Castro Barroso Gato Nogueira - Blog Photographico - lembrança da moça do Alentejo
Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui
“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)
«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973
2025 09 29 - Foto victor nogueira - Corroios, moinho de maré, vendo-se no horizonte a à direita o que me parecem ser as Torres das Amoreiras, do arquiecto Tomás Taveira
«O Moinho de Maré de Corroios, também chamado Moinho do Castelo, é um moinho de maré construído em 1403 por ordem de D. Nuno Álvares Pereira, em Corroios, no atual município do Seixal.
O Moinho de Corroios é dos raros que se mantém em funcionamento na área do Estuário do Tejo, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1984.
2025 09 30 - Foto victor nogueira - Setúbal - moinho de maré da Mourisca, antes da recuperação pela RNES (Reserva Natural do Estuário do Sado) (rolo 071 04)
Após a recuperação moinho a RNES, numa zona de salinas, instalou nele Ecomuseu - Centro de Educação Ambiental. O moinho terá sido constrído no século XVII. Jumto dele existe um cais de palafitas, que se vê na foto.
O Centro possui uma exposição permanente sobre a reserva natural, apresenta informação sobre as actividades tradicionais ligadas à moagem, ao fabrico do pão e ao sal, uma sala de audiovisuais.
Teriam existido em Setúbal três moinhos de maré, para além do da fotografia. Do moinho das Praias do Sado quase nada restava há uns largos anos, quando o fotografei, perdido no meio da vegetação dos esteiros. Na Mitrena, junto dos antigos estaleiros navais da Setenave resistem as paredes do terceiro.
VER «Os moinhos de maré em Setúbal» in https://kantophotomatico.blogspot.com/.../os-moinhos-de...
2025 10 01 - Foto victor nogueira - Setúbal - moinho de maré da Mourisca, depois de recuperado pela RNRS) (IMG_1759)
2025 10 02 - Fotos victor nogueira - Setúbal - moinho de maré da Mourisca, em ruínas, a long time ago.
Na flia inferior, daquela janela avistavam-se as chaminés de central termo-eléctrica de Setúbal, entretanto demolida, e a estação elevatória e águas, do Faralhão. Ao centro uma ds mós, movidas pelo movimento das marés. À esqerda, duas das mós.
O moinho está localizado numa zona de sapal e salinas, e de antigos arrozais.
No seu interior, uma inscrição em pedra mostra a data de 1601, o que coloca a sua construção original pelo menos no início do século XVII. Até à década de 50 do século XX, naquela estrutura com cerca de 280 metros quadrados, funcionaram, em simultâneo, oito mós.
Originalmente constituído por uma sala de moagem, uma outra de armazenamento e uma casa de apoio ao moleiro, o moinho funcionou, durante mais de 250 anos, para moagem de cereal e produção de farinha.
Após anos de abandono e já em avançado estado de degradação, o Estado adquire o imóvel e inicia, em 1995, a sua recuperação.
O Moinho de Maré da Mourisca está construído junto de uma enorme represa (caldeira) que se enche até à preia-mar, sendo então fechada a comporta de comunicação entre ela e o rio, abrem-se os pejadouros, a água represada solta-se, sendo conduzida através dos canais que ligam a caldeira ao rio.
A água com grande força faz com que o rodízio gire e acione esse sistema, que por sua vez ligado à mó faz com que esta comece a moer os grãos de cereal. (in https://www.setubalambiente.pt/moinho-de-mare-da-mourisca/)
VER «A Central termoeléctrica de Setúbal ao longo dos tempos» in https://kantophotomatico.blogspot.com/.../a-central...
2025 10 04 - Foto victor nogueira - Setúbal . ruínas do moinho de maré da Mitrena, perto dos antigos estaleiros navais da Setenave (HPIM3008)
2025 10 05 - Foto victor nogueira - Setúbal - pormenor do moinho de maré da Mitrena (rolo 117)
2025 10 06 - Foto victor nogueira - Setúbal - ruínas do moinho de maré das Praias do Sado (rolo 113 26)
No âmbito do Planeamento Urbanístico e em colaboração com o Dr. Fernando António Baptista Pereira, conservador do Museu de Setúbal ,procedi ao levantamento, cartografia e registo do património edificado de Setúbal e Azeitão, com interesse histórico, cultural ou arquitectónico, tendo em vista o eventual intereese na classificação e protecção, projecto que não teve seguimento.
