Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

sábado, 30 de outubro de 2010

Fotografia contemporânea portuguesa em Espanha

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Fotografia contemporânea portuguesa em Espanha


“A exposição documenta o novo no contexto da arte em Portugal e constitui uma das exposições internacionais mais completa de fotografia portuguesa. João Fernandes, actual director da Fundação de Serralves e comissário da exposição, reuniu fotografias e instalações de 29 artistas portugueses”, segundo nota à imprensa do Instituto Camões.
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A Colecção Banco Espírito Santo centra-se exclusivamente na fotografia, enquanto a colecção do Museu de Serralves adapta a fotografia com outros meios como a pintura, a escultura, o desenho, a instalação, o cinema ou o vídeo. Ambas estão consideradas como as mais importantes e pioneiras de Portugal e incluem a reconhecidos artistas portugueses.
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A colecção BESart foi criada em 2004 por iniciativa do presidente da comissão executiva desta instituição bancária, que convidou Alexandra Pinho a criar uma colecção contemporânea de fotografia. A colecção é constituída por obras emblemáticas de artistas de referência, portugueses e internacionais. Actualmente, a colecção tem aproximadamente 700 peças de mais de 280 artistas, 60% dos quais de reconhecido prestígio internacional. A colecção conta com obras emblemáticas de artistas como John Baldessari, Christian Boltanski, Candida Höfer, Cindy Sherman, Thomas Struth, Wolfgang Tillmans e Jeff Wall.
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A Fundação de Serralves tem uma das colecções de arte contemporâneas mais importantes de Portugal. As linhas conceptuais que articulam esta colecção foram iniciadas por Vicente Todolí durante a sua etapa como director do museu e na actualidade conta com doações privadas como as da Caixa Geral de Depósitos e a Fundação Luso-Americana.
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Estão patentes obras das colecções BESart - Colecção Banco Espírito Santo e da Fundação de Serralves, estando representados, entre outros, Patrícia Almeida, Basco Araújo, Pedro Barateiro, Catarina Botelho, Rui Calçada Bastos, Paulo Catrica, André Cepeda, Nuno Cera, Filipa César, Luísa Cunha, António de Sousa, António Júlio Duarte, Alexandre Estrela, João Paulo Feliciano e Adelina Lopes.
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Daniel Malhão, Edgar Martins, Paulo Mendes, Duarte Amaral Netto, João Maria Gusmão & Pedro Paiva, Luís Palma, Fernando José Pereira, André Príncipe e Mariana Silva, são outros artistas representados.


Eduardo Silva
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Besa promove fórum internacional de fotojornalismo

29-10-2010 7:08
Fórum


Luanda - O Banco Espírito Santo Angola (BESA) promove, no dia 13 de Novembro, em Luanda, um fórum internacional de fotografia, no âmbito da 3ªedição da exposição World Press Photo Luanda.
 
O Fórum é destinado para os amantes da fotografia, interessados em partilhar novos conhecimentos em fotografia e técnicas fotográficas.
 
O fórum será ministrado por dois peritos de fotografia, que integram o júri do concurso de fotografia BESAfoto 2010, nomeadamente Jonathan Torgovnik (Nova Iorque), premiado fotógrafo que colabora com várias publicações norte-americanas e europeias, como Newsweek, The Sunday Times Magazine, Stern, Paris Match, entre outras, e Mónica Allende Lopez (Londres), editora de fotografia da The Sunday Times Magazine.
 
Enquanto patrocinador da exposição internacional, o Besa irá promover este evento com o objectivo de promover a arte da fotografia em Angola e incentivar a formação e profissionalismo dos artistas locais.
 
De acordo com Leonor Sá Machado, directora de Marketing e Comunicação do BESA, a presença da exposição World Press Photo em Luanda constitui uma oportunidade única para conhecer o melhor da fotografia e do fotojornalismo mundial.
 
"Desta forma, pretendemos impulsionar o potencial artístico e cultural de Angola, apoiando a profissionalização e formação dos artistas locais", disse.
 
A fotografia é uma das áreas de maior investimento do BESA, através do BESACultura, que para além desta iniciativa, se encontra ainda a promover a 3ª Edição do Concurso de Fotografia BESA Foto2010, cujo júri será composto pelos artistas convidados para ministrar o Fórum.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Mudar o mundo uma fotografia de cada vez


Foto com que João Silva recebeu o prémio do World Press Photo: um militar dos EUA arrasta outro atingido a tiro no Iraque JOÃO SILVA/The New York Times
João Silva já sabia que os rapazes não eram intocáveis. Até agora, tinha-lhe acontecido quase tudo: fotografar um amigo até à morte, por exemplo. Ainda não se tinha fotografado a si próprio gravemente ferido. Por Sofia Lorena

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Era um dia como os outros para os jovens fotógrafos. Dos quatro do Bang-Bang Club, como ficou conhecido o grupo que cobriu a violência na África do Sul antes das eleições de 1994, estavam três. João Silva, Ken Oosterbroek e Greg Marinovich. Faltava Kevin Carter, que haveria de os encontrar horas mais tarde num hospital. Era um dia como os outros: protestos, violência policial, muitos mortos e muitos feridos, muito sangue. A diferença é que a 18 de Abril de 1994 na township de Thokoza o sangue também seria deles, dos fotojornalistas que ficaram conhecidos por mostrar ao mundo o bang-bang de todos os dias nas townships do apartheid.

