Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Fotos de capa em abril 20

 * Victor Nogueira


2022 04 20 Foto victor nogueira - Linha férrea nas Fontainhas, em Setúbal


2021 04 20 foto victor nogueira - Viana do Castelo - Igreja de Santa Maria Maior (Sé) (rolo 353 1998.06. 


"2021 04 20 Foto victor nogueira cravo


2020 04 20 Foto Victor Nogueira  cravo e história de Portugal 25 de Abril


2019 04 20 foto victor nogueira - Évora - Manifestação do 1º de Maio, em 1976, na Praça do Giraldo


2015 04 20 Foto victor nogueira ~setúbal - igreja de santa maria da graça (sé catedral)

A Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal, matriz de Setúbal, com arquitectura original de António Rodrigues, situa-se no coração do primitivo burgo medieval setubalense, tendo sido em torno desta que se desenvolveu o mais importante bairro medieval da cidade, assim como o centro religioso e político-administrativo.

Fundada no século XIII, o actual edifício é uma reconstrução do alto renascimento com uma imponente fachada maneirista. No interior colunas com frescos, talha e azulejos dos séculos XVII e XVIII.  Numa rua lateral, junto ao Terreiro de Santa Maria, encontra-se o pórtico gótico de uma antiga hospedaria – o Hospital de João Palmeiro.  (wikipedia)


2015 04 20 álbum Luanda -  Liceu Nacional Salvador Correia


2014 04 20 Afinal somos felizes


2014 04 20 NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 07 - à falta da placa, o mural, também desaparecido na rua onde foi o condomínio da PIDE

(Foto Victor Nogueira) Do edifício que foi a sede nacional da PIDE, na rua António Maria Cardoso em Lisboa, hoje transformado em condomínio de luxo, desapareceu a placa que assinalava tal facto. A PIDE foi a última instituição a render-se, não deixando de assassinar como era seu timbre. Haviam de falhar os propósitos de Spínola que, com a anuência do posto de comando do MFA na Pontinha, recebera das mãos de Marcelo -  cercado e impotente mas "exigente" , o poder para que este não caísse na rua e tudo não passasse de uma simples mudança de moscas, com o afastamento do Presidente Tomás. 

Foi o povo na rua, cercando dois importantes pilares do regime fascista, a PIDE e a GNR, que tramou os propósitos de Marcelo/Spínola e dos respectivos Generais e forçou à rendição dos tanques da Cavalaria. Foi o povo na rua que forçou a libertação dos presos políticos em  Caxias, foi o povo na rua e no 1º de Maio que forçou Spínola e os Generais renitentes da Junta de Salvação Nacional,  em  7 de Novembro de 74, a reconhecerem os partidos políticos  sobretudo o PCP (fundado em 1921) mas também o PS (fundado em 1973), o ppd/psd de sá carneiro (a partir da ala liberal da assembleia nacional fascista, fundado em 6 de Maio de 74) e o cds/pp de freitas do amaral (que se reclamava da "democracia-cristã", fundado em 19 de Julho de 74).


2012 04 20 Congresso Internacional sobre Marx



2012 04 20 Tributo a José Afonsso


2011 04 20 Yolanda Botelho

terça-feira, 5 de abril de 2022

Fotos de capa em abril 05

 * Victor Nogueira


2022 04 05 - Foto Victor Nogueira – Fontenário fronteiro á antiga estação ferroviária de Palmela


2021 04 05 oto  victor nogueira - Porto - Paços do Concelho (2017.01.01)

A edificação dos Paços do Concelho do Porto teve início em 1920, conforme projeto do arquiteto Correia da Silva.  As obras  sofreram inúmeras interrupções, tendo sido introduzidas alterações ao projeto inicial, pelo aquiteto Carlos Ramos. Os serviços camarários só se instalaram no novo edifício em 1957. 

O edifício é constituído por seis pisos, uma cave e dois pátios interiores. A torre central, com 70 metros de altura e um relógio de carrilhão, é acessível por uma escada interior de 180 degraus. Os interiores, de mármore e granito, são ricamente decorados.

