Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sábado, 16 de dezembro de 2017

A fotografia de rua é cruel

Cultura
15 de dezembro de 2017 - 13h07 


Fotografia de Gustavo Gomes 


Esse é o jogo. “A prática de fotografia de rua é muitas vezes cruel: raramente há uma segunda chance.”


O cara começou a fotografar em 2000 na faculdade de jornalismo. “É fotografia de amador”, diz, como quem vai arejar a cabeça procurando por cenas nas ruas, “é por diversão, fazer fotos que me agradam, vagabundear um pouco”. Mas aí, as fotos do Gustavo encontram a luz e a cena se firma. “Intuição, sorte, antecipação” é a tríade de seu trabalho.


Ele traça um caminho na cabeça e se deixa desviar por uma situação, uma luz, um fundo. É o som ao redor; ele nunca pede permissão, é rápido e instantâneo. As cenas que ele busca são corriqueiras – um cara acendendo um cigarro, uma padaria cristã. Luz e ação congelam transeuntes eternos na cidade de São Paulo.


Suas influências são os clássicos William Eggleston, Alex Webb, Gueorgui Pinkhassov e o brasileiro Carlos Moreira. Também gosta dos caras dos coletivos SelvaSP e Street-Photographers, dos quais participa.


“Eu visualizo um espaço... Às vezes, não acontece nada.
Abaixo, vemos quando acontece: 












Fonte: Vice, por Matheus Chiaratti

http://www.vermelho.org.br/noticia/305583-1

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Morre fotógrafo de "Deus e o Diabo na Terra do Sol"


20 DE JANEIRO DE 2012 - 19H44 


Página Inicial

O fotógrafo sergipano Waldemar Lima, 82, morreu na última quinta (19) em São Paulo. Ele lutava contra uma leucemia havia dois meses.


cena de Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha

Lima foi o diretor de fotografia de "Deus e o Diabo na Terra do Sol" (1964), clássico do cinema novo com direção de Glauber Rocha. 

Ele, que se definia como "um operário do cinema", ficou famoso por ter conseguido retratar de um jeito diferente a luz do Nordeste brasileiro. 

Entre outros filmes, fez a fotografia do curta "Um Dia na Rampa" (1957), de Luiz Paulino dos Santos, fez assistência de direção para "Barravento" (1961), também de Glauber, e foi operador de câmera de "A Grande Feira" (1961), de Roberto Pires. 

O único filme que dirigiu foi "Society em Baby-Doll", com Luiz Carlos Maciel, em 1965. 

Seu corpo foi cremado hoje à tarde em São Paulo. 

Fonte: Folha

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ródtchenko: Retratos, experimentos e revolução na fotografia

Cultura

Vermelho - 22 de Fevereiro de 2011 - 11h55
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Trezentas obras do fotógrafo russo Aleksandr Ródtchenko estão expostas na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX, e um dos líderes reconhecidos do construtivismo russo, Ródtchenko viveu entre 1891 e 1956, fotografou retratos, trabalhou com fotomontagens e também foi pintor e escultor.
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A mostra Aleksandr Ródtchenko: Revolução na Fotografia estará aberta em São Paulo até 1º de maio e procura destacar o aspecto inovador do artista. O fotógrafo foi criador do princípio de fotografar a partir de pontos altos e baixos, criando os "ângulos de Ródtchenko".
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Nascido em São Petersburgo, Ródtchenko iniciou-se na fotografia na década de 1920. Sua maior produção concentra-se no período entre 1924 a 1954. Ródtchenko aliou a experimentação formal a preocupações documentais sobre a vida política e social da União Soviética em seu período inaugural, dos anos de Lênin até o regime repressor iniciado por Stálin (que o colocou no ostracismo nos seus últimos 20 anos de vida).