No livro que escreveu sobre esses tempos, e do qual João Silva é co-autor, Marinovich descreve como foi atingido no peito. Depois de ser arrastado por João Silva e por outro fotógrafo, ouviu gritar "Ken O foi atingido", "Procura um buraco de saída", pediu Marinovich a Silva, referindo-se ao seu próprio ferimento. "Ele ignorou-me. "Vais ficar bem", disse. Eu pensei que se ele não queria olhar devia ser grave, e, como pensava que tudo isto se estava a passar num filme mau, pedi-lhe que desse um recado à minha namorada. "Diz à Heidi que eu lamento... que a amo", disse eu. "Diz-lhe tu mesmo", respondeu."

A descrição de Marinovich continua até que outro fotógrafo se aproxima dele e de Silva para lhes dizer que "o Ken morreu". É então que João Silva decide aproximar-se de Ken e fotografá-lo. ""O Ken vai querer ver isto depois", disse a si próprio. Ele ficou aborrecido porque o Ken tinha o cabelo na cara, estragando a fotografia. O João tirou-nos fotografias aos dois - dois dos seus mais próximos amigos -, de mim estendido no cimento agarrado ao meu peito; do Ken a ser desajeitadamente levado em braços para a parte de trás de um carro blindado", escreve Marinovich. Horas depois, o fotógrafo nascido em Portugal, que fala português e tem passaporte sul-africano, haveria ainda de chorar ao colo de Kevin Carter. "Como pude fazer aquelas fotos de Ken? Será que perdi a minha alma?", interrogou-se, enquanto Carter retorquia: "Pelo menos tu estavas lá."

João Silva não morreu. Está vivo, na Alemanha, com a mulher, Vivian. Mas desta vez, 16 anos depois, foi ele o atingido. Sábado pisou uma mina no Afeganistão, domingo foi operado e amputaram-lhe as duas pernas abaixo do joelho. Ninguém sabe se voltará a ser o que era: fotojornalista de conflito.

Nesse dia de Abril de 1994, João Silva aprendeu a ter medo. E os fotógrafos do bang-bang aprenderam que as balas também os podiam ferir e matar. "Depois de quatro anos a observar a violência, as balas tinham-nos finalmente apanhado. O bang-bang tinha sido bom para nós até esse momento", escreve Marinovich no primeiro capítulo do livro The Bang-Bang Club.

"João Silva é o fotógrafo contemporâneo de conflito mais talentoso e corajoso. Sem excepção", escreveu agora no seu blogue Marinovich. A opinião pode ser considerada pouca isenta. Afinal, Marinovich é só o melhor amigo de João Silva, um dos sobreviventes do Bang-Bang Club. Mas é partilhada por outros. Michael Kamber, fotojornalista do The New York Times, jornal para o qual João Silva fotografa há anos, disse ao P2 mais ou menos o mesmo que Marinovich escreveu: "Ele é visto pelos colegas como um dos melhores... Eu penso que ele é o melhor fotógrafo de guerra vivo."

Marinovich e Kamber repetem palavras e expressões para descrever João Silva: generoso, cuidadoso, "fácil de se gostar" (Kamber diz que ele ia embedded com os soldados dos EUA "e eles adoravam-no"; depois ia embedded com os rebeldes xiitas, "e eles adoravam-no também"), "respeitado por todos" os que o conhecem. Enquanto Marinovich escrevia no blogue, os seus filhos entraram no escritório e aproximaram-se: "O meu filho Luc, de 5 anos, seguido de perto pela Madeline, de 4 anos. Eles pensam que o João é o melhor. Nota: todos os miúdos e os animais pensam que o João é o melhor. O Luc olhou para mim solenemente e disse: "Sempre que tu foste atingido, o João estava lá para te apoiar?" Sim, respondi [...]."

Uma coisa instintiva

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João Silva, português nascido em Odivelas que foi em criança para Moçambique e depois para a África do Sul, onde ainda vive, estava no vale de Arghandab quando pisou uma mina. Viajava embedded com uma unidade da Quarta Divisão de Infantaria dos Estados Unidos. Estar embedded com os norte-americanos é a única forma de trabalhar hoje em algumas zonas do Afeganistão. João Silva já o fizera muitas vezes, tal como João Pina costuma fazê-lo. Os dois conhecem-se pessoalmente desde o ano passado e estão em contacto desde 2001. Desta vez não se encontraram. "O meu último dia era o primeiro do João [embedded]", disse ao P2 por telefone. Pina esteve por ali, a uns 20 quilómetros da zona onde João Silva trabalhava quando pisou a mina.

João Silva continuou a fotografar. "Os que conhecem o João não vão ficar surpreendidos ao saber que ao longo do seu suplício ele continuou a tirar fotografias", escreveu Bill Keller, director executivo do NYTimes num memorando enviado à redacção. "Isso não me choca. Quando o Ken morreu, fotografou o processo todo e diz que se fosse ele do outro lado queria que tivessem feito o mesmo. Nele, o acto de fotografar é uma coisa puramente instintiva. Ninguém ficou admirado por saber que ele tinha continuado a fotografar [no Afeganistão]", disse João Pina.

Tiago Carrasco, jovem jornalista português que conheceu João Silva este ano na África do Sul, lembra-se de uma das fotografias do The Bang-Bang Club, quando o Ken já está morto e "o João está em cima dele a fotografar". "Ele disse que é instinto, que já não é premeditado. Quando acontece alguma coisa, o que faz é premir o botão, mesmo que tenha a ver com ele", contou Carrasco ao P2, recordando um serão em Pretória, com João Silva a partilhar as suas experiências. "O João é excelente, humilde... É extraordinário como ele fala daquilo de uma forma tão inocente, tão pura, sem impor a experiência dele sobre ti..."

