Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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terça-feira, 25 de agosto de 2020

pausa para descanso no trabalho fabril

* Victor Nogueira

foto victor nogueira - em Setúbal, na 2ª metade dos anos '80, esta era uma das três últimas fábricas de conservas de peixe ainda a laborar na cidade sadina, das quais apenas a localizada no Bairro Salgado (a última a encerrar) tinha o processo de fabrico mecanizado e parcialmente automatizado.

Visitei as três num processo malogrado de levantamento do património edificado, por mim proposto e coordenado, que pudesse vir a ser classificado e preservado, no âmbito da Divisão de Planeamento Urbanístico onde estava colocado, em colaboração com o Conservador do Museu de Setúbal / Convento de Jesus, o historiador de arte Fernando António Baptista Pereira..

Aqui retrato o intervalo para almoço, numa fábrica localizada na Praia da Saúde.

domingo, 7 de junho de 2020

Maiorga - Solar do Outeiro

Fotoblogue
quinta-feira, 29 de março de 2018
Mais um atentado ao património! Solar quinhentista do Outeiro, Maiorga, Alcobaça, totalmente demolido pelos proprietários.

Segundo o jornal «O Alcoa», o Solar do Outeiro, de Maiorga, foi totalmente arrasado pelos seus proprietários, no passado dia 27 do corrente  mês de Março. 
Como é que a Câmara Municipal de Alcobaça não classificou este imóvel como sendo de interesse municipal?
Como é que é possível que este património não fosse sequer referido no site da mesma autarquia? (ver aqui)
Se existe ficha para a "Quinta do Outeiro" na Direcção Geral do Património Cultural, iniciada em 2001!!!, como é que 17 anos depois a classificação nunca foi concluída? (ver aqui).

O vídeo da destruição pode ser visto na página do Facebook do jornal «O Alcoa» (ver aqui)

Fotografias do antigo solar, partilhadas através do blogue Kant_O_Photomático - Maiorga, nos Coutos de Alcobaça,  de Victor Nogueira, a quem pertencem todos os créditos das imagens que se seguem.

 










Armas de Sás? Peixotos?


Fotos Victor Nogueira



Post scriptum (Victor Nogueira)

Quando visitei Maiorga fiquei encantado com o edifício, então já degradado. Hoje acidentalmente dei com a notícia da sua demolição e com este post. Fico contente que dele restem as fotos que na altura tirei. Sic transit, gloria mundi

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Livro de fotografias pretende eternizar a Linha do Vale do Tua


05-07-2010 - 13:43

Leonel Castro e Jorge Laiginhas autografaram os exemplares do livro
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Com a elaboração deste livro, os seus autores pretenderam retratar um património natural de Trás-os-Montes que eventualmente poderá desaparecer, com a construção da barragem do Tua. Para o Fotojornalista, Leonel Castro, esta obra é um “grito a favor do Vale do Tua” e ao mesmo tempo uma denúncia do que considera ser “uma barbárie que esta prestes a acontecer, criada pelos nossos governantes, que não sabem fazer mais do que destruir o interior do pais” afirmou o Fotojornalista.
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Um trabalho documental, realizado ao longo de dois anos e que levou os seus autores em conjunto a percorrerem as zonas afectadas com a construção da barragem do Tua.
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Para Leonel Castro a realização desta obra tem como objectivo “documentar até ao extremo todo o Vale do Tua que vai ser destruído por essa barragem”, salientou. O fotojornalista referiu que o Vale do Tua é um património natural da região de Trás-os-Montes que “vai ser completamente inundado com o levantamento daquelas toneladas de betão, que vão surgir na foz do rio”, condenou Leonel Castro.
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Os autores esperam agora continuar a divulgar a sua obra pela região, visto esta ter sido a primeira apresentação do livro “Pare, Escute, Olhe”, feita em Trás-os-Montes. “O objectivo agora é levá-lo aos outros concelhos que vão sofrer com a construção desta barragem, isto é claro se as pessoas nos convidarem”, finalizou, Leonel Castro.
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No final da apresentação, foram colocados a venda, alguns exemplares da obra.

domingo, 14 de março de 2010

Roman Ruins


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Ícone de canal
Videomanjohn

Roman Ruins in Europe and the Middle East photographed around 1900. Photochrom prints from the Library of Congress collection at http://memory.loc.gov/pp/pg... 
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terça-feira, 29 de setembro de 2009

“Barreiro – O Património… visto do rio” - Exposição fotográfica colectiva


rostos.pt


artes rostos.pt - o seu diário digital

Exposição fotográfica colectiva
“Barreiro – O Património… visto do rio”


“Barreiro – O Património… visto do rio”" vspace="5" align="right" border="2" hspace="10">A Cooperativa Cultural Popular Barreirense promoveu dois passeios, no Pestarola, com o objectivo de apreciar a riqueza patrimonial do Barreiro, visto… do lado de lá do rio.