Serviço

Exposição Aleksandr Ródtchenko: Revolução na Fotografia
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Pinacoteca do Estado de São Paulo
Praça da Luz, 02 - São Paulo, SP
Terça a domingo das 10h às 17h30 com permanência até as 18h

Fonte: Terra Magazine
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Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia

de 19.fev a 01.mai 2011







A Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Instituto Moreira Sales apresentam exposição com cerca de 300 obras de Aleksandr Ródtchenko (1891-1956), um dos grandes inovadores da arte de vanguarda do século XX, e um dos líderes reconhecidos do construtivismo russo, ao lado de artistas como Kasimir Maliévitch, Kandinsky, Wladimir Tatlin e o poeta Maiakóvski. Nascido em São Petersburgo, Ródtchenko iniciou-se na fotografia na década de 1920 (sua maior produção concentra-se no período entre 1924 a 1954) e foi aclamado internacionalmente como pintor, escultor e designer gráfico. Para ele, fotografar significava a possibilidade de criar arte realmente contemporânea; de mostrar o mundo através de “olhos matinais”.

A mostra Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia apresenta diferentes características de seu inovador trabalho fotográfico. De fotomontagens a reportagens, que podem ser vistas em obras como Crise (1923), Autocaricatura (1922) e A Primeira Cavalaria (1935); de estudos arquitetônicos a retratos de seu círculo familiar e artístico, como em Banho (1929), Varvara Stepânova (1937) e Retrato da mãe (1924), com destaque para os famosos retratos do poeta Vladimir Maiakóvski; do encurtamento perspectivo, exibido em Barcos (1926) e Degraus (1929) à representação do movimento humano exibida nas obras Corrida de cavalos (1935), Campeões de Moscou (1938) e Coluna da Sociedade Esportiva Dinamo, 1932 (1935); e, finalmente, o princípio de fotografar a partir de pontos altos e baixos, criando os “ângulos de Ródtchenko” como em Pioneiro (1930), Escada de incêndio (1925) e Reunião para uma manifestação (1928).   As séries de fotomontagens feitas para capas de revistas como Novi LEF e Dal ochi Pionier, cartazes e anúncios, outro destaque de sua obra, também poderão ser vistas na exposição.

Para a curadora Olga Svíblova, “em 1924, a fotografia foi invadida por Ródtchenko com o slogan ‘Nosso dever é experimentar’ firmado no centro de sua estética. O resultado dessa invasão foi uma mudança fundamental nas ideias sobre a natureza da fotografia e o papel do fotógrafo”. Ródtchenko aliou a experimentação formal a preocupações documentais sobre a vida política e social da União Soviética em seu período inaugural, dos anos de Lênin até o regime repressor iniciado por Stálin (que o colocou no ostracismo nos seus últimos 20 anos de vida). “Ele introduziu a ideologia construtivista na fotografia e desenvolveu métodos e instrumentos para aplicá-las”, completa Olga.

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gioamado | 14 de Novembro de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
IMS, Rio de Janeiro

Em todo trabalho eu testo um novo experimento,
Sem o adicional do trabalho antigo
e me proponho tarefas diferentes.
Se você olhasse para tudo o que fiz,
o todo formaria um trabalho vasto
e inteiramente novo.

Aleksandr Ródtchenko
1920
Tudo é experimento
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monadorf10 | 22 de Fevereiro de 2011 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Passeio Virtual pela exposição de fotos de Ródtchenko na Pinacoteca em São Paulo. Siga no twitter @monadorf. Saiba mais em http://colunistas.ig.com.br/monadorf
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Abbey Road: lendária foto dos Beatles faz 40 anos