Sempre estive convencido que em Setúbal apenas teriam existido três moinhos de maré: o da Mourisca (no Faralhão), o aa Mitrena e este, nas Praias do Sado. Um texto entrevisto há dias, refere a existência de um quarto, não o identificando e localizando. (1)
Do moinho das Praias do Sado praticamente já nada existia, na altura em que o fotografei, com o Carlos Mouro no cimo do que restava. Há uns dois anos atrás tentei voltar ao local, mas não consegui localizar o sítio, por entre o emaranhado do esteiro.
Presumo que a foto seja duma azenha, mas não tendo anotado o que quer que seja na sua digiitalização, fica a dúvida quanto à localização e finalidade do edifício,
Em tempo - Acabei de identificar o edifício da foto, depois duma pedquisa na internet. Trata-se do moinho de maré de Corroios, após as obras de restauro.
«O Moinho de Maré de Corroios, edificado em 1403 por iniciativa do Santo Condestável Nuno Álvares Pereira, constitui um exemplo do aproveitamento da energia das marés, cuja aplicação à atividade moageira se generalizou noutros tempos no estuário do Tejo.
Em 1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que era Mestre. Já no início do século XVIII foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras, pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos.
Este Moinho, conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se em condições de funcionamento até aos nossos dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo do Ecomuseu Municipal do Seixal.
Devido a obras de conservação e requalificação, este núcleo esteve encerrado ao público até setembro de 2009, e reabriu após um processo de qualificação com um investimento de mais de 2 milhões de euros.
Classificado como Imóvel de Interesse Público, o moinho oferece a todos os visitantes uma exposição de longa duração denominada 600 Anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios.» (in https://www.cm-seixal.pt/ecomu.../moinho-de-mare-de-corroio
2025 10 28 - Foto vitor nogueira - Corroios - moinho de maré antes do restauro -
2025 10 29 Fotos vitor nogueira - Setúbal - moinho de maré da Mourisca, depois do restauro (RNES)
2022 10 01 - Foto de autor não identificado - um repasto familiar em Setúbal, no Outeiro da Saúde
2022 10 02 - Foto jj castro ferreira - Em Paço de Arcos, a long time ago (Manuel, João Filipe, Maria Luísa, Susana, Isabel, Rui Pedro, Victor Manuel)
2022 10 03 - Foto victor nogueira - em Setúbal (Celeste, Susana, José Luís, Rui Pedro)
2022 10 04 - Foto José Luís NS - Em Lisboa (Castelo de S. Jorge) ou em Sintra (Castelo dos Mouros)
Susana, Victor Manuel, Maria Emília, Teresa, Celeste, Maria da Comceição)
2022 10 05 - Foto jj castro ferreira - No castelo de Leiria - O José João pôs a máquina a disparar ao retardador e, dando uma corridinha, juntou-se-nos, deste modo ficando também na fotografia. (anos '70 do século XX)
2022 10 06 - Foto Rui Pedro - Em Setúbal (João, Victor Manuel, Sérgio, Francisco, Susana, Ana)
2022 10 07 - Foto victor nogueira - em Setúbal, na Doca da Pesca. Ao fundo, o edifício da Lota do Peixe, onde só entrei uma vez, de madrugada.
Após o descarrego das traineiras, o peixe para lá transportado era leiloado num linguajar para mim incompreensível, arrematado cada lote pelo maior preço.
Fora lá com o Fernando Pratas, para comprarmos peixe para um piquenique e convívio partidários.
2022 10 08 - Foto josé luís cf - Em Mora, nos anos '40 do passado milénio
2022 10 09 - Foto victor nogueira - em Setúbal, a long time ago, em quadra natalícia.
