Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sites com fotos tiradas secretamente de passageiros no metrô viram mania em Londres


 

25/8/2011 4:48,  Por BBC Brasil




Adam Monger ficou surpreso ao saber que sua foto estava circulando na internet
Há mais de 12 mil câmeras de segurança no sistema de metrô de Londres, monitorando diariamente os movimentos de milhões de passageiros, mas agora a nova mania na capital britânica é cada um fazer o próprio registro de pessoas vistas durante a viagem.
Na internet, há um número cada vez maior de galerias de fotos e websites dedicados a comentar a aparência, as roupas e o comportamento de outros passageiros.
Adam Moger estava no metrô, no sul da cidade, em um domingo de manhã, quando alguém tirou sua fotografia secretamente com um telefone celular.
Só três dias depois, quando foi avisado por amigos, Monger descobriu que sua imagem estava no site Tubecrush.net e tinha se tornado parte de uma tendência online.
“Eu não tinha a menor ideia. Eu só estava sentado no metrô, cuidando da minha vida, numa manhã de domingo depois de ter saído na noite anterior”, disse ele.
“Uns dias depois, meus amigos começaram a me ligar e mandar e-mails se divertindo às minhas custas porque minha foto estava na internet.”
Twitter
O site Tubecrush.net, que é ligado a uma conta de Twitter, convida passageiros a enviar fotos de estranhos que eles acham atraentes ou interessantes. Todas as fotos têm de ser de homens viajando no metrô de Londres.
Normalmente, a pessoa na foto não sabe que sua imagem está online.
“Foi um pouco estranho no começo, mas depois eu fiquei lisonjeado”, disse Monger.
“Nós sempre vemos pessoas bonitas no metrô. Aí depois às vezes você pensa que devia ter tirado uma foto delas, mas não acho que eu vá passar a fotografar outras pessoas!”
Início
O metrô londrino é considerado um lugar público, logo é permitido fotografar estranhos
O Tubecrush.net surgiu 7 meses atrás, quando os amigos Steve Motion, Gemma Dean, Andy Kaufman e Michael Sparrow estavam assistindo um programa de namoro na TV e tiveram a ideia de criar o site.
“Estávamos vendo mulheres julgando candidatos homens na TV e achamos que seria divertido fazer o mesmo na vida real”, disse Kaufman.
“Achamos que fotos no metrô de Londres seriam a melhor coisa a fazer, porque o metrô tem um certo clima.”
“As pessoas normalmente sentam em silêncio e observam os outros que estão viajando com elas, então nos pareceu uma ideia divertida.”
“No início tirávamos as fotos nós mesmos e aí começamos a pedir para outras pessoas enviarem as suas”, contou Klaufman.
Fenômeno mundial
Kaufman disse que agora o site recebe fotos até do Brasil e do Japão, mas que muitas delas são rejeitadas, por não terem sido tiradas no metrô de Londres.
Esperamos que as pessoas vejam o site da forma como ele foi concebido, não há nenhuma intenção de ofender ninguém
Andy Klaufman, co-criador do site
Outras contas em sites de mídia social e galerias de fotos online começaram a surgir com propostas parecidas. Enquanto @peopleonthetube se concentra em roupas esquisitas e situações estranhas, o finado @tube_chicks dava notas para mulheres viajando no metrô.
Mas o Tubecrush.net decidiu não pedir fotos de mulheres por acreditar que “homens tirando fotos de mulheres no metrô seria algo diferente, não teria o mesmo clima de homens gays ou mulheres tirando fotos de homens”.
O site inicialmente atraiu mais homossexuais, mas hoje 60% das fotos recebidas vêm de mulheres. O sucesso tem sido tanto que já foi criada a versão americana para Twitter em Nova York, @subwaycrush.
Como muitos podem achar que ter sua foto exposta na internet é uma invasão de privacidade, o site dá a opção de a pessoa fotografada pedir para que a imagem seja retirada da rede. Em sete meses, apenas três pessoas fizeram o pedido.
A empresa responsável pela administração do metrô de Londres, a TfL, disse que se considera que todos os passageiros estão em um local público, o que faz com que fotografar estranhos no metrô seja permitido legalmente.
“Esperamos que as pessoas vejam o site da forma como ele foi concebido, não há nenhuma intenção de ofender ninguém”, disse Kaufman.


TubeCrush.net

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Exposição de Darcy Ribeiro mostra talento como fotógrafo


19/11/2010 13:55,  Por Redação, do Rio de Janeiro
O mestre Darcy Ribeiro fotografou momentos lúdicos na vida dos índios
O mestre Darcy Ribeiro fotografou momentos lúdicos na vida dos índios
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Uma exposição a ser inaugurada na próxima segunda-feira no Rio mostra o talento menos conhecido do antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro (1922-1997), ao revelar seu lado fotógrafo. Entre as décadas de 40 e 50, ele viveu entre os índios Urubu-Kaapor, na Amazônia, e Kadiwéu, no Pantanal, e produziu cerca de 3 mil imagens. As fotos, arquivadas no Museu do Índio e na Fundação Darcy Ribeiro, no Rio, apresentam um acurado senso estético e o domínio dos efeitos de luz e sombra nas fotografias intocadas por mais de quatro décadas no acervo das instituições.
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A mostra, promovida pelo Ministério da Cultura, com curadoria do antropólogo Milton Guran, exibe 50 fotos, a maioria delas inédita. Darcy usava a fotografia como instrumento de pesquisa, um recurso aplicado por etnólogos desde o início do século XX. Já o francês Claude Lévi-Strauss também fotografou índios brasileiros e aspectos da cidade de São Paulo na década de 1930.
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Ao ingressar na carreira política e ser eleito como senador e vice-governador do Estado do Rio, além de candidato a vice-presidente na chapa do então governador Leonel de Moura Brizola, Darcy Ribeiro deixou a carreira de fotógrafo para se transformar em um dos grandes líderes brasileiros do século passado, com destaque para sua atuação como educador.
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A mostra permanece em cartaz na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 30 de dezembro. A entrada é franca.
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.http://correiodobrasil.com.br/exposicao-de-darcy-ribeiro-mostra-talento-como-fotografo/191848/
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ANTROPOLOGIA

