Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

sábado, 16 de maio de 2026

Murais de Solidariedade Internacionallsta (11) - em Orgosolo

 * Victor Nogueira


2026 05 10 - Mural em Orgosolo celebrando a revolta popular de Portobello (Junho de 1969)

«Mural sobre a resistência em Orgosolo (Sardenha) contra a instalação de uma base militar em 1969. Com base na imagem, aqui está a transcrição do que é visível, respeitando a disposição das palavras e as lacunas causadas pelo desgaste da pintura ou pela angulação da foto:

Texto à Esquerda (Manuscrito): "E anche la luna  /  al terzo giorno di giugno   /  ha volto la sua faccia  /  per non vedere // A noi non   /  importa niente   /  della vostra faccia   /  vogliamo
vivere in pace" (Tradução aproximada: "E até a lua / no terceiro dia de junho / virou a sua face / para não ver / A nós não / importa nada / a vossa face / queremos / viver em paz")

Palavras de Ordem (No topo do mural) Nesta foto, as duas primeiras palavras do lema aparecem de forma mais central:

LIBERTÀ (acima da figura feminina inspirada em Delacroix)
EGUAGLIANZA (mais à direita, acima dos manifestantes com bandeiras)

Placa Indicativa  No topo, na esquina do edifício, lê-se: RISTORANTE Al Portico   /  SOCIETÀ COOPERATIVA IL PORTICO (em letras menores)

Esta imagem confirma que o mural é um memorial à revolta de Pratobello (junho de 1969), quando os habitantes de Orgosolo impediram pacificamente que as suas terras de pastoreio fossem transformadas num campo de tiro militar.» (Google Gemini)


2026 05 11 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália

«Este mural é uma peça de arte política e social localizada em Orgosolo, na Sardenha (Itália). O texto combina o dialeto sardo com o italiano para transmitir uma mensagem sobre identidade, direitos e a economia da região.

1. O Texto Superior (em Sardo)  "...devimos esser fizzos de un'insigna liberos, rispettados, uguales" Tradução: "...devemos ser filhos de uma bandeira [insígnia] livres, respeitados, iguais." Significado: Esta frase apela à dignidade e à igualdade do povo sardo, reivindicando um tratamento justo e autonomia.

2. O Texto Central (em Italiano)  "Secondo i dati della Banca d'Italia questa famiglia ha contratto nei confronti dello Stato Italiano un debito di 181 milioni e 800.000" Tradução: "Segundo os dados do Banco da Itália, esta família contraiu perante o Estado Italiano uma dívida de 181 milhões e 800.000 [liras]."

Significado: Esta é uma crítica social poderosa. Na época em que foi pintado (antes da adoção do Euro), o valor representava a dívida pública per capita da Itália. O mural sugere ironicamente que até uma família pobre de pastores "deve" uma fortuna ao Estado devido à gestão econômica nacional, contrastando a riqueza abstrata da dívida com a realidade dura do trabalho rural.

Contexto Visual As ilustrações reforçam a mensagem: À esquerda, um pastor tosquiando uma ovelha, simbolizando o trabalho braçal e a produção da terra. À direita, uma família camponesa (mulheres com crianças e um homem), representando o núcleo social que carrega o peso econômico mencionado no texto.» (Google Gemini)


2026 05 12 - Mural em Orgosolo, Sardenha, sobre o trabalho nas minas de carvão

«Texto principal (na base do mural): "...Se avessi saputo in che cosa consisteva la vita in miniera avrei fatto cento anni di latitanza piuttosto che consegnarmi a quel lavoro". Tradução livre: "...Se eu soubesse em que consistia a vida na mina, teria passado cem anos na clandestinidade (como fugitivo) em vez de me entregar a esse trabalho". Identificação no uniforme: No casaco verde da figura central, lê-se a etiqueta "NURAXI FIGUS", que se refere a uma mina de carvão localizada na Sardenha. Texto lateral (à esquerda): Escrito verticalmente, encontra-se o nome "LAURA".

