Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

domingo, 31 de maio de 2009

Olhar Direto, de Paul Strand

Quarta-feira, 13/5/2009
Artes
Julio Daio Borges




Digestivo nº 415 >>> Olhar Direto, de Paul Strand
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A fotografia digital vulgarizou a fotografia; assim como os processadores de texto vulgarizaram a escrita; assim como o MP3 vulgarizou a música... Vulgarizar não no sentido de tornar vulgar, mas no sentido de tornar acessível ao vulgo, ao “homem comum”. Assim como adolescentes disparam canções de seus quartos, escrevinhadores metralham dos teclados para seus blogs, turistas em tempo integral miram seus celulares e distribuem imagens a todo instante. Isso é bom? Isso é ruim? É como é; e pronto. O fato é que a fotografia – que, pela repetição, pode até, acidentalmente, se tornar interessante (mesmo num fotógrafo amador) – às vezes precisa nos lembrar de que é, igualmente, arte. E, inclusive, foi num momento de transição, como este nosso, do século XIX para o XX, que os primeiros artistas-fotógrafos se revelaram. Como os primeiros cineastas, que se apoiaram nos grandes relatos da tradição escrita, esses primeiros artistas da máquina fotográfica dialogavam com a pintura, a arte em sua definição mais ampla. Suas fotos, mais que o registro (do momento), como que fazemos hoje (disparando quase a esmo), guardam um desejo de composição, de subversão da estética dominante, de, como dizem, educação do olhar. É o caso de Paul Strand, fotógrafo norte-americano, dos mais influentes do século passado, que mereceu exposição do Centro Cultural IMS do Rio (e que chega a São Paulo em fins de julho). Seu catálogo, Olhar Direto, parte da Nova York das primeiras décadas, onde Strand se revelou, até suas viagens pelo resto do mundo, num último instantâneo de 1964, em Gana. Seu estilo “brutalmente direto”, de acordo com Alfred Steiglitz, nos é “familiar” hoje, conforme aponta o material de divulgação. É verdade. A fotografia se “brutalizou”. Quem sabe não se vulgarize, neste novo milênio, para virar arte, de novo?
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In Digestivo Cultural
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Máquinas fotográficas Polaroid


Polaroid

From Wikipedia, the free encyclopedia


For the Polaroid instant camera, see instant camera. For the company, see Polaroid Corporation. For the Phantom Planet album, see Polaroid (Phantom Planet)

Polaroid is the name of a type of synthetic plastic sheet which is used to polarize light.

Contents

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Patent

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The original material, patented in 1929 (U.S. Patent 1,918,848) and further developed in 1932 by Edwin H. Land, consists of many microscopic crystals of iodoquinine sulfate (herapathite) embedded in a transparent nitrocellulose polymer film. The needle-like crystals are aligned during manufacture of the film by stretching or by applying electric or magnetic fields. With the crystals aligned, the sheet is dichroic: it tends to absorb light which is polarised parallel to the direction of the crystal alignment, but transmits light which is polarised perpendicular to it. The resultant electric field of an electromagnetic wave (such as light) determines its polarisation. If the wave interacts with a line of crystals as in a sheet of polaroid, any varying electric field in the direction parallel to the line of the crystals will cause a current to flow along this line. The electrons moving in this current will collide with other particles and re-emit the light backwards and forwards. This will cancel the incident wave causing little or no transmission through the sheet. The component of the electric field perpendicular to the line of crystals however can cause only small movements in the electrons as they can't move very much from side to side. This means there will be little change in the perpendicular component of the field leading to transmission of the part of the light wave polarized perpendicular to the crystals only, hence allowing the material to be used as a light polariser.

A building seen through polaroid sunglasses
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This material, known as J-sheet, was later replaced by the improved H-sheet Polaroid, invented in 1938 by Land. H-sheet is a polyvinyl alcohol (PVA) polymer impregnated with iodine. During manufacture, the PVA polymer chains are stretched such that they form an array of aligned, linear molecules in the material. The iodine dopant attaches to the PVA molecules and makes them conducting along the length of the chains. Light polarised parallel to the chains is absorbed, and light polarised perpendicular to the chains is transmitted.