Outros lembram-se de formas diferentes de dizer mais ou menos o mesmo sobre João Silva. "Ele não tem ego", assegura Michael Kamber. E isso é raro na profissão? "Sim, muito raro. O fotojornalismo está cheio de egos enormes. Muitos pensam que são estrelas de rock, que são famosos. O João usa sempre jeans e T-shirt, nunca vai aos festivais de fotografia, não concorre aos concursos, todas as grandes agências o quiseram recrutar, mas ele nunca quis. Ele só quer fotografar", resume.

A capacidade de ver tudo
João Silva é muito experiente, daqueles fotógrafos que não correm riscos que podem ser evitados. A zona em que caminhava com as tropas norte-americanas já tinha sido batida por detectores de minas e por cães. "O João é a pessoa com quem se quer estar numa situação de perigo. Ele salvou-me, puxou-me de uma multidão em que me queriam matar em Bagdad, pôs-me dentro de um carro...", recorda Michael Kamber, que começou a trabalhar com João Silva em 2003, precisamente no Iraque. "Estive com ele há um ano e meio em Sadr City [subúrbio xiita da capital iraquiana] e ele via tudo, via os fios dos engenhos explosivos improvisados, via que havia um helicóptero que nos estava a vigiar a dois quilómetros de distância, percebia onde estavam os insurrectos."

João Silva, 44 anos, fotografa o que quer fotografar: conflitos. "Ele só gosta de trabalhar em situações limite. Um trabalho em que não estejam a acontecer coisas não faz sentido para ele", descreve João Pina, que gosta disso, mas não só, apesar de repetir viagens como embedded para não perder a oportunidade de fotografar onde não se pode ir de outra forma. João Silva e os fotógrafos da sua idade, como os outros do Bang-Bang, "fazem parte de uma geração que cresceu e se afirmou a fotografar conflitos, têm outro espírito", diz Pina, de 30 anos.

João Pina gosta da emoção de algumas situações temperada com a tranquilidade de outras, mas João Silva também. O que ele faz é temperar a emoção do trabalho com a tranquilidade da família. "O João tem três coisas muito importantes na vida dele: a fotografia de conflito, que é o que ele faz há 20 anos; os carros e as motas, a sua outra forma de ter adrenalina; e a sua família, a calma da sua vida", diz João Pina. Greg Marinovich também faz uma referência às motas e aos carros no texto que publicou no seu blogue: "Ele tem uma tendência para o perigo e o risco, mas nunca é imprudente. Especialmente não nas muitas zonas de guerra que cobre. Embora, quando está atrás do volante de um carro, ou montado numa mota, aí quanto menos dissermos, melhor."

João Silva preferiu acordar a mulher às cinco da manhã do que arriscar-se a que ela soubesse o que lhe tinha acontecido sem ser por ele. A brincar, pediu-lhe um cigarro e a bomba da asma. É em Joanesburgo que vivem, na mesma cidade em que estão os pais do fotógrafo.

Tiago Carrasco lembra-se que João Silva lhe disse que estava a pensar voltar a viver em Lisboa, instalar-se em Portugal com a mulher e os dois filhos pequenos. "Ele falou muito do medo que tinha quando se ausentava, não por ele, era medo de que a família fosse alvo de algum ataque. Ele considerava Joanesburgo uma cidade mais perigosa do que Cabul", a capital afegã.

Instinto, necessidade de adrenalina, só saber fazer aquilo que se faz... Por que é que alguém continua a fotografar guerras, mesmo depois de ter aprendido a ter medo, de ter percebido que "os rapazes não são intocáveis", como escreveu Marinovich. João Silva já viu morrer muita gente, a começar pelos amigos.

Ken Oosterbroek morreu-lhe praticamente nos braços, em Abril de 1994; o quarto elemento do Bang-Bang, Kevin Carter, o que não estava na township, não sobreviveu muito mais. É ele o autor da polémica fotografia da criança com fome num campo de refugiados do Sudão e um abutre lá atrás a olhar. Era por isso que ele não estava lá nesse dia, tinha ido dar uma entrevista sobre o Prémio Pulitzer que essa foto lhe valeu. "Odeio esta foto", disse, numa altura em que já partilhara com os companheiros fotojornalistas que consumia drogas e tinha distúrbios psicológicos. Depois, matou-se.

João Silva continuou a fotografar a violência na África do Sul e depois fez o mesmo no Iraque, no Afeganistão, nos Balcãs, em Israel.

João Pina sugere que se continua pelo privilégio de "poder estar no meio da História a acontecer, em directo". Michael Kamber, que entrevistou Silva para um livro, diz que João Silva sempre sentiu "uma forte necessidade de documentar a História", ao mesmo tempo que acredita que "com uma fotografia por dia pode mudar-se a cabeça de uma pessoa por dia", não o mundo de uma vez, mas aos poucos. "Ele acredita completamente no fotojornalismo", afirma.

"Acredito que é curiosidade, querer ver a História a desenrolar-se diante dos nossos olhos. Talvez tenha a ver com a minha experiência pessoal com a independência de Moçambique e os portugueses a fugirem das colónias com medo de represálias", explicou o próprio João Silva, numa entrevista para um site da ONU há cinco anos. "E depois há o mais simples de tudo: eu gosto de o fazer. Passamos muito tempo em zonas de guerra, mas não passamos muito tempo com gente a disparar contra nós. Há dias em que há uma certa quantidade de adrenalina e isso é estimulante. Acima de tudo, há uma necessidade de mostrar ao mundo como a raça humana é tão complexa e lixada."