O mural retrata mineradores e reflete sobre as duras condições de trabalho e a história social da região de Orgosolo. (Google Gemini) 


2026 05 13 - Mural em Orgosolo, Sardenha - Dia Internacional da Mulher e lutas

«O mural contém diversas inscrições em italiano dedicadas à luta das mulheres e à memória histórica do Dia Internacional da Mulher.  Aqui está a transcrição do que está escrito, dividida por seções:

Cartaz Principal (Esquerda)  DONNE UNITE (Mulheres Unidas)   /  PER L'EMANCIPAZIONE E LA LIBERAZIONE E UNA PARITÀ REALE NELLA FAMIGLIA E NEL MONDO DEL LAVORO (Pela emancipação e a libertação e uma paridade real na família e no mundo do trabalho)  Cartaz Central (Preto e Branco) DONNE E UOMINI UNITI NELLA LOTTA (Mulheres e homens unidos na luta) Texto Histórico (Centro-Direita) 8 marzo 1908 in una fabbrica di New York, 129 donne venivano rinchiuse dentro dal padrone e morivano in un incendio (8 de março de 1908, numa fábrica de Nova Iorque, 129 mulheres foram trancadas lá dentro pelo patrão e morreram num incêndio)  Placas e Avisos (Janela e Direita)  MUSEO ETNOGRAFICO (Museu Etnográfico) — escrito numa placa de madeira sobre a grade da janela.   /  VENITE A SCOPRIRE COME SI VIVEVA AI PRIMI DEL 900... (Venham descobrir como se vivia no início de 1900...) — texto num folheto informativo colocado num cavalete à frente da janela.   /  8 MARZO 1978 — data escrita na parte inferior direita, perto das chamas.MUSEO Casa Mura — nome do museu indicado numa pequena placa escura no topo direito.» (Google Gemini) 


2026 05 14 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália, sobre a 'Mulher'

«No mural está escrito o seguinte texto em caligrafia cursiva:  "Tritzas doradas   /  filos e tramas,   /   manos fadadas   /  de jajas e mamas" //  "Tranças douradas,   /  fios e tramas,   /  mãos fadas (talentosas)   /  de avós e mães"

Abaixo do texto, é possível ver uma pequena assinatura: J. Fina. Além disso, na parte inferior do mural, próximo à figura da mulher sentada, encontra-se a data: 17-9-2017.

Significado dos termos: Tritzas: Refere-se a tranças, possivelmente uma alusão ao tipo de massa tradicional da Sardenha chamada Su Filindeu ou à tecelagem. Jajas: É a palavra em sardo para avós. Mamas: Significa mães.

O mural homenageia o trabalho manual tradicional das mulheres da região, como a fiação e a tecelagem, passando o conhecimento de geração em geração. É uma homenagem profunda às tradições ancestrais e ao papel das mulheres na cultura da Sardenha.

Aqui estão os pontos principais que compõem o seu significado:

Homenagem à Linhagem Feminina: O texto menciona explicitamente as "jajas" (avós) e "mamas" (mães), celebrando a transmissão de conhecimento e a continuidade geracional entre as mulheres da família. Valorização do Trabalho Manual: As figuras retratadas estão em plena atividade de fiação e tecelagem. A expressão "manos fadadas" (mãos fadas ou talentosas) sugere que o trabalho dessas mulheres é quase mágico, transformando "fios e tramas" em algo precioso. Identidade Cultural: Em Orgosolo, os murais costumam ter fortes mensagens sociais e identitárias. Este mural específico foca na identidade doméstica e artesanal, elevando o trabalho cotidiano da mulher sarda ao estatuto de arte pública.

