Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Fotos de capa em agosto 19

 * Victor Nogueira

2021 08 19 Fotos victor nogueira - Murais e pinturas de GonçaloMar, em Setúbal, no Largo José Afonso e no Bairro das Palmeiras (Belavista) 


2021 08 19 Cartoon Barry Deutsch - Breve história do choradinho patronal


2020 08 19 foto de família - coreto do Monte, no Funchal (1973.08)


2018 08 19 Pintura de Yolanda Botelho - Longa é a noite ... 

2016 08 19 google - 19 de agosto - dia mundial da fotografia, que teria sido "descoberta" há 177 anos. Hoje ir "tirar o retrato" - na altura acto solene reservado à aristocracia ou à burguesia já não tem a solenidade de outrora, da foto para a posteridade, mais ou menos hirta e com as melhores fatiotas, de "ver-a-Deus". E já não se tem de estar parado, sem nos mexermos, à espera do "passarinho", com ar grave e sério ou sorridente. 

As máquinas hoje são de bolso, digitais, embora a maioria de quem fotografa desconheça os princípios básicos para obter boas  ou apenas razoáveis fotos. Hoje também sem morosos ou dispendiosos processos de revelação e cópia.

A celebração do Dia Mundial da Fotografia tem origem na apresentação oficial do daguerreótipo, a 19 de agosto de 1839, dois anos depois de inventado pelo francês Louis Daguerre.

Divirtam-se e fotografem e se quiserem vejam


2015 08 19 foto victor nogueira - Lisboa em Belém, com Rio Tejo, Padrão dos Descobrimentos e Ponte 25 de Abril 


2014 08 19 foto victor nogueira - rio minho, fronteira entre Portugal e Espanha (Galiza) em Vila Nova de Cerveira, uma pequena urbe bem cuidada de ruas empedradas e uma minúscula foritificação que protegia a povoação medieval, guarda-avançada às investidas de Castela, no interior da qual se conservam entre outros os edifícios da Igreja da Misericórdia (sec XIX), da antiga Casa da Câmara (com o respectivo pelourinho fronteiro, símbolo do poder municipal e ambos do século XVI) e a capela da Senhora da Agonia (também do século XVI),para além do enorme poço/cisterna, da torre de menagem e de várias portas e postigos, de que se destacam a omnipresente porta da traição (fuga de último recurso), a da Vila (bem defendida), a do Cais e alguns matacães. 

A fortificação situa-se numa pequena elevação e na esplanada a sul, revelim do século XVII,  tem-se umas deslumbrante vista sobre o argênteo rio Minho e vários botes, para além dum ferry boat que assegura a travessia para Espanha, agora também possível através duma recente ponte um pouco mais a montante da vila. O cervo ou o veado é o símbolo da vila. também conhecida pela sua bienal de artes


2013 08 19 Foto Victor Nogueira - Setúbal (Mercado Municipal do Livramento) onde passava a ribeira do mesmo nome, hoje encanada 


2012 08 19 Foto Victor Nogueira - Covilhã


2012 08 12 Cartoon de autor não identificado
https://www.facebook.com/168338453186090/photos/a.177741792245756/478181542201778/

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Casa-estúdio Carlos Relvas: um templo dedicado à fotografia



A Casa-estúdio esteve fechada durante todo o século XX   |  GUSTAVO BOM / GLOBAL IMAGENS



No Dia Mundial da Fotografia, o DN visita "o mais perfeito estúdio fotográfico do mundo", que fica a cem quilómetros de Lisboa

"O mais perfeito estúdio fotográfico do mundo está na Golegã, em Portugal, e foi construído pelo senhor Carlos Relvas." A tradução livre dos pergaminhos apresentados em francês pela guia Elvira durante a visita à Casa-Estúdio Carlos Relvas não deixa quaisquer dúvidas sobre o pioneirismo desse homem do Ribatejo. E o recurso à língua francesa nada tem a ver com o facto de ser esta a nacionalidade que mais procura conhecer este espaço, a cem quilómetros de Lisboa, antes com a forma como foi referido em várias revistas, jornais e tratados de fotografia em França, após a sua apresentação na Grande Exposição Internacional de 1889 (aquela em que foi inaugurada a Torre Eiffel e foram mostradas as grandes inovações tecnológicas da segunda metade do século XIX).




