Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O universo fotográfico de Luana Navarro

 
30/05/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 30/05/2010 às 17:57:56

Paula Melech
Daniel Caron
A fotógrafa curitibana abriu as portas de sua casa para compartilhar com a repórter Paula Melech sua ideias e referências artísticas..
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Se você um dia, andando pela rua, receber de algum desconhecido um pequeno envelope colorido e, ao abrir, descobrir poemas e frases publicitárias estampadas em papel adesivo, estará compartilhando de uma das ações do coletivo Mofo Zero.
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O Recontextualizações afetivas é uma das micro-ações propostas pelos artistas Arthur do Carmo, Lidia Sanae Ueta e Luana Navarro. Chegamos à casa da Luana numa quarta-feira, uma das poucas manhãs livres da artista.
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Enquanto elabora projetos para leis de incentivo - o que lhe ocupa boa parte do dia - ela organiza exposições individuais e ainda acumula dois cursos acadêmicos: especialização em história da arte e graduação em filosofia, isso depois de ter cursado jornalismo.

Procurando atuar ativamente no mundo, Luana busca sempre na imagem fotográfica o suporte para a sua obra. Ao mesmo tempo, é também um resgate da prática que a conduziu efetivamente para as artes visuais.
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Na fotografia, Luana aponta a relação entre o corpo e a cidade como outro interesse recorrente, inscrito em trabalhos como Corpo urbano e Microrresistências.

A escolha de entrar para a trupe dos aspirantes a jornalistas ela não julga mais equivocada, ao contrário, consegue visualizar reflexos da experiência convergindo para um ponto comum tanto no seu trabalho individual quanto no coletivo. No Mofo Zero, o discurso da grande mídia é questionado e deslocado para outros suportes,que permitem uma re-significação dessas informações.

É o caso de Despublicidade, onde frases publicitárias são deslocadas para espaços públicos, e Transamazônica - Imaginários compartilhados, desenvolvido com incentivo da Funarte Artes Visuais 2009, que questiona o imaginário criado a partir das publicidades veiculadas pela revista Realidade, no início da década de 70, sobre a Rodovia Transamazônica.

Consciente de que produzir um trabalho artístico hoje não está mais ligado à inspiração ou técnica, Luana não está à procura de respostas, mas de propor questionamentos.

Paraná Online: Como foi a experiência com o projeto Imaginários compartilhados?

Apesar da prévia visualização dos eventos propostos na elaboração do projeto enviado a FUNARTE, eles foram criações no ato de realizá-los. Isso foi muito importante, pois envolveu uma abertura nossa à pesquisa, à produção e ao diálogo de mão dupla, ou de mão múltipla (como foi o caso da realização das oficinas e da ação de envio de postais onde 29 criadores, contando conosco, estavam em diálogo).
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Este projeto, tanto para mim quanto para o Arthur não se encerrou no momento em que pegamos o caminho de volta para casa. Foram ao todo mais de 940 minutos de gravações audiovisuais, entre depoimentos, entrevistas, cenas, acontecimentos, participações nossas em eventos locais, nas quais ainda trabalhamos, além das quase 3.000 fotografias e registros em áudio.
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Parte disto já está reunido em uma série de trabalhos que faz parte do DVD Imaginários compartilhados em fase de distribuição. No nosso blog (imaginarioscompartilhados.wordpress.com) também está todo o desenvolvimento do trabalho com vídeos, imagens e textos.

Paraná Online: Que lugar a fotografia ocupa em sua vida?

O lugar da inquietação. Eu comecei a fotografar na faculdade de jornalismo e logo nas primeiras aulas de fotografia me dei conta que era isso o que me interessava no curso e era isso o que eu queria fazer.
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Claro que mais tarde percebi que o fotojornalismo não tinha nada a ver comigo, e que o que eu buscava era a fotografia enquanto prática artística. Aliás, os meus trabalhos todos partem da imagem fotográfica, mesmo quando os finalizo em outros suportes o meu primeiro experimento sempre é fotográfico.

Paraná Online:  Como ter participado do curso no Núcleo de Estudos de Fotografia determinou o seu pensamento sobre arte hoje?

O Núcleo, que é coordenado pela Milla Jung, foi um ponto muito importante na minha formação, foi lá que comecei a pensar a imagem e não apenas produzir imagens.
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Eu acho que acompanhei uma mudança muito importante no Nef, porque logo que eu comecei a participar dos cursos e a trabalhar lá a Milla tinha recentemente entrado no mestrado em Artes Visuais e ela começou a compartilhar suas novas referências o que para mim foi importante porque comecei a pensar outras possibilidades do trabalho artístico.
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Me dei conta que podia por exemplo experimentar outros suportes, deixar para trás o campo da fotografia encerrada em si mesma e me relacionar com um campo mais aberto.

Paraná Online:  Em torno de que questões se organiza o coletivo Mofo Zero?

Até agora os nossos trabalhos partiram principalmente de questões relacionadas ao mass-media. Não há uma pesquisa plástica no que produzimos, mas sim um interesse em gerar questões, acho que isso é o principal.
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Acreditamos que as ferramentas de trabalho do artista se fazem necessárias a partir das problemáticas colocadas pelos trabalhos desenvolvidos e não o contrário.

Paraná Online:  Como o estudo da filosofia está se relacionando com a sua atividade artística?