Simbolismo da Massa ou Tecido: O termo "Tritzas doradas" (tranças douradas) pode ser uma referência à cor natural do trigo e do pão, ou à técnica refinada de entrelaçar fios, reforçando a ideia de que essas mulheres sustentam a trama da sociedade local.» (Google Gemini) 


2026 05 15 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - A luta de Portobello

«Este mural é um dos mais importantes de Orgosolo, pois documenta a revolta de Pratobello em 1969. O texto é denso e político. Aqui está a transcrição das partes principais:

1. O Texto de Emilio Lussu (Direita) Este é um depoimento de Emilio Lussu, um famoso político e escritor sardo, apoiando os pastores: "Quanto avviene a Pratobello contro pastorizia et agricoltura est provocazione colonialista bisogna rimandare al periodo fascista simile arbitrio. Perciò mi sento solidale incondizionatamente con pastori et contadini di Orgosolo che non hanno capitolato se fossi in condizioni di salute differenti sarei in mezzo a loro." Emilio Lussu, Luglio 1969

(Tradução: "O que acontece em Pratobello contra a pastorícia e a agricultura é uma provocação colonialista; tal arbítrio remete ao período fascista. Por isso, sinto-me incondicionalmente solidário com os pastores e camponeses de Orgosolo que não capilaram; se estivesse em outras condições de saúde, estaria no meio deles.")

2. Cartazes e Slogans (Esquerda e Centro)  O mural simula vários cartazes de protesto colados na parede: No topo (homem na varanda): "Concimi non proiettili" (Fertilizantes, não projéteis).  Cartaz da ave: "I falchi sono animali che preferiscono il parco" (Os falcões são animais que preferem o parque — uma crítica ao uso militar da terra). Cartazes pretos e brancos: * "No alla repressione" (Não à repressão).  / "Lotta" (Luta).   / "Avvoltoi dalla Sardegna" (Urubus para fora da Sardenha). Painel Vermelho (Manifestação): "No ai licenziamenti" (Não aos despedimentos).   /  "Lotta continua" (A luta continua).   / "Consiglio di fabbrica" (Conselho de fábrica).   /  "Sardegna vuole rinascita non basi militari" (A Sardenha quer renascimento, não bases militares).   / Cartaz à esquerda (do Fiat Panda): "Il popolo decide" (O povo decide).

3. O Contexto  O mural retrata a oposição da população local à criação de um campo de tiro do exército italiano em Pratobello. A multidão em vermelho representa a união de trabalhadores e pastores, enquanto a imagem de Emilio Lussu (o homem de óculos e barba à direita) serve como a voz moral da resistência sarda.

O texto de Emilio Lussu transcrito no mural não faz parte de um livro ou obra literária específica (como o seu famoso Um Ano no Altiplano), mas sim de uma carta de solidariedade enviada por ele aos cidadãos de Orgosolo.

O muralista utilizou este texto para legitimar a luta dos pastores, unindo a resistência popular de Orgosolo ao pensamento intelectual e político de um dos maiores símbolos da identidade sarda.» (Google Gemini)

O excerto que cita faz parte de um telegrama/carta enviado por Emilio Lussu durante a revolta de Pratobello, em Orgosolo. A versão mais completa do texto, preservando o estilo telegráfico original (“et”, “est”, “stop”), aparece reproduzida em estudos históricos e fontes sobre Pratobello. O texto é: “Quanto avviene a Pratobello contro pastorizia et agricoltura est provocazione colonialista stop. Rimborso danni et premio in denaro est offensivo palliativo che non annulla ma aggrava ingiustizia stop. Chi ha coscienza dei propri diritti non li baratta stop. Responsabilità non est militare ma politica stop. Perciò mi sento solidale incondizionatamente con pastori et contadini di Orgosolo che non hanno capitolato et se fossi in condizioni di salute differenti sarei in mezzo a loro stop. Allontanamento immediato poligono et militari si impone come misura civile e democratica di lavoro et produzione stop.”

Uma tradução aproximada para português:  “O que acontece em Pratobello contra a pastorícia e a agricultura é uma provocação colonialista. A indemnização pelos danos e o prémio em dinheiro são um paliativo ofensivo que não elimina, mas agrava a injustiça. Quem tem consciência dos próprios direitos não os negocia. A responsabilidade não é militar, mas política. Por isso sinto-me incondicionalmente solidário com os pastores e camponeses de Orgosolo que não capitularam e, se tivesse condições de saúde diferentes, estaria no meio deles. O afastamento imediato do polígono e dos militares impõe-se como medida civil e democrática de trabalho e produção.” (Google Gemini e chatGPT) 


2026 05 16 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - Mona Lisa e a beleza da mulher sarda

