Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ecce Homo - fotografia e poesia

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Kant_O_XimPi - Buçaco - 1998 (Foto Fátima Pereira)


KantO_XimPi - Porto - 1988 (Foto Joana Princesa)
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Huambo - o Zé depois do Juramento de Bandeira - 1972 10 15
(Foto de Família)
Foto Victor Nogueira (1983)


Sintra - Foto Victor Nogueira (1978)

Luanda (Foto deFamília)

Luanda (Foto J.J. Castro Ferreira- ?)

Luanda (1960) - Foto de Famíla

Luanda (Foto de Família)

Luanda - 1951 07 - Baptismo do Zé


Luanda - 1951 - os três manos (o «criado» e os «meninos)

Homenagem a todos os que andaram comigo ao colo ou não,
que tratei sempre como iguais (Sebastião, Laurindo, Ambrósio, Fernando, senhora Maria - lavadeira - Amélia e outros)

Foto de Família

Pituca - 1951 05 29 - 1987 02 26
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Ecce Homo
É tempo de chorar
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ECCE HOMO (1)


Era o dia 26 de Fevereiro

O Pituca morreu!

Encerrado em si

hirto no seu pijama azul

as mãos bonitas e o rosto frio

um vergão em torno do pescoço

o rosto violáceo

o ar sereno.

Longe vai o tempo da minha alegria

das nossas brigas

da nossa amizade

silenciosa

tímida

desajeitada.

Fica-me no pensamento

a lembrança de ti

nas coisas que me deste

os livros os posters

os bibelots as estatuetas

africanas as tuas pinturas

a Marilyn e o Pato Donald

os discos e as cassetes.

Memória da infância perdida

nas palavras silenciadas

Meu irmão!


Victor Nogueira - Poesia

1987.Dezembro.22 (1989.Março.10) - Setúbal



É TEMPO DE CHORAR


É tempo de chorar

silenciosamente

os nossos mortos

irmãos encerrados

encurralados

É tempo de chorar

enquanto

para lá desta hora

a vida se renova

por entre

os bosques e

os regatos

sussurantes

do imaginar o son (h) o estilhaçado

É tempo de chorar o tempo que voa!

(IN MEMORIAM do meu irmão Zé Luís, morto de morte matada
por ele próprio e por muitos outros no tempo
que para ele terminou naquela tarde de
26 de Fevereiro de 1987 ............................. )


Victor Nogueira - Poesia

1989.Fevereiro.03 - Setúbal



Quadro - Dali - A Persistência da Memória
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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Chaminés (1)

Domingo, 19 de Agosto de 2007


Chaminés

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Fotografias por Victor Nogueira
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Redondo
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Palácio Ducal de Guimarães
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Alentejo (?)
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Alentejo
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comentários:

De Amor e de Terra disse...
Toda a minha vida (quase toda, porque agora já não, infelizmente)
tem sido passada ao pé do lume, logo, por baixo de chaminés!Talvez por isso, o Lume me é tão importante, a ponto de ser esse o título do meu último livro.
Daí gostar muito de chaminés e evidentemente das fotografias.
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sábado, 17 de maio de 2008

Árvores (2)

Sábado, 18 de Agosto de 2007

Árvores (2)

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Fotografias por Victor Nogueira
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Setúbal - Belavista - (As Fases da Vida)
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Palmela - encosta do Castelo (Ovelhas)
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Local não identificado (Ossos)
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Sesimbra (Solitário)
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comentários:

De Amor e de Terra disse...

Olá Victor, boa tarde!
AMO as árvores, todas as árvores; pelo menos todas as que conheço.
Por isso, são sempre bleas as fotografias onde aparecem.
Acho muito interessantes os títulos que deste às fotografias.
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Maria Mamede

redonda disse...

Também gostei destas, das árvores e das fotografias.

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Estendais

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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007

Estendais

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Fotos de Victor Nogueira
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Lisboa (Carnide)
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Serpa
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Beja
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Beja
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comentários:

De Amor e de Terra disse...

Curiosas estas fotografias...
raramenta damos por isso, mas tem algo de poético a roupa a secar...
fala de vida!

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Maria Mamede

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Photoandando por aqui e por ali

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Sabugal

Mértola

Covilhã

Alcácer do Sal


Cabeço de Vide

Cabo Sardão



Vila do Touro




Vila Nova de Mil Fontes


Vilar de Mouros



Vila do Conde


Óbidos


Nazaré - Praia


Nazaré - Pederneira


Nazaré - Sítio


Monsanto



Monsaraz







Mértola




Évora




Aljezur


Alcácer do Sal

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texto e fotos de Victor Nogueira
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Rememorando:
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Esrá foto é de Vila Nova de Mil Fontes. Ou não?
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Bem, seja ou não, foi nesta zona que encontrei as únicas praias que sabiam a sol,a sal e areia como as da minha terra perdida. A vila era uma estival e atravancada babilónia mas nos arredores encontrei os tais quilómetroos de areia quase vazias.
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Outra surpresa foi encontrar Porto Covo, antes do Rui Veloso. Era uma comprida e rectílinia estrada alentejana, de margens «despovoadas» ao fim da qual desemboquei num largo com dimensão humana, na altura um oásis que me encantou tanto como uma aldeia alentejana chamada Santa Susana ou as vilas de Aljezur e Alcochete antes desta ter sido escavacada e descaracterizada por «Vasco da Gama».
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Claro que podeia citar outras maravilhas, como Silves, Mértola, Alcoutim, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Idanha a Velha, Monsanto, Castelo Novo ...

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VM

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