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28 Outubro 2010
 

Fotógrafos criam fundo de apoio a João Silva

2010-10-26

Alfredo Leite
O fotógrafo sul-africano Greg Marinovich avançou com a criação de um fundo financeiro para apoiar o repórter fotográfico português João Silva após o acidente sofrido no Afeganistão no passado sábado. 
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Greg refere que a constituição do fundo surge na sequência de várias solicitações nesse sentido feitas por amigos e conhecidos de João Silva, que amputou parcialmente as duas pernas depois de pisar uma mina durante o acompanhamento uma patrulha do exército norte-americano nos arredores de Kandahar.
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O fundo destina-se a apoiar financeiramente João Silva e a família, mas os promotores ressalvam a possibilidade de, mais tarde, o jornalista poder canalizar os donativos para uma instituição de caridade já que, recorde-se, o jornal "The New York Times" (NYT), para quem o fotógrafo português trabalha na qualidade de contratado há vários anos, tem assumido até agora todas as despesas de saúde com o jornalista.
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João Silva encontra-se internado no hospital de uma base norte-americana na Alemanha e responsáveis do NYT admitiram ao JN a sua transferência em breve para os Estados Unidos.
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Marinovich é co-autor com João Silva do livro "Bang Bang Club" que retrata as vivências de ambos e de outros dois fotógrafos, Kevin Carter e Ken Oosterbroek, entretanto falecidos, na cobertura jornalística dos dias quentes do apartheid na África do Sul. O livro foi recentemente adaptado ao cinema num filme já premiado no festival de Toronto, no Canadá.
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As contribuições para o fundo de apoio a João Silva pode ser efectuadas via payl pal no site http://www.storytaxi.com/
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Imagens migrantes

FOTOGRAFIA

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Registros do banco de imagens da Galeria Maria Furlani: experimentos contemporâneos em fotografia para diversos suportes
PEDRO CÂMARA
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MARIANA FURLANI
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Mariana Furlani: "A ideia é trabalhar a imagem fotográfica de maneira aplicada e exclusiva"
ALANA ANDRADE
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Registros do banco de imagens da Galeria Maria Furlani: experimentos contemporâneos em fotografia para diversos suportes
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VITOR ALENCAR
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27/10/2010
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Exposição reúne experimentos fotográficos que compõem o acervo da Galeria Mariana Furlani. Imagens registram paisagens naturais e cenários urbanos, que margeiam a abstração. O banco de imagens do projeto é composto de mais de mil fotografias, pensadas para o emprego em diversas superfícies
Aproveitar todo o potencial da fotografia como objeto de arte e levá-la para além das páginas de revistas ou paredes de exposições. Com esse objetivo, a galeria e escritório de arquitetura Mariana Furlani Arte Contemporânea (MFAC) lança seu Banco de Imagem, que reúne um rico acervo de produção visual elaborado por 11 arquitetos e uma fotógrafa.

São mais de 1mil imagens digitais que podem ser impressas em diferentes suportes - desde papel até vidro, tecido, adesivo e PVC - e utilizadas em trabalhos de ambientação, publicidade, cenografia, design e outras áreas. A prática chama-se "Arte Aplicada", e, segundo a proprietária que dá nome à galeria, trata-se de uma tendência que está apenas começando a ser explorada em Fortaleza.

O banco é constituído por imagens de paisagens naturais (praias, lagoas, vegetação) e urbanas (edificações e espaços construídos), realizadas em diferentes lugares do Brasil e de outras partes do mundo. Para garantir um resultado estético interessante (que algumas vezes aproxima-se do abstrato), os artistas lançaram mão de um olhar mais sensível e aguçado, que captasse cores, ângulos, formas e efeitos de luz e sombra diferenciados. "Há muitos detalhes de edificações, efeitos experimentais, abordagens em que se realça uma determinada forma ou luz, e até fotografias feitas tão de perto a ponto de atingirem um resultado abstrato", explica Mariana Furlani, coordenadora e uma das participantes do projeto.

Estratégia
Para formar plateia, mercado e revelar ao público as possibilidades de aplicação, parte desse banco de imagens compõe a mostra "Como Viajantes", em exposição na MFAC. São cerca de 70 peças impressas em papel fotográfico, artesanal, PVC, película e vidro. Mais de 100 peças também foram utilizadas em 16 ambientes da Casa Cor 2010, onde integram a formatação dos ambientes.

A escolha de abordar o universo dos espaços físicos e construções deu-se pelo fato de quase todos os integrantes do Banco de Imagem serem arquitetos. "A exceção é a fotógrafa Sheila Oliveira, que mesmo assim é conhecida por seu interesse em paisagens naturais e urbanas, inclusive com um trabalho publicado sobre a carnaúba", ressalta Furlani. No banco, há fotografias do litoral, das serras e do sertão do Ceará, de outros estados, como Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Rio Grande do Sul e de países da América do Sul (Argentina, Chile, Peru, Bolívia), da Europa (Espanha, Itália, Inglaterra, Holanda, Suíça) e EUA (Nova York, Califórnia).

O projeto teve início a partir de conversas entre os integrantes, que se conheciam previamente. "São todos amigos de faculdade ou colegas de trabalho", esclarece Furlani. "A princípio, cada um foi buscar no seu acervo pessoal as fotografias. Depois, dedicaram-se a construir outras novas, até reunir um conjunto suficiente para a mostra", recorda. O processo todo demorou cerca de um ano.

Para obterem um feedback do público antes de exporem as imagens, o grupo decidiu mostrar o trabalho a alguns colegas. "O boca a boca levou alguns arquitetos a solicitarem imagens para compor seus ambientes na Casa Cor. Hoje temos várias opções de materiais, a ideia é trabalhar a imagem fotográfica de maneira aplicada e exclusiva para cada cliente, fazer painéis em áreas comerciais, composições em grandes formatos, impressões em tecido ou movelaria, e tudo isso a um custo mais reduzido do que no caso de esculturas ou pinturas, por exemplo".

