Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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terça-feira, 29 de março de 2022

Fotos de capa em março 17 a 24

 * Victor Nogueira



2022 03 17 - Foto victor nogueira - Mindelo (Praia da Gafa) 1979 08


2022 03 18 - Foto victor nogueira - Mindelo (Praia da Gafa) (GEDC2371)


2022 03 19  -  Foto victor nogueira - Rio Tejo e Lisboa, vista da margem esquerda


2022 03 20 - No 1º dia da Primavera   ficam a "Sagração da Primavera", de Igor Stawinsky


e as "Quatro Estações", de Vivaldi




2022 03 20 - Foto victor nogueira - Praia da Figueirinha (Canon 201_02 2002.02)


2022 03 21 - 2022 03 21 Fotos Victor Nogueira- Setúbal e Fonte de Palhais - abluções matinais


2022 03 22 - Foto Victor Nogueira - Coreto nas Minas de S. Domingos (Mértola) (rolo 386 - 1999.02.20)


2022 03 23 - Foto victor nogueira -Penedono - Castelo e pelourinho (Rolo 438 - 1999 10 31)


2022 03 24 - Foto victor nogueira - Vila Real de Santo António (2000.11 Rolo 540)






2022 03 24 - Say No to War - Menina dos olhos tristes, de Reinaldo Ferreira com interpretação de Adriano Correia de Oliveira

domingo, 20 de março de 2022

Fotos de capa em março 20

 * Victor Nogueira


2022 03 20 Foto victor nogueira - Praia da Figueirinha (Canon 201_02 2002.02)

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Depois do gélido e pluvioso Inverno, começa o baile da Primavera. Mas foram límpidos e quase sem chuva ou neve os dias que antecederam este em que escrevo. Jornada esta em que insolitamente ouvi a chuva bater na placa de cobertura do prédio, mesmo por cima de mim, o dia cinzentonho para lá da vidraça, as gaivotas planando a rasar o solo, o frio entranhando-se até á medula dos ossos ... Lá em baixo, no parque verde, a maioria das árvores continuam esquálidas, os ramos descarnados erguendo-se figurando como se de uma prece se tratasse, as áleas e a avenida espelhando-se com as águas, s caminhos (quase) vazios de transeuntes.

Tudo é silêncio, salvo o zumbido nos ouvidos e o bate seco e ritmado com o dedilhar das teclas. Por esse mundo fora as guerras continuam, a maioria (quase) esquecidas. Como Salazar e outros que tais diziam e dizem, "o que não é falado, não existe" e "se a televisão diz, então é verdade." Pelo menos a verdade dos "censores" e das "agendas" noticiosas, a verdade que os seus opacos filtros permitem seja como tal (entre)vista.

Ficam a "Sagração da Primavera", de Igor Stawinsky



e as "Quatro Estações", de Vivaldi



2021 03 20 100 Mil Anos de Lutas Mil - Jean François Millet – As respigadores e Homens serrando


2021 03 20 Primavera (Google)


2020 03 20 Cartoon 


2020 03 20 foto victor nogueira - Alcobaça Mosteiro panteão real  1998 02 22 
A Monarquia tem vários panteões régios: Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, Mosteiro de Alcobaça, Mosteiro da Batalha, Mosteiro dos Jerónimos e Mosteiro de São Vicente de Fora, estes dois em Lisboa. Na foto, o Panteão Régio do Mosteiro de Alcobaça.

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«Os primeiros túmulos reais
Dentro da igreja encontram-se os túmulos dos reis D. Afonso II (1185-1223; túmulo datado de 1224) e D. Afonso III (1210-1279). Os túmulos situam-se dos dois lados da Capela de São Bernardo (contendo a representação da sua morte), no transepto sul. Diante destes túmulos, numa sala lateral, posicionam-se oito outros túmulos, nos quais se encontram D. Beatriz, mulher de D. Afonso III, e três dos seus filhos. Um outro sarcófago pertence a D. Urraca, a primeira mulher de D. Afonso II.
Não se conhece a história dos outros sarcófagos, estando estes, hoje em dia, vazios, após terem sido novamente selados entre 1996 e 2000.
O edifício lateral, nos quais esses sarcófagos se encontram actualmente, foi construído na sequência dos estragos causados pela grande inundação de 1774.
A partir do século XVI, os sarcófagos encontravam-se no transepto a sul e, anteriormente, provavelmente na nave central.
D. Pedro e D. Inês de Castro
Os sarcófagos
Os túmulos de D. Pedro I (1320-1367), com o cognome O Cruel ou também O Justo, e o de D. Inês de Castro (1320-1355), que se encontram agora em cada lado do transepto, conferem, ainda hoje, um grande significado e esplendor à igreja. Os túmulos pertencem a uma das maiores esculturas tumulares da Idade Média.
Quando subiu ao trono, D. Pedro I tinha dado ordem de construção destes túmulos para que lá fosse enterrado o seu grande amor, D. Inês, que tinha sido cruelmente sentenciada à morte pelo pai de D. Pedro I, D. Afonso IV (1291-1357). Este pretendia, também, ser ele próprio ali enterrado após a sua morte.
As cenas, pouco elucidativas, representadas nos túmulos, ilustram cenas da História de Portugal, são de origem bíblica ou recorrem simplesmente a fábulas. Por um lado, esta iconografia é bastante extensa, sendo, por outro lado, muito discutível.»