Estudando arte me dei conta de que frequentemente eu acabava caindo em referências que partiam da filosofia, e eu ficava muito angustiada por não ter uma base de leitura suficiente para entender determinados conceitos, que claro estavam teoricamente no campo filosófico e não artístico, foi aí que resolvi prestar o vestibular da UFPR.
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A filosofia é muito instigante assim como a arte. Não tenho pretensões de trabalhar diretamente no campo filosófico, meu interesse é continuar pensando arte.

Paraná Online: Quais as suas principais referências?

Acho que na realidade as pessoas que estão por perto são as referencias mais importantes, por isso creio que a Milla Jung, o Felipe Prando e a Anuschka Lemos, que juntos formaram o grupo de trabalho Escapatórias, sem dúvida nenhuma são uma referência para mim.
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Agora dos artistas consagrados, o Bas Jan Ader e o Felix Gonzáles-Torres me tocam muito, me emocionam. E recentemente a artista guatemalteca Regina José Galindo me despertou especial interesse com suas performances e ações.

Conheça mais sobre o trabalho de Luana Navarro:

www.luananavarro.com
www.imaginarioscompartilhados.wordpress.com
www.mofozero.wordpress.com
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Irving Penn: destacou-se pelo estilo simples e rigoroso




por CATARINA VASQUES RITO29 Maio 2010
Irving Penn: destacou-se pelo estilo simples e rigoroso
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Autor de mais de cem capas da  'Vogue' norte-americana fotografou importantes artistas como Truman Capote, Martha Graham, Marlene Drietrich ou Gisele Bündchen, em exibição até  6 de Junho no National Portrait Gallery, em Londres
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Falar de Irving Penn (1917-2009) é relembrar um dos mais importantes fotógrafos contemporâneos, principalmente pelo seu trabalho no mundo da moda, apesar de não se ter restringido a esta área. Se fosse vivo faria 93 anos dia 16 de Junho, dez dias depois da exposição dos seus mais famosos retratos na National Portrait Gallery.
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Em 1938, terminou o curso na Philadelphia Museum School of Industrial Art (actual Universidade das Artes) sob a orientação de Alexey Brodovitch. Em 1940, junta-se à equipa de fotografia da Vogue, a convite de Alexander Lieberman, que lhe pede ideias para as capas da revista. Pouco habituado ao funcionamento deste género de publicações, os outros fotógrafos ignoravam as suas sugestões.
Decide levar para a redacção trabalhos que se diferenciavam pela inovação, pelo conceito do do it yourself' (faça você mesmo), e pela beleza das imagens. Foi autor de mais de 100 capas.
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A sua carreira começa a ter outros contornos. Penn foi responsável por captar através da sua lente uma mulher feminina e elegante no pós-guerra de 39-45. Em 1950, casa com a sua modelo predilecta Lisa Fonssagrives, com quem teve um filho - Tom Penn (1952). Lisa e Irving conheceram-se em 1947 durante uma sessão fotográfica e nunca mais se separaram até à morte de Lisa em 1992.
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Em 1953, ainda a trabalhar para a Vogue, abre o seu estúdio onde aperfeiçoa a técnica de fotografar objectos em fundo cinza ou branco. Não foi o primeiro, mas foi o que se especializou e obteve os melhores resultados. "Fotografar um bolo pode ser uma arte", afirmou Irving Penn sobre esta sua nova técnica. Percebe que um estúdio com condições mais avançadas lhe proporcionam resultados de excelência, e renova o espaço. Algumas das primeiras fotografias de batôns (imagem à esq.) de algumas marcas de renome da cosmética foram feitas por Penn.
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Mas também retratou artistas conceituados como Martha Graham, Marcel Duchamp, Pablo Picasso, Georgia O'Keeffe, Igor Stravinsky, Marlene Dietrich ou Truman Capote. No início da década de 50 fez uma série de nus que só nos anos 80 viram a luz do dia, incluindo os que fez com Gisele Bünchen e Kate Moss, que em 2008 acabaram por ser leiloados. Pintou e publicou livros.
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O seu trabalho ficou pautado por um estilo intimista e rigoroso. Irving Penn optou por suprimir os cenários elaborados, usando fundos simples, explorando diferentes poses, a abordagem pelo essencial, suficiente para um percurso no qual desenvolveu trabalhos de referência.
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"Um bom fotógrafo é aquele que comunica um facto; toca o coração de alguém; e consegue mudar quem o vê através do seu trabalho; numa palavra, eficaz!", Irving Penn.
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Aprovado Projeto de Lei que Institui a Semana da Fotografia em São Roque

