Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 26 de outubro de 2014

o parque dos poetas em oeiras - uma outra deambulação

* Victor Nogueira (fotos)



Os Poetas

Na totalidade dos seus 25 hectares, o Parque dos Poetas vai ter representados 60 poetas – 50 portugueses e 10 de países ou territórios de expressão portuguesa.

Os vinte poetas do século XX que estiveram na génese do Parque dos Poetas estão representados na primeira fase (inaugurada em 2003), em esculturas da autoria de Francisco Simões.

Na zona B da segunda fase (inaugurada em 2013) estão retratados outros 13 poetas, representativos do período compreendido entre os séculos XII e XVII – dos Trovadores aos Poetas da Renascença.

Os restantes 27 autores estarão representados nas zonas do Parque ainda em obra, completando-se assim o leque de poetas do Barroco ao Romântico (séculos XVIII e XIX) e dos países ou territórios de expressão ou cultura portuguesa.

De registar que para a seleção dos poetas foram consultadas instituições como a Sociedade Portuguesa de Autores, as Faculdades de Letras de Lisboa, Porto e Coimbra, a Biblioteca Nacional, a Associação Portuguesa de Escritores, a Universidade Nova de Lisboa e as Embaixadas dos diferentes países de origem dos escritores.

Para a escolha dos artistas plásticos foram indagadas entidades como a Academia e a Sociedade Nacional de Belas Artes, a Associação Internacional de Críticos de Arte e as Faculdades de Belas Artes de Lisboa e Porto.

http://parquedospoetas.cm-oeiras.pt/?page_id=104

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O Parque dos Poetas, inaugurado em 1993, está localizado na zona alta de Oeiras, nas proximidades do centro comercial Oeiras Shopping. Tem 10 hectares que incluem praças, alamedas, um auditório ao ar livre, uma fonte cibernética, entre outros recantos que fazem as delícias dos visitantes. As infra-estruturas incluem ainda um parque infantil, um parque polidesportivo e o estádio municipal de Oeiras, conferindo a este parque um carácter também desportivo que serve de palco a muitas actividades de desporto e lazer sobretudo nos meses de Verão. O projecto da Câmara Municipal de Oeiras, de co-autoria dos arquitectos paisagistas Francisco Caldeira Cabral e Elsa Severino, resulta da vontade de homenagear os poetas e a poesia nacional, nasce de um conceito inicial de David Mourão Ferreira e do escultou Francisco Simões.

As obras escultóricas estão espalhadas um pouco por todo o parque, contando-se 60 referências a poetas nacionais ou de países de expressão portuguesa. O parque é atravessado pela Alameda dos Poetas, sendo o seu percurso principal que surge ladeada por várias “Ilhas” e jardins temáticos onde se instalaram as esculturas. Nomes como Florbela Espanca, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner, Eugénio de Andrada, Fernando Pessoa, José Régio, entre muitos outros ficaram imortalizados nesta homenagem. Nas zonas circundantes do parque, os visitantes dispõem de cerca de 700 lugares de estacionamento e o acesso de transportes públicos é possível, a partir da estação de Paço de Arcos, utilizando o SATU, um moderno metro de superfície não tripulado, digno do século XXI.

http://www.ezimut.com/pois/parque-dos-poetas









Fernando Pessoa






Manuel Alegre



Natália Correia








sábado, 25 de outubro de 2014

Oeiras - no Parque dos Poetas, em torno da Camões, das ninfas e da Ilha dos Amores

* Victor Nogueira (texto e fotos)


No espaço arquitectónico do parque dos Poetas surge um lago com uma ilha e uma gruta, evocando o espaço descrito por Luís de Camões no episódio da Ilha dos Amores, no canto IX de Os Lusíadas. Aqui se despenha em cascata o curso de água que percorre esta zona do Jardim em meandros mais ou menos sinuosos e argênteos, por entre pedras roladas. Ultrapassado o declive, a água espraia-se em lençol de água bonançoso, rodeando a Ilha dos Amores, marginada por um pequeno Jardim Botânico de espécimes exóticos. A estatuária de diversos materiais é da autoria do escultor Francisco Simões. Na “gruta” e na parede representam-se vários episódios do Canto IX dos Lusíadas, o tal cuja leitura era censurada no tempo do fascismo, atendendo ao seu caracter erótico, desapropriado em heróico e épico poema que cantava as armas e os barões assinalados que contemporâneos como Diogo de Couto e Fernão Mendes Pinto, entre outros, não glorificavam. Bem pelo contrário.





































a Ilha dos Amores e as ninfas








a gruta de Camões e a representação de episódios do Canto IX d'Os Lusíadas

vem de Oeiras - de novo no Parque dos Poetas