Entre os ambientes da Casa Cor que acolheram esse trabalho está, por exemplo, o Loft da Sustentabilidade, onde foram utilizadas imagens de água com reflexos de luz, pedaços de céu e outros elementos. "Na Sala da Arquiteta, há painéis bem grandes com detalhes de árvores e galhos, que cedem ao ambiente um caráter mais natural", enumera Furlani.

"O Flat da Fotógrafa foi outro ambiente que se adequou perfeitamente. Lá foram utilizadas imagens em vários tamanhos impressas em diferentes suportes, com molduras de cores múltiplas. E não só nas paredes, mas nas prateleiras", comemora a arquiteta. "Certamente as pessoas passarão a entender a fotografia de outra maneira, como objetos reprodutíveis e adequáveis a qualquer ambiente. Elas podem facilitar na hora de passar um conceito, uma ideia".

É arte?
Para a artista, a manipulação digital de imagem apenas agrega valor ao processo. "Imagem distorcida, recortada, isso tudo é arte. E ao ser aplicada fica mais presente na vida das pessoas", opina. "Arte é a representação do nosso modo de vida, e o consumo é uma das formas de nos apropriarmos, nos aproximarmos dela. Todo artista quer isso, viver da arte e que as pessoas tenha contato com seu trabalho", afirma.

MAIS INFORMAÇÕES
Exposição "Como viajantes"
Até dia 30 de novembro na Galeria Mariana Furlani (Rua Canuto de Aguiar, 1401, Meireles). Fone: (85) 3242.2024
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http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=874544
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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Univates abre inscrições para Curso de Fotografia Digital

 
Lajeado

25/10/2010 - 14h55
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Foto: Univates/Tuane Eggers
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Atividade é voltada a pessoas interessadas em aprender ou aperfeiçoar os conhecimentos no uso de equipamento fotográfico digital
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Estão abertas as inscrições para o curso de extensão em Fotografia Digital, níveis básico e avançado, que ocorrerá nos meses de novembro e dezembro, na Univates. A atividade é voltada a pessoas interessadas em aprender ou aperfeiçoar os conhecimentos no uso de equipamento fotográfico digital, visando a capacitar o aluno a captar imagens digitais de qualidade, identificá-las e manipulá-las por meio dos diferentes mecanismos de arquivamento e processamento digital.
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Entre os conteúdos do nível básico estão: enquadramento e técnica dos terços e suas aplicações, exercícios fotográficos, macro e suas aplicações, iluminador AF e ponto AF, conhecimento básico de estúdio e exercícios de críticas fundamentadas. Tipos de sensores, formatos dos arquivos, lentes, cartões e baterias são alguns dos conteúdos abordados no nível avançado do Curso.
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Cada aluno deverá trazer sua própria câmera digital, sendo necessário que alunos do nível avançado possuam câmera compacta semiprofissional ou profissional (SLR), além de ter conhecimento básico em fotografia. As aulas do nível básico ocorrerão às quintas e sextas-feiras, das 19h15 às 22h30, no período de 11 de novembro a 10 de dezembro. As atividades do nível avançado serão realizadas aos sábados, das 8h20 às 11h40 e das 13h às 16h20, no período de 13 de novembro a 12 de dezembro.
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Inscrições podem ser efetuadas até o dia 9 de novembro, para o nível básico, e até 10 de novembro, para o nível avançado, na Secretaria de Extensão e Pós-Graduação, sala 110 do Prédio 1, ou pelo site www.univates.br/cursosdeextensao. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3714-7011 ou pelo e-mail propex@univates.br.
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http://www.gaz.com.br/noticia/243558-univates_abre_inscricoes_para_curso_de_fotografia_digital.html
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Fotógrafo brasileiro é premiado em concurso de vida selvagem

Terça, 26 de outubro de 2010, 08h09

Marcelo Krause /Divulgação
Foto de Marcelo Krause premiada no Wildlife Photographer of the Year de 2010
Foto de Marcelo Krause premiada no "Wildlife Photographer of the Year" de 2010
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O fotógrafo brasileiro Marcelo Krause recebeu menção honrosa na edição deste ano do concurso de fotos de natureza mais expressivo do mundo, o "Veolia Environnement Wildlife Photographer of the Year". 
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Sua fotografia, que mostra bem de perto um jacaré caçando piranhas no Pantanal sul-matogrossense, foi premiada na categoria "Mundo Subaquático". Segundo o fotógrafo, a maior dificuldade ao captá-la se deu devido à opacidade da água, o que o obrigou a chegar bem perto do animal, que, ao perceber sua presença, abriu a boca em sinal de ameaça.
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Krause se dedica à fotografia submarina e a registros da natureza desde 1998, seu trabalho já foi divulgado em diversos artigos para revistas especializadas e também no livro que lançou em 2004 sobre a ilha de Fernando de Noronha. A fotografia do jacaré fará parte de seu novo livro "Pantanal, Terra e Água", com previsão de lançamento para 2011.
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Mais sobre o concurso
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O "Wildlife Photographer of the Year" está em sua 46ª edição, e este ano contou com 31 mil imagens inscritas de fotógrafos de 81 países. As 100 imagens ganhadoras foram apresentadas ao público na última sexta-feira (22), em uma cerimônia no Museu de História Natural de Londres. Elas ficarão expostas no local até março do ano que vem, e podem ser conferidas também através da galeria online do museu (http://www.nhm.ac.uk/visit-us/whats-on/temporary-exhibitions/wpy/onlineGallery.do)
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«As Imagens da República» em todos os distritos do país