«Neste mural, que apresenta uma releitura da Mona Lisa vestida com trajes tradicionais da Sardenha, está escrito o seguinte texto em caligrafia cursiva italiana, dividido em dois blocos nas laterais da pintura:
  
No lado esquerdo: "La Gioconda   /  sorride   /  enigmatica   /  oltre ogni confine   /  e tempo" No lado direito: "- ma la sua  /  bellezza   /  chi a Nuoro   /  l'ha vista e   /  poco l'apprezza"

Tradução livre para o português: "A Gioconda sorri enigmática além de qualquer fronteira e tempo – mas quem a viu em Nuoro pouco aprecia a sua beleza"

(Nota: No canto inferior direito da pintura também é possível ver o ano de criação: 2012).

Que significa o mural? Este mural traz uma fusão bem-humorada e irônica entre a alta cultura renascentista e a forte identidade local da Sardenha. Aqui estão os principais significados por trás dele:

Sardização da Mona Lisa: Ao vestir a Gioconda de Leonardo da Vinci com os trajes tradicionais da Sardenha (incluindo o característico lenço e as vestes escuras das mulheres da região), o artista desconstrói um dos maiores símbolos da arte mundial para aproximá-lo do cotidiano e da estética sarda.

Orgulho Local vs. Arte Universal: O texto nas laterais faz uma provocação bem direta. Ele diz que o sorriso da Mona Lisa pode até ser enigmático e famoso no mundo inteiro ("além de qualquer fronteira e tempo"), mas quem conhece a beleza das mulheres de Nuoro (província à qual Orgosolo pertence) não acha a Mona Lisa grande coisa.

Ironia e Humor: É uma afirmação orgulhosa — e deliberadamente exagerada — da beleza e da cultura locais. O mural brinca com a ideia de que a verdadeira elegância e mistério não estão nos museus de Paris (como o Louvre), mas sim nas tradições vivas das cidades da Sardenha.

Enquanto a maioria dos murais de Orgosolo foca em protestos políticos pesados, este destaca-se por usar a ironia e a exaltação da identidade cultural sarda.» (Google Gemini) 

Auto-retrato e variações 11 - Esculturas 02

 * Victor Nogueira 

Esculturas geradas pelo Google Gemini e chatGPT, a partir dum auto-retrato de minha autoria: Henry Moore, Alberto Giacometti, Alberto Canova, Diogo Pires-o-Velho, Gian Lorenzo Bernini, Andrea del Verrocchio Rogério Timótio


2026 05 10 - Auto-retrato e variações 73 - Escultura ao estilo Henry Moore


2026 05 11 - Auto-retrato e variações 74 - Escultura em bronze ao estilo de Alberto Giacometti


2026 05 12 - Auto-retrato e variações 75 - Escultura estilo Alberto Canova


2026 05 13 - Auto-retrato e variações 76 - Escultura estilo Diogo Pires-o-Velho


2026 05 14 - Auto-retrato e variações 77 - Escultura estilo Gian Lorenzo Bernini


2026 05 15 - Auto-retrato e variações 78 - Escultura estilo Andrea del Verrocchio


2026 05 16 - Auto-retrato e variações 79 - Escultura estilo Rogério Timótio

sábado, 9 de maio de 2026

Murais de Solidariedade Internacionallsta (10) - em Orgosolo

 * Victor Nogueira


2026 05 04 - Mural de protesto e força histórica em Orgosolo pelo chatGPT a partir de 2 fotos distintas (1)

«o texto escrito no pergaminho à direita está em língua sarda (dialeto logudorense) e é um poema de teor político e identitário.

"Narat su dizzu antigu: / ... «Que non bi bolas» ... / Naresi su Sardu a su romanu: / Ibie est holau / este arrumbau in terra / mandihau doe sos horvos!"

A tradução para o português, em um sentido livre, seria algo como: "Diz o ditado antigo: / ... 'Que não queiras' ... / Disse o Sardo ao Romano: / Ali está caído / está jogado na terra / comido pelos corvos!"