31/5/2010 - São Roque - SP

da Assessoria
Visando valorizar ainda mais a cultura local, abrindo espaço para novos valores e reconhecimento dos profissionais que já existem, a Câmara Municipal aprovou recentemente por unanimidade, o Projeto de Lei nº 28/2010, que Instituiu a Semana da Fotografia no município de São Roque.
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A iniciativa de autoria do Vereador Israel Francisco de Oliveira, o popular Toco, destaca em seu primeiro artigo, que o evento em questão, será realizado na terceira semana de Agosto, em meio às comemorações do dia 19 (Dia Mundial da Fotografia).
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No terceiro artigo, a Lei que agora segue para sanção do Prefeito Efaneu, afirma que caberá ao Departamento de Cultura da cidade fomentar e promover atividades e exposições, bem com a realização de palestras sobre a arte fotográfica. “A fotografia está presente em nossas vidas de tal forma que é difícil imaginar sem ela. São milhares de pessoas com suas câmeras que vão de celular a digitais portáteis. Outras tantas vão além, e adotam a fotografia como hobby, como paixão. E claro, há os mestres que nos mostram todo o potencial que a fotografia tem como forma de arte e registro. No segundo em que você aperta o disparador da máquina, faz mais que tirar uma foto. Você congela o tempo, guarda uma lembrança, conta uma história. A fotografia é a materialização do olhar, o registro de sentimentos, pensamentos ou idéias. Toda fotografia sugere uma conversa entre fotógrafo e expectador. As melhores, claro, são aquelas que nos tocam de alguma forma, que nos inspiram novos pensamentos e sentimentos. Por tudo isso que a fotografia representa, nada mais justo que termos uma semana comemorativa, aonde cursos poderão ser dados, palestras proferidas e exposições realizadas. Novos valores com certeza serão descobertos e os profissionais que já atuam poderão aumentar o intercambio de informações, fazendo novas amizades e contatos”, finaliza Toco. 
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http://www.guiasaoroque.com.br/noticia/noticia.asp?id=2771
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Após 15 anos, MoMA traz exposições sobre fotografias femininas


31 de maio de 2010 07h54 atualizado às 08h28


Ilse Bing na foto Self-Portrait, de 1931 Foto: Divulgação
Ilse Bing na foto 'Self-Portrait', de 1931
Foto: Divulgação

O progresso é um mundo suspeito quando aplicado à arte. Mas não sempre. Em 1995, a pintora Elizabeth Murray organizou uma exposição coletiva no Museu de Arte Moderna. Foi uma das séries de mostras A Escolha do Artista do museu, com conteúdo selecionado do acervo permanente. Murray foi a primeira mulher a participar da série. Ela escolheu cerca de uma centena de peças de quase 70 artistas e as comprimiu nos apertados espaços em volta do saguão. A seleção tinha uma coisa em comum: eram todas mulheres. A mostra, Modern Women (mulheres modernas), foi a primeira do tipo no MoMA.
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Agora, 15 anos depois, e quase três anos após a morte de Murray, a demografia por gênero do museu mudou significativamente. Nesta primavera há duas mostras do acervo permanente dedicadas quase inteiramente a artistas mulheres: Pictures by Women: A History of Modern Photography (retratos por mulheres: uma história da fotografia moderna) e a menor Mind and Matter: Alternative Abstractions, 1940s to Now (mente e matéria: abstrações alternativas, da década de 1940 a hoje). Elas coincidem com a publicação de um grande, profundo e exuberante livro de ensaios, que levou vários anos para ser concluído, chamado Modern Women: Women Artists at the Museum of Modern Art (mulheres modernas: artistas mulheres no Museu de Arte Moderna).
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Além disso, a muito noticiada retrospectiva de Marina Abramovic ainda está em exibição (até segunda-feira), assim como uma ótima instalação artística, Mirage, de Joan Jonas. Um estudo composto de Lee Bontecou fica em exposição durante o verão americano, assim como o programa de filmes de Maya Deren.
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Acrescente um punhado de trabalhos individuais de mulheres, estrategicamente instalados ao longo das dependências -uma escultura de Louis Bourgeois introduz o grande movimento do modernismo europeu no quarto andar, uma das pinturas de Lee Lozano comanda o espaço público do quarto andar-, e a reflexão curatorial iniciada pela exposição de Murray se torna clara.
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O acervo fotográfico do MoMA sempre foi forte no quesito artistas mulheres, forte o bastante para Pictures by Women: A History of Modern Photography quase estar à altura da promessa ambiciosa de seu título.
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A exposição -200 obras de 120 artistas- começa com uma gravura botânica da fotógrafa britânica Anna Atkins, tirada por volta de 1850, quando a fotografia mal tinha uma história por ser tão nova. Como as curadoras -Roxaa Marcoci, Sarah Meister e Eva Respini, todas do departamento de fotografia- organizaram a exibição por data, temos uma sólida dose da época vitoriana tardia na sala de abertura, com imagens de Julia Margaret Cameron e Gertrude Kasebier.
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Cameron era britânica, Kasebier, americana. As duas tendiam aos quadros com mãe e filho, mas Kasebier às vezes fazia um intervalo para brincadeiras em torno de refeições ao ar livre. Primeiro enaltecida, depois depreciada pelo todo-poderoso Alfred Stieglitz, Kasebier -que trabalhava com fotografia (Cameron não precisava trabalhar)- conhecia alguns caprichos da carreira política que conflitavam com políticas de gênero.
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Como muitos fotógrafos naquela época inicial, ela estava aprendendo tudo sobre o ofício. Assim como sua contemporânea Frances Benjamin Johnston. Em suas perturbadoras e emocionantes imagens da série Hampton Album, é possivel sentir uma artista testando as dimensões éticas da fotografia, no caso de Johnston, o dilema de como olhar para a raça. Ela nunca chegou a descobrir, e seu trabalho permanece entre focar e ignorar a questão.
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Em boa parte dessas primeiras fotografias, vemos um mundo através de um tipo de humildade romântica, uma neblina suave que sugere inocência no olhar. Mas, no novo século, a neblina desaparece. O foco cresce em precisão, como a natureza-morta de balas de Tina Modotti; o autorretrato engraçado e furtivamente duplo de Ilse Bing; e as imagens das fornalhas explodidas em Detroit de Margareth Bourke-White. Elas parecem retratos do poder industrial.
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A mostra tem alguns retratos excelentes das décadas de 1920 e 1930. É verdade que Martha Graham faz a maior parte do trabalho na foto tirada por Imogen Cunningham em que ela aparece. Qualquer fotógrafo focando o rosto da dançarina, com sua expressão de angústia e enxaqueca, acabaria tendo bons resultados. Mas só uma pessoa poderia fazer justiça ao semblante de Claude Cahun (nascida Lucy Schwob), e essa era a própria Cahun. Vestida num terno masculino, a cabeça raspada, ela olha com suspeita para a câmera, mesmo num autorretrato.
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No final dos anos 1930, estamos longe da Paris de Cahun. Estamos nas rodovias castigadas pelos ventos da América na Depressão com Dorothea Lange e encontramos mães migrantes, filhas arruinadas e ex-escravos miseráveis. Então, uma década depois (mas na mesma galeria), chegamos às ruas de Nova York com Helen Levitt e captamos a esqualidez colorida da cidade através de seus olhos imperturbáveis de pedestre.
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Contribuições generosas de Levitt, Lange, Diane Arbus e Nan Goldin servem para variar o ritmo conturbado da mostra, mas algumas das experiências mais marcantes surgem no contato com fotos únicas: o retrato ao estilo "Irmãos Grimm" dos tocadores de sino de um vilarejo na Eslováquia tirado por Marketa Luskacova; a impressão de Jeanne Moutoussamy-Ashe sobre a África do Sul racialmente dividida; a Última Ceia só com mulheres de Mary Beth Edelson; e a foto que Gundula Schulze tirou de si mesma sendo atacada -o que está acontecendo?- por uma mulher furiosa em Berlim.
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A despeito do conteúdo, todas essas imagens são políticas, porque em cada uma delas uma mulher estava atrás da câmera e, no momento em que ela fechou o obturador, ela fazia algo que as mulheres só recentemente começaram a fazer: usar a tecnologia para selecionar e controlar uma imagem do mundo.
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Controlar imagens -fotografar, editar, revelar- era, e é, um ato intrinsecamente político. Não importa qual a imagem, você faz uma apropriação da realidade: é assim que isso é, isso é importante, isso é meu. Por essa razão, cenas da vida nos quintais suburbanos de fotógrafas como Mary E. Frey, Margaret Moulton, Sheron Rupp, Melissa Shook e Judith Joy Ross são tão radicais quanto os trabalhos extremamente engajados de Barbara Kruger, Howardena Pindell e -uma das mais jovens artistas da mostra- Rachel Harrison.
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Em roteiros condensados como o que está no MoMa, ficamos basicamente livres para extrair nossos próprios temas-guia. Além da política, eu senti uma energia familiar, não o humanismo da "família do homem", mas a concretude da família da mulher. Tive a sensação de redes de intimidade entre os sujeitos fotografados (com frequência mulheres), entre os sujeitos e as fotógrafas e entre as fotógrafas e sua própria imagem. E, mais uma vez, faz pouco tempo que as mulheres podem -têm os meios para- criar autorretratos realistas.
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Murray falou da sua Modern Women de 1995 como um autorretrato, uma maneira de se definir como artista e pessoa através de outros artistas. Do acervo do MoMA, ela escolheu figuras das décadas de 1950 e 1960 -Grace Hartigan, Joan Mitchell, Bontecou- que foram exemplos para ela numa época em que era difícil encontrar arte feminina.
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Ela selecionou contemporâneas como Eva Hesse e Louise Fishman, que estavam lá quando chegou em Nova York. Ela escolheu santas patronas (Anni Albers, Bourgeois), pecadoras fabulosas (Frida Kahlo) e meras amigas.