rostos.pt



cultura rostos.pt - o seu diário digital
Workshops de fotografia gratuitos
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«As Imagens da República» em todos os distritos do país
Workshops de fotografia gratuitos<br>
«As Imagens da República» em todos os distritos do país.
É já no próximo fim-de-semana, dias 29 e 30 de Outubro, que se inicia, em Évora, o primeiro workshop de fotografia do projecto “As Imagens da República”, hoje apresentado publicamente e que se desenvolverá em todos os distritos do país e nas regiões autónomas dos Açores e Madeira.
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A orientar o workshop de Évora, que se realizará na Fundação Eugénio de Almeida, estará o fotógrafo José Manuel Rodrigues, cuja oficina se intitula “Imagens e Acontecimentos – Implantação da República”, enquanto, em paralelo, Teresa Siza fará uma conferência (dia 29) em que vai falar sobre o tema “Fotografar a República”.
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O projecto “As imagens da República” resulta de uma parceria entre o Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar e a Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, que ontem tornaram públicos os objectivos desta iniciativa. Ela pretende ser “uma aventura única” dedicada à fotografia, nas comemorações dos 100 anos da República, como salientou a comissária Fernanda Rollo.
As abordagens de cada workshop serão variadas, consoante o orientador. “O projecto é muito flexível” e “não tem propriamente um centro geográfico”, explicou António Martiniano Ventura, professor do Curso Superior de Fotografia do Instituto Politécnico de Tomar.
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José Nuno Lamas que, em conjunto com Valter Ventura, irá desenvolver o workshop relativo ao distrito de Faro (dias 19, 20 e 21 de Novembro) escolheu a ideia das barricadas. “A barricada fecha a rua mas abre o caminho” é o título da oficina que ambos vão orientar durante três dias, na Casa das Artes de Tavira, onde decorrerá também uma conferência, a cargo de Nuno Faria.
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No total, para este projecto foram convidadas 40 pessoas, especialistas na área da fotografia, autores da área das artes plásticas e também do fotojornalismo.
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A participação nos workshops é gratuita, bastando para o efeito que cada um se inscreva, através do portal www.imagensdarepublica.ipt.pt.
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No portal, onde se encontram as informações relativas a este projecto, irá poder ver-se no final o resultado de todos os workshps que se irão desenvolver de Outubro a Dezembro de 2010 pelo país.
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“O produto final será o um somatório do que ainda vai acontecer. Vamos criar algo de novo” em torna da ideia da República, sublinhou António Martiniano Ventura.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Fotógrafos The Hilton Brothers presentes no Pense Moda

25/10/10
Por: Rodrigo Fernandes
O duo formado em 2000 pelo fotojornalista Chris Makos, e pelo antropólogo e fotógrafo Paul Soldberg, conhecido por agregar elementos simples e puros a imagens fotográficas a fim de imprimir a essência de cada uma delas, criam dípticos únicos e espirituosos, primorosamente construídos para surpreender. Juntos compartilham a idéia de que duas obras unidas resultam em uma terceira.

Considerados referência da arte contemporânea nos Estados Unidos e Europa, a dupla The Hilton Brothers apresentou recentemente a exposição Andy Dandy, onde Andy Warhol, ícone da pop art, é fotografado travestido de mulher durante uma sessão privada de fotos.

O shooting, assinado por Chris Makos, explora com ousadia e feminilidade a auto-imagem de Warhol por meio de retratos preto e branco acompanhados de belíssimas imagens de flores naturais captadas por Paul Soldberg.

A quarta edição do Pense Moda acontece de 23 a 25 de novembro, no auditório da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Idealizado pela jornalista Camila Yahn e pelos produtores Barbara Bicudo e Marcelo Jabur, com patrocínio oficial da Renner, o Pense Moda propõe um encontro voltado à discussão e ao debate do pensamento artístico, ligado ao lado criativo da moda, além de ter como objetivo a captação e desenvolvimento do DNA da moda brasileira.

Datas: de 23 a 25 de novembro
Horário: das 19h às 22h
Local:  Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) – Rua Alagoas, 903 - São Paulo - entrada pela rua Itatiara, 150.
 
Valores:
Inscrições R$ 150,00 por dia (com direito a uma palestra e sabatina com personalidades da moda)
Pacote para os três dias R$ 300,00 (3 palestras no total e 3 sabatinas)
Estudantes têm 50% de desconto com apresentação da carteirinha e inscrição antecipada
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http://www.leiamoda.com.br/leiamoda/content/materia.php?idText=5026&secao=noar
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domingo, 24 de outubro de 2010

Danielle Licari

 

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nefertuti | 5 de Agosto de 2008
http://www.daniellelicari.com I found three videos where we can see Danielle Licari singing, alive performance... she was great!unfortunately, they are for sale, you can find them on some french website
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sábado, 23 de outubro de 2010

Exposição de fotografia «Distância que nos une»


artes rostos.pt - o seu diário digital
No Espaço J - Barreiro
Exposição de fotografia «Distância que nos une»
No Espaço J - Barreiro<br>
Exposição de fotografia «Distância que nos une».
De 22 de Outubro a 11 de Novembro

A "Distância que nos une" é o título da exposição de fotografia, da autoria de João Ramos, que vai estar patente ao público no Espaço J, de 22 de Outubro a 11 de Novembro.

