Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 27 de maio de 2021

É a guerra, é a guerra!

  Victor Nogueira


Fausto - "A guerra é a guerra" do disco "Por Este Rio Acima"  

Há por esse país fora muitos largos, praças, ruas ou avenidas dedicadas aos Combatentes ou Mortos da Grande Guerra e aos Heróis ou Combatentes da Guerra do Ultramar. Lembrados também em monumentos escultóricos. Aqui se coligem os textos das minhas Viagens em que tal é referido, incluindo fotografias de minha autoria.


Alpedriz Pertencendo a Alpedriz, encontra-se a povoação de Montes, por onde andaram os romanos, sendo visível a Igreja de S. Vicente, de traça moderna, em cuja fachada se encontra gravada uma lista dos filhos da terra mortos na I Guerra Mundial. No interior do templo a via sacra está representada por baixo relevos polícromos, e no exterior, sobre um pilar de prata, encontra-se uma imagem de Santa Maria. (Notas de Viagem, 1998.02.22)


Batalha  De Fátima fomos à  Batalha ver o Mosteiro. Lembro-me das Capelas Imperfeitas, de quando cá estive em 49/50. Gostei bastante de ver o Mosteiro, que é de calcário. Vi os claustros, a Sala do Capítulo, onde se encontra o Túmulo do Soldado Desconhecido. É proibido dar donativos naquela sala, mas os visitantes metiam-nos no bolso do sentinela que lá estava perfilada. Vimos a sala de 14/18, mas à pressa. Eu gosto de ver as coisas calmamente. (1963.09.02 - Diário III)

Cós (Coutos de Alcobaça)  No adro da igreja, onde sobressaem palmeiras, uma lápide regista o nome dos filhos da terra mortos na Guerra de 1914/18. A pintora Josefa de Óbidos havia pintado alguns quadros para o Convento, dispersos após a extinção das Ordens Religiosas na sequência das Revoluções Liberais do século XIX. .(Notas de Viagem, 1997.10.31)


Covilhã Jardim principal - com miradouro debruçado sobre a Serra. Igreja de S. Francisco (da estrutura gótica primitiva restam duas capelas tumulares). Monumento aos mortos da grande guerra. (1998.07.08/12)


Évora - Jardim Público. Onde está uma oliveira com uma lápide que reza assim:  "Oliveira plantada em 14 de Julho de 1919 comemorando a Paz Universal após a Guerra dos Povos Aliados contra a Alemanha" (NSM - 1969.01.26)

Évora Dentro de momentos a Praça do Giraldo será cenário duma  manifestação [do 10 de Junho] que pretendem grandiosa e durante a qual se enaltecerá essa gloriosa e alegremente sacrificada juventude portuguesa que em terras de África defende a herança dos seus avoengos, numa guerra santa sobre cujos fundamentos se não admitem dúvidas.  (...) Está uma manhã cheia de sol, contrastando com o pluvioso e cinzento dia de ontem. Pela janela aberta chegam-me aos ouvidos o chilrear dos pássaros e os discursos transmitidos pelos autofalantes, na cerimónia que se realiza a dois passos daqui, entrecortados por salvas de palmas. (NSF - 1969.06.10)

Évora À minha direita dois velhotes conversam: um deles conta qualquer episódio relacionado com a sua estadia na Grande Guerra de 14/18. (…)  Mais velhotes sentam se ao lado da minha, iniciando amena cavaqueira. Agora reparo que esta é a mesa deles. Adeus, estudo. Um deles diz que os gajos da situação são os que mais maldizem o Marcelo [Caetano] e os que mais o homenageiam. (MCG - 1972.09.28)

Évora No Giraldo Square erguem-se bancadas e toldos, que vedavam ao trânsito automóvel a rua da Selaria (ou 5 de Outubro). O Giraldo é uma "bancadaria" para [comemorações d]o 10 de Junho, que este ano deve ser comemorado em grande, para compensar os desastres que se vão averbando na Guiné e no Norte de Moçambique. (...) Domingo próximo, em Portugal de lés a lés, viver-se-ão jornadas de fervor patriótico! (MCG - 1973.06.07)

Évora Num ápice o Arcada enche-se. Terminaram as condecorações, os toques de clarim e o desfilar das forças em parada. Já ontem se notavam muitos forasteiros que de longes terras vieram até ao povoado. Aqui à minha direita, muito ternos, uma moça conversa com o namorado e deixa entrever um grande pedaço da pele das costas, entre as calças e a blusa. Questões de posição! À esquerda, um marinheiro com familiares (?) exibe a sua condecoração de fresca data. Além o senhor Jaime abre e fecha os braços, como asas, enquanto vai dando lustro aos sapatos de um cliente. Passam empregados com as bandejas cheias de chávenas, copos e comes. (...) O marinheiro levanta-se e parte. Afinal a bengala não é dele mas do amigo que o acompanha. O senhor Tenente e o senhor Coronel cumprimentam-se, batem a pala e apertam as mãos, enquanto as respectivas esposas se beijam. Na carequinha do senhor Coronel o vinco na pele assinala a presença do boné, agora sobre a cadeira. Entram pessoas de luto e há cumprimentos de mesa a mesa. Precisava duma câmara de filmar. ( MCG - 1973.06.10)