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Há 40 anos, os Beatles tiraram uma foto em uma das faixas de pedestres mais famosas do mundo, em frente aos estúdios da Abbey Road em Londres. Por isso, neste sábado (8), diversos fãs se reuniram para celebrar o aniversário da foto, capa do último disco gravado e considerado o mais importante da banda, também chamado ''Abbey Road''.
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A foto, clicada por Iain Macmillan, foi tirada em uma rápida sessão de fotos (que durou cerca de 10 minutos) na faixa de pedrestes que fica na frente do lendário estúdio onde o grupo fazia suas gravações.
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Preparando a arte do álbum que seria lançado no dia 26 de setembro daquele ano, os quatro músicos cruzaram a rua algumas vezes para que o fotógrafo pudesse fazer o famoso clique. Ao todo, existem seis imagens dessa sessão e a predileta de McCartney foi a escolhida para a capa.
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Em pouco tempo, o lugar se tornou ponto de encontro para diversos fãs da banda que, ano após ano, tentam reproduzir a lendária foto atravessando a faixa de pedestres mais famosa do planeta. No site do estúdio de Abbey Road há até uma webcam que filma a rua durante 24 horas e transmite as imagens para o mundo todo.
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A composição da foto, idéia de McCartney, segundo Brian Southall, autor de um dos livros mais completos sobre o Abbey Road, também virou motivo de paródia ou homenagem de desenhos animados como Simpsons ou programas infantis como Vila Sésamo.
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Fora o fato de as faixas brancas estarem desgastadas, o cenário da foto quase não mudou. Popular na época, o bairro se tornou uma área residencial afastada de Londres, cheia de propriedades de milhões de libras.
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Tony Bramwell, o ex-empresário dos Beatles, esteve presente em Abbey Road neste sábado, como há 40 anos.''Além de Paul e Ringo, sou a única pessoa ainda viva que estava presente naquele dia. É fantástico ver que tudo isso continua igual'', afirmou.
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''Apesar das revoluções musciais dos últimos 40 anos e dos novos gêneros musicais, os Beatles continuam sendo o número um'', acrescentou. Segundo ele, McCartney e Starr ficaram de assistir pela tv esse momento histórico. ''Eles não se cansam de recordar os bons momentos. Quem pode ficar chateado por ter sido um Beatle?'', questiona.
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Uma réplica do Rolls Royce de cores psicodélicas de John Lennon foi estacionado perto do histórico local. Um dos organizadores da cerimônia, Richard Porter, proprietário de um café próximo e dedicado aos Beatles, diz que está impressionado com o número de fãs presentes.
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''Sempre vem gente de todo mundo ao meu café. E hoje já recebemos 15 equipes de televisão de diferentes países e Deus sabe quantos fotógrafos'', comentou.
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''A foto é fácil de copiar. É simples e o lugar é como o local de peregrinação em memória dos Beatles'', acrescentou.
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Os Beatles gravaram quase todos seus discos no estúdio de Abbey Road, cuja sede, inaugurada no início dos anos 1930, vale mesmo uma visita.
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Ali também gravaram artistas como Fred Astaire, Fats Waller, U2, Oasis e Manic Street Preachers.
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Mistério
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Além de famosa, essa foto também carregando muito mistério e contribui com o lendário boato de que o ''verdadeiro Paul McCartney'' teria morrido no meio da década de 60.
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Segundo os rumores, a foto teria servido para encenar o ''enterro'' do verdadeiro Paul: John Lennon seria o padre (roupas brancas), Ringo Starr seria o encarregado do funeral (terno preto), Paul McCartney o cadáver (com terno e sem sapatos nos pés, como é tradição em algumas religiões) e George Harrison o coveiro (roupas de trabalho). Além disso, Paul é o único do quarteto com a passada invertida durante sua caminhada.
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Fora isso, outro elementos também ''provariam'' a tese de que Paul estaria morto. O fusca estacionado do lado esquerdo tem a placa LMW-281F. Os boatos apontam que a sigla seria ''Linda McCartney Widower'' ou, em português, ''Linda McCartney viúva''. Levando em consideração o número 1 como a letra I, o restante seria ''28IF'', apontando que o verdadeiro Paul teria 28 anos de idade se estivesse vivo.
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No lado direito da imagem, há dois carros pretos de modelos usados comumente para funerais no Reino Unido. Segundo os boatos, ambos estão direcionados para um cemitério localizado nas proximidades do estúdio Abbey Road.
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Com agências
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in Vermelho - 8 DE AGOSTO DE 2009 - 18h32
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ver também
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Abbey Road - Wikipédia, a enciclopédia livre