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Another type of Polaroid is the K-sheet polariser, which consists of aligned polyvinylene chains. This polariser material is particularly resistant to humidity and heat.

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Applications

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Polaroid sheets are used in liquid crystal displays, optical microscopes and sunglasses. Since Polaroid sheet is dichroic, it will absorb impinging light of one plane of polarisation, so sunglasses will reduce the partially-polarised light reflected from level surfaces such as windows and sheets of water, for example. They are also used to examine for chain orientation in transparent plastic products made from polystyrene or polycarbonate.

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The intensity of light passing through a Polaroid polariser is described by Malus' law.

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Polaroid is also used as a trade name for a variety of products sold by licensees of the Polaroid Corporation, including consumer electronics, sunglasses based on Polaroid polarisers, and instant-print photographic film and cameras. In February 2008, Polaroid announced that it is discontinuing production of its instant film and will close its factories in the United States, Mexico and the Netherlands.[1]

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See also

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References

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  • Land, E.H. (1951). "Some aspects on the development of sheet polarizers". J. Optical Society of America 41 (12), 957-963.
  • Halliday, Resnick, Walker. "Fundamentals of Physics" 7th edition. John Wiley & Sons, Inc.
  1. ^ Graham, David, "Developing into a thing of the past", Toronto Star, April 3, 2008

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External links

sábado, 30 de maio de 2009

O regresso anunciado da Polaroid




Clicar na imagem para ler
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in Público P2 - 2009.05.30
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Welcome to Polaroid.com - Please select your country

Polaroid - Wikipédia, a enciclopédia livre

Polaroid (marca registrada da Polaroid Corporation) é o nome de um tipo de plástico que serve para polarizar a luz, patenteado originalmente em 1929 …



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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Igrejas

Fotos de Victor Nogueira


Ferreira do Alentejo


Convento N. Sra da Conceição (pormenor) - Beja



Santuário do Senhor dos Mártires - Alcácer do Sal

ver

Santuário pagão descoberto em Alcácer do Sal



Alcochete - Igreja Matriz
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sábado, 9 de maio de 2009

Recortes da paisagem: a fotografia de Rei Santos

COLUNAS
COLUNAS

Terça-feira, 16/12/2008
Recortes da paisagem: a fotografia de Rei Santos
Jardel Dias Cavalcanti
+ de 700 Acessos

"Talvez ele ame o edifício apenas à distância e nunca de perto; talvez ele ame apenas criá-lo, e não viver nele." (Dostoiévski)

A arte moderna esfacelou a realidade quebrando o espelho que buscava refleti-la para mostrar que, se existe a possibilidade de alguma forma de composição, que esta seja montada com os cacos que sobraram do espelho destruído. Exemplos desse tipo de arte se encontram nas obras de Picasso (Guernica), Stravinsky (A sagração da primavera), James Joyce (Finnegans Wake), Man Ray (foto-montagens), Gertrude Stein (romances cubistas), Eisenstein (O encouraçado Potenkin), para ficar apenas com alguns nobres exemplos.

A famosa frase de Marx "Tudo o que é sólido desmancha no ar" se tornou pedra de toque para se entender a modernidade. A idéia da totalidade tornou-se conceitualmente inviável e com ela também qualquer tentativa de construção metafísica a partir da investigação do "real".

O que há de mais radial do que pôr em xeque aquilo que funda a própria existência da linguagem da arte, isto é, o mecanismo analógico de vinculação entre imagem e realidade?

Entre artista e realidade circunstancial interpõe-se a partir das experiências modernistas a própria estrutura da linguagem, sendo esta a única forma de realidade que importa ao criador.

A obra de Rei Santos, uma coleção de fotos que ele chama de Recortes da paisagem, talvez nos faça pensar no tipo de imagem que um artista pode ainda fazer da cidade a partir de uma experiência artística moderna.


A palavra "Recortes" funciona como "cortar", no sentido mesmo de separar uma parte do todo através de incisões; no caso da fotografia, de enquadramento de partes. E é partindo dessa noção que o artista constrói um espaço em que a linguagem não oferece transparência imediata: o significado das fotos talvez resida justamente no obscurecimento das relações entre imagem e referentes circunstanciais.