Um dos inúmeros autorretratos de Carlos Relvas, alguns mais de pose, solenes, outros mais excêntricos, como este

O edifício em si foi apresentado, através de fotografias, como uma grande invenção, e a Sociedade Francesa de Fotografia, na altura o grupo mais elitista a nível de fotógrafos do mundo e ao qual Carlos Relvas pertencia desde 1869, reconhece isso mesmo, atribuindo-lhe a Medalha de Ouro. Uma entre várias do percurso deste ribatejano, nascido em novembro de 1838, que logo no início da década de 1860 se começa a interessar pela fotografia.

Filho de um abastado proprietário da Beira Interior que se instalara com sucesso no Ribatejo, logo fez um primeiro estúdio no local da atual casa, "onde começa a fazer experiências". Por isso, quando em 1871 "se lança de alma e coração a realizar esta casa, sabe o que quer".




A imensa galeria envidraçada onde Carlos Relvas fotografou tantos mendigos como a realeza  |  GUSTAVO BOM / GLOBAL IMAGENS


Trinta e três toneladas de ferro fazem a estrutura da casa de dois pisos, que no andar superior da fachada nascente é completamente revestida a vidro - paredes e telhado. No interior desta grande galeria envidraçada, um sistema de cordas permite mexer as cortinas por forma a que Carlos Relvas pudesse tirar o maior proveito possível desse flash natural que é o sol. Pelo contrário, no piso térreo, são poucas as janelas, "correspondendo à outra parte necessária para a realização da fotografia: a preparação dos negativos, com as câmaras escuras e claras e os laboratórios".

Na fachada virada para o jardim, Elvira assinala alguns pormenores decorativos: os bustos dos franceses Daguerre e Niépce, dois pioneiros da fotografia mundial, réplicas de medalhas que Carlos Relvas ganhou e, sobre o lado direito, um anjo, com uma máquina fotográfica debaixo do braço. "Uma clara alusão ao desejo de Carlos Relvas de elevar a fotografia a arte principal, num momento em que está a nascer e ainda não se pode comparar com as outras artes clássicas", afirma.

Ele que se assume sempre como fotógrafo amador, ou seja, que não ganha dinheiro com a fotografia, "inventando, inclusivamente, um papel onde vai imprimir diretamente as suas imagens" ou ainda uma "lanterna mágica" que funcionava a velas e que servia para projetar os cenários que precisava para os inúmeros retratos e autorretratos que realizou na imensa galeria do primeiro andar. Foi aí que Carlos Relvas fez o retrato tanto de mendigos como da rainha D. Maria Pia. Os cenários, que subiam e desciam como no teatro e na ópera, já lá não estão, mas ainda são apresentados alguns dos adereços e material fotográfico que há mais de cem anos era do mais moderno que existia, vindos diretamente de Paris.

Não são muitas as fotografias expostas, mas lá está a da Casa-Estúdio, realizada por Carlos Relvas em 1876, e que lhe valeu a medalha de ouro em Paris em 1889 ou ainda uma fotografia de exterior, de 1868, com pessoas e animais. Uma raridade, explica a guia, face às dificuldades técnicas existentes: seria necessário manter a posição por cerca de três minutos para que o colódio, a mistura química então usada, fixasse a imagem nas placas de vidro. Placas que são mais de 12 mil no espólio da casa-estúdio, "uma das maiores coleções da Europa em termos de fotografia e testemunho histórico e artístico deste período inicial da história da fotografia que só começou a ser estudada depois de a Casa-Estúdio abrir como museu, a 20 de abril de 2007", sublinha a guia.

"Mas estimamos que tivessem chegado a ser mais do dobro", refere, lembrando que a casa esteve fechada durante todo o século XX, tendo deixado de ser utilizada após a morte de Carlos Relvas, em 1894.



 http://www.dn.pt/artes/interior/casa-estudio-carlos-relvas-um-templo-dedicado-a-fotografia-5345427.html


Visita Guiada ao Estúdio de Fotografia de Carlos Relvas (Golegã) - Portugal  









Exposição - "Carlos Relvas - Objects of Eternity"



19 de agosto - dia mundial da fotografia



google - 19 de agosto - dia mundial da fotografia, que teria sido "descoberta" há 177 anos. Hoje ir "tirar o retrato" - na altura acto solene reservado à aristocracia ou à burguesia - já não tem a solenidade de outrora, da foto para a posteridade, mais ou menos hirta e com as melhores fatiotas, de "ver-a-Deus". E já não se tem de estar parado, sem nos mexermos, à espera do "passarinho", com ar grave e sério ou sorridente. 

As máquinas hoje são de bolso, digitais, embora a maioria de quem fotografa desconheça os princípios básicos para obter boas ou apenas razoáveis fotos.Hoje também sem morosos ou dispendiosos processos de revelação e cópia.

