01 Novembro, 2009
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Criança iraquiana chora depois de uma bomba ter ferido o tio, 18 de Agosto, 2004Ali Jasim © Reuters
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Arte Photpgraphica
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Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
Criança iraquiana chora depois de uma bomba ter ferido o tio, 18 de Agosto, 2004| Steve McCurry | |
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Steve McCurry on "Celebrating Multiculturalism Through Photography", Central Market Annex gallery, Kuala Lumpur, Malaysia | |
| Born | Steve McCurry February 24, 1950 (1950-02-24) (age 59) Philadelphia, Pennsylvania |
| Occupation | Photojournalism |
| Other names | Steve McCurry |
| Notable credit(s) | Robert Capa Gold Medal for Best Photographic Reporting from Abroad |
Contents |
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009, 09:23 | Online
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Agência Gamma, onde Sebastião Salgado trabalhou, busca investidores
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Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo
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Os problemas financeiros foram externados em 30 de julho, quando o Grupo Eyedea Presse, proprietário da agência, fez o pedido de concordata no Tribunal de Comércio de Paris, depois de experimentar perdas de 3 milhões em 2008.
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A Gamma e a Rapho - a mais antiga agência de fotojornalismo da França, propriedade do mesmo grupo - empregam hoje 55 pessoas, dos quais 14 fotógrafos. Junto com o pedido de concordata, a Justiça designou um administrador judiciário, que terá a missão de analisar o plano de recuperação a ser elaborado pela companhia. Um programa de demissões voluntárias está previsto. Caso o esboço não seja aceito pela Justiça, ofertas de aquisição serão consideradas, antes da eventual falência.
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Ao lado das agências Sygma e Sipa, a Gamma passou a ser referência no jornalismo europeu pouco após sua criação. Sua estratégia era investir em fotos de personalidades, ao mesmo tempo em que fazia grandes reportagens, muitas das quais em zonas de conflito em todo o mundo. Além disso, abrigava em seus quadros profissionais que se tornaram referências internacionais, entre os quais o brasileiro Sebastião Salgado, entre 1975 e 1979.
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De acordo com o diretor-presidente de Eyedea, Stéphane Ledoux, parte das dificuldades financeiras está relacionada justamente ao seu modelo de negócios. "A imprensa não se interessa mais pelos temas profundos, cuja produção custa caro e é vendida cada vez mais barata", argumenta.
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A crise também teria se aprofundado a partir de dezembro, quando a imprensa norte-americana, também prejudicada pela crise do setor, reduziu os pedidos de pautas.
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Hugue Vassal, fotógrafo e um dos fundadores da agência, entretanto, tem outra análise para a concordata. Para ele, a mudança na forma de pagamento dos profissionais, que previa a divisão do lucro de uma foto em 50% para a agência e 50% para o fotógrafo - um modelo do qual a Gamma fora uma das pioneiras -, teria diminuído o interesse de grandes fotógrafos, resultando em queda da qualidade.
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Outra razão, segundo Vassal, teria sido o advento da foto digital. "Hoje, em uma guerra ou em um terremoto, teremos a foto de todo modo. Na época, vendíamos uma reportagem por 15 mil. Hoje, vende-se por 3 mil. A época de ouro acabou."
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Mesmo com a turbulência financeira, o destino da Gamma não está selado. Além do prazo de seis meses para buscar novos investidores, a agência deve contar com o suporte do governo francês. O sinal foi dado pelo ministro da Cultura, Frédéric Mitterrand, ao afirmar que está "à escuta dos profissionais nesse momento difícil".
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Ao consultar a programação do Jeu de Paume em Paris, chamou-me a atenção a exposição que inaugurou no passado dia 30 e que estará até ao dia 8 de Abril.
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Tinha lido na internet, há uns dois anos, um artigo, Viva, une alternative à Magnum? publicado na revista Études Photographiques de Novembro 2004, (na altura a revista ainda publicava os textos no site) e esse artigo era o resultado de um trabalho de investigação realizado por Aurore Deligny, (Les années Viva, 2002) que o apresentou como tese de fim de curso na escola ENS Louis –Lumière.
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O Jeu de Paume, sábiamente percebeu a importância do trabalho: tratava-se de dez anos de imagens, 1972-1982, que faziam parte da história do fotojornalismo em França, e que estavam prestes a cair no esquecimento total.
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De louvar esta atitude, em que o projecto da presente exposição assenta no essêncial na tese de Deligny, e que dá vida novamente a uma época, através das fotografias de Viva.
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Para nós em Portugal, Viva talvez não nos diga absolutamente nada, embora alguns dos seus fotógrafos tenham vindo fotografar Portugal.
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No ano da criação de Viva, Fevereiro de 1972, encerravam duas das mais importantes revistas de reportagens fotográficas, a Life (1972) e a Look, esta encerra em 1971.
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Logotipo da VIVA
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No texto que Gérard Castello Lopes, escreve no cartáz/catálogo da exposição O Fotógrafo sem qualidades, Castello Lopes diz o seguinte em relação às duas fotografias escolhidas para o cartáz:
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“ Cada fotografia de Jacques Minassien (a da marginal em Caxias, a da cortina translúcida sobre uma janela, por exemplo), tenta mostrar o que é e o seu contrário, seleccionar um espaço que sugere que foi excluido, um instante que evoca o que o precede e o que seguirá”.
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A exposição no Jeu de Paume, VIVA, une agence de photographes: 1972-1982, vem repor o que se esqueçeu
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