A fachada de granito (retirado no início do século XX das pedreiras de São Gens, no concelho de Matosinhos) é decorada com uma dúzia de esculturas da autoria de José Sousa Caldas e Henrique Moreira, representando atividades ligadas desde sempre ao Porto, como a viticultura, a indústria ou a navegação.  (wikipedia)


2020 04 05 - Foto Victor Nogueira - No Palácio de Cristal, Porto, 1963

VER  

Porto, no Palácio de Cristal, em 1963

ao meu olhar, Porto sentido no antigamente



2019 04 05 foto victor nogueira - numa tarde em lisboa, ao início da Primavera


2018 04 05 Foto victor nogueira - em Setúbal, pôr-do-sol e passeio à beira-rio (por cá dizem ... à beira-mar, como se o estuário do Sado fosse um braço do mar entrando pela terra dentro)


2016 04 05 Luanda liceu salvador correia - FOTO Nº 4 - 1965~66 - finalistas 1966-06

1ª fila - António Dias (1) Antº Luís Ramos (2) Afonso Monteiro Torres (3) Brites (4) Afonso Leitão (5) 2ª fila - Jorge Cadete (1), Victor Nogueira (2),Abranches de Figueiredo (3) Carlos Barradas Teixeira (4) José Brandão (5),Bastos (7) Assumpção (8)

2015 04 05 foto victor nogeira - Oeiras 2015 - marco quilométrico, uma raridade hodierna - outrora as estradas tinham na berma estes marcos, muito úteis para os automobilistas viajantes e andarilhos. Não só identificavam a Estrada Nacional como indicavam em cada face as localidades mais próximas e as respectivas distâncias, fosse qual fosse a hora do dia ou da noite. Hoje poucos ainda existem, tornando difícil a orientação ou a localização no mapa e a escolha dos percursos. especialmente se não houver quem passe e nos informe. Pois, estamos na época do GPS e dos livros digitais.


205 04 05 Pêssankas: a milenar arte ucraniana de colorir ovos à mão inão
https://ouroemoda.wordpress.com/2013/03/28/pessankas-a-arte-ucraniana-de-colorir-ovos/


2012 04 05 Álbum My Web Art Work de Yolanda Botelho 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Fotos de capa em fevereiro 23

 * Victor Nogueira


2022 02 23 Foto victor nogueira - Mindelo (praia da Gafa) 1976 08


foto de família - nas margens do Rio Cuanza (Cambambe), com o Ford Consul, em 1964 06 17

VER

Cambambe



2020 02 23 foto victor nogueira - em Lisboa, na Praça de Londres, 1974 04

VER

2018 02 23 foto victor nogueira -Setúbal - sombras nocturnas na Praça de  Bocage 




2011 02 23 - Yolanda Botelho

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Fotos de capa em janeiro 21

 * Victor Nogueira



2022 01 21 Foto victor nogueira - Oeiras 'Petiscar com amigos' (Canon 139 03 - 2017 03 04)


2021 01 21 foto victor nogueira - Passagem de ano em Vila do Conde (Praça da República)- foto em 2016.12.31


2020 01 21 foto de família - No Porto, em 1963, na Rua Santos Pousada, onde residi com o meu avô Luís e família

