Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Projecto Ruin'Arte, por Maria do Carmo Serén



QUINTA-FEIRA, 31 DE MARÇO DE 2011


O Projecto Ruin'Arte, por Maria do Carmo Serén.* Fotos de Gastão de Brito e Silva.

 
Avizinhando-se a primeira exposição deste projecto na Invicta Cidade, com uma nova colecção inteiramente dedicada a esta magnífica e histórica região, venho aqui homenagear todos os portuenses e em especial, a Dra. Maria do Carmo Serén, que amavelmente me agraciou com a sua pena...
 
Já sabem, será inaugurada no dia 2 de Abril, pelas 16.30h no Palácio das Artes, no Largo de S. Domingos, 16-22, ficará patente até dia 24 ... conto com a vossa massiva presença e incondicional apoio a esta causa que é de todos nós.


Gastão de Brito e Silva.
Sabemos bem que cruzamos o tempo da Post-fotografia, esse conjunto de tendências que solicitam uma concepção de arte total, (tudo é Arte, tudo pode ser estético) e exploram as capacidades tecnológicas da representação. 
 
Há, com isto e fora disto, um novo olhar sobre o mundo urbano onde não se distingue centro de periferias e uma concepção sobre o território onde se desenham, em grandes espaços, passagens breves do cultural sobre a Natureza.
Aí se levanta ainda a questão dos vestígios. Testemunhos de civilizações, de arqueologia urbana, rural, exótica ou industrial são agentes de uma interrogação sobre o presente.
 
A noção romântica de ruínas, de restos nostálgicos de uma cultura de origens, surge agora como manifestação crítica da perda, da desconstrução que rege a actividade criativa do homem.
Um dos processos mais recentes da abordagem da degradação, do absurdo do envelhecimento das coisas é a cartografia fotográfica, que no conjunto do observado destaca pelo escurecimento ou banimento da força  do contexto, os objectos a distinguir. 
 
E assim, porque destacados num meio neutro, o objecto torna-se pregnante como uma escultura no terreno.
É esse o processo usado por Gastão de Brito para destacar as suas ruínas de prédios erodidos, que se isolam no seu tempo e fora do seu tempo.
As suas ruínas, (prédios, quintas, fachadas, interiores ou pormenores artísticos) são indiciados pela cor e elevam-se num meio de cinza de chãos, céus, construções ou mesmo pessoas. 
No cinzentismo da envolvente, as ruínas ganham vida, essa vida de desolação e beleza tardia e frágil, que exige intervenção imediata.
 O edifício que sobe a rampa difícil, impera na encosta no seu vermelhão envelhecido; a velha quinta com telhados seiscentistas e entradas para cavalos, amarelecida na sua erosão, distingue-se do aprumo e geometrismo recente das habitações que espreitam num plano posterior; A fonte que se avista no portal do prédio de construção adiada inviabiliza a destruição do edifício, mas é de novo a cor que sobressalta e fixa o olhar.
 São notas alheias de cor, (uma buganvília, um rosa forte, os vidros partidos de um conhecido armazém…) que instalam a  decadência e a sedução. 
 
Por vezes o efeito de destaque é provocado pela claridade imposta ao objecto, uma das práticas da nova fotografia cartográfica.
O destaque transforma-se numa topografia. Outras imagens introduzem esse factor da erosão e do abandono contemporâneos que são os grafitti.
Podem por si só, eleger um edifício como ruína; ou proporcionar uma bela imagem: o homem de boné que não esconde os cabelos brancos, feito sombra cinzenta no colorido do muro sugestivo.
Os grafitti são um elemento informativo do nosso tempo, dizem o mesmo que a árvore de Maio da Revolução Francesa, anunciam a contestação e a afirmação de si de um grupo novo. 
 
