Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 23 de maio de 2010

Fotógrafo de 92 anos é homenageado em Minas



Gustavo Werneck - Estado de Minas
Publicação: 23/05/2010 07:49 Atualização: 23/05/2010 08:11



Fotógrafo nascido em Diamantina é homenageado com exposicao de "Fotos Antigas da Cidade"


O sorriso feliz é de quem está perto de uma grande amiga, daquelas que acompanharam momentos de pura emoção em várias etapas da vida – noite e dia, sob sol ou chuva. Com total intimidade, o fotógrafo Assis Alves Horta, de 92 anos, regula o diafragma da primeira máquina de estúdio que comprou, em 1936, a francesa da marca Gilles-Faller, e diz, orgulhoso, que o pano escuro para impedir a entrada de luz é original de fábrica.

Para mostrar a importância da peça na trajetória pessoal e profissional, o mineiro de Diamantina a colocou num lugar de destaque na sala da sua casa, no Bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte, cidade onde vive com a família há 35 anos. “Fotografia é arte gostosa, eterna, uma lembrança que fica para sempre”, conta, ao lado da mulher ,Maria Monteiro Horta, de 92, com quem está casado há 68 anos.

A sala ainda reserva muito espaço para fotografias em preto e branco e coloridas feitas por Assis, que, com o seu trabalho, se tornou um dos maiores defensores do patrimônio cultural de Minas. Durante sete décadas ele percorreu as cidades históricas, a começar pela sua Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, documentando tudo o que fosse relevante e estivesse na mira: imagens sacras, casarões, interior e fachada de igrejas, ruas e praças, cerimônias religiosas, num total de 60 mil registros.

Por isso mesmo, acaba de receber homenagens e reconhecimento do Ministério Público Estadual, via Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), que ainda promoveu pequena mostra de fotografias e equipamentos, encerrada na sexta-feira, na Procuradoria-Geral de Justiça, na capital.

  Para quem não viu, resta a oportunidade de visitar o Museu do Diamante, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Diamantina, e ver a exposição permanente Diamantina 360 graus – sob o olhar de Assis Horta, convida a diretora da instituição, Lílian Oliveira. Para setembro, está prevista outra mostra na cidade, com o nome Festas e, desta vez, de caráter itinerante.


Na campanha de recuperação do acervo desaparecido de museus, igrejas, capelas e monumento mineiros, que completa sete anos e é integrada por diversos órgãos estaduais e federais, “seu” Assis, como é conhecido, tem papel de destaque. “Ele forneceu fotografias antigas e informações preciosas para abastecer o banco de dados sobre bens sacros furtados do estado.

Em fevereiro, nos cedeu três fotos inéditas, datadas de 1936 e em ângulos diferentes, retratando a imagem de Santana Mestra da igreja matriz do distrito de Inhaí, em Diamantina. A peça foi furtada em 1997 e está sendo procurada pelas autoridades”, afirma o promotor de Justiça e coordenador do CPPC, Marcos Paulo de Souza Miranda
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http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/05/23/noticia_minas,i=160919/FOTOGRAFO+DE+92+ANOS+E+HOMENAGEADO+EM+MINAS.shtml
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O que é o scrapbook ?

Quinta-feira 13 de agosto de 2009 15:24
Criatividade e arte como alternativas para renda extra
Letícia Murta - Portal Uai
A artesã Daisy Vilela abandonou um emprego fixo para se dedicar à arte do scrapbook


Na era da fotografia digital, o hábito de folhear álbuns tornou-se cada vez mais raro e compartilhar recordação hoje é praticamente um ato virtual. No entanto, guardar lembranças de viagens e momentos especiais pode ir muito além de tirar boas fotografias e divulgá-las na internet. O scrapbook, uma técnica americana de criar álbuns unindo fotografias à outros elementos, é uma ótima opção para quem quer guardar as lembranças com criatividade.

