Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Valdir Cruz faz questão de retratar os problemas do Brasil

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Cultura

Meio ambiente é tema de trabalho de fotógrafo brasileiro

12/16/2009 08:47:05 AM

Valdir Cruz faz questão de retratar os problemas do Brasil.

Divulgação
Índio Yanomami, fotografado em 1995, faz parte da exposição “Faces of the Rainforest”.

Índio Yanomami, fotografado em 1995, faz parte da exposição “Faces of the Rainforest”.

Divulgação

Cachoeira Salto Cunha, Prudentópolis, PR, fotografada em 2002.

 


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Belas paisagens brasileiras e uma eterna preocupação com o meio ambiente. Este é o conjunto do trabalho do fotógrafo Valdir Cruz, 55. Alternando o trabalho entre o Brasil e os Estados Unidos, o paranaense se prepara para o lançamento de dois livros.
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A obra “Árvores na Paisagem do Estado de São Paulo” será lançada em março de 2010, e a produção é a convite do governo do estado. Já “Bonito” mostra as belas paisagens da cidade do Mato Grosso do Sul, que não por acaso leva o nome.
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Apesar de estar há mais de 25 anos nos Estados Unidos, Valdir carrega uma forte identificação com o Brasil. A preocupação com a área sócio-ambiental é muito presente no trabalho do profissional. Segundo ele, o Brasil dá a possibilidade de explorar este campo.
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A paixão por nosso país é tanta que ele se infiltrou numa comunidade na Amazônia, onde permaneceu por cerca de 6 anos. Como resultado, publicou o livro “Faces da Floresta – Os Yanomami”. No Brasil, o livro ganhou o prefácio da ex-ministra do Meio Ambiente. A versão em inglês ganhou um texto de Trudie Styler, esposa do famoso músico e ativista Sting.
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No livro sobre Bonito, Valdir vai, com certeza, mostrar a beleza do local, mas sempre retratando os problemas com o meio ambiente. A idéia de divulgar a cidade, para ele, vai atrair um grande público internacional.
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Clicando beleza e problema ambiental
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De maio a julho deste ano, o talentoso fotógrafo realizou uma exposição no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, onde mostrou as belas águas do Paraná e a problemática da Amazônia na questão da saúde. Foram 17 fotografias das águas e 18 do povo Yanomami. Valdir inovou na exposição, ao montar um ambiente totalmente indígena, onde foi exibido um vídeo de 10 minutos, mostrando a problemática da saúde na Amazônia. “As pessoas precisam saber”, disse ele.
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Formado na escola da vida, segundo ele próprio, Valdir teve um começo de típico imigrante nos EUA. Durante 4 anos, trabalhou como torneiro mecânico em Newark, New Jersey. A partir de 1984, se lançou no mundo da fotografia. Mantém coleções permanentes na Fundação Cultural de Curitiba, na Banca Arner em Lugano, Suíça, e no Museu de Arte Fotográfica de San Diego, Califórnia, entre outros locais. O estúdio em São Paulo atua mais como galeria e espaço comercial, enquanto que em Nova Iorque o fotógrafo realiza a parte técnica, como acabamentos e cópias.
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A agenda do fotógrafo para o ano que vem já está bastante movimentada. Em março, lança “Bonito” na Pinacoteca em São Paulo. No mesmo mês, mostra um trabalho sobre águas e os Yanomamis na Bolsa de Arte em Porto Alegre, e no final de 2010, estará na galeira Lourdina Rabieh, também em São Paulo. No ano seguinte, Valdir expõe na Throckmorton Fine Art, galeria que o representa em Nova Iorque.
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A obra completa de Valdir Cruz pode ser conhecida no website oficial www.valdircruz.com. Contatos com o fotógrafo através do e-mail valdir@valdircruz.com ou do telefone (212) 255-0955.
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Por: Angela Schreiber - Comunidade News
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

“Altered States of Reality” - Fotógrafos expõem tecnologia digital em exposição fotográfica em NY


Edição Impressa

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. 11/04/2009 09:53:41 AM

Único brasileiro expondo, Clécio já apresentou o belo trabalho

a outras galerias de Nova Iorque e New Jersey.

Divulgação
O artista Clécio, à esquerda, durante a exposição.

O artista Clécio, à esquerda, durante a exposição.

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Está aberta desde o dia 27 de outubro a exposição “Altered States of Reality: an Exhibition of Analog and Digital Fine Art Photography”, na Agora Gallery em Nova Iorque. Junto com mais doze fotógrafos, o brasileiro Clécio Lira expõe belas e coloridas imagens compostas em tecnologia digital. A mostra segue até o dia 17 de novembro. . A abertura oficial da exibição ocorreu no dia 29 de outubro. Os outros expositores são Lil Dafonte, Rupert Davis, GISART, Sharon Hickey, Isaac Images, Joblueheart, Eleanor Owen Kerr, David LaBella, Uri Mahlev, Lymarie Rodriguez, Toktam Tayefeh e Maria Trezzi. . As obras de Clécio são coloridos copos de leite. A técnica, obtida segundo ele de forma acidental, consiste em usar um filme digital numa foto preto e branco. A tridimensionalidade da imagem é adquirida a partir do negativo, onde é feita a pintura. O fotógrafo disse que nunca viu alguém usar uma técnica semelhante. . A idéia de fotografar os copos de leite aconteceu depois de um trabalho em São Francisco, Califórnia, no Golden Gate Park. Quando voltou para Nova Iorque, começou a manipular as fotos, consideradas por ele como uma arte industrial. . Único brasileiro expondo, Clécio já apresentou o belo trabalho a outras galerias de Nova Iorque e New Jersey, e curte agora o début na Agora Gallery. O fato de ser brasileiro faz toda a diferença para ele. “Acho que meu trabalho reflete bem o Brasil”, disse ele, deixando escapar que o carnaval é a grande inspiração para tanto colorido. Há 10 anos o carioca da gema não desfila na Viradouro do coração, e sente falta de estar no meio de todo o processo de criação dos sambas enredo e das fantasias. . Raízes brasileiras .
A definição do fotógrafo para a própria arte expõe o amor pelas raízes. “É um processo criativo onde quero mostrar a vibração brasileira através das cores”. Seja fotografando a vitória-régia, elaboradas obras de arte ou as mais belas paisagens, Clécio consegue falar através das imagens. A série de fotos que sugestiona movimentos para todos os lados ilustra bem esta conversa. . Formado em pedagogia pela Universidade Santa Úrsula, Clécio sempre se deixou encantar pela fotografia. Antes de buscar imagens mundo afora, se arriscou como dançarino e ator de teatro. Disse que gosta de produzir fotos de estúdio, as quais são mais precisas. Buscando novos horizontes, planeja se lançar também como fotógrafo de moda e de revistas. . Com um estúdio no Queens e morando em Manhattan, Clécio sempre lembra com muito carinho da terra natal. Nos outros países onde morou, segundo ele, um sorriso se abria imediatamente no rosto das pessoas, quando dizia que é brasileiro. . “Altered States of Reality” pode ser vista de terças a sábados, das 11am às 6pm. O endereço da Agora Gallery é 530 West 25th Street, telefone (212) 226-4151. . O trabalho de Clécio Lira pode ser conhecido no website oficial www.cleciolira.com. Contatos com o fotógrafo através do telefone (646) 416-3526 ou do e-mail cleciolira@gmail.com.
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Por: Angela Schreiber - Comunidade News .