Rei tem um olhar particularmente fértil quando se trata de cortar pedaços da cidade e encontrar nestes cortes um grau máximo de relações possíveis. Relações formais, diga-se de passagem. São linhas que se encontram com volumes, são cores que se interligam a desenhos espaço-geométricos e são luzes que dialogam com todas as possibilidades formais de objetos ou estruturas arquitetônicas.

A importância atribuída às relações concretas mensuráveis que existem entre os objetos aparentemente distanciados e estranhos uns aos outros, o saber que as linhas não definem apenas o limite das superfícies contínuas, mas que a interseção dos planos se prolonga e projeta no vazio, dando-lhe forma, constitui, decerto, o princípio dessa fotografia.

O motivo inicial das fotografias de Rei Santos é a cidade. Mas apenas inicialmente. A transfiguração fotográfica, definida pelas escolhas dos cortes, anula qualquer idéia de retrato da cidade. Não há dúvida nesse sentido: se existe uma arquitetura nestas fotos é a arquitetura das formas relacionadas entre si, numa busca de um equilíbrio bem diferente e indiferente ao desequilíbrio da própria cidade.

A ausência conquistada da cidade pela linguagem é sua presença exilada na forma da geometria. A cidade se perdeu (desapareceu da obra), mas foi conquistada pela cidadania da arte, tornando-se, através dos recortes, forma pura.


Segundo Paulo César Boni, "se engana quem pensa que ele é apenas mais um 'fotógrafo de prédios'. Rei é um misto de ciência e poesia. Para seu lado ciência, busca embasamento teórico em estudiosos de cidades, como Gordon Cullen, Italo Calvino, Kevin Lynch e Nelson Brissac Peixoto, e em fotógrafos da paisagem urbana, como Cristiano Mascaro, Eugène Atget, José Yalenti e Paulo Pires. Para o lado poesia, faz flâneurs pela cidade, olhando para o alto, para os lados, para frente e para trás, num exercício constante de novos olhares. A sisudez da pesquisa e a leveza do flâneur contribuíram, respectivamente, para a seriedade e a criatividade de seu trabalho: 'Confesso que, quando comecei a desviar o meu olhar fora do eixo visual comum (horizontal/vertical), deparei-me com um mundo riquíssimo de formas e perspectivas incontempláveis ao modo cartesiano de ver'.".

Ficamos imaginando como o fotógrafo andarilho percorre a cidade em busca de uma coisa quase que invisível aos olhos dos passantes distraídos. Só ele, o artista, como um flâneur, livre do tempo do trabalho, no ócio criativo de sua contemplação, passeia os olhos sobre os detalhes mínimos que configuram geometrias insuspeitadas, percebidas através das relações entre ferro, cimento, cor, linhas e luz.

Só seu olhar corre vertiginoso como a própria geometria que observa. E o registro desta espacialidade virtual é, enfim, revelada para o espectador pelas lentes de sua seletiva câmera. Da tranqüilidade de uma linha reta que se firma sobre um muro ao desvario de sinais de trânsito que dialogam com um céu profundo cortado por fios elétricos, da abertura de janelas até as cores de paredes que modulam composições geométricas de rara beleza, de jogos de cores captados em paredes que mais parecem telas de Mondrian, de sínteses minimalistas e traços singelos de estruturas de ferro... de tais elementos se compõem as fotos que são possibilidades de encontros entre espectador e imagens registradas/recolhidas pela sensibilidade de Rei Santos.

Na contracorrente de uma arte desnorteada, assimétrica, angustiada, como a dos primeiros modernistas, Rei Santos elabora uma utopia da forma equilibrada, harmônica, único lugar onde a cidade pode ser ainda percebida como possibilidade de segurança.

A cidade moderna é um grande labirinto e "o que denominamos caminho dentro dessa cidade não passa de vacilação" (Kafka). Contra essa cidade, Rei Santos estabelece outra, virtualmente organizada, segundo regras de relações possíveis entre formas e objetos, cidade ancorada na linguagem da arte, lugar máximo da experiência universal.

Para ir além
Rei Santos mantém uma exposição virtual de Recortes da paisagem no seu Orkut. Vale a pena conferir.

Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 16/12/2008

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