Exposição mostra fotos inéditas de Darcy Ribeiro



Darcy_ribeiro
Exposição que será inaugurada na próxima segunda (22) no Rio chama a atenção para o lado menos conhecido do antropólogo, escritor e político Darcy Ribeiro (1922-1997): o de fotógrafo. Entre as décadas de 40 e 50, ele viveu entre os índios Urubu-Kaapor, na Amazônia, e Kadiwéu, no Pantanal, e produziu cerca de 3 mil imagens.

As fotos estão arquivadas no Museu do Índio e na Fundação Darcy Ribeiro, no Rio, e são intrigantes em dois aspectos. Primeiro por revelar o apurado senso estético e domínio da fotografia. Depois, por estarem há décadas disponíveis em acervos públicos, e ainda assim permanecerem intocadas.

Na mostra, promovida pelo Ministério da Cultura e com curadoria do antropólogo Milton Guran, serão exibidas 50 delas, quase todas inéditas. Ribeiro usava a fotografia como instrumento de pesquisa, prática comum a etnólogos desde o princípio do século passado.

O francês Claude Lévi-Strauss, por exemplo, fotografou índios brasileiros e aspectos da cidade de São Paulo na década de 1930. A produção fotográfica de Ribeiro acabou em segundo plano depois que ele ingressou na carreira política como ministro, governador e senador, e tornou-se um dos grandes pensadores da educação.

A exposição ocorre na Caixa Cultural Rio de Janeiro, de 22 de novembro a 30 de dezembro, com entrada franca.
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Fotógrafo

Dois mil negativos do antropólogo Darcy Ribeiro são descobertos e viram exposição

Plantão | Publicada em 19/11/2010 às 10h17m
Karla Monteiro
Darcy Ribeiro com índios Kadiwéu, Mato Grosso do Sul, 1947. Foto Berta Ribeiro
RIO - Milton Guran achou um tesouro. Foi assim: em agosto, o fotógrafo e antropólogo recebeu um convite do Museu do Índio para fazer a curadoria da mostra "Primeiros contatos - Atrações e pacificações do SPI". Para tal missão, teria que fuçar o arquivo de mais de 20 mil fotografias do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), órgão que antecedeu a Funai. Mexe e remexe, Guran se deparou com um belíssimo material - cerca de dois mil negativos - que chamou a sua atenção. O autor? Darcy Ribeiro. Extasiado com a descoberta, ele trabalhou freneticamente para montar a exposição "O olhar preciso de Darcy Ribeiro", que abre segunda-feira na Caixa Cultural. O próximo passo é um livro, previsto para 2011. 
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Veja fotos da exposição

- Encontrei um conjunto de fotos de autoria do Darcy perdido entre milhares de documentos. São fotos excepcionais. Já trabalhei na Funai e já trabalhei no Museu do Índio, que hoje guarda o arquivo do SPI. E nunca soube da existência dessas fotos - diz Guran. - O Darcy foi um antropólogo, um educador, um romancista, um político. Mas o que nos interessa é o brasileiro que pensou o Brasil. O importante nas fotos é o olhar dele. 
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Mostrando cópias das 50 fotos selecionadas para exposição, Guran se admira com a excelência, a beleza, a humanidade do trabalho: 
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- Está aqui o olhar instrumentalizado da antropologia, que busca indicativos da construção da cultura. Mas o Darcy extrapolou isso. Ele estabeleceu uma ligação fraterna, de igual para igual, com os índios. Trata-se de uma fotografia humanista. Um diálogo visual do Darcy com os seus amigos. 
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A exposição "O olhar preciso de Darcy Ribeiro" faz parte da série de eventos "Brasilidade", capitaneada pelo Ministério da Cultura. A fotos que integram a mostra foram tiradas entre 1947 e 1951, em três comunidades indígenas: kadiwéu, urubu-ka'apor e oafayé. Na tribo dos kadiwéu, o antropólogo realizou a sua primeira pesquisa de campo, como etnólogo do SPI. Com os urubu-ka'apor, trabalhou por dois anos, em duas grandes expedições. Entre os oafayé, ficou só um mês, mas produziu o único registro fotográfico histórico dessa tribo, hoje com apenas 60 representantes.
- O acervo do SPI tem uma importância extraordinária, tanto que em 2008 passou a integrar o programa Memória do Mundo, da Unesco. O trabalho do Darcy, além do valor documental, tem valor fotográfico - diz Guran. 
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http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/11/19/dois-mil-negativos-do-antropologo-darcy-ribeiro-sao-descobertos-viram-exposicao-923053659.asp
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