O mural em Orgosolo é carregado de simbolismo histórico e de resistência: Confronto Temporal: A imagem mostra figuras da antiguidade (legionários romanos) lado a lado com figuras modernas (policiais ou militares com escudos onde se lê NATO, ITA e UE).  Mensagem de Resistência: O texto reforça a ideia de que a Sardenha resistiu a diversos invasores ao longo dos séculos, desde o Império Romano até às instituições políticas e militares modernas (representadas pelas siglas nos escudos). O Pergaminho: Funciona como um manifesto da memória coletiva da ilha, utilizando a língua nativa para afirmar a soberania e a sobrevivência do povo sardo perante aqueles que tentaram dominá-los.» (Google Gemin)

(1) Fotos em https://pecora-nera.eu/frieden-die-botschaft-der-murales.../ e em https://www.25u.de/orgosolo-teil-ii/


2026 05 05 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - 'Nuestra patria è il mondo intero' (A nossa pátria é o mundo inteiro)



Stornelli d'esilio (anonimo -- Pietro Gori) canta Margot -


Franco Trincale Nostra Patria è il mondo intero


Nostra Patria è il Mondo Intero - Canti di Rivolta


 (A nossa Pátria é o mundo inteiro) é o refrão de uma canção/poema anarquista italiana intitulada "Stornelli d'esilio" (Cantos de exílio), escrita pelo intelectual e ativista anarquista Pietro Gori em 1895.

Embora a frase seja anarquista, o mural inclui os nomes de Karl Marx e Federico Engels, unindo diferentes vertentes do pensamento revolucionário e internacionalista sob uma linguagem visual inspirada em Picasso.
 VER  

Pietro Gori - A nossa Pátria é o mundo inteiro



2026 05 06 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - Toro Lento (Tatanka Ptecila), da tribo Sioux-Oglala



2026 05 07 - Mural em Orgosolo, Sardenha, sobre a emigração e refugiados

«Este mural em Orgosolo, na Sardenha, contém uma mensagem poderosa sobre a crise migratória. O texto está escrito em italiano e diz o seguinte:

PROFUGHI

Fuggono da guerra e fame...
solcano il mare
su carrette
di morte

REFUGIADOS

Fogem da guerra e da fome...
atravessam o mar
em carroças (ou barcos precários)
de morte

O Termo "Carrette": No contexto náutico italiano, a expressão "carrette del mare" é usada de forma pejorativa e triste para descrever embarcações extremamente velhas, em péssimas condições e superlotadas, que frequentemente resultam em naufrágios.

A pintura mostra artistas pintando a própria cena de um naufrágio, criando uma metalinguagem (arte dentro da arte) que enfatiza o papel do testemunho e da denúncia social através da pintura muralista.» (Google Gemini) 


2026 05 08 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália - A Revolta de Pratobello (1969)

«O texto está escrito principalmente em Sardo (o dialeto local), com o cartaz central em Italiano.

Aqui está a transcrição e a tradução do que está escrito:

1. No Cartaz Central (Italiano)

"CONCIMI NON PROIETTILI"

Tradução: "Fertilizantes, não projéteis" (ou "Adubo, não balas").

2. No Lado Esquerdo (Sardo)
"TOTTU SA BIDDA IN CAMPAGNA EST PARTIDA
IN CAMIU E IN MACCHINA MINORE
SA LOTTA DURAT PIUS DE UNA CHIDA"

Tradução: "Toda a vila partiu para o campo, em camiões e em carros pequenos. A luta dura há mais de uma semana."

3. No Lado Direito (Sardo)
"SOS POLIZOTTOS CUN MITRAS IN MANU
CHIRCAIAN SA LOTTA DE FIRMARE
MA MUTTIAN E CURRIAN INVANU"

Tradução: "Os polícias com metralhadoras na mão tentavam parar a luta, mas gritavam e corriam em vão."

O Contexto: A Revolta de Pratobello (1969)
A inscrição "PRATOBELLO 1969" (visível abaixo da janela à esquerda) identifica o evento.