A celebração do Dia Mundial da Fotografia tem origem na apresentação oficial do daguerreótipo, a 19 de agosto de 1839, dois anos depois de inventado pelo francês Louis Daguerre.

Divirtam-se e fotografem e se quiserem vejam "Vida e Morte duma Cosina 1000 S (reflex)" em  http://kantophotomatico.blogspot.pt/…/vida-e-morte-duma-cos…

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fotografia digital «matou estética clássica»

 

quinta-feira, 19 de Agosto de 2010 | 13:45
   
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Fotografia digital «matou estética clássica», diz perito

O diretor do Centro de Artes Visuais (CAV) de Coimbra, Albano Silva Pereira, defende que a tecnologia digital trouxe «novas potencialidades» à fotografia, mas reconhece que «veio matar a estética da fotografia clássica».
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«Tenho uma visão extremamente positiva sobre estes novos suportes, que trouxeram uma potencialidade imensa de utilização», declarou o fotógrafo, a propósito do Dia Mundial da Fotografia, que é assinalado esta quinta-feira. 
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O mundo da fotografia, nas suas diferentes áreas (arte, imprensa, ciência, publicidade e documentação, entre outras), «teve uma mutação bastante grande de há dez anos para cá, com a passagem do analógico para o digital». «O digital veio alterar toda a materialidade da fotografia», afirmou Albano da Silva Pereira, vincando que «só a capacidade de armazenagem deste suporte é hoje enorme». 
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O diretor do CAV estima que «entre 50 e 70% dos artistas contemporâneos» da fotografia aderiram já ao digital e ele próprio teve a primeira máquina digital no início dos anos 90 do século passado. «Mais de 99% do papel acabou», numa altura em que «o digital permite grandes formatos», referiu. 
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No entanto, na fotografia enquanto arte, perdura «um grande mercado arqueológico ou vintage das grandes obras». «Há uma componente química na fotografia clássica que está a desaparecer», reiterou Albano da Silva Pereira. 
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O artista recordou que a produção fotográfica segundo as técnicas antigas implicava o manuseamento de substâncias químicas «extremamente venenosas e poluentes», outra das desvantagens em comparação com o digital. «Esta revolução do digital veio matar a estética da fotografia analógica», salientou. 
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Para o diretor do CAV, «a estética da fotografia alterou-se e os mercados também». «O mercado das galerias de arte contemporânea absorveu o mercado da fotografia», acentuou Albano da Silva Pereira. 
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No Centro de Artes Visuais dirigido pelo fotógrafo, em Coimbra, pode ser apreciada, até 26 de Setembro, a exposição de fotografia «Imaginário da Paisagem», que integra obras da coleção de imagens do Banco Espírito Santo, que a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, visitou no início deste mês. Em Abril, o CAV já tinha inaugurado uma exposição de Jean-François Pirson, que retrata as errâncias do fotógrafo belga por vários locais do mundo. 
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Diário Digital / Lusa  
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Dia Mundial da Fotografia

Dia Mundial da Fotografia destaca importância da arte para o registro da história das cidades
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19/08/2010 - 08h02 , Atualizado19/08/2010 - 08h02

O DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA É COMEMORADO NESTA QUINTA-FEIRA, DATA QUE APONTA PARA A IMPORTÂNCIA DE IMAGENS PARA PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA
O DIA MUNDIAL DA FOTOGRAFIA É COMEMORADO NESTA QUINTA-FEIRA, DATA QUE APONTA PARA A IMPORTÂNCIA DE IMAGENS PARA PRESERVAÇÃO DA HISTÓRIA