O resultado de fato tinha uma personalidade, eriçada com sensibilidades variadas, mas ligadas e concretizadas por histórias em comum há muito desprezadas. O efeito foi muito comovente. Eu me lembro, porque escrevi sobre a mostra. De regra, reluto em reler o que escrevi e nunca conscientemente me citei, mas me permitam repetir as frases finais daquela crítica aqui:
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"Modern Women é, com certeza, um primeiro rascunho de uma mostra abrangente ainda a ser realizada. E ninguém entende melhor do que Murray os riscos de isolar a arte que já tinha uma existência marginal. Enquanto ocorre, os muros do gueto que cercam a arte feminina são desmantelados de dentro. Ao oferecer mesmo um vislumbre das riquezas que possuem, Murray fez a coisa certa, fez bem e fez a arte avançar um passo."
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Para mim, tudo isso ainda é verdade. Que esses muros continuem sendo abalados, se rompam e desabem enquanto nos movemos -progredimos- até o futuro. E nos lembremos de uma artista que foi uma mulher moderna, que lutou por essas riquezas, mudou a visão do mundo e fez história.
The New York Times
The New York Times
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.http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI4459158-EI3615,00-Apos+anos+MoMA+traz+exposicoes+sobre+fotografias+femininas.html . .

Professora é admiradora da obra de Mancuso



Pioneiro - Caxias do Sul

31/05/2010 | N° 10753

CHEGADA DO TREM

A importância de Domingos Mancuso na arte fotográfica está reconhecida na obra Dicionário Histórico-Fotográfico Brasileiro. O trabalho de pesquisa, elaborado por Boris Kossoy e concluído em 2000, cita profissionais que atuaram no mercado brasileiro no período de 1833-1910.

