Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vila do Conde - entre a Casa José Régio e o Solar de S. Roque

* Victor Nogueira


Os objectivos para esta tarde dum domingo eram passar pela Casa José Régio e explorar a passagem pedonal que liga a Praça deste escritor ao Largo de S. Roque, para de seguida apreciar o pôr do sol na marginal.

Dum modo geral as pessoas em Vila do Conde são amáveis, prestimosas e simpáticas. A hora já era tardia para visitar a Casa-Museu, pelo que me limitei a comprar o livro que da última vez estava esgotado, profusamente lustrado: DG Cultura do Norte Viajar com ... José Régio, OperaOmnia, s/d.. Trata-se dum percurso por Vila do Conde (com exclusão de Portalegre), "ilustrado" também com extractos de escritos seus, designadamente do seu poema  Romance de Vila do Conde  (in http://daliedaqui.blogspot.pt/2016/10/jose-regio-romance-de-vila-do-conde.html)


Numa Vila do Conde quase deserta ou não fosse fim de semana, o rumo foi até à Praça José Régio, onde um miúdo de óculos enormes jogava à bola sozinho, fitando-me com curiosidade ao fotografar a estátua, enquanto uma garota brincaava com um adulto e algumas poucas pessoas conversavam nas esplanadas.


  



De José Régio conheço alguma poesia, as peças de teatro e alguma prosa romanesca, para além das Casa-Museus em Vila do Conde e em Portalegre. Não é dos autores portugueses aquele que releio, parecendo-me um homem atormentado, o da Toada de Portalegre ou do Cântico Negro. Sendo um homem nascido e criado numa pequena vila entre o Rio Ave e o Atlântico, verifico agora que viveu 32 anos em Portalegre, como professor no "cabo do mundo", na outra extrema, se assim se pode dizer, no meio da aridez alentejana e da relevo montanhoso da Serra de S. Mamede. Nunca tendo perdido o contacto com a sua terra natal, onde fixou residência após a aposentação e onde faleceu, que razões ditaram o seu "aparente" exílio no Alto Alentejo ?



Terminada a sessão fotográfica lá percorri a passagem pedonal que liga a Praça José Régio ao Largo de S. Roque, com um dos acessos pelo Solar de S. Roque, onde está instalada a Galeria de Arte Cinemática. 

O Solar de S. Roque pertenceu a António Mariz Carneiro, cosmógrafo - mor do reino e autor de dois regimentos: um da Carreira da Índia e outro da carreira do Brasil. Adquirido recentemente pela Câmara Municipal, foi recuperado da ruína em que se encontrava e nele instalado a Solar - Galeria de Arte Cinemática, Loja das Curtas e Residência de Estudantes. O solar é um edifício dos finais do século XVIII assente sobre antigas fundações dum imóvel quinhentista, que foram preservadas. O edifício presentemente permite o acesso pedonal à Praça José Régio e nele existe, no piso térreo, uma Livraria especializada em cinematografia.

Nenhuma exposição estava patente ao público, mas dei uma vista de olhos pela Loja das Curtas (Metragens). Anualmente e desde 1993 realiza-se em Vila do Conde o Festival de Curtas Metragens.(http://festival.curtas.pt/). Alguns dos livros à venda interessam-me mas estou em apertada maré de contenção de despesas. O balconista diz-me que posso ver os catálogos das exxposições e que são gratuitos e que posso levar os que quiser, pelo que escolho apenas os que mais me despertam a atenção ao folheá-los.




O Solar de S. Roque já surgiu em publicação anterior  Vila do Conde e a Rua do Lidador - http://kantophotomatico.blogspot.pt/2016/09/vila-do-conde-e-rua-do-lidador.html

  












  


(Solar de S. Roque) - fotos em 2016.10.02













(Solar de S. Roque) - fotos em 2016.09.24


(Capela de S. Roque)




De regresso ao Mindelo resolvo comprar comida numa loja de pronto-a-comer, pois não me apetecia cozinhar. Ao lado fica o cinema hoje propriedade municipal. A sessão começa apenas às 21h 45m pelo que não estou para esperar horas para ver o filme.


fotos em 2016.10.02




Praça José Régio


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fotografias de Fábio Cançado


QUARTA, 30 DE NOVEMBRO DE 2011, 07H49

Fotografias de Fábio Cançado trazem jogo de sombras

Fábio Cançado /Divulgação
A obra Barcos Simmeonicos é uma das 45 fotos da mostra
A obra "Barcos Simmeonicos" é uma das 45 fotos da mostra
Metáforas sobre luz e sombra acompanham o fotógrafo Fábio Cançado na exposição A Sombra Encorporada, mostra individual que abre no próximo dia 6 de dezembro, no Palácio das Artes de Belo Horizonte.
O artista monta uma arquitetura de ocupação espacial com 45 fotos em grande formato, oito filmes que fizeram parte da compilação de obras anteriores e uma instalação sensorial.
Neste trabalho, ele relaciona a sombra com a imagem de burcas, vestimentas que cobrem por completo rosto e corpo de mulheres. O fotógrafo propõe um olhar sobre os objetos como se esses também usassem burcas ou estivessem presos a uma sombra do cotidiano.
A exposição acontece na Sala Maristela Tristão, Palácio das Artes, e abre dia 6 de dezembro, às 19h30. O período de visitação será de 7 de dezembro a 8 de janeiro de 2012.


A visita do olhar da sombra.wmv

 211 vídeos 
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Enviado por  em 29/04/2010
A VISITA DO OLHAR DA SOMBRA 
Fábio Cançado, 20 min, Brasil, Ficção, 2010.
Classificação indicativa: 14 anos
Compilação de 20 pequenos filmes em que se procura criar metáforas, marcadas por conceitos plásticos e fotográficos, entre a idéia da sombra e o uso da burca - veste negra oriental que esconde o corpo e o rosto das mulheres.


SOBRE O DIRETOR

Fabio Cançado vive e trabalha em Belo Horizonte. Como fotógrafo, ganhou o prêmio Marc Ferrez com o projeto Ex-Votos e fez parte de várias exposições fotográficas nacionais e internacionais desde os anos 80.





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foto

burca mimetizada

burca de espelho para projeto "a visita do olhar da sombra" de fabio cançado


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burca deserto

burca 'buraco' para projeto "a visita do olhar da sombra" de fabio cançado

 


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burca

burca 'buraco' para projeto "a visita do olhar da sombra" de fabio cançado


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burca

burca 'buraco' para projeto "a visita do olhar da sombra" de fabio cançado


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burca mimetizada

burca de espelho para projeto "a visita do olhar da sombra" de fabio cançado