Podem ser arte, podem juntar um ar estético ao vazio. Mas tal como aqui os vemos também denunciam a degradação.
O sentido estético destas imagens de Gastão de Brito não se constrói a partir da nostalgia; entranha-se como uma variante da própria fotografia que nos mostra o que foi como uma emanação; que nos fala de presença e ausência simultânea.
São ambas, ruínas e imagem fotográfica, o sinal de uma catástrofe e à iminência de um desastre, (a fotografia, suspendendo o tempo é uma catástrofe no conceito das leis da Natureza). Ambas assinam uma declaração de morte.
Talvez por isso mesmo, nessa aliança dos dois objectos, ruínas e imagem fotográfica, a nostalgia infiltra-se por entre os recursos da cartografia. Vestígios como estes não são apenas imagens, são semântica.
Dizem-nos de outros tempos, da vida que proporcionaram, da beleza que suscitaram. Dizem-nos das origens e da sua morte.
E legitimam a nossa frágil condição: em linguagem psicanalítica a casa é o nosso corpo e o seu fraccionamento, uma castração, uma perda.

terça-feira, 23 de março de 2010

Exposição fotográfica retrata o ruralismo e cultura regional

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL9PZNpk_D1s1_nX-niYIDVKsRBAAxTRvMWVbH2T30uc-ugD7SqQPKfIt30vh837hT9-aqzVIxx_MLq5gOx5D_Gmw4QWtpGAd4XqulS24ckKdTD7U5aoV__ltCF5vdwvgBpOcCCKK5PX77/s400/sorocaba_monumentos_tropeiro1.gif



22/03/2010 - 16h29 (Redação Agoravale)
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Inicia nesta semana a exposição fotográfica da artista Célia Soldi que tem como tema o “Resgate Cultural do Tropeirismo do Vale do Paraíba”. Com o objetivo de retratar as riquezas naturais do Vale, a exposição terá fotografias de equinos, muares e motivos rurais.
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Para quem quiser apreciar, a exposição estará aberta ao público das 8h às 12h e das 14h às 18h, entre os dias 23 e 31 de março no Espaço Cultural Georgina de Albuquerque, da Câmara de Taubaté.
A especialização em retratar os equinos surgiu há seis anos, com uma visita em uma hípica da região. “Tenho verdadeira paixão pelos cavalos e tento representar isso em meu trabalho”, diz Célia Soldi, que já realizou exposições em diversas cidades do estado.
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A fotógrafa, com 54 anos, diz que é movida pelo desafio e também tem em seu currículo fotos de casamentos, aniversários e eventos sociais.
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Comunicação Científica Festa de Silveiras: retrato da cultura tropeira

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Dessa movimentação de tropeiros pelas terras do Vale do Paraíba, .... Essa é uma das formas de resgatar a cultura do tropeiro juntamente com a sua história. ...
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Caminho das Tropas: A Importância da preservação histórica e ...

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de CB de Freitas Carpegeani - 2009 - Artigos relacionados
Das várias rotas de tropeiros no Vale do Paraíba, a mais conhecida é a atual SP – 068, ...... Existem ações voltadas ao resgate histórico e cultural. ..
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Nossa Senhora Aparecida e a religiosidade do Vale do Paraíba ...

Curiosamente no Vale do Paraíba existem vários registros de santos ou objetos de devoção ... de uma imagem que teria sido encontrada por tropeiros há séculos) há a Santa Perna, ... História da cultura, História do Brasil Tags: Catolici
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ValeParaibano

Resgate Cultural

Mostra no Sesc de São José explora cotidiano no mercado

Exposição apresenta como eram as relações nos antigos centros comerciais da região

