Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Nocivo Shomon » Poesia da Madrugada



(pormenor)

Foto victor nogueira - em setúbal no largo de santo antónio
São os versos finais da Letra da Música » Hip Hop/Rap » Nocivo Shomon » Poesia da Madrugada que pode ser ouvida em 


(Video Clip Oficial)


Licença sangue
Deixa eu te mostrar o que é poesia
Navego num mar de almas implorando alforria
Lutador luta agora e o covarde sempre adia
Se o errado tem voz o sábio nunca silencia
Grito de agonia, meu povo sorri chorando
Os mortos resistindo e os vivos se entregando
Tamo se aproximando, do fim cê ve o começo
Fulano ali se vende sim é só aumentar o preço
Música não tem cor, nem arte ou endereço
Postura uns morre sem, outros vem com ela de berço
Só quero o que mereço, meu santo não é de gesso
Vacilação total não aprender com o tropeço
Apresso o recomeço, apresso a futilidade
Os de mentira vive gritando que é de verdade
Julgando os meus defeitos não viu minha qualidade
Antes são na loucura que louco na sanidade
Uns são nem a metade, mas acham que pode tudo
Se a justiça tem voz , pra nóis sistema tá mudo
Humildade não é escudo, nem nosso sofro é orgulho
Se espantou pois esqueceu que vaia também e faz barulho
Maloca... vários monstro ao meu redor
Quanto mais gente conheço, mano, me sinto mais só
E o pastor que ontem se sentia entre nóis o melhor
Fez como o diz na Biblía, e retornou ao pó
Quem é você? Bota as cartas na mesa
Em cada coração a coleção de incerteza
Tristeza , na selva , que rouba a impureza
Vermes em demasia com mania de grandeza
Contra a correnteza suportei temporais
Bolando mais um Blunt com rimas transcedentais
Um monte chega na frente passando vários pra trás
Esquece teu passado que esse aí não volta mais

Na madrugada, escrevendo ao lado da solidão
Em cada linha escrita, um pedaço do coração


foto em 2017.03.17


Google Earth

domingo, 11 de setembro de 2016

Vila do Conde e a Viela dos Gatos

* Victor Nogueira


Nas minhas recentes deambulações pela Rua de S. Bento já reparara na placa toponímica mas o que a minha vista alcançava era um lugar esconso que não me despertara a curiosidade de para lá dirigir os meus passos e atenção. Mas em novo passeio pela urbe medieval e quinhentista, no Largo do Laranjal, deparo com a referida Viela que se me apresenta mais adiante como um estreito caminho vicinal ladeado de muros de pedra e onde mal cabem duas pessoas lado a lado, acabando por desembocar na Rua de S. Bento, junto ao Museu dos Bilros e a uma casa  fechada de amplas montras envidraçadas com o interior cheia de mercadoria - vestuário e calçado - que presumo tenha aberto falência.

Salvo em graffitti dos gatos nem cheiro. Os que escanzelados figuram neste post são alguns dos que encontrei e fotografei - plácidos - na medieval e manuelina Rua da Costa, entrando e saindo dum prédio abandonado em cuja soleira da escaqueirada porta alguém colocara tigelas, uma com água, outra com comida.














obras de renovação dum prédio cuja fachada se encontra na Rua de S. Bento e na foto seguinte

































2016.09.10

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

entre douro e minho - os grafitti, os cartazes, as fotos de fotos e as pinturas

* Victor Nogueira (texto e fotos)

Nestas minhas deambulações pelo Norte apenas deparei com 4 murais e graffiti e dos cartazes e tabuletas poucos foram captados pela objectiva do meu olhar. Fotos de fotos e de quadros em espaços fechados com a máquina digital - que saudades da minha reflex analógica - ou são normalmente impossíveis de fixar em museus ou galerias, quer por falta de claridade e tripé, quer pelo reflexo do flash no vidro ou proibição dos vigilantes de museus. É assim fraca a colheita, em quantidade e em qualidade.



Arcozelo











Amarante - Museu Municipal Amadeu de Sousa-Cardoso





Vila do Conde - igreja do Mosteiro de Santa Clara




Azurara - Monte de Sant'Ana, junto à ermida 


Azurara - Rua da Junqueira


Vila do Conde - praia de N. Sra da Guia


Vila do Conde - numa tabacaria





Arcos de Valdevez - posto de turismo


Arcos de Valdevez - Casa da Cultura


Pedra Furada - no restaurante onde almocei com o Paulo, com fotos, livros e recortes de jornais sobre Jazz e os Caminhos de Santiago pelas paredes e ao balcão


Barcelos


Vila Nova de Cerveira



Vila do Conde


Vairão



Amarante - Convento de S. Gonçalo