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O scrapbook (scrap= recorte book= livro) além de ser um ótimo passatempo, pode ser também uma alternativa para fonte de renda. Em tempos de crise, a criatividade é uma saída para pessoas desempregadas ou mesmo insatisfeitas com a atual atividade profissional. A artesã Daisy Vilela conheceu a técnica de scrapbook em uma viagem aos EUA há 16 anos e desde então vem aprimorando a arte de reunir lembranças. Há cinco anos, a artesã transformou o hobbie em atividade profissional e abandonou o emprego de secretária executiva em uma multinacional para se dedicar ao scrapbook. "Hoje trabalho mais, mas tenho mais prazer e minha renda também melhorou", afirma.
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A empresária, que começou criando álbuns de recordações de amigos e familiares, hoje trabalha eternizando lembranças e ensinando as técnicas em cursos individuais. Os cursos custam em média R$ 70, por duas horas de aula, e os trabalhos podem ir de R$ 40 a R$ 90 por folha do álbum.

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Renda extra

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A auxiliar de escritório Viviane Cruz, de 35 anos, fez o curso oferecido por uma papelaria especializada porque queria presentear o namorado, contando a história dos dois por meio de fotografias. Depois de pronto, mostrou à algumas amigas, que pediram para ter seus namoros retratados em meio a corações de pano e adesivos românticos. “Foi uma febre, todas as minhas amigas queriam e depois vieram as amigas das amigas, foi quando resolvi cobrar”, conta.
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Viviane explica que gasta em média R$ 12 de material para fazer uma página de scrapbook e costuma cobrar três vezes o valor gasto pelo trabalho. “O scrapbook requer muita criatividade, tenho que ver o que combina com cada momento da foto para ficar harmônico e bonito”, explica.

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Alegre com o trabalho desenvolvido, Viviane pensa em dedicar-se com exclusividade ao scrapbook. De acordo com ela, em alguns meses a renda extra ultrapassa o salário fixo e a auxiliar de escritório acredita que se conseguisse se dedicar mais, poderia ter um retorno maior. “Estou planejando montar meu atelier, oferecer cursos e viver feliz, recortando, colando e contando a história das pessoas”, garante.

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Elementos criativos
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Existem muitas formas de fazer um scrapbook com objetos vendidos em lojas especializadas ou mesmo reutilizando fitas, botões e restos de papéis coloridos. Com algumas fotos selecionadas, você pode criar um tema ou contar uma história em seu scrapbook . É importante usar materiais que não contenham ácidos, já que esses danificam as fotografias.
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O mercado de scrapbook em Belo Horizonte ainda não é tão explorado e somente uma loja oferece material especializado para a técnica. No entanto, é possível obter alguns elementos em papelarias comuns.
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De resto, solte a criatividade e use desenhos recortados, flores de papel, adesivos, pedaços de panos, fitas, canetas coloridas e muitos outros detalhes que enriquecerão seu trabalho, tornando o arquivo único e surpreendente.

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Scrapbook digital
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Uma variante da técnica é feita por meio de arte digital. Pacotes adquiridos gratuitamente em sites de relacionamento e blogs fornecem os elementos para montagem dos álbuns personalizados. Depois de prontas, as folhas são impressas e encadernadas. Um profissional cobra cerca de R$ 80 para criar um álbum digital com 20 páginas. A arte de trabalhos como convites e cartões custa em média R$ 30.
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Reprodução Alice Damasceno
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O scrapbook digital requer conhecimento de informática, mas diminui o valor dos produtos

A psicóloga Alice Damasceno conta que resolveu explorar as possibilidades virtuais antes de comprar os materiais para fazer o artesanato e acabou se encantando com o scrapbook digital. “Eu investi em um curso de photoshop [programa de edição digital] e comecei a brincar com as fotos da família. Sem que eu esperasse, começaram a surgir pessoas interessadas em comprar meu trabalho e já estou começando a ver lucro onde antes era só brincadeira”, explica.
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Scrapbook como terapia
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Os adeptos da arte garantem que o trabalho rende boas recordações e também muitas horas de entretenimento. A administradora de empresas Marlielle de Castro, de 30 anos, mora em Ouro Preto e realiza cursos em Belo Horizonte para desvendar as técnicas do scrapbook. Marlielle conta que descobriu uma forma de sair do estresse diário e ocupar o tempo com uma atividade produtiva.
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Por enquanto a administradora ainda não pensa em vender os trabalhos, mas explica que costuma presentear amigos e familiares com os álbuns personalizados. “Faço cada trabalho maravilhoso, contando momentos especiais de pessoas queridas. É uma maneira incrível de mostrar que se lembrou de alguém”, garante.

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