A maioria dos participantes levou máquinas de filmar e fotográficas, como resultado desta experiência, surgiu a ideia da realização de uma exposição fotográfica colectiva, com as fotografias e os “olhares” de cada um…


A exposição decorrerá na Cooperativa Cultural Barreirense, desde o dia 1 a 11 de Outubro de 2009.


“Nos dias 25 e 26 de Junho de 2009, a bordo do Pestarola, por iniciativa da Cooperativa Cultural Popular Barreirense, realizaram-se dois passeios com o objectivo de apreciar a riqueza patrimonial do Barreiro, doutro ponto de vista, diferente, não habitual, ou seja, visto… do lado de lá do rio.


A Cooperativa Cultural Popular Barreirense, pela importância da temática e valorização Cultural, decidiu levar a cabo esta iniciativa, tendo para isso contado com a colaboração da Câmara Municipal do Barreiro.” – refere a Cooperativa Cultural.



“Sabendo que o Barreiro é rico em património edificado e natural, quisemos sentir a relação íntima com os rios e a emoção de “ver” e fotografar os Moinhos de Maré e de Vento, a Estação Sul e Sueste, Alburrica, Parceria Geral das Pescas, Seca do Bacalhau, Complexo Real do Vale de Zebro, os pólos industriais, e outros cenários que estão na génese da Cidade do Barreiro e da importância que teve outrora na história do país.

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O Pestarola fez as duas viagens, com partida às 15 horas e duração de duas horas cada viagem, uma para o lado do Rio Coina e a outra para o lado do Rio Tejo, com lotação esgotada (23 participantes), e a colaboração de uma técnica especializada em património.” – acresscenta a nota que recebemos na nossa redacção.



“A maioria dos participantes levou máquinas de filmar e fotográficas, com o intuito de recolher imagens nunca vistas… do outro lado, ganhando outra “alma”, outra perspectiva que não estávamos habituados.

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Como resultado desta experiência, surgiu a ideia da realização de uma exposição fotográfica colectiva, com as fotografias e os “olhares” de cada um.” – sublinham.


“A exposição decorrerá na Cooperativa Cultural Barreirense, desde o dia 1 a 11 de Outubro de 2009.

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Os Barreirenses começam a ter motivos e sensibilidade para olhar para o rio, para as obras do Polis, sentir a evolução em Alburrica, a requalificação da Avenida da Praia, … e a visão e a certeza de que o Barreiro está cada vez mais bonito.” – refere a finalizar a Cooperativa Cultural.

in Rostos - 25.9.2009 - 0:51
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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Museologia das Minas de S. Pedro da Cova ?

Quarta-feira, 11 de Março de 2009


Com base na obra de Maria Lamas, As mulheres do meu país, a Biblioteca da Escola Secundária de S. Pedro da Cova e a Junta de Freguesia promovem uma mostra fotográfica inspirada na recolha efectuada por aquela autora na primeira metade do século XX, nas Minas de S. Pedro da Cova. Maria Lamas percorreu o país de Norte a Sul, incluindo Açores e Madeira. Deslocou-se às mais remotas aldeias, entrevistou e fotografou as mulheres, os seus trajes, os seus rostos marcados pelas agruras de um trabalho pesado e parcas condições de vida.





Nestas fotos que retiram do silêncio as vozes de Maria Tagarela e outras trabalhadoras das Minas de Carvão de S. Pedro da Cova, as mulheres britam o carvão, transportam-no à cabeça e empurram enormes e pesadas vagonetas, como se vê na magnífica fotografia que se segue e que pode ser apreciada, entre muitas outras, até 13 de Março, no átrio da Escola Secundária de S. Pedro da Cova.

EVV
pinholeiro disse...
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Decorria o ano de 1975 quando por obrigação militar fui a primeira vez ao coração de S.Pedro da Cova. Era Oficial Miliciano e tinham-me entregue vários "Processos de Amparo" de soldados filhos e netos de gente que a mina tinha enviado para um fim de vida duro e em que a morte era já companheira de todos os dias. A "silicose" estava instalada e esses jovens eram quase sempre amparo dos que os antecederam numa mina que já não os recebeu. Não foram passados muitos anos e lá regressaria não me recordo do ano sei que utilizando a minha câmara fotográfica recolhi imagens de um tempo vencido, de muitas lutas e dores que permaneciam na representação das fotografias que agoram aqui são mostradas. Se o tempo que estas fantásticas fotografias tinham passado o arranque do museu mineiro tornava possível a permanência histórica. Lá voltaria muitas e diversas vezes com pretextos vários. Os gemidos das vagonetes já não se ouviam, o dos Homens esse ecoava ainda pelo poço.

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