Este mural celebra uma resistência pacífica histórica: o governo italiano queria transformar as terras de pastoreio de Pratobello num polígono de tiro permanente para o exército. Em junho de 1969, os habitantes de Orgosolo ocuparam pacificamente as terras, impedindo os exercícios militares. Eles venceram, e o exército acabou por retirar-se.

É por isso que o cartaz pede adubo (para a terra e para os pastores) em vez de balas.» (Google Gemini) 


2026 05 09 - Mural em Orgosolo, Sardenha, Itália comemorando a queda do regime fascista

Auto-retrato e variações 10 - Esculturas 01

* Victor Nogueira 

Esculturaas geradas pelo Google Gemini e chatGPT, a partir dum auto-retrato de minha autoria: Lagoa Henriques, Soares dos Reis e Auguste Rodin


2026 05 04 - Auto-retrato e variações 67 - Escultura ao estilo de Lagoa Henriques, gerada pelo Google Gemini


2026 05 05 - Auto-retrato e variações 68 - Escultura em mármore ao estilo d'O Desterrado, de Soares dos Reis, gerada pelo chatGPT


2026 05 06 - Auto-retrato e variações 69 - Escultura em bronze ao estilo d'O Desterrado, de Soares dos Reis, gerada pelo Google Gemini


2026 05 07 - Auto-retrato e variações 70 - Escultura em bronze ao estilo Auguste Rodin, gerada pelo Google Gemini


2026 05 08 - Auto-retrato e variações 71 - Escultura em bronze ao estilo Auguste Rodin, gerada pelo chatGPT 


2026 05 09 - Auto-retrato e variações 72 - Escultura em bronze ao estilo Auguste Rodin, gerada pelo Google Gemini


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Murais de Abril (32) - Reforma Agrária

 ? Victor Nogueira

b

Évora - Largo de Avis  - A terra a quem a trabalha = PCP (1975)


Cova da Piedade, 2001 - Não á Lei Barreto / Viva a Reforma Agrária


Alcácer do Sal - Vingaremos Catarina continuando a sua luta / A terra a quem a trabalha / Morte ao Fscismo / Viva a Democracia Popular / UDP


Alcácer do Sal - Mural do PCP


Alcácer do Sal -  - Com o PCP  com a APU / Reforma Agrária vencerá 1980 






Paço de Arcos - Rua Costa Pinto  / Avenida Miratejo (rotunda) (rolo 55 fotos em 1975.12)
1º de Maio Dia do Trabalhador / Partido Comunista Português
Partido Comunista Português  /  A terra a quem a trabalha


Barreiro - União dos Estudantes Comunistas PCP Pela Defesa da Reforma Agrária Não à Lei Barreto


Almada - 25 Abril 1977 Comissão Cultural Incrível Almadense (SFIA)  - Foto em 1978


Setúbal -  APU - 1980 - Avenida Jaime Cortesão


Grândola - DEFESA FIRME DA REFORMA AGRÁRIA", "União Cooperativa") e na placa "UNIÃO COOPERATIVA PRODUTORES LIVRE DE BARREIROS


Lisboa - Alcântara (1975 12) - Com o PCP Reforma Agrária [...]
 

Foto Victor Nogueira


foto Conceição Neuparth Centro de Documentação 25 Abril

Évora - Jardim dos Colegiais  , Mural revolucionário do pós 25 de abril em Évora


Évora - Muteia Correia agrário ladrão A terra a quem a trabalha (rolo 57 A)  


Évora - Praça 1º de Maio - PCP - Em defesa dos trabalhadores de todas as artes / PCP - Pela Reforma Agrária (1975)


Évora - Vota PCP / {Contra os] monopólios [e] latifundiários (1975)



Beja - Igreja de Santo Amaro - PCP O Parido dos Trabalhadores / A Terra a quem a trabalha (foto em 1976)

domingo, 3 de maio de 2026

Murais de Abril (31) reconstituídos 01

 * Victor Nogueira


2026 04 23 - Liaboa - Mural homenagem aos mortos pela PIDE em 1974 04 25 - imagem gerada pelo Gemini a partir de fotos de Victor Nogueira

«Sendo as fotos de sua autoria e como o seu objetivo é uní-las através de um processo de 'stitch' (costura), vou usar a tecnologia para simular essa colagem digitalmente, criando uma única imagem panorâmica e contínua.    Vou alinhar as duas partes do mural, garantindo que o texto e a grelha preta se fundam de forma fluida, como se fosse uma única fotografia tirada de um ângulo que abranja toda a parede.