Évora Levanto os olhos e vejo muitos magalas, na sua farda verde oliva. Andam também pelas ruas, aos grupos, espalhafatosos, como quem já tem o seu grão na asa. "Cheira-me" que haverá dentro em breve mais um contingente para a guerra em África. Alguns escrevem, curvados sobre o papel, a caneta firme na mão, como quem não está habituado a frequentes escrituras. Parecem rapazes muito novinhos; uns conversam, irrequietamente, outros têm um ar absorto, ausente.(MCG - 1973.11.26)

Os magalas ainda não embarcaram, continuando a encher ruas e cafés.(MCG - 1973.11.27)
 

Lisboa Após o almoço fomos ver o Museu Militar, de que também gostei. No Museu de Angola, em Luanda, também temos algo, mas não se pode comparar a este. Gostaria de tê-lo visto com mais vagar. Seguimos pela Avenida Marginal até à Torre de Belém.  (Diário III 1963.09.10 págs. 354/355)

Lisboa No dia 21 de Fevereiro os estudantes de Lisboa pretenderam fazer uma  manifestação de protesto contra a guerra no Vietname, não aceitando a pesada responsabilidade que os americanos pretendem dividir com o mundo ocidental. Essa manifestação culminaria com a entrega dum abaixo assinado. (...) A manifestação estava marcada para defronte da Embaixada dos EUA, na Av. Duque de Loulé, para a mesma hora da chegada do Almirante Américo Tomás da sua visita à Guiné. Pelo que me contaram a polícia de choque e os cães polícias (para quê tanto aparato ?!) obrigaram os estudantes a dispersar. Estes foram até à Avenida Almirante Reis e ali, encurralados, foram presa fácil para a  Polícia de Inducassão e Defesa dos Estudantes. Apenas a RTP e um dos jornais diários falaram do incidente. (...) 

(Ao slogan "Abaixo a Guerra no Vietname" seguiram-se "Abaixo o Fascismo" e "Abaixo a Guerra Colonial". ...)  Semanas antes, na Universidade do Porto,  s estudantes boicotaram a visita do Embaixador dos EUA aquela Universidade. (NSF - 1968.03.21)

Lisboa Começando naquela Igreja e estendendo-se quase até ao Rio, passando ao lado da Igreja de Santa Engrácia, Panteão Nacional, estende-se Feira da Ladra onde se encontra um pouco de tudo. ( ) Especialmente roupa, mas também fardas, sapatos, capacetes de aço e caixas vazias de munições (relíquias da I Guerra Mundial ?), malas, sacos, carteiras, ferro-velho, antiguidades, móveis, moedas... enfim. De tudo o que vi, no entanto, só me interessava um par de candelabros. Mas não cheguei a perguntar o preço. Havia um jardim com vista para o rio e para a parte baixa da Feira. As ciganas vendiam roupa e tinha a sua piada ver as pessoas experimentarem calças por cima das que traziam vestidas. Havia de ser uma grande experimentação! Já eram 17 horas quando lá chegámos. Havia um mar de gente modesta (mais alguns hippies e estrangeiros), que se acotovelava e furava, enquanto os automóveis passavam tangentes aos peões e buzinavam.  

Não comprei nada. Só me interessavam antiguidades, mas receio ser facilmente enganado, pois não sei avaliar aquela mercadoria. Mas estendais de antiguidades havia poucos; a maioria era ferro-velho: dobradiças, fechaduras, chaves enormes, bicos de fogões a gás... Ouvi lá um negociante de antiguidades dizer a outro que à 3ª feira o negócio é melhor. (XXX - 1973.09.23) 


Maiorga Um minúsculo largo é o centro desta antiga vila, onde se encontram o pelourinho (que lhe dá o nome), a antiga igreja da Misericórdia ou do Espírito Santo, com o seu portal manuelino, hoje desactivada e que foi entretanto escola de música, mesmo ao lado da sede do clube da terra (Sociedade Filarmónica de Maiorga) e do edifício da nova igreja, de S. Lourenço, com o seu adro arborizado, templo despretensioso, com um relógio de sol na fachada principal e um altar barroco. Neste mesmo largo um fontanário com azulejo de Santo António tem a inscrição de que se trata duma Obra da Ditadura (1933), como aliás consta dum outro mais pobre existente noutro largo, isto sem falar num cruzeiro dedicado Ao Portugal Eterno e num memorial aos combatentes do Ultramar (1993), este no Largo dos Combatentes. Não obstante estes testemunhos, a rua principal denomina se do 25 de Abril e nela existe uma casa em cuja fachada figura um painel de azulejos representado o aviso Afonso de Albuquerque, talvez o que foi afundado na chamada Índia Portuguesa quando da invasão pela União Indiana. . (Notas de Viagem, 1998.02.21/22)