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Abbey Road (album) - Wikipedia, the free encyclopedia


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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Brasil - Presos vão fotografar vida carcerária para exposição em Brasília





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Presidiários de cinco estados estão participando de um projeto do Ministério da Justiça, cujo objetivo é mostrar a visão deles sobre o sistema prisional por meio de fotografia. Em cada presídio selecionado, dez presos escolhidos pelos próprios colegas receberam uma máquina fotográfica descartável e um filme de 28 poses para documentar a vida carcerária.



Presídio Aníbal Bruno, em Recife, foi um dos escolhidos
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As fotos passarão por uma seleção para serem apresentadas na 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg), de 27 a 30 de agosto, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

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As prisões escolhidas foram o Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte; o Presídio Central, em Porto Alegre; o Presídio Aníbal Bruno, em Recife; a penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná; e a Fábrica Esperança, em Belém. Esta unidade emprega presos em regime aberto ou prisão domiciliar e egressos do sistema prisional paraense para treinamento e qualificação.

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De acordo com a coordenadora-geral do Programa de Fomento às Penas e Medidas Alternativas do Ministério da Justiça, Márcia Alencar Araújo Matos, os presos terão total liberdade para fotografar o que quiserem. O projeto foi inspirado em iniciativa idêntica realizada há alguns anos em presídios de Goiás pelo governo do estado e intitulada O Olhar do Preso. Até mesmo episódios de violência que ocorrerem com eles podem ser fotografados, garante.

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“A seleção será feita levando em conta a qualidade da foto e o conceito com que ela trabalha”, explica Márcia, acrescentando que “o que se quer apresentar com essas fotos são os contrastes da realidade carcerária brasileira sob o olhar do preso e não apenas boas fotos. Por isso, escolhemos unidades que apresentam esses contrastes.”

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Segundo ela, isso poderá contribuir para a construção de novas diretrizes para o sistema penitenciário durante a Conferência Nacional de Segurança Pública. Os presos foram escolhidos pelos próprios detentos e não pela direção dos presídios. Ela diz que as lideranças carcerárias tiveram papel fundamental na seleção e vão garantir a realização do trabalho pelos presos que receberam as máquinas fotográficas.

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Sugestão dos presos

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Além das fotografias, a conferência exibirá os vídeos que estão sendo gravados dentro de alguns presídios, nos quais, segundo Márcia, os presos falam e apresentam sugestões para alterar a realidade do sistema carcerário brasileiro.

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Uma empresa especializada está produzindo esses vídeos nos Acre, Pará, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Em cada estado, será gravado um vídeo em um presídio masculino e um feminino. As gravações serão feitas até o final deste mês, durante as Conferências Livres que estão sendo realizadas nessas unidades, quando serão escolhidas as propostas dos presos que serão transformadas em documentários.
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“Nunca o preso fez Conferência Livre no Brasil, e queremos documentar esse momento por meio de vídeo”, diz Márcia. De acordo com ela ainda, as autoridades não estão participando dos debates e da elaboração das propostas que serão encaminhadas pelos detentos à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública. As sugestões serão sistematizadas, juntamente com as de outros setores do sistema penitenciário, para pautar o debate sobre o sistema penitenciário também durante o 12º Congresso Mundial, em abril de 2010, em Salvador.

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Nesse congresso, será feita a revisão das resoluções da ONU sobre a questão penitenciária mundial, dividida em quatro eixos de discussão: Tratamento a Prisioneiros; Tortura; Alternativas Prisão e Justiça Restaurativa; e Violência contra a Mulher. Todos estarão relacionado ao tema central: Justiça Criminal e Prevenção ao Crime.

