Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Ice is Black: estas fotografias são poesia e um manifesto

autoria P3

// data 03/11/2017 - 19:14


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Começou a sua carreira de fotógrafo no mundo do desporto e das notícias, mas acabou por se render à natureza. Desde 2000 que Laurent Baheux viaja por espaços protegidos numa reflexão sobre o mundo selvagem e frágil. Em 2002, numa viagem à Tanzânia, dá o passo definitivo no seu caminho pela vida selvagem, que não mais deixou de fotografar, apaixonado pela sua "beleza, dureza e enorme fragilidade". Agora, o fotógrafo tem uma nova série de imagens — a preto e branco, sua imagem de marca — com a qual nos leva à Islândia, à Noruega e ao Canadá, à fauna e flora que por ali habitam. Ice is Black  — já transformado em livro — é beleza e poesia, mas é também um manifesto. "Sinto-me menos ameaçado a fotografar a intimidade dos animais selvagens do que aqueles que vivem entre os homens", escreve no seu site. O gelo é negro, explica, porque se derrete com o calor, com a intervenção do homem. Muitas das espécies que o fotógrafo francês, nascido em 1970, retrata estão "mais ameaçadas do que nunca" e parte do seu trabalho é também mostrar a "imensa riqueza que elas representam para o planeta". Laurent Baheux, particularmente fascinado por leões, tem trabalhado com diversas associações que se empenham na defesa destes animais e da natureza.


http://p3.publico.pt/actualidade/ambiente/24824/ice-black-estas-fotografias-sao-poesia-e-um-manifesto

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fotogenia e vida selvagem - Os vencedores do ano

19/10/2016 - 12:52

Uma imagem de um orangotango-de-bornéu numa floresta da Indonésia deu ao fotógrafo americano Tim Laman o prémio principal do concurso de fotografia de vida selvagem Wildlife Photographer of the Year 2016. A fotografia premiada faz parte de uma série de seis imagens  - "Entwined lives" ("Vidas enlaçadas") -, que pretendem alertar para o perigo de extinção deste animal. As fotografias vencedoras daquele que é um dos mais prestigiados concursos de imagens da natureza do mundo vão estar em exposição a partir do dia 21 de Outubro, no Museu de História Natural de Londres, promotor da iniciativa. Ao todo, foram recebidas quase 50 mil candidaturas de mais de 95 países, revelou a organização.
http://www.publico.pt/multimedia/fotogaleria/fotogenia-e-vida-selvagem-os-vencedores-do-ano-366019#/3

domingo, 29 de setembro de 2013

Oceanário recebe exposição que mostra o planeta visto do céu


Público


Fotografias estão expostas até 6 de Janeiro, com acesso gratuito, no Parque das Nações.


Impressionantes extensões de oceano, praias repletas de gente e chapéus-de-sol, glaciares à deriva, tudo visto do céu. Mas também peixes coloridos e baleias gigantes fotografados no fundo do mar. Estas são algumas das imagens que integram a exposição Planet Ocean, da fundação Good Planet, inaugurada nesta terça-feira no Oceanário de Lisboa.
As imagens aéreas foram recolhidas pelo fotógrafo, jornalista e ambientalista francês Yann Arthus-Bertrand que, aos 67 anos, tem no currículo diversos projectos relacionados com o planeta e a acção do Homem sobre a Natureza. Entre eles, o livro The Earth From Above (em português, A Terra Vista do Céu), que deu origem a uma exposição vista por mais de 200 milhões de pessoas em Paris.
A aventura de fotografar a terra a partir de aviões, balões de ar quente e helicópteros já levou Arthus-Bertrand aos vários cantos do mundo. Pelo caminho, foi encontrando alguns muros. Ao PÚBLICO, conta que o mais difícil é ter autorização para voar – na Argélia, por exemplo, a equipa nunca a conseguiu. Em alguns países, diz o fotógrafo, encontrar meios aéreos disponíveis e pilotos com experiência é como encontrar uma agulha num palheiro. Mas também se surpreendeu: “Por exemplo, no Panamá encontrámos um local fabuloso para fotografar que não estava nos planos e que surgiu quase por acaso.”
Captar imagens do mundo é também compreender quem somos. Essa foi, garante, a sua “verdadeira surpresa”. Afirma ainda que o trabalho, ou “a odisseia”, como lhe chama, proporcionou um “enriquecimento tremendo”.
O documentário, que dá origem à exposição, foi um desafio proposto pela Omega, o fabricante suíço de relógios. O projecto tem como objectivo retratar, por um lado, “a beleza inerente do nosso planeta”, e por outro lado documentar “o impacto que a nossa forma de viver tem nos oceanos e nos ecossistemas marinhos”, explica o fotógrafo. Mas Arthus-Bertrand admite que “não é possível mudar o mundo com uma exposição”.
Além das suas imagens aéreas, a exposição, de entrada livre, inclui imagens subaquáticas captadas por Brian Skerry, um fotógrafo norte-americano colaborador da revista National Geographic. Os visitantes podem apreciar as 35 fotografias aéreas e subaquáticas até 6 de Janeiro de 2014.
Na calha, o francês, que é também embaixador da Boa Vontade no Programa Ambiental das Nações Unidas, tem a realização do filme Human, sobre "a beleza do mundo", e outro projecto sobre o desaparecimento da vida animal selvagem devido à pressão da presença humana. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ana Maria Russo: "Poucos reparam nesta beleza selvagem"


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Ana Maria Russo: "Poucos reparam nesta beleza selvagem"

autoria Ana Maria Russo
 
// data 23/02/2012 - 20:20
 
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São aquilo a que ninguém presta atenção: a vegetação rasteira, que fica à margem e habita o inóspito, por resistência ou teimosia. Aquilo de que todos prescindem tornou-se, durante um ano inteiro, o foco principal de atenção da fotógrafaAna Maria Russo, vencedora da menção honrosa do prémio Novos Talentos Fnac Fotografia 2011. Ao longo de quatro estações, a artista registou plantas silvestres ao longo de alguns quilómetros que separam pequenas povoações do distrito de Santarém e de Lisboa. "Poucos reparam nesta beleza selvagem, primitiva. No entanto ela está presente no dia a dia de quem vive no campo, mas surge também entre as pedras de uma qualquer calçada em uma qualquer cidade, onde quase sempre lhe é retirado o direito de sobreviver. Agarram-se à vida como podem, ultrapassando as barreiras construídas pelo homem. Nunca me pareceu que lhe fosse dado apreço especial", explica Ana Maria Russo na memória descritiva do projecto "4/365". (AAS)