A publicação veiculada em dimensão nacional, mencionando a trajetória de Mancuso, se deve, em parte, pelo esforço preservacionista tutelado pela equipe do AHMJSA. A professora Susana Storchi, colaboradora de Kossoy e responsável pela Fototeca, demonstra intimidade sobre a biografia do fotógrafo radicado em Caxias.

Conforme Susana, Domingos Mancuso nasceu na Sicília, Itália, em 4 de dezembro de 1885. Com apenas dois, emigrou para o Brasil. A técnica fotográfica foi aprimorada no conceitual ateliê de Virgílio Calegari, em Porto Alegre, em 1907. No entanto, Mancuso encontrou mercado para seu trabalho em Caxias do Sul.

No ano passado, num trabalho conjunto entre o Museu Municipal e o Arquivo Histórico, realizou-se uma mostra fotográfica.

– Idealizamos uma forma de homenagear o legado de Domingos Mancuso. Ao mesmo tempo, possibilitou-se exibir para os admiradores da história a riqueza de um acervo fotográfico raro, que resgata a Caxias antiga, numa nostálgica estética urbana – acentua Susana.

Domingos Mancuso casou-se com Cecília Fonini em julho de 1909. O casal teve sete filhos: Caetano, Rubi, Rômulo, Reno, Carmela, Clemente e Ciro. Mancuso morreu no dia 5 de maio de 1942.

PIONEIRO.COM

Ouça o relato da professora Susana Storchi sobre a importância da preservação do negativo em vidro da obra de Mancuso. A peça é um dos mais importantes documentos da história de Caxias do Sul.

domingo, 30 de maio de 2010

Recorde para máquina assinada por Daguerre

Primeira máquina fotográfica comercial vendida por 732 mil euros num leilão em Viena


Recorde para máquina assinada por Daguerre, um dos inventores da fotografia

Público 29.05.2010 - 20:42 Por Sérgio B. Gomes

Uma das raríssimas primeiras máquinas assinadas pelo inventor da fotografia, o francês Louis Jacques Mandé Daguerre, foi vendida anteontem num leilão em Viena por um preço recorde de 732 mil euros. O aparelho Giroux Daguerréotype foi produzido em Paris 1839 pelo cunhado de Daguerre, Alphonse Giroux. O comprador é um coleccionador internacional que não quis revelar a identidade.

Peter Coeln, leiloeiro da WestLicht, com a Giroux Daguerréotype 
fabricada em 1839  
Peter Coeln, leiloeiro da WestLicht, com a Giroux Daguerréotype fabricada em 1839 (DR)


Até agora, nunca tinha sido vendida em leilão uma máquina assinada por Daguerre. Os exemplares que chegaram até aos nossos dias, cerca de uma dezena, estão em museus. O aparelho foi colocado na leiloeira austríaca WestLicht, especializada em máquinas e fotografia antiga, que em 2007 já tinha vendido uma Giroux Daguerréotype por um valor recorde de 576 mil euros, mas sem a assinatura de um dos inventores da fotografia.

Segundo a WestLicht, o aparelho de 170 anos, construído em madeira de cedro e de nogueira, apresenta todos os componentes ópticos, o interior em veludo preto e a placa com a assinatura e identificação do fabricante em “extraordinárias” condições.

A autenticidade da máquina foi assegurada por Michael Auer, um perito em máquinas fotográficas antigas de renome internacional.

O antigo dono recebeu a máquina como presente do pai por ter passado no exame final do curso de óptica. Estava há várias gerações na mesma família, no Norte da Alemanha.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pedro Madruga - Amar o Mar é Fotografá-lo



Turismo
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No Pico, Pedro Madruga fotografa todas as baleias azuis avistadas, desde que trabalha no Espaço Talassa, sendo responsável pela identificação de uma espécie única. 
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Amar o mar e fotografá-lo
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Desde criança ligado ao mar e à pesca, Pedro Madruga é skipper e fotógrafo no Espaço Talassa, no Pico, e já identificou fotograficamente quatro espécies raras de cetáceos. 
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Numa altura em que o destino Açores é largamente conhecido pelos amantes de cetáceos e foi considerado como uma das regiões mais importantes no que toca à observação de baleias, a reportagem do Expresso das Nove falou com o faialense, a residir no Pico, Pedro Madruga, skipper e fotógrafo amador de cetáceos e das "pequenas coisas que as pessoas hoje em dia já não reparam, que já não param para observar e ver quão bonitas são".

Pedro Madruga, filho do conhecido velejador Genuíno Madruga, encontra-se a trabalhar desde 2003 com a primeira empresa de observação de cetáceos criada nos Açores, o Espaço Talassa, e já conta com um álbum de 132 mil fotografias.

Nascido e criado na ilha do Faial, Pedro desde cedo que está ligado ao mar, praticando vela, pesca submarina ou canoagem e com frequentes idas, nas férias, para o mar com o seu pai na primeira embarcação de fibra de vidro cabinada, a Guernica e mais tarde no veleiro Hemingway.