A nova imagem apresentará: O mural completo e unificado, com a frase inteira: "E QUATRO COMPANHEIROS... NESTA RUA ANTES DE SE RENDER A PIDE MATOU. TOMBARAM PELA LIBERDADE NO DIA DA LIBERTAÇÃO."  A grelha preta perfeitamente alinhada no centro.  A base de pedra e o pavimento com padrão de estrela estendendo-se por toda a largura da imagem. As cores vermelha e preta, com o efeito de escorrimento, criando um impacto visual contínuo.

Esta versão digital 'costurada' preservará a integridade histórica do local e a intenção da sua fotografia original.» (Google Gemini) 


2026 04 23 - Mural da UJC em Lisboa, Avenida Fontes Pereira de Melo - imagem gerada pelo Gemini a partir de fotos de Victor Nogueira (1975)

'A vitória é difícil mas é nossa'
'MFA UJC'
'Todos unidos [...]'

Erradamente o Gemini 'interpretou como ... 'Todos somos unidos'


2026 04 24 - Catarina Eufémia - cartaz e jornal de parede em Alcácer do Sal (UDP)

'Vingaremos Catarina / continuando a sua luta! / A terra a quem a trabalha! / Morte ao fascismo! / Viva a democracia popular / UDP'


2026 04 26 - Mural em Paço de Arcos pela Reforma Agrária - Rua Costa Pinto / Avenida Miratejo (rotunda) - PCP Reforma Agrária rolo 55 1975 12 Fotos victor nogueira. Durante a execução e depois-

'Partido Comunista Português' /  A terra a quem a trabalha


2026 04 27 - Mural do PCP, no Porto - imagem gerada pelo Gemini a partir de fotos de Victor Nogueira (1976)

«Com base nas duas fotografias que mostram diferentes ângulos e secções da mesma parede, é possível reconstituir visualmente a sequência deste mural político em Porto, 1976.

O mural é uma peça de propaganda do PCP (Partido Comunista Português) para as eleições legislativas ou autárquicas desse ano, caracterizando-se pela estética típica do pós-25 de Abril: cores primárias vibrantes, figuras estilizadas e tipografia manual em bloco.

Aqui está a reconstituição da esquerda para a direita:  1. Painel da Esquerda (Fundo Azul)  Este painel foca-se na proposta política de governação. Iconografia: O símbolo da foice e martelo com a estrela em amarelo, no canto superior esquerdo. Texto Principal: > COM O PCP / PARA UMA MAIORIA DE ESQUERDA Texto Secundário (à direita da porta): VOTAR NO PCP DÁ MAIS FORÇA À LIBERDADE / VOTA PCP (seguido de uma pequena foice e martelo). 2. Painel Central (Fundo Azul/Vermelho) Uma transição visual que serve de ponte entre os blocos de texto. Conteúdo: Uma grande bandeira vermelha ondulante pintada sobre o fundo azul, onde se lê de forma parcial "PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS". Ao lado, a sigla PCP escrita verticalmente. 3. Painel da Direita (Fundo Trinitário: Verde, Vermelho e Amarelo) Este é o painel mais artístico e simbólico, focado na "luta" e na rutura com o passado. Iconografia Central: Um círculo amarelo contendo duas mãos robustas que seguram, respetivamente, uma foice e um martelo (formando o símbolo do partido de forma física e humana). Simbolismo da Corrente: À direita das mãos, vê-se uma corrente de ferro partida. Um dos elos está aberto, simbolizando a libertação. Texto: > VOTA PCP (no topo, sobre as cores verde e vermelho). FASCISMO (escrito à direita, com as letras parecendo "sair" ou ser repelidas pela corrente partida).