Pederneira Aqui, no cimo do promontório a sul, esteve a primitiva povoação, com o edifício da antiga câmara - com torre sineira e brasão de armas - e o pelourinho, entretanto roubado e substituído pelo tronco petrificado duma árvore. (...)  A Igreja Matriz, de N. Sra. das Areias, tem o interior coberto de azulejos não figurativos, e uma lápide recordando os nomes dos três filhos da terra mortos na I Grande Guerra  (Notas de Viagem, 1997.10.31)


Porto Na 2ª feira [10 de Junho] fui, com o avô Luís, assistir [na Avenida dos Aliados] às condecorações militares que se distinguiram no Ultramar. Estava muito povo a assistir. Em seguida fomos ao café e voltámos para casa. . (Diário III, 1963.06.10/13)


Vendas Novas, no caminho de Évora para Setúbal, nada tem de relevante: uma povoação de casas dum ou dois pisos, uma larga avenida de passagem com comércio e alguns cafés, para além dos canhões na parada fronteira ao quartel, espécie de museu militar que desperta a tenção do viandante apressado. (Notas de Viagens, 1997)


Vila Real Rua Sarmento Pelotas, herói da I Guerra Mundial, que vai dar ao rio. Varandas de madeira e cruz em madeira do Senhor dos Desamparados. Portal com almofadas e ombreira superior trabalhadas. (1999.09.02)

Coimbra 1976 08 - Estátua em bronze erguida em homenagem aos "Heróis do Ultramar", da autoria de Cabral Antunes, foi inaugurada a 10 de Junho de 1971, pela Câmara Municipal de Coimbra, e representa um soldado a empunhar uma arma e a transportar uma criança aos ombros. 


Lisboa - Museu do Combatente Forte do Bom Sucesso)


Lisboa - Memorial junto ao Forte do Bom Sucesso


Oeiras - Aos mortos da Grande Guerra 1914 / 1918 -   Aos combatentes mortos pela Pátria







Oeiras - Aos filhos do Concelho de Oeiras caídos na Guerra do Ultramar 1961 / 1975 - (21 de Junho de 1997)




Oeiras - Monumento Presença do Soldado Português em África, de autoria de Maria Morais (10 de Junho de 2013)

Oeiras - Cemitério - Talhão dos mortos da Grande Guerra - a inserir




Porto - Praça Carlos Alberto - Monumento aos Mortos da Grande Guerra, da autoria de Henrique Moreira, "1914. Aos Mortos da Grande Guerra. A cidade do Porto. 1918"




Porto - Cemitério de Agramonte - Talhão dos Mortos da Grande Guerra







Setúbal - Cemitério de N Sra da Piedade - Memorial e talhão dos mortos da Grande Guerra e da Guerra Colonial



Setúbal  - Largo Almirante Reis - Monumento aos mortos da Grande Guerra

quinta-feira, 9 de março de 2017

Women At Work in 1917



Women At Work in 1917

For International Women’s Day 2017, I dug through the archives for a glimpse of what the workplace was like for women a century ago, in 1917. Large numbers of women were involved in the war effort during World War I, volunteering, working as nurses or support, or working in traditionally male jobs back home. But women were also making strides in 1917, assuming government roles (the first woman ever elected to the U.S. Congress), marching for the right to vote, even risking jail to teach others about safe birth control methods. This photo essay is paired with another: Women At Work in 2017, for a more global look at what the workplace is like for a woman today.

Original caption: "Women are shown preparing to deliver various government packages. They are members of the National League for Women' Service, which is proving of great assistance to Uncle Sam in carrying on the Great War. Women are employed as drivers, ambulance drivers, messengers, etc. Captain A.B. Bayle is shown cranking the car, prior to making her rounds in New York." #

Library of Congress / Bettmann / Getty


Women from various backgrounds and experiences offering their services in support of World War I at the office of the New York City Women's Suffrage Party on 34th Street on March 30, 1917. #

Library of Congress



Original caption: "Springfield, Massachusetts - The Vassar College girls demonstrated their skill as farmers at the Eastern States Exposition and Dairy Show, which opened recently in Springfield, on October 16, 1917. One of the Vassar farmerettes is shown driving a heavy farm tractor." #

Bettmann / Getty



British women carpenters near the front, during World War I, ca. 1915. #

Library of Congress


A female street car conductor on a trolley line in Washington, DC, on December 8, 1917. #

