Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

sic transit gloria mundi - a vivenda N. Senhora do Carmo, em Setúbal


* Victor Nogueira
(texto e fotos)

Este é um dos edifícios em ruína e condenados ao camartelo, tal como a vivenda na Av. dos Combatentes, ambos do estilo "Casa Portuguesa" do arquitecto Raúl Lino, autor dos projectos dos Paços do Concelho e do degradado e vandalizado Palácio da Comenda. Ao camartelo não escapou a Vila Maria (na Cachofarra) e estarão também condenados o Palácio Feu Guião e o Palácio dos Cabedos, tendo sido poupado o mirante situado no entroncamento da avenida Antero de Quental com a estrada dos Ciprestes. integrado no Parque Urbano da Várzea. Este mirante é possivelmente  um dos primeiros exemplares em betão armado, feito em Portugal. Mas voltemos à Vivenda de N Sra do Carmo, de que a seguir se reproduzem fotos de maquete existente no Museu  do Trabalho Michel Giacometti, executada por José Gregório.







Vivenda N. Sra do Carmo - Maquete executada por José Gregório

A Vivenda N. Sra do Carmo possuía um solário ou varanda envidraçada e garagem, mas não era, pela sua dimensão, uma das mais faustosas. Contudo o seu proprietário marcou/ostentou nela e publicamente a sua posição, com painéis de azulejos reproduzindo a sua figura (em corpo inteiro), a a da esposa (busto) e barcos, para além da reprodução de imagem de N. Sra do Carmo. Tal como escrevi a propósito de outro edifício: Sic transit gloria mundi e o Palácio dos Arciprestes 
















fotos tiradas em 2016.06.17

ADENDA
 - outros exemplares  da "Casa Portuguesa", em Setúbal  (1)


Bairro Salgado - Rua Garcia Perez, 36



Vivenda na esquina da Avenida dos Combatentes com a Rua Dr. Aníbal Álvares da Silva


(1) Fotos retiradas de  TIPOS DE ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO: UM EXEMPLO PORTUGUÊS, por Luísa Silva,  in http://www.ipernity.com/blog/271077/453693

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Novas tecnologias podem culminar no declínio do fotojornalismo

    sábado, 13 de Novembro de 2010 | 10:58
  


As novas tecnologias e a convergência das redações podem culminar no declínio do fotojornalismo português, com perda de identidade dos diferentes meios de comunicação, concluiu um estudo da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 
“Em resultado da adoção dos renovados modelos de gestão, é previsível que se acentue a minimização gradual do contributo da fotografia de imprensa na formação da identidade de cada órgão de comunicação”, refere o estudo, uma tese de mestrado em Ciências da Comunicação, a que hoje a Lusa teve acesso. 
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A tese de Luísa Silva acrescenta que, e de uma forma prospetiva, se “poderá registar um declínio no fotojornalismo português, não tanto por causa da diminuição da qualidade do produto dos profissionais, mas sobretudo como efeito das ações e das resoluções tomadas pelos proprietários das empresas mediáticas no novo ecossistema da imprensa em Portugal”. 
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O trabalho, agora apresentado, pretendia realizar um diagnóstico de aproximação ao estado atual do fotojornalismo português e perceber em que medida o fenómeno da convergência (capacidade de diferentes plataformas transportarem diferentes tipos de serviços) tem vindo a afectá-lo. 
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Para o efeito foram feitas entrevistas a 14 personalidades da área (entre fotógrafos, editores de fotografia e diretores) e aplicado um questionário a 25 fotojornalistas. 
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“O impacto da Internet levou a que o modelo dos negócios de média tivesse de ser reformulado”, passando pela “criação de agências partilhadas de fotografias em cada grupo económico”, explicou a investigadora. 
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O estudo refere mesmo que “grupos como a Impala e a Controlinveste já estão a levar a cabo esta experiência e a Impresa já demonstrou vontade de equacionar uma tentativa para a criação das agências”. 
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Se até agora cada órgão de comunicação dispunha de uma equipa de fotojornalistas fixos, com recurso pontual a colaboradores freelancers, com a nova estrutura de agências levantam-se “sérias questões à volta do futuro do fotojornalismo”, especialmente relacionadas com “a coerência e identidade de cada projeto [editorial] e com o possível aumento da precariedade na profissão”.
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 O estudo prevê que nas redações se assista a uma diminuição das equipas fixas de fotojornalistas e um aumento do trabalho em outsorcing. 
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Se as agências de imagens se acabarem por concretizar, a linha editorial e a “força visual própria de cada meio” vão acabar por se perder em consequência da “diversidade de abordagens a nível de fotografia”, sustentou Luísa Silva. 
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“Será uma perda para o jornalismo porque vão ser todos iguais”, frisou. 
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Diário Digital / Lusa
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http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=9&id_news=478494&page=2
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