Nesta quinta-feira é comemorado o Dia Mundial da Fotografia. Seja com máquinas sofisticadas, comuns ou até mesmo câmeras de celulares, a fotografia possibilita o registro, através de imagens, da história de uma cidade, a evolução e mudanças ocorridas ao longo dos anos.
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Fotógrafo há 15 anos Gilberto Júnior observa que a fotografia é a memória de uma vida. "É importante para registrar a história, o cotidiano e até o modo de vestir da população. Os fotógrafos precisam se preocupar com isto. Muitas pessoas se dizem profissionais desta área, mas não é tão simples quanto pode parecer. É preciso estudar muito, pesquisar, fazer cursos, saber sobre tratamento de imagens e conceito. Na imagem registrada estará guardada a história de uma vida ou de uma cidade", considera o fotógrafo. 
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A superintendente do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro "Oscar de Arruda Penteado", Maria Teresa de Arruda Campos, salienta que, em Rio Claro, é interessante observar através das fotos as mudanças ocorridas, por exemplo, no centro da cidade. 
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"A efervescência cultural vivida no centro com os cinemas, teatro, jardim, sociedades de relacionamento e bares, são alguns desses exemplos perdidos em nome do avanço do capitalismo e da especulação imobiliária. Ficamos reféns desse modo de vida onde não mais vale a cultura e sim o processo compra-venda, não mais vale a história e sim o estacionamento para o acúmulo de carros que transitam no centro e precisam estacionar para ir movimentar seu dinheiro nos bancos e realizar as compras nas lojas", analisa Teresa. 
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Grande parte da memória de Rio Claro está guardada no Arquivo Público. Teresa destaca que a população contribui com o acervo doando fotos, porém, considera que as doações precisam aumentar em nome da preservação da história da cidade. As fotos levadas ao Arquivo são digitalizadas e o original é devolvido, ou ainda o doador pode levar a foto em forma digital, se optar por doar a foto original. 
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"O Arquivo possuiu um bom acervo fotográfico mas ainda há muita fotografia inédita guardada nas casas e instituições. No acervo do Arquivo podemos encontrar, por exemplo, a história do integralismo no Fundo Plínio Salgado, fotos do fotógrafo rio-clarense Copriva, a Coleção Rio Claro com nosso registro histórico, fotos de gestão que são as fotografias feitas nas várias administrações e fotos de algumas das nossas escolas mais tradicionais. O povo de Rio Claro foi generoso para com o Arquivo embora precisemos valorizar ainda mais essas doações com uma garantia de cuidado e preservação", afirma. 
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A superintendente destaca ainda que a autarquia está retomando o processo de digitalização do acervo fotográfico da coleção Rio Claro. A expectativa é que até o próximo ano o processo esteja concluído, o que poderá agilizar as pesquisas. "Retomamos o processo de digitalização uma vez que a formatação ocorrida anteriormente nos computadores apagou o que já havia sido disponibilizado no suporte digital", comenta. 
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Além de preservar o acervo histórico da cidade, o Arquivo Público tem sido responsável também por realizar várias atividades culturais. Entras elas, está o Concurso Fotográfico Rio Claro Revela Sua História. 
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"Realizamos duas edições deste concurso fotográfico e com isso temos o registro atual da cidade sendo construído pelo olhar cuidadoso de sua gente. Os fotógrafos nos pedem mais concursos, dois por ano ao menos. Pretendemos ampliar para esse número em 2011 pois agora, com novos servidores na autarquia, vamos poder avançar ainda mais nesses projetos", acredita a superintendente. 
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Teresa explica que a pesquisa no Arquivo é aberta a todos os interessados, podendo ser realizada no período da tarde. É necessário fazer a solicitação por escrito e, dependendo da facilidade do tema, o material é separado em até um dia.
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Seu Milton e o Dia Mundial da Fotografia

Hoje é um dia de celebração não apenas para os colorados: 19 de agosto é o Dia Mundial da Fotografia. Seja da área de Jornalismo, Artes, eventos ou qualquer outra, tenho certeza de que todos os fotógrafos pararam por algum instante hoje para refletir um pouco sobre o que significa essa atividade para nós e para o mundo. O colega Jefferson Botega, fotógrafo de ZH, por exemplo, publicou um belo texto sobre isso no Focoblog, o blog de fotografia do jornal irmão do DG.
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A ideia inicial era fazer algo semelhante aqui no Diário da Foto, com um breve depoimento de cada colega responsável pelas imagens que você vê diariamente no DG - mas eu desisti rapidamente quando cheguei na Redação e vi isso:
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Você lembra desta pauta, que o DG publicou ano passado? Ela conta a história da amizade entre o tratador Valdir Pinto Machado e o cavalo Macanudo. Abandonado pelo primeiro dono pela sua rebeldia, Macanudo encontrou no Sr. Valdir bondade que precisava para se sentir seguro e feliz. A foto, que na época ainda foi publicada em preto e branco, é esta:
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Crédito: Cynthia Vanzella
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Faz quase um ano que esta reportagem foi publicada. Por isso foi com grande surpresa que a repórter Aline Custódio recebeu hoje a visita do Sr. Milton da Rosa Gomes. Morador de Canoas, ele se emocionou com a história e com a fotografia que ilustrou a matéria. Recortou a foto, fez artesanalmente um porta-retratos, escreveu nele uma linda mensagem e veio pessoalmente pedir que nós o entregássemos ao Sr. Valdir. Uma cartinha escrita a mão para nós diz “esta foto me comoveu, foi uma das mais belas imagens que o Diário Gaúcho já ofereceu aos seus milhares de leitores“.
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Sr. Milton, a sua atitude foi o melhor presente que a equipe de Fotografia do Diário Gaúcho poderia receber num dia como hoje. As fotografias publicadas no DG são feitas para vocês, leitores, e é recompensador saber que elas tocam as pessoas - isso nos faz ter certeza de que estamos no caminho certo.
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Muito obrigada! :) 
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 http://wp.clicrbs.com.br/diariodafoto/2010/08/19/seu-milton-e-o-dia-mundial-da-fotografia/?topo=52,1,1,,186,e186
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Cultura