VER  

Porto, no Palácio de Cristal, em 1963




2020 01 21 Foto de família - Em Luanda, na Praia do Bispo. Durante algum tempo a garagem foi o Gabinete de Engenharia do meu pai, até mudá-lo para um arranha-céus na Marginal de Luanda. Depois passou a albergar a biblioteca paterna (a minha, na altura muito mais reduzida, estava parcialmente no meu quarto).
Simultaneamente era a sala da música (nela estavam a discoteca de vinil, o pickup (gira-discos) e os gravadores paternos e as bobines que gravávamos, para além do rádio que se vê na foto.
Era também o meu salão de estudo, com parte da minha biblioteca na estante por detrás do estirador, a minha mesa de trabalho. No estirador em 1º plano o comboio eléctrico Marklin e a "cidade", com as casa, os serviços públicos, as viaturas automóveis e peões, da "Leggo" e da Matchbox". A maioria das casas eram construções de armar em cartolina que pacientemente o meu tio José João montava.
A minhas biblioteca e ludoteca ficaram em Luanda, creio que como "vingançazinha" do meu pai. Contudo alguns dos livros que eu mais estimava, o comboio, e as miniaturas de automóveis (Matchbox) e da "Leggo" salvaram-se porque as tinha trazido anteriormente comigo. Tal como os álbuns de cromos, que desapareceram pois a Celeste levou-os para a Escola do Magistério Primário de Évora onde ambos leccionávamos, para mostrar aos alunos, tendo desaparecido entretanto.
Para além dos brinquedos que lá ficaram e que hoje valeriam algum dinheiro, também lá ficou a minha enorme colecção de revistas de banda desenhada (histórias aos quadrinhos, como lá se dizia) editada em Portugal, Brasil (os "Gibis") e França.

VER






2015 01 21 foto victor nogueira - Vila Real (de Trás-os-Montes) -   Casa dos Arcos, dos Marqueses de Vila Real


2014 01 21 foto victor nogueira - campo de papoilas

Num campo de flores em ti me desfolho pétala a pétala
sombra cálida na ombreira
aberta ao sol e ao vento suão
líbera libação !


2014 01 21 até mais  logo



2014 0 21 cartoon mauríco de oliveira



2014 01 21 não, não é Karl Marx mas sim ... um amor-perfeito - muito pouco nada LOL


2014 01 21 Yolanda Botelho 'NADA MAIS DO QUE VÊS'

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Fotos de capa em dezembro 24

 * Victor Nogueira


2021 12 24 Fotos victor nogueira - Paços do Concelho - Alcochete e Maia


2013 12 23 / 2021 12 24 - Para ti, para todos nós, um 2014 / 2022 que seja tempo de Luta, tempo de Vida e tempo de Esperança e de Solidariedade na construção duma sociedade e dum mundo novo em que a Natureza e a Humanidade sejam o princípio e a finalidade da economia e da política, sem senhores nem seus capatazes ou manageiros, homens e mulheres de mão, simples testas de ferro ou mandaretes e moços/as de recados.
Um aceno especial para quem aceitou sair e conviver comigo ou me convidou para sair, para quem aceitou ser recebido/a em minha casa ou me convidou para a sua, para quem me telefonou retribuindo os meus telefonemas, para quem me escreveu, partilhou ou comentou, apesar de por vezes eu ter ficado silencioso., ou falou comigo no chat. Para quem me estima e cuja estima retribuo, em cada dia e em todos os dias dos tempos que (es)correm.
FOTO Victor Nogueira
Sentir
............. o veludo
........................... da voz
............. o calor
........................... do sorriso
............. a fragrância
........................... do olhar
.............o encanto.
...........................da alegria
Libertar
.............os gestos
.............o silêncio
..............o riso
.............as lágrimas
Dizer
.............amor
.............camarada
..............amiga
..............companheiro
Setúbal 1985
Victor Nogueira

foto JLCF - Porto, Natal de 1949, na Travessa da Carvalhosa, a 1ª vez que estive em Portugal

VER 1949 / 50 - em Portugal



Porto - Natal de 1969, na Rua Fernandes Tomás



Foto jjcf - Natal em Paço de Arcos - Rui Pedro, João Filipe, Celeste, Teresa, Susana, Zé Luís, Carlos.
 

2019 12 24 NOTA PRÉVIA - Nos Trópicos ou no Equador, não há neve, mas há outras crianças vítimas da fome, da guerra, da doença ..... (vn)

De Augusto Gil, em Luar de Janeiro

Balada da Neve

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.