Bettmann / Getty



Women making flags at the Brooklyn Navy Yard, Brooklyn, New York, on July 7, 1917. #

Library of Congress


Helen Campbell, the first wireless operator of National League for Women's Service. at work on May 8, 1917. #

Library of Congress


Women of West Side Branch of New York County Chapter of the Red Cross working in Schwab Home. In the Billiard room. #

Bettmann / Getty


Photojournalist Helen Johns Kirtland in a trench during World War I. She is wearing a helmet and great coat, and has a gas mask hanging around her neck. As a war correspondent, she covered many battles, photographing and reporting for a publication named Leslie’s Illustrated Weekly. #

Library of Congress


Original Caption: "Cowgirls of Pasadena, California." #

Bettmann / Getty




Original Caption: "Suffragettes who 'did their bit' in prison for picketing the White House pose in workhouse garb...Left to right, Miss Doris Stevens, Mrs. J.A. Hopkins, New Jersey Chairman of the National Women's Party, and Mrs. John W. Branna of New York, Chairman of the National Women's Party, wearing the rough clothing they wore while serving their sentence in the workhouse at Occuquan. The coarse uniform consists of underwear made of ticking, thick cotton socks, man's size shoes, with thick soles, and a wrapper and apron made of gingham, a string tied around the waist served as a corset. In the pocket of the apron were carried a comb and tooth brush." #

Bettmann / Getty


Original Caption: "Dorothy Webb and Rene Davis working on aeroplanes." March 24, 1917. #

Bettmann / Getty


Women railroad workers in the Baltimore and Ohio Railroad shops during World War I in Lorain, Ohio. May 14, 1917. #

Library of Congress


Original Caption: " September 14, 1917 - Miss Marie Breslin, first class 'Yoeman' assistant to Commander G.G. Mitchell in charge of the Charlestown Navy Yard." #

Bettmann / Getty


British motor ambulance drivers with their vehicles, Étaples, France, on June 27, 1917, during World War I. #

Library of Congress


Original Caption: "Maine's Only Woman Machinist Wears Overalls. in Portland, Maine: Miss Lillian Johnson has the distinction of being the only woman machinist in the state of Maine. Not satisfied with this distinction, she is likewise known as the only woman in the state who wears overalls at her work. She was born in Guttenberg, Sweden, 20 years ago. After studying bookkeeping for a time, she finally discovered her talents led her to machinery and now is considered one of the best in Portland. She is 5 feet, 4 inches in height, 39 bust, 39 hips, 20 waist and can lift 400 pounds. She is employed by the Raymond Machine Company at the Customs Wharf, Portland, Maine." #

Bettmann / Getty


Representative Jeanette Rankin, the first woman elected to the United States Congress, photographed while in office, on February 28, 1917. Rankin ran for a House seat in Montana in 1916, won, and served as a member of the 65th Congress from 1917 to 1919. She later ran and won again, and served as a member of the 77th Congress from 1941 to 1943. #

Bettmann / Getty


Original caption: "British women took up jobs as carpenters to help their country during World War I." #

Bain News Service / Library of Congress


Mrs. Amos Pinchot and other women outside the Court of Special Sessions, in Brooklyn, during the trial of Margaret Sanger, indicted for her teachings on birth control. Sanger was instrumental in organizing groups that would later become what we know today as Planned Parenthood. #

Bettmann / Getty


Original caption: "Suffragettes Aid Recruiters To Enlist Men for the Navy. Miss Frances E. Fitch one of the pretty suffragettes who aided in enlisting men for the Navy by placing Navy Posters in store windows." #

Bettmann / Getty


Women in the motor corps of the National League of Women's Service taking the oath of allegiance at the 71st Regiment Armory, New York City, on May 29, 1917 during World War I. #

Library of Congress


American artist Mary Foote painting a portrait on January 17, 1917. #

Bettmann / Getty


Original caption: "British women's auxiliary force which may be used for many things behind the firing line, lined up for parade just before their departure for France, on August 26, 1917." #

Bettmann / Getty


Women pull farm equipment in a field during World War I, in Oise, France, in 1917. #

Library of Congress


Original caption: "Girls loop stockings at Ipswich Mills, Boston. Massachusetts." #

Lewis Wickes Hine / Library of Congress


Women's Mounted Emergency Corps, ca. 1917. #

Library of Congress


Original Caption: "The first of twenty-six American girls who have been selected for the hazardous work of driving one of the American ambulances in Russia. Miss Natalie Camp will soon start for her task at the front. She is anxious to go and has been soliciting funds for the ambulance service from the seat of the auto ambulance that is pictured with her. It is the one she intends to take to Russia with her." #

George Rinhart / Corbis via Getty


https://www.theatlantic.com/photo/2017/03/women-at-work-in-1917/518964/