Resumo Visual da Composição. Se estivesses de pé em frente ao muro, verias uma narrativa visual completa: A Solução: O apelo ao voto e à maioria de esquerda (azul). A Identidade: A afirmação do Partido (bandeira). A Ação: O povo trabalhador (mãos com ferramentas) quebrando as correntes do regime anterior (fascismo). É um exemplo clássico da "fresca" política portuguesa, onde a parede servia como o principal jornal do povo num período de intensa efervescência democrática.» (Google Gemimi) 


2026 04 28 - Mural do PCP, em Paço de Arcos - imagem gerada pelo chatGPT a partir de fotos de Victor Nogueira (1976). Esta foi a reconstituição, a partir de quatro fotos, embora possivelmente não respeite a ordenação inicial dos painéis.

'Partido Comunista Português / A terra a quem a trabalha'
'1º de Maio / Dia do Trabalhador / Partido Comunista Português' 


2026 04 29 Mural no Barreiro - MRPP - 1º de Maio, 'reconstituído' pelo Google Gemini ~ Foto victor noguera (1980)

«O texto que aparece na faixa segurada pelos trabalhadores é:

"VIVA O 1º DE MAIO!
LEVANTAMO-NOS CONTRA A POLÍTICA ANTI-POPULAR DO GOVERNO!
PELO DESCONGELAMENTO DOS SALÁRIOS E A POLÍTICA DOS PATRÕES!"

Além disso, do lado esquerdo, por baixo do símbolo da foice e do martelo com a estrela, estão as siglas do partido: P.C.T.P. (Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses). A imagem restaurada ajuda a ler com muito mais clareza o que o tempo tinha desgastado na foto original de 1980. » (Google Gemini)
  Á esqueda na parede, grafito e cartaz do PS (Partido Socialista) 


2026 04 30 - Mural em Paço de Arcos (1980) - 1º de Maio, 'reconstituído' pelo Google Gemini a partir de fotos de victor noguera. Apesar das minhas 'correcções ao Google Genini AI, este não 'reconstruiu' o mural original. Na imagem do painel com a placa 'Estação CP' devaria ser o 1º à esquerda


2026 05 02 - Mural Lisboa, Belém 1º Maio 1977 - Homenagem do PCP - Célula da Freguesia de Belém 'reconstituído' pelo Google Gemini a partir de 5 fotos de victor nogueira.


2026 05 03 - Mural em Lisboa, Belém - 1º Maio 1977 - Homenagem do PCP - Célula da Freguesia de Belém reconstituição efectuada pelo chatGPT a partir de fotos de victor nogueira. Esta reconstituição é mais 'fiel' que a anterior, do Google Gemini, embora a análise vectorial não tenha reproduzido o 'lettering' original.

Com base na reconstituição do mural eis o que está escrito em cada painel, da esquerda para a direita:

Painel 1 (1º de Maio): Na parte superior lê-se "1º MAIO". Abaixo, encontra-se a frase "Homenagem do PCP célula da freguesia de BELÉM". À direita deste painel, numa secção preta, surgem referências a "Maio 1926" e "A tenebrosa noite FASCISTA", rodeadas por palavras como "REPRESSÃO", "TORTURA", "FOME" e "PIDE".

Painel 2 (MFA): Contém o logótipo do MFA com a frase "Libertação do POVO" e, por baixo do sol, "25 de ABRIL 1974". Na base, lê-se "Fim da OPRESSÃO".

Painel 3 (Eleições): Apresenta as datas "25 de Abril 1975 1976 ELEIÇÕES". Abaixo, listam-se objetivos: "PARA DEFESA DAS Nacionalizações Reforma Agrária Controlo Operário". Junto à urna, lê-se "O POVO VOTOU ESQUERDA".

Painel 4 (Pomba e Cravo): No topo está escrito "25 de Abril SEMPRE!". Ao lado da ilustração central (uma pomba e um cravo), aparece o ano "1977".

Painel 5 (Constituição): O cabeçalho diz "ANIVERSÁRIO DA CONSTITUIÇÃO". Por cima da imagem da Assembleia, aparecem as datas "2 de Abril de 1976" e "1977 - 2 de Abril". Na parte inferior, termina com "PCP apoia e defende a CONSTITUIÇÃO!".