A sua ligação à fotografia de cetáceos sempre existiu, mas o preço das revelações era incomportável. O iniciar da fotografia digital permitiu a Pedro Madruga começar a fotografar cetáceos, ao longo destes últimos anos, exclusivamente em digital, sem o problema das revelações e com algumas mudanças de equipamento para "caçar os animais como deve ser". As milhares de horas passadas no mar, a fotografar baleias e golfinhos, fazem com que " no fundo já pense um bocadinho como eles e consiga apanhar os grandes momentos que nas minhas fotos são mostrados".

Para Pedro Madruga, todas as fotografias tiradas até hoje foram "captadas com paixão" por igual, sendo o Pico, a fotografia nocturna, longas exposições, nuvens e até "o bicho mais feio do mundo" as sua principais inspirações, para além dos já citados cetáceos".

Utilizando actualmente como material uma Nikon D200, com uma lente de 70-300 mm, Pedro afirma-se como um autodidacta, aprendendo no terreno e no site www.flickr.com tudo o que sabe, não tendo nenhum curso de fotografia profissional ou amador. De entre os 24 cetáceos que passam pelas águas dos Açores, fotografar a baleia azul, um animal "tão grande, bonito e elegante" é para Pedro Madruga "um privilégio", ao passo que as falsas orcas são dos melhores cetáceos para se fotografar, pois "escoltam o barco e mostram a sua personalidade ali a meio metro da minha lente, são uns belos animais para a fotografia", e os golfinhos, principalmente os riscados, conhecidos pelo seu comportamento esquivo e pela sua rapidez, fazem com que de 100 fotografias, uma esteja aceitável". A foto/identificação de uma baleia azul em 2005, no sul do Pico, e que estava em 2001 nos mares da Islândia foi o primeiro match de uma baleia azul nos Açores e só foi possível com a fotografia deste açoriano.

Registo de espécies raras

Nos Açores as empresas de observação de cetáceos já estão sensibilizadas para a foto/identificação das baleias e dos golfinhos que passam pelas águas do Arquipélago. No caso do Pico, Pedro Madruga fotografa todas as baleias azuis avistadas, desde que trabalha no Espaço Talassa, e é responsável pela identificação de uma espécie de baleia de bico (Mesoplodon densirostris), uma espécie de golfinho tropical (Lagenodelphis hosei) uma espécie que nunca tinha sido avistada nos Açores, baleia piloto de barbatanas compridas (Globicephala melas) e da baleia de bryde (Balaenoptera edeni), que passaram nas águas do sul do Pico e nunca tinham sido registadas fotograficamente.

NUNO PIMENTEL
eldennis@gmail.com

28 de Maio de 2010
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http://www.expressodasnove.pt/interiores.php?id=5420
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Turismo
Para Pedro Madruga, a riqueza dos mares açorianos é única devendo por esse motivo privilegiar-se sempre a qualidade e não a quantidade na observação. 
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Negócio da observação de cetáceos está descontrolado
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Apesar de Pedro Madruga considerar que o mercado da fotografia está saturado, a publicação dos seus melhores momentos em livro não é uma hipótese que esteja colocada de parte. 
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O Espaço Talassa, como primeira empresa de observação de cetáceos, colabora também com diversos projectos envolvendo cetáceos, a conservação e a educação ambiental. Fundada em 1989 pelo francês Serge Viallelle, esta empresa já comemorou vinte anos de actividade nos Açores e registou quatro espécies de cetáceos, nunca antes avistadas em mares açorianos. A foto/identificação de cachalotes é um dos projectos que o Espaço Talassa tem juntamente com a Universidade de Saint Andrews, disponível em http://biology.st- andre ws.ac.uk/pageset.aspx?psr=353, aproveitando o facto de mais de duas dezenas de profissionais da fotografia, vindos de toda a parte do mundo, se deslocarem às Lajes do Pico para obter os melhores momentos no que toca à observação destes mamíferos marinhos.

A fotografia de cetáceos é a paixão de Pedro Madruga, que por agora não colabora com nenhuma empresa, revista ou publicação científica mas já viu uma foto sua ser capa da revista britânica Natura 2000, isto apesar de considerar que o mercado da fotografia está um bocado saturado.

As suas melhores fotos estão disponíveis na net, através do site www.flickr.com/pedromadruga, que tem vindo a desenvolver nos últimos anos de forma a "poder partilhar com o mundo o que eu vejo", tendo mesmo recebido pessoas vindas directamente da Irlanda "para irem exclusivamente comigo" para aquele que considera ser o seu escritório: "o mar".

A publicação das suas fotos"em homenagem a todos os cetáceos do sul do Pico" com fotos que ilustram comportamentos "que não vêm escritos nos livros" é algo que Pedro afirma não estar posto de parte. Questionado sobre se a observação de cetáceos nos Açores é responsável e amiga das baleias, Pedro Madruga, ligado a esta actividade há oito anos, afirma que o "negócio está a entrar em descontrole", relatando situações com barcos pirata sem licenças de observação, cerco de 12 embarcações a cachalotes, natação com golfinhos com 10 a 12 pessoas simultaneamente na água ao contrário do que diz a lei, natação com baleias algo proibido por lei nos Açores.

Para Pedro Madruga, a riqueza dos mares açorianos é única devendo por esse motivo privilegiar-se sempre a qualidade e não a quantidade na observação, afirmando-se contra a observação em massa de cetáceos apontando como exemplo o facto de existirem embarcações nos Açores com capacidade para 80 pessoas e mil cavalos de potência quando o cachalote, à semelhança de todas as outras baleias e golfinhos, ser extremamente sensível ao barulho.