Centro
As relações comerciais e seus desdobramentos afetivos e sociais são tema da mostra 'Valores do Vale, o mercado como espaço de preservação da memória', que pode ser visitado até o final de dezembro no Sesc (Serviço Social do Comércio), localizado na zona central de São José.
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A mostra apresenta um resumo do que foram as transações comerciais no Vale do Paraíba.
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Logo após os mascates de porta-em-porta e tropeiros viajantes, as relações comerciais se firmaram nos mercados regionais. Mas hoje elas perdem espaço para a geração 'shopping center'.
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De acordo com a animadora sócio cultural Paula Zanni, 56 anos, o objetivo é mostrar as relações sociais estabelecidas por meio do comércio.
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"O mercado era ponto de encontro para saber das novidades. Relações humanas e profundas eram vivenciadas diariamente por meio da confiança. A mostra resgata o tempo em que a palavra era documento."
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Segundo ela, a mostra apresenta um modo de viver simples e duradouro, de troca de receitas, notícias e até romances que ainda estão presentes nos balcões dos mercados regionais.
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A exposição apresenta 13 painéis com fotos do fotógrafo Jarbas Moura de Rosa em mercados das cidades de São José, Jambeiro, Caçapava, São Luís do Paraitinga, Redenção da Serra e Campos do Jordão, além de textos da folclorista Angela Savastano.
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CENÁRIO - Um cenário materializa a idéia da mostra. Uma minimercearia foi montada para dar ao visitante a impresssão de que ele viajou ao passado. No balcão há produtos como arroz, feijão, farinha de milho e mandioca. Além de objetos típicos do mercado, como bules, cabos de enxada e cestos artesanais.
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Ao passar em frente ao Sesc, o supervisor de calderaria Paulo Rubens de Brito, 33 anos, não resistiu e entrou.
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Morador do Galo Branco, ele afirmou não visitar exposições, mas que a montagem da mostra lhe chamou a atenção. "Parece que estou no meio de um mercado no nordeste. Em São José, essas coisas a gente não vê mais. As relações de humildade e confiança não existem no comércio local."
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Natural do Piauí, Brito se alegrou em poder mostrar ao seu filho Pietro Leandro de Souza Brito, de 9 anos, as relações comerciais que vivenciou em sua infância.
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Fotos: Alex Brito
FRASE

O mercado era o ponto de encontro para saber das novidades. Relações humanas e profundas eram vivenciadas diariamente por meio da confiança. A mostra resgata o tempo em que a palavra era documento"

Da animadora sócio cultural Paula Zanni, 56 anos


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

uma fotografia, um nome - Jorge Molder

10 Janeiro, 2010


/uma fotografia, um nome\


Jorge Molder, da série La Reine nous salue: o tamanho da memória, 2001
© Jorge Molder

Não escrevo muito sobre as fotografias de Jorge Molder. Talvez porque obedeça à contrição do conceptualismo evidente, talvez porque saiba, como todos sabemos, que ele considera todos os discursos demasiado paralelos às suas intenções e formalização.
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Claro que, apesar destas precauções e deste distanciamento há todo um corpo discursivo que se foi acumulando com o disparar da sua projecção a partir daquelas narrativas literárias que nos faziam identificar cenários que apenas a ficção inventara para nós, como o “Secret Agent”, “Zerlina” ou “Cabinet d’amateur”. Exposições que indiciavam as mitificações com que fazemos os nossos dias. Aí, todos os clichés literários ganhavam, (como o nº 10 de Baker Street esclarece sobre Sherlock Holmes), a positividade do real.
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O tempo habituou-nos a que cada série sua não é apenas o que aparenta, embora também o seja. Cientes deste paradoxo amigável, foi-nos mais difícil lidar com as suas longuíssimas séries de auto-representação que entusiasmaram os pós-modernos e que nos enviavam para a apropriação do discurso sobre o corpo, sobre a expressão, sobre o gesto e a sua sequente banalização interpretativa. Com essas séries também aprendemos que não há aí uma foto a mais, uma foto mais imperfeita; são todas as necessárias, são todas fotograficamente perfeitas na sua glória do preto e branco extremado. E, mesmo quando há saturação do motivo, a saturação é o objectivo.
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Mas cada um escolhe a sua imagem-fetiche, aquela que fica indelével na memória dos dias. A obsessão é da história pessoal e eu evoco sempre um drácula tenso e adormecido, muito branco e muito belo, jazendo num movimento de quase-erguer que fazia parte da sua série que inaugurou as instalações do Centro Português de Fotografia na Cadeia de Relação. Talvez porque gosto da serenidade que oculta a paixão e a misturei com as lendas vivas do final de século.
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Esta imagem fotográfica da série La reine vous salue… foi retirada do pequeno catálogo que trouxe comigo, em 2001, do Museu de História Natural, em Lisboa. A exposição mostrava-se na Sala do Veado e já então considerei que o arrepio das imagens se casavam bem com o sortilégio do mistério da Festa do Veado dos ritos celtas, onde tudo não é o que parece pois tudo se passa em Avalon. No texto introdutório, fazendo uma citação, Molder evoca o movimento da memória quando “recordamos coisas que nunca nos aconteceram”. Coisas que nos desviam da realidade e nos saturam a memória. O que se tornou bem claro na minha própria impressão sobre as imagens. Considerei que esta imagem congregava em si toda a intenção da mostra, que envolvi no mistério da aliança do veado com a virgem eleita: a alucinação, as sombras, a indeterminação das formas, a incapacidade de reter a realidade, de a isolar dos medos e das suas roupagens. O que fica da memória que se não viveu, como a minha, que apenas a tenho da literatura é a ferida de uma impressão vaga. O autor das imagens mostra a moldagem inacabada de um rosto, desvirtuada nas suas formas pelas sombras que a escondem, pelos traços que a alteram. Há qualquer coisa de construção inacabada, de forma que só se definirá através da acção. É como uma suspensão do que poderá vir a ser um fenómeno.
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Mas fica o olhar; e o olhar é uma impressão. Sentimo-lo, forte e inquietante, porque incompleto; em vão procuramos os olhos, há apenas uma imprecisa pupila, sombras negras e disformes. Mesmo no distanciamento da análise, o olhar persegue-nos e observa-nos. É como sempre diz Molder: um aqui é o que as fotografias nos podem dar e essa deve ser a sua sedução. E este olhar, que é apenas a indeterminação do olhar, devia ser o dos deuses severos que regulavam o lado esquerdo da vida, para sempre nos lembrar que estão aí, na memória do que se não viveu, mas que existe mais do tudo o que se pode ver. São eles afinal, que nos forneceram o fruto do conhecimento.