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Essa será a primeira vez que congresso vai ser realizado no Brasil. O evento será organizado pela Secretaria Nacional de Justiça.

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Com Agência Brasil

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in Vermelho - 6 DE JULHO DE 2009 - 16h48
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quarta-feira, 15 de abril de 2009

Sebastião Salgado - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

1997: Sai o livro “Terra”, de fotos de Sebastião Salgado
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O fotógrafo Sebastião Salgado, o músico Chico Buarque e o escritor português José Saramago lançam em S. Paulo o livro Terra, com 109 fotos. Os direitos autorais vão para o MST.

Menina do acampamento sem-terra de Chopinzinho, PR, retratada por Salgado

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in Vermelho 2009.04.14

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mostra com fotos da ''Paris sob o nazismo'' gera polêmica





Uma exposição de fotos de Paris no período da ocupação alemã, durante a Segunda Guerra Mundial, está causando grande polêmica na França. As fotos, apresentadas na Biblioteca Histórica de Paris, mostram apenas imagens de parisienses, muitos deles elegantes, passeando despreocupados por locais emblemáticos da cidade, como a Praça da Concórdia ou a Avenida Champs-Elysées, ou namorando em parques.


O prefeito da capital, Bertrand Delanoë, decidiu retirar das ruas os pôsteres de divulgação da mostra, mas optou por mantê-la em cartaz, apesar dos protestos em relação às imagens realizadas por um fotógrafo de uma revista de propaganda nazista. Críticos disseram que os cartazes da exposição não deixavam claro que as imagens foram feitas dentro de um contexto de propaganda nazista.

A exposição, que reúne 250 fotos e é apresentada como ''uma visão da vida parisiense durante a ocupação alemã'', não mostra os aspectos dramáticos desse período, como as longas filas de espera em frente às lojas de alimentação ou a perseguição e deportação de judeus.

Revista dos países ocupados

As fotos, coloridas, o que era raríssimo na época, foram realizadas pelo fotógrafo francês André Zucca, que trabalhava para a revista de propaganda nazista Signal.

Zucca, correspondente de guerra para o jornal France Soir e a Paris Match, foi ''requisitado'' pelos alemães em 1941 para trabalhar na ''Signal'', revista bimestral divulgada em todos os países ocupados pela Alemanha.

O fotógrafo conseguiu obter filmes a cores justamente pelo fato de trabalhar para uma publicação nazista. As fotos de André Zucca são as únicas em cores tiradas em Paris nesse período da ocupação alemã na França.

''A ausência de precauções, sobretudo em relação à campanha de divulgação da exposição puderam criar incompreensões. Mas tirá-la de cartaz traria problemas porque a mostra tem virtudes pedagógicas em relação a uma outra realidade da ocupação alemã'', afirmou o prefeito.

''Enquanto alguns viviam muito bem, outros sofriam'', disse Delanoë. A prefeitura reconhece que os cartazes poderiam ter tido algum tipo de explicação para informar melhor aos parisienses o contexto em que as fotos foram tiradas.

Manipulação

O secretário municipal de Cultura, Christophe Girard, denunciou uma ''manipulação por trás das belas imagens'' e pediu o encerramento da exposição. O prefeito Delanoë pediu que debates sobre a ocupação alemã e sobre a exposição sejam organizados com historiadores durante o evento.

Durante a Segunda Guerra, 76 mil judeus na França foram deportados para campos de concentração, sendo 11 mil deles crianças.

A exposição na Biblioteca Histórica de Paris fica em cartaz até o dia primeiro de julho. Veja abaixo algumas das fotos expostas:



Praça da Concórdia



Rua do centro parisiense


Garotas no Jardim de Luxemburgo


Cine Lux Bastille e a estação de metrô da Bastilha

Fonte: BBC Brasil

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in Vermelho - 26 DE ABRIL DE 2008 - 12h05
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