Para o fotógrafo, a formação de skippers é uma das soluções apontadas para a falta de sensibilidade existente e possível através do curso de operador marítimo turístico, disponibilizado pelo Departamento de Oceanografia e Pescas, na ilha do Faial, com a duração de um ano e meio.

Mar dos Açores com 24 espécies diferentes

Nos Açores é possível avistarem-se cerca de 24 espécies de cetáceos, entre baleias e golfinhos. Da baleia azul, baleia comum ou baleia sardinheira, os três maiores mamíferos do mundo, juntam-se os golfinhos comuns, os roazes, os golfinhos pintados, riscados, os grampos, as baleias piloto e as falsas-orcas, para além do já conhecido cachalote, caçado pela última vez no Arquipélago em 1987. Juntamente com o skipper da embarcação, o/a guia mais o vigia, em terra com binóculos potentes, tornam possível o avistamento de várias espécies, numa actividade que se desenvolve primordialmente entre Abril e Outubro, nos Açores.

NUNO PIMENTEL
eldennis@gmail.com

28 de Maio de 2010
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http://www.expressodasnove.pt/interiores.php?id=5421
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terça-feira, 25 de maio de 2010

Chapitô: «Paixão», de Valter Vinagre, encerra hoje

 


terça-feira, 25 de Maio de 2010 | 08:53

A exposição «Paixão», de Valter Vinagre, encerra esta terça-feira no Bartô do Chapitô, em Lisboa. O público poderá visitar a mostra de fotografia até esta noite.
A iniciativa insere-se na programação da Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, que acolhe, ao longo deste ano, um conjunto de exposições da autoria de fotógrafos do Colectivo Kamarephoto.
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Este trabalho do fotógrafo Valter Vinagre foi concebido em 2002, na Escola Nacional de Circo do Rio de Janeiro, revelando «a poesia do circo contemporâneo nos seus cruzamentos entre expressão corporal, expressão dramática, movimento e música», segundo o Chapitô.
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«Aqui, nesta tenda, não há animais selvagens domesticados ou para domesticar. Aqui, ensina-se toda a arte que tantos domingos especiais trouxeram à minha infância», afirmou Valter Vinagre.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Beto com a música "porto de abrigo"


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guidamatos 13 de Abril de 2007Ao som da musica "porto de abrigo" do cantor portugues Beto...dou a conhecer uma das cidades de Portugal, Peniche...terra onde nasceu este cantor...umas das melhores vozes romanticas de Portugal....
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Quando a noite cai, e tu nao estas mais uma vez,
O mundo para nesse instante, chegou a hora dos
Porquês,
Tento resistir, a dor que aperta o coracao,
Mas nem mesmo assim, me convenco da razao...

A noite ja la vai e a dor nao terminou,
E ate a lua que era amiga se mudou,
So ficou aquela estrela que estara sempre comigo,
Sei que quando todos fogem tenho sempre este porto de
abrigo...

(Refrao)
Porto de abrigo, onde sempre quero estar,
Sei que contigo ninguem me vai magoar,
So tu sabes criar, toda esta ilusao,
Por ti terei o mundo na minha mao...

Agora quando a noite cai, ja nao importa onde estas,
A minha estrela ilumiou-ne, fez-me sentir que nao
mudaras,
Ja nao a dor para resistir, historia de amor ou
ilusao,
Esta farsa terminou, ja sou dono da razao...

(2x)
Porto de abrigo, onde sempre quero estar,
Sei que contigo ninguem me vai magoar,
So tu sabes criar, toda esta ilusao,
Por ti terei o mundo na minha mao...
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http://www.justsomelyrics.com/1227078/Beto-Porto-de-abrigo-Lyrics
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domingo, 23 de maio de 2010

Fotógrafo de 92 anos é homenageado em Minas



Gustavo Werneck - Estado de Minas
Publicação: 23/05/2010 07:49 Atualização: 23/05/2010 08:11



Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"


O sorriso feliz é de quem está perto de uma grande amiga, daquelas que acompanharam momentos de pura emoção em várias etapas da vida – noite e dia, sob sol ou chuva. Com total intimidade, o fotógrafo Assis Alves Horta, de 92 anos, regula o diafragma da primeira máquina de estúdio que comprou, em 1936, a francesa da marca Gilles-Faller, e diz, orgulhoso, que o pano escuro para impedir a entrada de luz é original de fábrica.

Para mostrar a importância da peça na trajetória pessoal e profissional, o mineiro de Diamantina a colocou num lugar de destaque na sala da sua casa, no Bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte, cidade onde vive com a família há 35 anos. “Fotografia é arte gostosa, eterna, uma lembrança que fica para sempre”, conta, ao lado da mulher ,Maria Monteiro Horta, de 92, com quem está casado há 68 anos.

A sala ainda reserva muito espaço para fotografias em preto e branco e coloridas feitas por Assis, que, com o seu trabalho, se tornou um dos maiores defensores do patrimônio cultural de Minas. Durante sete décadas ele percorreu as cidades históricas, a começar pela sua Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, documentando tudo o que fosse relevante e estivesse na mira: imagens sacras, casarões, interior e fachada de igrejas, ruas e praças, cerimônias religiosas, num total de 60 mil registros.

Por isso mesmo, acaba de receber homenagens e reconhecimento do Ministério Público Estadual, via Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), que ainda promoveu pequena mostra de fotografias e equipamentos, encerrada na sexta-feira, na Procuradoria-Geral de Justiça, na capital.