2022 10 10 - Foto jj castro ferreira (?) - Em Setúbal, in illo tempore
2022 05 01 - Entre Abril e Maio de 1974, na imprensa portuguesa
2022 05 01 - O 1º de Maio de 1974 na imprensa portuguesa
2021 05 01 - 'Primeiro de Maio", tela de Yuri Kugach (1952, óleo sobre tela, col. particular)
2021 05 01 - 1º de Maio - Cartaz da CGTP
2020 05 01 - 1º de Maio 2020, em Lisboa CGTP
2020 05 01 - Foto de autor não identificado - o 1º de Maio de 1974, no Porto
2020 05 01 - 1º de Maio CGTP 50 Anos - 1970 - 2020
50 aniversário da fundação da Intersindical, na clandestinidade, em 1970
2020 05 01 - Lisboa - o 1º de Maio de 1974 (foto de autor não identificado)
2019 05 01 Volpedo - «O Quarto Estado (em italiano: Il quarto stato) é uma pintura a óleo sobre tela (293×545 cm) do pintor italiano Giuseppe Pellizza da Volpedo (1868-1907), concluída em 1901 e conservada no Museu do Novecento em Milão. O Quarto Estado descreve um grupo de trabalhadores marchando em protesto numa praça, presumivelmente a Malaspina de Volpedo.» (Wikipedia)
2018 05 01 foto victor nogueira - à beira-tejo, em lisboa, com a ponte 25 de abril e o cristo-rei (em Almada) como pano de fundo, em 2017.04.27
2018 05 01 foto de Penélope - em Lisboa, à beira-tejo, na tarde de 2018.04.27 (pormenor)
2017 05 01 foto victor nogueira - Setúbal - sombra do campanário da antiga Casa da Confraria do Corpo Santo, actual Museu do Barroco. Ver na caixa de comentários o referido campanário.
2016 05 01 TODOS DIFERENTES TODOS IGUAIS - UMA SÓ HUMANIDADE
## No que respeita aos homens, nem o riso, nem as lágrimas, nem a indignação, mas apenas o entendimento [i.e.saber o porquê] (Espinosa)
## Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. A tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos. E justamente quando parecem empenhados em revolucionar-se a si e às coisas, em criar algo que jamais existiu, precisamente nesses períodos de crise revolucionária, os homens conjuram ansiosamente em seu auxilio os espíritos do passado, tomando-lhes emprestado os nomes, os gritos de guerra e as roupagens, a fim de apresentar e nessa linguagem emprestada. (...) De maneira idêntica, o principiante que aprende um novo idioma, traduz sempre as palavras deste idioma para sua língua natal; mas só quando puder manejá-lo sem apelar para o passado e esquecer sua própria língua no emprego da nova, terá assimilado o espírito desta última e poderá produzir livremente nela.(Karl Marx, in "O 18 de Brumário de Louis Bonaparte")
## Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diversas maneiras; o que importa é modificá-lo.(Karl Marx)
2015 05 01 Viva o 1º de Maio, por Maria João de Sousa
Que dizer-te?
Os versos de Maio
soltaram-se de nós
e
escorreram-nos, vermelhos,
dos dedos que os teciam...
Indiferentes à nossa surpresa,
foram-se-nos derramando no espaço e no tempo,
renovados e limpos,
espraiaram-se,
infiltraram-se na aspereza
de todas as coisas conhecidas, ou não,
recusaram-se
a ser os actores
de um palco só nosso,
derrubaram cenários, rasgaram cortinas,
ganharam vida própria
e cimentaram vontades
ao assumirem a vida que em si traziam
fugiram-nos, amigo/a...
rebeldes,
tocaram-nos
e
fugiram-nos
para que todos conhecessem
as razões da sua rebeldia...
que dizer-te
e
como dizer-to,
se da força do Maio nos brotaram?
Maria João Brito de Sousa
Viva o 1º de MAIO!
Tela de Diego Rivera
2014 05 01 foto Victor Nogueira - 1º de Maio de 2014 em Setúbal
Uma tarde de calor e soalheira, uma manifestação concorrida tendo em conta que a maioria do pessoal normalmente vai engrossar a de Lisboa, menos jovens que em anos anteriores, muitas faixas e cartazes, 3 ou 4 carros engalanados com minimalismo, um deles, o do STAL, com o inefável coelho.
