Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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segunda-feira, 17 de outubro de 2022

24 - Farol (velho) de Leça da Palmeira

 * Victor Nogueira


A foto acima data de 1973 ou '74. Durante muitos anos supus que esta construção seria uma torre de atalaia, em Matosinhos. Mas o meu amigo Vasco Antunes elucidou-me que se trata do farol velho de Leça da Palmeira, perdido no areal da praia de Leça da Palmeira, um pouco a norte da marina, enviando-me fotos de sua autoria. O Google Maps identifica esta estrutura como "Miramar".

Uma pesquisa com este nome permite-me obter mais informação: «O“Castelinho” de Leça, outrora chamado de “Miramar”, esteve inicialmente situado na foz do rio Leça, na margem direita, e servia para dar “senha” aos barcos de pesca que passavam à vista da costa.

Em 1870 um grande benemérito de Leça da Palmeira, João Pinto de Araújo, mandou construir o referido miramar junto da chamada “chaminé”, que então já existia, mesmo ao lado.

Até esse momento o funcionamento dessa ‘chaminé’ consistia em acender à noite uma fogueira para orientação noturna.

Com a entrada em funcionamento do “Miramar”, foi possível ter uma melhor observação do mar e usá-lo como torre semafórica durante o dia, utilizando bandeiras e, assim, dar senha aos barcos de pesca que passavam junto da costa, em dias de mar bravo”.» (in O "Castelinho" de Leça ou "Miramar" - Leça da Palmeira)

Neste mesmo documento reproduz-se uma gravura do "castelinho" no século XIX, a parti duma obra de Ramalho Ortigão.

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“Castelinho” de Leça – Gravura (1876) In “As Praias de Portugal – Guia do banhista e do viajante” de Ramalho Ortigão

«Na gravura acima, à esquerda, é possível observar a chaminé onde primitivamente se acendiam fogueiras e servia, assim, de sinalização às embarcações.»

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Google Earth







Fotos MNS e Vasco Antunes


VER  

O Farol da Boa Nova em Leça da Palmeira

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Fotos de capa em maio 02

 * Victor Nogueira


2022 05 02 - Foto victor nogueira - Ponte de Cheleiros

A ponte antiga ou romana de Cheleiros une as duas margens da ribeira homónima, na aldeia do mesmo nome, no Concelho de Mafra.

A construção da estrutura atual provavelmente remonta aos tempos medievais, tendo sido executada sobre uma anterior ponte romana, na zona existindo muitos vestígios arqueológicos desses recuados tempos.

Desta zona fala Saramago no seu “Memorial do Convento".

«Amanhã não pode ser pior, e no entanto sabiam que iria ser pior mil vezes. Lembravam-se do caminho que descia para o vale de Cheleiros, aquelas apertadas curvas, aqueles declives espantosos, aquelas empinadas encostas que caíam quase a pique sobre a estrada, (…) Perto da hora de jantar chegaram a um alto donde se via Cheleiros, no fundo do vale, (…)» 


2022 05 02 - Pão e Paz


2019 05 02 Foto victor nogueira - Setúbal - Moradia Castro CabrelA - vivenda na Avenida dos Combatentes - vivenda em ruínas - sic transit gloria mundi

VER

As pessoas por falta de tempo, aparente "facilidade"  ou pelo receio preferem a virtualidade ao "cara a cara, olhos nos olhos, mão na mão"

INcomunicando

Antigamente as pessoas escreviam muito e as cartas eram meio de transmitir notícias e muitas delas, com maior ou menor valor literário, tornaram-se testemunho dos factos, acontecimentos, ideias e sentimentos. Mas hoje, hoje as pessoas telefonam ou encontram-se, devido à facilidade e rapidez dos transportes e das comunicações, e o tempo é pouco, paradoxalmente, devido à sobrecarga do que se gasta em transportes, sentado frente à TV ou em tarefas domésticas.

.O mesmo sucede com o convívio e a conversação: por vários motivos os cafés e as tertúlias desaparecem, só se conhece o vizinho da frente ou do lado, quando se conhece, e as pessoas metem-se na sua concha, casulo, carapaça ou buraco. Muita gente junta, ao alcance da mão ou da voz, não significa que estejamos mais acompanhados e humanizados". (MMA - 1993.08.19)

OU COMO TB ESCREVI EM 1985

Sentir
............. o veludo
........................... da voz
............. o calor
........................... do sorriso
............. a fragrância
........................... do olhar
 .............o encanto.
 ...........................da alegria
 Libertar
 .............os gestos
 .............o silêncio
..............o riso
 .............as lágrimas
 Dizer
 .............amor
 .............camarada
..............amiga 
..............companheiro


2015 05 02 Foto victor nogueira - 2015.04.16 - setúbal - parque urbano de Vanicelos - o goleador


2014 01 02 Foi assim o 1º. de MAIO de 2014 em Lisboa. -  A LUTA VAI CONTINUAR!


2013 05 02 Foto Victor Nogueira - Oeiras - pombal nas terras que foram do Marquês de Pombal e Conde de Oeiras