Biblioteca abre exposição no Dia Mundial da Fotografia - 18/08/2010 12:10

O fotógrafo Mário Augusto abre a exposição “Curitiba mais ou menos”, nesta quinta-feira (19), no hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná. A data coincide com o Dia Mundial da Fotografia. A ideia do profissional é “mostrar humanidade em fotos da arquitetura e urbanidade”. A mostra, que reúne 12 fotos, ficará em cartaz até dia 31.

Mário Augusto diz ter o hábito de retratar pessoas ou coisas em abordagem que “namora com a literatura”. Os alvos de suas lentes são as ruas, calçadas, edificações e seres humanos. Em Curitiba, famosa por ser fria no clima e no comportamento dos habitantes, o fotógrafo tenta trazer à tona e em processo de investigação bastante simples, os mais e menos abaixo de zero que não apenas a meteorologia consegue medir.

“É na obra de Dalton Trevisan que a fotografia esbarra nesta nova fase de produção, em paisagens de neblina, garoa e climas que remetem ao reduto clássico do velho vampiro. Ambientado em bares onde pode se detectar a fauna tantas vezes retratada pelo mestre dos minicontos”, diz Mário Augusto. Ele destaca que o flerte com os poetas da cidade é antigo e que veio do veterano das letras Thadeu Wojciechowski a ideia desta Curitiba mais ou menos.

PERFIL – Mário Augusto nasceu em Goiânia, em 1965. Passou por São Paulo onde frequentou a fase áurea do Riviera, nos anos 80, convivendo com cartunistas, cineastas, fotógrafos, jornalistas, poetas e músicos da época mais efervescente da pauliceia. Iniciou na carreira através da Escola Panamericana de Artes-SP.

Mora em Curitiba desde 1992. Trabalhou com fotojornalismo e publicidade. Atualmente dá cursos de fotografia no Solar do Barão pela Fundação Cultural de Curitiba. “Curitiba mais ou menos” é a sua primeira exposição individual após várias coletivas.

Serviço: Exposição fotográfica “Curitiba mais ou menos”

Data: 19 a 31 de agosto

Local: Hall térreo da Biblioteca Pública do Paraná – Rua Cândido Lopes, 133

Áudio:

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http://www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=58636&tit=Biblioteca-abre-exposicao-no-Dia-Mundial-da-Fotografia
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19 de agosto, dia Mundia da Fotografia

Vivemos em um mundo imagético, a fotografia encontra-se em todos os momentos, em todos os lugares, mas como disse Susan Sontag:
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“Em primeiro lugar, existem em nossa volta muito mais imagens que solicitam nossa atenção. O inventário teve início em 1839, e, desde então praticamente tudo foi fotografado, ou pelo menos assim parece. Essa insaciabilidade do olho que fotografa altera as condições do confinamento na caverna: o nosso mundo. Ao nos ensinar um novo código visual, as fotos modificam e ampliam nossas ideias sobre o que vale a pena olhar e sobre o que temos o direito de observar”.
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Hoje comemora-se o Dia Mundial da Fotografia, ela está em todas as plataformas, de várias formas, cores, tamanhos, mas qual a imagem que marca? Qual realmente sintetiza um evento?
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Sontag também dizia que: “Em época recente, a fotografia tornou-se um passatempo tão difundido quanto o sexo e a dança - o que significa que, como toda forma de arte de massa, a fotografia não é praticada pela maioria das pessoas como uma arte. É sobretudo um rito social, uma proteção contra a ansiedade e um instrumento de poder”. 
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Mesmo com aparecimento de outras formas de exibição (computador, cinema, televisão) a fotografia continua sendo a única a captar a alma, ou como diria Bresson: “O momento decisivo”.
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Fotos - Henri Cartier Bresson
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Postado por J Botega, às 14:40
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http://wp.clicrbs.com.br/focoblog/2010/08/19/19-de-agosto-dia-mundia-da-fotografia/?topo=13,1,1,,,13
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