2020 03 20 foto victor nogueira - Mosteiro de Alcobaça (refeitório dos frades) - 1998.02.22

«Refeitório
A oeste e ao lado da nova cozinha encontra-se o Refeitório, constituído por uma sala com três naves, com as dimensões de ca. de 620 m² (29 x 21,5 m). Por cima da entrada encontra-se uma inscrição em latim de difícil interpretação: respicite quia peccata populi comeditis (lembrem-se que estão a comer os pecados do povo).
A sala impressiona pelas suas proporções harmónicas, possuindo janelas tanto do lado norte como a leste. Do lado oeste, uma escada de pedra conduz ao púlpito do leitor, que lia textos espirituais durante as refeições.
Os monges sentavam-se com os rostos virados uns para os outros e tomavam a sua refeição em silêncio. O abade estava sentado com as costas viradas para a parede a norte. No lado oeste da ponta a sul, o Refeitório abria-se para a antiga cozinha medieval, hoje uma sala lateral, que conduz ao claustro de D. Afonso VI. Alguns metros à frente, encontra-se na mesma parede uma abertura de dois metros de altura e 32 cm de largura, que conduz à sala, não existindo nenhuma explicação para ela.
A estreita porta, ao contrário do que se pensa, servia como meio de ligação para com o exterior do mosteiro, para passar refeições aos pobres.
Os danos causados pela transformação em 1840 do Refeitório num teatro foram remediados durante a sua restauração.»

2019 03 20 foto victor nogueira - rio ave e pôr-do-sol em vila do conde


2018 03 20 foto victor nogueira - coreto na avenida Luísa Todi, em setúbal


2015 03 20 Primavera  (Google)


2015 03 20 -- Programa das Festas dos Finalistas do Liceu Salvador Correia, em Luanda - 1965 / 66


2014 03 20 efabular - melhor ou pior - está ao alcance de qualquer um/a !

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Vivaldi e as 4 estações




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Enviado por  em 20/10/2008
Antonio Vivaldi (1678-1741) is known for his inspirational songs called "The Four Seasons". "Spring" ("La primavera"), "Summer" ("L'estate"), "Autumn" ("L'autunno") and "Winter" ("L'inverno") are some of the his most popular creations and they were written to go along with four sonnets called, of course, Spring, Summer, Autumn and Winter.

Spring Sonnet:
"Springtime is upon us.
The birds celebrate her return with festive song,
and murmuring streams are softly caressed by the breezes.
Thunderstorms, those heralds of Spring, roar, casting their dark mantle over heaven,
Then they die away to silence, and the birds take up their charming songs once more.
On the flower-strewn meadow, with leafy branches rustling overhead, the goat-herd sleeps, his faithful dog beside him.
Led by the festive sound of rustic bagpipes, nymphs and shepherds lightly dance beneath the brilliant canopy of spring."

***Notes***
I'm sorry, I don't know the name of the orchestra that performed it.

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Enviado por  em 15/06/2009
Antonio Vivaldi (1678-1741) is known for his inspirational songs called "The Four Seasons". "Spring" ("La primavera"), "Summer" ("L'estate"), "Autumn" ("L'autunno") and "Winter" ("L'inverno") are some of the his most popular creations and they were written to go along with four sonnets called, of course, Spring, Summer, Autumn and Winter.

Summer Sonnet:
"Under a hard Season, fired up by the Sun
Languishes man, languishes the flock and burns the pine
We hear the cuckoo's voice; then sweet songs of the turtledove and finch are heard.
Soft breezes stir the air... but threatening north wind sweeps them suddenly aside.
The shepherd trembles, fearing violent storms and his fate.
The fear of lightning and fierce thunder
Robs his tired limbs of rest
As gnats and flies buzz furiously around.
Alas, his fears were justified
The Heavens thunders and roar and majestically
Cuts the head off the wheat and damages the grain."
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Enviado por  em 27/10/2008
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Autumn Sonnet:
"Celebrates the peasant, with songs and dances,
The pleasure of a bountiful harvest.
And fired up by Bacchus' liquor, many end their revelry in sleep.
Everyone is made to forget their cares and to sing and dance
By the air which is tempered with pleasure
And (by) the season that invites so many, many
Out of their sweetest slumber to fine enjoyment
The hunters emerge at the new dawn,
And with horns and dogs and guns depart upon their hunting
The beast flees and they follow its trail;
Terrified and tired of the great noise
Of guns and dogs, the beast, wounded, threatens
Languidly to flee, but harried, dies."
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Enviado por  em 11/12/2010
ANTONIO VIVALDI - L'Inverno ( winter)
1) Allegro non molto
2) Largo
3) Allegro
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Winter Sonnet:
Allegro non molto
To tremble from cold in the icy snow,
In the harsh breath of a horrid wind;
To run, stamping one's feet every moment,
Our teeth chattering in the extreme cold
Largo
Before the fire to pass peaceful,
Contented days while the rain outside pours down.
Allegro
We tread the icy path slowly and cautiously, for fear of tripping and falling.
Then turn abruptly, slip, crash on the ground and, rising, hasten on across the ice lest it cracks up.
We feel the chill north winds course through the home despite the locked and bolted doors...
this is winter, which nonetheless brings its own delights.
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The Four Seasons Sonnets  (18th century) 
Anonymous
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The four concertos [of Vivaldi's The Four Seasons] were written to go along with four sonnets. Though it is not known who wrote these sonnets, there is a theory that Vivaldi wrote them himself, given that each sonnet is broken down into three sections, neatly corresponding to a movement in the concerto. If Vivaldi in fact wrote the sonnets, The Four Seasons may be classified as program music, music that intends to evoke something extra-musical.— Excerpted from The Four Seasons (Vivaldi) on Wikipedia, the free encyclopedia
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