Maria do Carmo Serén
Post de Sérgio B. Gomes
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fotografia em Portugal, por Maria do Carmo Serén

 

da história

´ (1811-1883), daguerreótipo, Château de Sintra, Portugal, 1848
Colecção Nacional de Fotografia © Centro Português de Fotografia



Foi recentemente distribuído com o Diário de Notícias o volume relativo à Fotografia em Portugal da autoria de Maria do Carmo Serén. A obra, que faz parte da colecção Arte Portuguesa coordenada por Dalila Rodrigues, viaja pela história da imagem fotográfica em Portugal desde os primeiros sinais de que a daguerreotipia estava a caminho até aos autores mais contemporâneos como André Cepeda, André Príncipe, Edgar Martins e Virgílio Ferreira.

Eis o índice:

>Inventariação e registo: Século XIX e inícios do século XX
>>O arquivo do mundo. Catalogação de um "museu imaginário"
>>Amadores e estrangeiros
>>A fotografia portuguesa no Oitocentos: décadas de 50 e 60
>>Fotografia da classe científica
>>Maturidade da fotografia de estúdio, adesão social e sua instrumentalização
>>>Casas fotográficas
>>A Exposição Internacional de Fotografia do Porto (1886) e a Arte Photographica
>>A fotografia de reportagem e do acontecimento

>O fotógrafo vagabundo e a consciência da "aura". A primeira metade do Século XX e a conjuntura humanista de 60 e 70
>>Clandestinos na verdade do mundo
>>Entre o modernismo das elites artísticas e o salonismo tecnicista português

>Fotógrafos e fotografias, ensaios e tendências
>>Nos efeitos de um tempo político e ideológico: Nozolino, Molder e Helena Almeida
>>Na nova fotografia
>>Temas de crise e de crítica
>>Inquietação e paisagem
>>Fotografia, arquitectura e urbanismo
>>Do conceptualismo às estratégias pós-modernistas
>>Um novo olhar crítico na fotografia portuguesa
>>A instalação como discurso
>>E um discurso do instantâneo produzido
>>Humano, demasiado humano

Virgílio Ferreira, Xangai, China, 2006
© Virgílio Ferreira

Post de Sérgio B. Gomes
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Arte Photographica
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