  Para quem não viu, resta a oportunidade de visitar o Museu do Diamante, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Diamantina, e ver a exposição permanente Diamantina 360 graus – sob o olhar de Assis Horta, convida a diretora da instituição, Lílian Oliveira. Para setembro, está prevista outra mostra na cidade, com o nome Festas e, desta vez, de caráter itinerante.


Na campanha de recuperação do acervo desaparecido de museus, igrejas, capelas e monumento mineiros, que completa sete anos e é integrada por diversos órgãos estaduais e federais, “seu” Assis, como é conhecido, tem papel de destaque. “Ele forneceu fotografias antigas e informações preciosas para abastecer o banco de dados sobre bens sacros furtados do estado.

Em fevereiro, nos cedeu três fotos inéditas, datadas de 1936 e em ângulos diferentes, retratando a imagem de Santana Mestra da igreja matriz do distrito de Inhaí, em Diamantina. A peça foi furtada em 1997 e está sendo procurada pelas autoridades”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do CPPC, Marcos Paulo de Souza Miranda
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http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/23/noticia_minas,i=160919/FOTOGRAFO+DE+92+ANOS+E+HOMENAGEADO+EM+MINAS.shtml
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sábado, 22 de maio de 2010

Concurso americano premia imagens científicas;

 

Os autores da foto, batizada de Save our Earth. Let’s Go Green (Salve a nossa Terra. Vamos nos tornar verdes, em tradução livre), dizem que ela pode ser uma representação da necessidade de cooperação entre pessoas de todas as áreas para lidar com as questões mais importantes do planeta. 
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Segundo um dos autores, o pesquisador Sung Hoon Kang, da Universidade Harvard, cada minúscula fibra pode representar uma pessoa. No conjunto, elas são capazes de sustentar a esfera (ou a Terra).
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Entre os premiados com menções honrosas pelo concurso “International Science & Engineering Visualization Challenge” na categoria fotos estão uma imagem de cristais de um sal coletado no Vale da Morte, na Califórnia, uma imagem semelhante a flores coloridas formada por uma experiência com células e uma foto que mostra o processo de auto-fertilização de uma flor.
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Na categoria ilustrações, uma das imagens vencedoras mostra uma representação gráfica das forças exercidas por células pulmonares ao formarem vasos capilares. A imagem tridimensional faz parte de um projeto para apresentar dados científicos de maneiras novas e criativas.
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Outra ilustração, que recebeu uma menção honrosa, mostra um hipotético hambúrguer de água-viva. A criação de uma cientista marinha e de um ilustrador gráfico tinha como objetivo alertar para os perigos da pesca excessiva e das mudanças climáticas para a vida marinha.
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Segundo os criadores da imagem, o aquecimento dos oceanos reduzirá os estoques de peixes, mas permitirá a multiplicação de espécies agressivas como as águas-vivas.
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O concurso premiou ainda concorrentes nas categorias gráficos e pôsteres de informação, games interativos e mídia não interativa.
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Os premiados foram anunciados na última edição da revista Science, publicada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês). 
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GALERIA DE FOTOS: IMAGENS DA CIÊNCIA

Esta foto, que mostra nanofibras plásticas com um diâmetro de 1/500 de um fio de cabelo ao redor de uma minúscula esfera, foi a vencedora do concurso anual sobre visualização da ciência realizado pela revista 'Science' e pela Fundação Nacional da Ciência, dos EUA. (foto: 'Save our Earth. Let's go Green', de Sung Hoon Kang, Joanna Aizenberg e Boaz Pokroy, Harvard University)
A foto de uma esfera verde microscópica envolta por fibras de polímeros com diâmetros equivalentes a 1/500 de um fio de cabelo foi a grande vencedora de um concurso anual promovido pela revista Science e pela Fundação Nacional da Ciência, dos Estados Unidos, para premiar imagens científicas.

Suíço revela beleza de pólen em fotos de microscópio

                                                                              
O cientista suíço Martin Oeggerli fotografa grãos de pólen com a ajuda de um poderoso microscópio, no porão de sua casa.
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Sob o pseudônimo de Micronaut, o suíço revela a beleza microscópica desses grãos que, na Europa, são responsáveis por fortes alergias durante a primavera.
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Sua intenção é mostrar que todos os grãos têm suas particularidades e diferenças.

Fotógrafos registram festival de cores de lesmas marinhas

Os fotógrafos britânicos David e  Debi Henshaw capturaram o show de cores e formas inusitadas de várias  espécies de lesmas marinhas nos mares da Indonésia e das Filipinas, em  duas viagens separadas, realizadas em abril e novembro do ano passado.

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Em entrevista à BBC Brasil, Debi contou que "é  divertido caçá-las e de fato é difícil encontrá-las".

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"Mas depois que as encontramos, é fácil tirar a  foto, porque elas quase não se movem ou se movem muito devagar",  completou.

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Os casal britânico começou a fotografar a vida  marinha há cerca de oito anos. De acordo com Debi, este é "um hobby  levado muito a sério" por eles, tanto que agora suas viagens são  financiadas com o dinheiro ganho em diferentes prêmios de fotografia.

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Além da região asiática, o casal já registrou em  suas imagens a vida marinha do Caribe.

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David e Debi moram atualmente na ilha de  Minorca, arquipélago das Ilhas Baleares, território espanhol.