo António foi fundado em 1524 por Dona Violante Henriques, durante o reinado de D. João III. A igreja conventual é também motivo de interesse pelas arcadas suportadas por colunas toscanas na entrada e pelos painéis de azulejos alusivos à vida de Santo António. No chão encontram-se variadas lápides funerárias de nobres que elegeram aquela como a última morada. A obra foi continuada por D. Pedro de Mascarenhas, filho da fundadora, vice-rei da Índia, que quis fazer uma capela integrada no Convento para ser o seu sepulcro e relicário pessoal. Morreu em 1556 sem concluir o edifício, que foi acabado pela sua segunda mulher, D. Helena de Mascarenhas, também aí sepultada.


 Brasão das famílias Mascarenhas e Henriques, no Convento de S. António


Belmonte

Igreja de Santiago e Panteão dos Cabrais

Adossado à Igreja está o Panteão dos Cabrais, ainda em construção em 1483. A renovação deste deve-se a Francisco Cabral, primeiro Alcaide de Belmonte após a Restauração, como a ele se devem alguns dos túmulos renascentistas ali existentes (1630). Situada num dos caminhos portugueses de peregrinação a Compostela, a Igreja de Santiago seria um local, onde os Peregrinos encontravam um conforto espiritual no decurso da sua jornada. (in https://cm-belmonte.pt/diretorio/igreja-de-santiago-e-panteao-dos-cabrais/)


Évora


Évora - Convento do Espinheiro (túmulo de Garcia de Resende)



Necrópoles e túmulos (13) - Amoreira (Óbidos) Aljubarrota,

 * Victor Nogueira

Amoreira



Cemitério e capela

Da estrada avista-se uma igreja, a de N. Sra de Aboboriz, com dois cruzeiros, duas varandas ou galilés alpendradas e cemitério adjacente, que fotografo. A igreja foi construída no local onde num dia de verão uma jovem pastora teria visto uma aparição da Virgem Maria no cimo dum loureiro. Consta que existe um túnel subterrâneo proveniente de Óbidos, que serviria de passagem de emergência e terminava nesta igreja. Esta povoação já teve um castelo e uma Misericórdia, hoje desaparecidos. (Notas de Viagem, 1997.10.30) 


Aljubarrota


     

Igreja de S. Vicente

«Localizada nunm dos termos da povoação, esta igreja, modesta, com uma torre manuelina, tem dois túmulos no exterior, defronte da fachada principal. É insólita a existência destas duas arcas tumulares, oitocentistas, qualquer delas com caveira e duas tíbias cruzadas. Insólita porque os enterramentos nas igrejas se faziam no seu interior, sob o lajedo ou em arcas tumulares em capelas próprias ou nas criptas, até que as reformas do século XIX os proibiram, o que deu então origem a levantamentos populares como os que são descritos em "A Morgadinha dos Canaviais", de Júlio Dinis.» (Notas de Viagem, 1997.10.31).

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Templos religiosos 64 - Alcácer do Sal

 * Victor Nogueira

Alcácer do Sal, Santa Susana, Torrão, Vale de Guiso

Alcácer do Sal





Igreja de Santiago - De origem medieval, este imponente templo foi reconstruído no reinado de D. João V.


 Galilé da Igreja do Convento franciscano de Santo António e Capela das 11 Mil Virgens

Um exterior modesto esconde um dos mais importantes exemplares da arquitectura renascentista de Portugal: a Capela das Onze Mil Virgens. O convento franciscano de Santo António foi fundado em 1524 por Dona Violante Henriques, durante o reinado de D. João III. A igreja conventual é também motivo de interesse pelas arcadas suportadas por colunas toscanas na entrada e pelos painéis de azulejos alusivos à vida de Santo António. No chão encontram-se variadas lápides funerárias de nobres que elegeram aquela como a última morada. A obra foi continuada por D. Pedro de Mascarenhas, filho da fundadora, vice-rei da Índia, que quis fazer uma capela integrada no Convento para ser o seu sepulcro e relicário pessoal. Morreu em 1556 sem concluir o edifício, que foi acabado pela sua segunda mulher, D. Helena de Mascarenhas, também aí sepultada.