Muitos cafés abertos e alguns minimercados. Longe vai o tempo em que no 1º de Maio e no 25 de Abril tudo fechava. Agora, o Governo de Pedro e Paulo sustentado pelo TóZé, o Seguro escavaco, pretende arejar dias e noites permitindo que o comércio esteja diariamente aberto, noite e dia, a semana inteira, sem pausas.
Em Setúbal, outrora, num 2º andar no 1º de Maio, um casal idoso numa das avenidas sorria aos manifestantes acenando com um cravo vermelho. Mas o ano passado tal já não sucedeu e este ano não os vi.
Já de seguida o SONETO DO TRABALHO, de Ary dos Santos
Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.
-
Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
á força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas
-
Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.
-
Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.
2014 05 01 - Vamos ao 1º de Maio denunciar e combater
2014 05 01 1º de Maio CGTP Lutar para mudar
2014 05 01 foto Victor Nogueira -1974/75 - cartazes e murais de abril 06 - Moita (1983)
2022 04 20 Foto victor nogueira - Linha férrea nas Fontainhas, em Setúbal
2021 04 20 foto victor nogueira - Viana do Castelo - Igreja de Santa Maria Maior (Sé) (rolo 353 1998.06.
"2021 04 20 Foto victor nogueira cravo
2020 04 20 Foto Victor Nogueira cravo e história de Portugal 25 de Abril
2019 04 20 foto victor nogueira - Évora - Manifestação do 1º de Maio, em 1976, na Praça do Giraldo
2015 04 20 Foto victor nogueira ~setúbal - igreja de santa maria da graça (sé catedral)
A Igreja de Santa Maria da Graça ou Sé de Setúbal, matriz de Setúbal, com arquitectura original de António Rodrigues, situa-se no coração do primitivo burgo medieval setubalense, tendo sido em torno desta que se desenvolveu o mais importante bairro medieval da cidade, assim como o centro religioso e político-administrativo.
Fundada no século XIII, o actual edifício é uma reconstrução do alto renascimento com uma imponente fachada maneirista. No interior colunas com frescos, talha e azulejos dos séculos XVII e XVIII. Numa rua lateral, junto ao Terreiro de Santa Maria, encontra-se o pórtico gótico de uma antiga hospedaria – o Hospital de João Palmeiro. (wikipedia)
2015 04 20 álbum Luanda - Liceu Nacional Salvador Correia
2014 04 20 Afinal somos felizes
2014 04 20 NOS 40 ANOS DO 25 DE ABRIL 07 - à falta da placa, o mural, também desaparecido na rua onde foi o condomínio da PIDE
(Foto Victor Nogueira) Do edifício que foi a sede nacional da PIDE, na rua António Maria Cardoso em Lisboa, hoje transformado em condomínio de luxo, desapareceu a placa que assinalava tal facto. A PIDE foi a última instituição a render-se, não deixando de assassinar como era seu timbre. Haviam de falhar os propósitos de Spínola que, com a anuência do posto de comando do MFA na Pontinha, recebera das mãos de Marcelo - cercado e impotente mas "exigente" , o poder para que este não caísse na rua e tudo não passasse de uma simples mudança de moscas, com o afastamento do Presidente Tomás.
Foi o povo na rua, cercando dois importantes pilares do regime fascista, a PIDE e a GNR, que tramou os propósitos de Marcelo/Spínola e dos respectivos Generais e forçou à rendição dos tanques da Cavalaria. Foi o povo na rua que forçou a libertação dos presos políticos em Caxias, foi o povo na rua e no 1º de Maio que forçou Spínola e os Generais renitentes da Junta de Salvação Nacional, em 7 de Novembro de 74, a reconhecerem os partidos políticos sobretudo o PCP (fundado em 1921) mas também o PS (fundado em 1973), o ppd/psd de sá carneiro (a partir da ala liberal da assembleia nacional fascista, fundado em 6 de Maio de 74) e o cds/pp de freitas do amaral (que se reclamava da "democracia-cristã", fundado em 19 de Julho de 74).