* Victor Nogueira
Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Necrópoles e túmulos (19) - Fotos de capa em 2022 11 01 / 10
segunda-feira, 3 de maio de 2021
fotos de capa em maio 03
* Victor Nogueira
2020 / 2019 05 03 - Do Cartaz para as Festas de Finalistas do ISESE 1971/72, desenhado por Camilo Monteiro com a malta do Arcada. O fundo era vermelho e faltam as letras. Embora tivesse ganho o Concurso para os cartazes, nunca chegou a ser editado. Nesse ano um dos Jesuítas clamava nas aulas que ou os estudantes demitiam a Direcção da Associação de Estudantes, de que eu fazia parte pela 2ª vez, ou a Direcção do ISESE demiti-la-ia.
Nem uma coisa nem outra sucederam mas em 1972/73, dada a falta de condições e pela 1ª vez não houve lista para a eleição dos Corpos Gerentes da AE, pelo que a Direcção do ISESE nomeou uma Comissão Administrativa.
Em 1973/74 os estudantes mais ou menos clandestinamente reuniam-se para retomar o controle da AE através de eleições, processo que decorria quando ocorreu o 25 de Abril, tendo o Plenário de Estudantes de 26 de Abril eleito uma Comissão Coordenadora das Actividades da Associação dos Estudantes, de que fiz parte, com a responsabilidade da coordenação geral e contactos com os Partidos Políticos e Movimento Associativo Estudantil de Lisboa, Porto e Coimbra.
Em Plenário Geral de Alunos, realizado a 3 de Maio de 1974, os estudantes aprovaram uma Proclamação que a partir daí norteou a sua acção e reivindicações.
1974/75 - cartazes e murais de abril 07 - Barreiro (1980) - Vencendo as 1ªs eleições legislativas, em 25 de Abril de 1976, o PS/Mário Soares de imediato arrumou o socialismo na gaveta e deu início ao desmantelamento das "conquistas de Abril" consignadas na Constituição da República.
António Barreto foi o ministro da Agricultura encarregado de proceder ao desmantelamento da Reforma Agrária. É o personagem de muitos murais em Portugal.
O murete em 1º plano protege do movimento das marés o que resta da estação arqueológica romana. Lá no cimo, como que suspenso das nuvens, não de água mas de verdura, o Palacete que foi projectado por Raúl Lino, que faz parte do imaginário de muitos dos que por ali passam ou "estacionam" no Parque das Merendas.
Neste Palácio e nas redondezas, em 1987, foi parcialmente rodado o filme "Balada da Praia dos Cães", de José Fonseca e Costa, baseado no romance homónimo de José Cardoso Pires, com uma fabulosa interpretação de Raúl Solnado.
É duma visita que fiz um dia destes a minha photo-reportagem em "Palácio da Comenda e Ribeira da Ajuda, em Setúbal". Clique na hiper-ligação para um passeio virtual em
Palácio da Comenda e Ribeira da Ajuda, em Setúbal
sábado, 5 de agosto de 2006
Necrópoles e túmulos 01 - Porto - cemitério de Agramonte
Sábado, Agosto 05, 2006
É a guerra aquele monstro
(...) Começando pela desconsolação da guerra, e guerra de tantos anos, tão universal, tão interior, tão contínua: oh que temerosa desconsolação! É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre, que leva os campos, as casas, as vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há mal algum que, ou se não padeça, ou se não tema, nem bem que seja próprio e seguro. O pai não tem seguro o filho, o rico não tem segura a fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor, o nobre não tem segura a honra, o eclesiástico não tem segura a imunidade, o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus nos tempos e nos sacrários não está seguro. Esta era a primeira e mais viva desconsolacão que padecia Portugal no princípio deste mesmo ano. Colocado por Victor Nogueira @ Sábado, Agosto 05, 2006
.