 Brasão das famílias Mascarenhas e Henriques, no Convento de S. António

Alcácer do Sal – Igreja do Espírito Santo - Mural do PRT (Partido Revolucionário dos Trabalhadores)

Fundado a 15 de outubro de 1894, em resultado da junção do espólio arqueológico depositado na Câmara Municipal e de doações do padre Matos Galamba e de Joaquim Correia Batista, o Museu Municipal de Alcácer do Sal, sediado na Igreja do Espírito Santo,  é um dos mais antigos do País.




(Foto Emília Gato)


Ruínas do Castelo e do Convento Carmelita Araceli, no seu interior, no que era a alcáçova medieval) 

Rodeado por duas linhas de muralhas, o castelo de Alcácer do Sal é um exemplar raro de construção militar em taipa. As escavações arqueológicas realizadas nas imediações da fortificação permitiram encontrar vestígios do Neolítico, da Idade do Ferro e dos períodos de ocupação romana e árabe. Algumas das peças descobertas podem ser apreciadas no museu presentemente existente no conjunto edificado.

(foto jj castro ferreira)


 antigo Convento de Aracaelli, actual Pousada



Igreja de Santa Maria do Castelo e ruínas do antigo fórum romano. Neste local houve um templo romano e uma mesquita árabe







Santuário do Senhor dos Mártires, fundado nos séculos XIII ou XIV pelos Cavaleiros de S. Tiago. (Fotos dos anos '70 século XX). Do lado direito do templo fica a Capela do Tesouro (século XIII), com o pequeno santuário independente. 

Santa Susana







Igreja de Santa Susana, cruzeiro e ninho de segonhs


Cemitério e capela

Torrão


O processo de criação deste Convento de S. Francisco teve inicio em meados de 1584, mas só em 1604 o Frei Lourenço de Portel consegue as licenças da Câmara do Torrão e do seu povo para esta fundação, que será pouco depois confirmada pelo Rei Filipe II de Portugal.  Anteriormente existia neste local a ermida de São Sebastião, protector da peste e cuja fundação tinha sido iniciativa do povo do Torrão e da vereação da câmara local.


 Igreja de N. Sra da Assunção  (matriz) - Subsistem muitas dúvidas a respeito da cronologia exacta em que se ergueu a primeira igreja matriz do Torrão. O actual templo, eventualmente herdeiro de uma construção baixo-medieval, pertenceu à Ordem de Santiago, legítima proprietária da região durante os primeiros séculos de domínio cristão pós-reconquista, e, ao que tudo indica, localizava-se junto ao paço do comendador santiaguista, situado fora das muralhas da vila.

A actual configuração do templo, todavia, não recorda essa primeira fase e data de inícios do século XVI, altura em que o monumento foi objecto de uma reforma integral. Dessa época conservam-se ainda importantes vestígios manuelinos, que ajudam a compreender a expansão da linguagem artística do reinado de D. Manuel pelas terras do Sul ocidental, periféricas em relação aos principais eixos viários da altura. (PAF - DGPC)

Vale de Guiso




É barroca a Igreja de Nossa Sra do Monte, em Vale de Guiso, de exterior simples e despojado que contrasta com a riqueza do interior, de várias artes em conjugação: talha, pintura, azulejaria. O templo, isolado, lá no no cimo do outeiro, com a aldeia a seus pés, tem as paredes interiores revestidas com painéis de azulejos azuis e brancos com cenas da vida de Nossa Senhora. O pórtico principal ostenta as armas reais de D. José I. Possui três altares, um deles pertencente a Nossa Senhora do Rosário e outro à irmandade das Almas.

A obra foi mandada erguer pelo rei D. José em 1724, estando e concluída em1751. Contudo  há registos do século XVI que assinalam  a existência duma ermida neste lugar. Com o terramoto de 1755 sofreu grandes estragos, mas foi de imediato recuperada.