2014  12 24 Foto victor nogueira - Mindelo - não, não é uma avioneta mas um tractor com reboque aspergindo o campo relvado onde daqui a umas semanas brotará o milho no milheiral. O renque de árvores ao fundo - a cerca duns 500 m - foi cortado depois do passado Verão deixando à vista os edifícios da área de serviço da estação de gasolina e do minicentro comercial na chamada recta do Mindelo, que vai até Vila do Conde, cerca de 5 km a Norte.. Enquanto não urbanizarem e retalharem o terreno, permanecem a vista e a paisagem desafogadas.


2014 12 24 Jorge de Sena (poema) e Portinari (quadro)

Natal de 1971

Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm?
Dos que não são cristãos?
Ou de quem traz às costas
as cinzas de milhões?
Natal de paz agora
nesta terra de sangue?
Natal de liberdade
num mundo de oprimidos?
Natal de uma justiça
roubada sempre a todos?
Natal de ser-se igual
em ser-se concebido,
em de um ventre nascer-se,
em por de amor sofrer-se,
em de morte morrer-se,
e de ser-se esquecido?
Natal de caridade,
quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
num mundo todo bombas?
Natal de honesta fé,
com gente que é traição,
vil ódio, mesquinhez,
e até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm,
ou dos que olhando ao longe
sonham de humana vida
um mundo que não há?
Ou dos que se torturam
e torturados são
na crença de que os homens
devem estender-se a mão?

Jorge de Sena

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Cândido Portinari (1903-1962), Retirantes, 1944, óleo sobre tela, 190 x 180 cm, Coleção Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand São Paulo, Brasil. 




2013 12 24 Feliz Natal, Amigos, por Ana Wiesenberger

Feliz Natal, amigos!
Que a paz e a harmonia
Derramem uma luz suave
Sobre a vossa mesa

Que os rostos se alumiem
Em júbilo e calor
Pela dádiva da partilha e da união
Que vos faz felizes lado a lado
Na consoada e na vida

Feliz Natal, amigos!
Que todos os sorrisos e os risos em redor
Sejam feitos de verdade e não de hipocrisia
Que o tempo seja de amor
E todos os ressentimentos sejam perdoados

Feliz Natal!
O Natal que desejámos viver
Em cada minuto
Promessa de raízes, sal e sangue que sustém
A alma frágil num itinerário comum

Feliz Natal!
Libertai o amor universal
Calai o ódio
Realizai Fraternidade

Ana Wiesenberger
24-12-2013

2013 12 24 Obviamente que este não era o natal dos pobres em Portugal nem da maioria dos angolanos ou dos povos das outras colónias, mas o duma minoria, hoje em extinção acelerada na Europa ! Naquele tempo era o Natal em que as casas de penhores aceitavam tudo - objectos do quotidiano - em troca dum empréstimo eventualmente resgatável e não - como hoje - apenas metais preciosos para derreter, definitivamente perdidos ! (Gravura - Volpedo - O 4º Estado)





2011 12 24 Natal, por Yolanda Botelho



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Ary dos Santos . Meu Camarada e Amigo

Revejo tudo e redigo
meu camarada e amigo.
Meu irmão suando pão
sem casa mas com razão.
Revejo e redigo
meu camarada e amigo

As canções que trago prenhas
de ternura pelos outros
saem das minhas entranhas
como um rebanho de potros.
Tudo vai roendo a erva
daninha que me entrelaça:
canção não pode ser serva
homem não pode ser caça
e a poesia tem de ser
como um cavalo que passa.

É por dentro desta selva
desta raiva   deste grito
desta toada que vem
dos pulmões do infinito
que em todos vejo ninguém
revejo tudo e redigo:
Meu camarada e amigo.

Sei bem as mós que moendo
pouco a pouco trituraram
os ossos que estão doendo
àqueles que não falaram.

Calculo até os moinhos
puxados a ódio e sal
que a par dos monstros marinhos
vão movendo Portugal
— mas um poeta só fala
por sofrimento total!

Por isso calo e sobejo
eu que só tenho o que fiz
dando tudo mas à toa:
Amigos no Alentejo
alguns que estão em Paris
muitos que são de Lisboa.
Aonde me não revejo
é que eu sofro o meu  país.

in "Resumo"