João Carlos da Silva Ramos nasceu em Alhos Vedros, concelho da Moita, em 1981 e reside desde sempre na Baixa da Banheira.
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É Designer Gráfico de profissão e fotógrafo amador nos tempos livres. Autodidacta em fotografia, esta representa para si um complemento a nível expressivo e artístico. “Distância que nos une” é a sua primeira mostra fotográfica.
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Esta mostra pode ser visitada no horário habitual do “J”, de segunda a quinta-feira, das 15h00 às 00h00 e sexta-feira e sábado, das 15h00 às 19h00.

Distância que nos une
Exposição Fotográfica de João Ramos

«João Carlos da Silva Ramos nasceu em Alhos Vedros em 1981 e reside desde sempre na Baixa da Banheira.
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É Designer Gráfico de profissão e fotógrafo amador nos tempos livres. Autodidacta em fotografia, esta representa para si um complemento a nível expressivo e artístico.
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Em 2007, participa no II Raid Fotográfico da Moita do qual é vencedor do Tema “Rio Tejo”.
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Foi este o impulso necessário para começar a focar a beleza natural e riqueza cultural da sua região.
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Em 2009, vence o IV Raid Fotográfico da Moita com o melhor portfólio do qual é também vencedor do 1º prémio da categoria Cultura Local.
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Em 2010, vence o Concurso Fotográfico subordinado ao tema “O interior do concelho de Odemira” promovido pela Associação para o Desenvolvimento de Amoreiras-Gare e a segunda fase do Concurso Água das Pedras.
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Possui diversos trabalhos publicados em galerias online da especialidade.
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Tendo por base o tema “O Rio - gentes e locais”, os seus trabalhos cobrem diversos géneros fotográficos. Da paisagem aos detalhes ribeirinhos, passando pela fotografia abstracta, João Ramos tem como principal objectivo conciliar criatividade e informação cultural através das imagens.


“Distância que nos une” é a sua primeira mostra fotográfica.

A noção de distância sendo ambígua, torna-se difícil de identificar.
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João Ramos pretende captar e transmitir com pormenor essa distância – temporal, afectiva, dispersa, entre outros significados sensíveis ao espectador.
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O Rio, tema dominante da exposição, é abordado de modo peculiar em que a presença humana está omnipresente.
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Ao longo de várias fotografias, o autor convida-o a desfrutar de uma bela viagem através de visões e perspectivas que estão à distância de um olhar…»
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http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=201453&mostra=2
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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A fotografia de Alex Costa


Foto da matéria

Clique para Ampliar
O trabalho fotográfico de Alex Costa é o destaque desta terça no projeto "Mercearia da Foto"
FOTO: ALEX COSTA
19/10/2010
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Na solidão de captar o instante único, o olhar pujante do profissional em ação. Para mostrar um fragmento do trabalho que o repórter-fotográfico brasiliense Alex Costa vem registrando Ceará afora, o Instituto da Fotografia apresenta hoje, às 19h, dentro do "Projeto Mercearia da Foto", no Mercearia dos Pinhões Bar e Restaurante (Praça Visconde de Pelotas, 41, Centro), como é possível fazer fotojornalismo com arte.

"Estava numa pauta na divisa do Ceará com Pernambuco, trabalhando uma reportagem especial sobre a Transnordestina e paramos num boteco para beber água", conta o fotógrafo. "Quando surgiu um senhor vindo de bicicleta, logo desenhei a imagem na cabeça. Tratei de mudar rapidamente a lente de grande angular para uma teleobjetiva, e fiz essa imagem que considero um símbolo do sertão", recorda. "Digo que Deus manda imagens de belezas ímpares, que congelamos nas câmeras, divulgando um laço de identificação positiva com o outro", diz o repórter do Diário do Nordeste, dando uma palhinha do que virá logo mais. O "Mercearia da Foto" promove, uma terça-feira a cada mês, um encontro de fotógrafos e interessados no tema, através de projeções e exposições.

NATERCIA ROCHA
REPÓRTER
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http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=869856
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sábado, 16 de outubro de 2010

"A CIDADE E O CÉU" de Ítalo Calvino - Ensaio fotográfico


ma1408ma | 4 de Outubro de 2008

CONTRADIÇÕES do Centro de Ribeirão Preto.
- ENSAIO FOFOGRÁFICO/Set.2008 -
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Pobreza e exclusão social são temas de exposição fotográfica em Vialonga



foto

 

Pobreza e exclusão social são os temas. Os autores das fotografias - que estão em exposição na sede da Animar - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local, em Vialonga, têm entre 10 a 15 anos. 
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A mostra, inaugurada na quarta-feira, 6 de Outubro, inseriu-se nas comemorações do evento “24h pelo combate à pobreza e exclusão social”.
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“Esta exposição é muito pequenina e simples mas tem um grande significado porque as fotografias foram tiradas por crianças oriundas de um bairro social de Vialonga e outro de Arcena”, disse a coordenadora técnica do projecto “Animar o Bairro”, Cláudia Chambel. 
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Mais do que a visão dos técnicos que trabalham no terreno, a exposição pretende dar a conhecer o que é a pobreza para os jovens. Uma fotografia de um beliche ou de duas mãos abertas são apenas alguns dos trabalhos que podem ser observados. 
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Paralelamente à exposição vão decorrer três actividades. Os interessados podem jogar ao “jogo da carica”, associar uma palavra à fotografia que estão a ver ou entrar numa sala e tirar algumas fotografias a objectos relacionados com a pobreza e a exclusão social.
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A Animar participou na organização nacional do evento “24 horas pelo combate à pobreza e à exclusão social” que juntou perto de uma centena de entidades privadas e públicas. A iniciativa pretendeu “dar visibilidade à luta contra a pobreza e exclusão social e sensibilizar os vários sectores da sociedade para uma responsabilidade que é de todos”. Ao longo de todo o dia realizaram-se várias actividades em todo o país. 
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A exposição ficará na sede da ANIMAR, na rua Antero de Quental, em Vialonga, pelo menos até final de Outubro. O objectivo é levar os trabalhos a percorrer vários espaços do concelho.
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http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=465&id=68873&idSeccao=7420&Action=noticia
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"Retratos do Brasil Profundo" mostra a simplicidade da vida no interior

Galerias de Fotos

1 de 13 fotos iniciar slideshow
A obra do fotógrafo José Caldas prioriza a riqueza cultural e as expressões de fora dos centros urbanos. Imagem registrada em Rio de Contas, BA, em 1995.
José Caldas / Divulgação
 

Outras Galerias

Fotógrafo usa comida para recriar belas paisagens


Carl Warner cria imagens com vegetais, frutas, cereais e vários outros elementos da culinária

por Globo Rural Online
Carl Warner’s
Tomates, queijos e massas montam a cozinha de Carl Warner
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Utilizando vegetais, frutas, pães, peixes, entre outros elementos do universo culinário, o artista Carl Warner recriou paisagens de diferentes lugares, inclusive aquáticos.

Os cenários fantásticos foram esculpidos por Warner que, a seguir, os fotografava para eternizar o feito. 
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Carl Warner’s
O mar de Warner é feito com frutas e vegetais
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São diferentes criações feitas com produtos da agricultura e até com barras de chocolate e salgadinhos. As imagens fazem parte do livro Food Landscapes (Paisagens de Comida, em tradução livre) que custa cerca de R$ 40.
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Carl Warner’s
O outono é retratado com cereais matinais nas fotografias do livro Food Landscapes
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Neste mês de outubro, o fotógrafo selecionou uma série de suas paisagens comestíveis para uma exposição em Londres, na Inglaterra.
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Carl Warner’s
Queijos e salgadinhos também ajudam a construir as belas paisagens da série de fotografias
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http://revistagloborural.globo.com/Revista/Common/0,,EMI179697-18071,00-FOTOGRAFO+USA+COMIDA+PARA+RECRIAR+BELAS+PAISAGENS.html
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“Imortal” Exposição Fotográfica no João Gilberto Bar


 
  • Sugar Lips na Festa Vegas no Luna Porto Design em Pelotas 
Publicado em 13 outubro 2010, por Deco Rodrigues
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Fotografias que retratam detalhes das obras de arte que compõem túmulos e mausoléus de cemitérios.
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Pode parecer um tanto quanto mórbido, mas a estudante de jornalismo Helena Schwonke, garante que se trata de uma arte de muito bom gosto e cheia de detalhes que fazem o observador viajar no tempo, na história da cidade, e na história das famílias.
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02 291x200 Imortal Exposição Fotográfica no João Gilberto Bar 
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A proposta de Helena é desmistificar a morte e o preconceito que se tem em relação a cemitério e principalmente valorizar a cultura e o patrimônio. “O cemitério conserva acervos artísticos e históricos provenientes de épocas em que Pelotas era uma cidade muito diferente da que conhecemos hoje e infelizmente está sendo esquecida e destruída gradativamente”, lamenta.
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Ela conta que desde pequena se interessou pelas esculturas, principalmente os grandes anjos. “As pessoas têm muito preconceito, acham gostar de cemitério é coisa de louco. Há muito tempo eu visito e me interesso pela arte tumular. Só depois de ler estudar sobre o assunto percebi que o preconceito é só falta de informação”, explica.
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Em países da Europa, por exemplo, os cemitérios são considerados pontos turísticos tanto pela beleza arquitetônica como por abrigarem túmulos de pessoas importantes. “Aqui em Pelotas temos os dois, beleza e túmulos de pelotenses ilustres, como o poeta Lobo da Costa, a cantora Zola Amaro e o artista Antônio Caringi e pouca gente sabe disso” afirma. “São verdadeiros museus a céu aberto”.
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Apaixonada por Pelotas, Helena diz que a intenção dela é divulgar as belezas da cidade pouco exploradas. “Pelotas tem coisas lindas espalhadas por todos os cantos, do centro ao laranjal. Minha ideia aqui é mostrar uma parte que não é valorizada como deveria”, explica “A fotografia foi a forma que encontrei de divulgar essa arte esquecida. Com o meu olhar eu registro, amplio e multiplico. A intenção é que as pessoas se interessem e passem a cultivar, valorizar e preservar este patrimônio”.
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BIOGRAFIA
Helena Santos Schwonke
Pelotense, 23 anos, estudante de jornalismo.
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Desde pequena se interessou por fotografia. Com dez anos ganhou de aniversário sua primeira máquina fotográfica, passou a registrar tudo ao seu redor e nunca mais parou.
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Mesmo antes de entrar na faculdade de jornalismo (UCPel), fez cursos de fotografia onde aprendeu além técnica, o processo de ampliação em laboratório.
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Na faculdade, participou do projeto fotográfico Ilha dos Marinheiros, além dos jornais comunitários Folha da Princesa e O Pescador.
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Esta mostra intitulada “Imortal”, é a terceira exposição fotográfica de Helena com foco neste tema, uma forma de multiplicar para o maior e mais diversificado público este importante assunto.
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A exposição pode ser visitada até o dia 24 de novembro, no bar e Champanharia João Gilberto (G. Chaves, 430), de terça a sábado, a partir das 16h.
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convite Imortal Exposição Fotográfica no João Gilberto Bar