Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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domingo, 22 de dezembro de 2019

Festas felizes… da parte de Banksy

O artista urbano mais famoso do mundo terá criado este postal de Natal por Leonor Riso 


Pensa-se que será Banksy o autor desta pintura, em que José e Maria são impedidos de chegar a Belém devido ao muro da Cisjordânia. Actualmente, esta estrutura que divide Israel e a Palestina tem 760 quilómetros, mas está planeado que chegue aos 790. Pode chegar até aos 8 metros de altura e a ideia da sua construção surgiu em 2001. Começou a ser erigido em meados de 2002, segundo a revista ‘VEJA’. Para entrar em Israel, é necessário passar por vários checkpoints. O caminho inverso, com destino à Palestina, é menos controlado, segundo a mesma revista. Banksy já visitou a Palestina, em 2005, e também Israel, em 2007. O artista urbano pintou dos dois lados do muro. O jornal ‘The Guardian’ afirma que no seu site, Bansky relembra que a estrutura é considerada ilegal pelas Nações Unidas. Esta imagem tende a surgir todos os Natais, e de acordo com o ‘Huffington Post’, data de 2005. O cantor Robbie Williams terá comprado esta pintura, depois de a ver exposta numa galeria. Carregue na imagem seguinte para ver as pinturas que Bansky realizou nos dois lados do muro da Cisjordânia.




Este graffiti foi criado na parte palestiniana do muro, em 2005. De acordo com o jornal ‘The Guardian’, tem o nome de ‘Janela na Cisjordânia’.

A pomba da paz com um colete anti-bala foi pintada num edifício em Belém, e a sua autoria também é atribuída a Banksy e a outros artistas. Retrata a paz numa situação precária.

A imagem coloca uma menina a tentar escapar do muro com balões. Terá o nome de ‘Balloon Debate’ (debate com balões). Esta imagem está do lado da Cisjordânia. 

Este graffiti foi criado na parte palestiniana do muro, em 2005. De acordo com o jornal ‘The Guardian’, tem o nome de ‘Janela na Cisjordânia’.


O mais recente trabalho do artista Banksy foi revelado na simbólica cidade palestiniana de Belém, na Cisjordânia: um pequeno presépio em frente a um pedaço de muro perfurado por um obus. Intitulada “A cicatriz de Belém”, a obra foi apresentada na sexta-feira e está exposta na entrada do hotel Walled-Off, que Banksy abriu em 2017 na cidade e cujos quartos dão para o muro construído por Israel em prejuízo dos palestinianos.

Uma parte do muro, com as palavras paz e amor grafitadas, serve de pano de fundo a um presépio numa pequena mesa, com presentes ao pé. O impacto do obus no muro provocou um buraco com forma de estrela que fica acima de Maria, José e Jesus, rodeados de uma vaca e de um burro. Para Wissam Salsaa, director do hotel, “A cicatriz de Belém” simboliza uma “cicatriz da vergonha": “O muro simboliza a vergonha por todos os que apoiam o que se passa na nossa terra, todos os que apoiam a ocupação ilegal” da Cisjordânia por Israel desde 1967. 

foto - Ahmad Gharabl
https://www.publico.pt/2019/12/21/culturaipsilon/noticia/novo-trabalho-banksy-exposto-belem-cisjordania-presepio-1898194)


O Natal e a "cicatriz da vergonha"

* Rogério G. V. Pereira



"A cicatriz de Belém". de Bansky

A meio da tarde de hoje, a imprensa deu notícia do último trabalho do artista Banksy, revelado na simbólica cidade palestiniana de Belém, na Cisjordânia: um pequeno presépio em frente a um pedaço de muro perfurado por uma peça de artilharia. O artista deu-lhe por título "A cicatriz de Belém".


A obra foi apresentada ontem, sexta-feira, e está exposta na entrada do hotel "Walled-Off", que Banksy abriu em 2017 na cidade e cujos quartos dão para o muro construído por Israel e ao qual o artista já tinha dedicado vários postais de Natal.

Neste, uma parte do muro, com as palavras paz e amor grafitadas, serve de pano de fundo a um presépio numa pequena mesa, com presentes ao pé. O impacto do obus no muro provocou um buraco com forma de estrela que fica acima do presépio.

Para Wissam Salsaa, diretor do hotel, "A cicatriz de Belém" simboliza uma "cicatriz da vergonha".

"O muro simboliza a vergonha por todos os que apoiam o que se passa na nossa terra, todos os que apoiam a ocupação ilegal" da Cisjordânia por Israel desde 1967.

Bansky continua a sua persistente denúncia, agora que a Cisjordânia é objecto de notícia recente. Eu, que desde sempre sigo o artista,  associo-me também à sua luta!

https://conversavinagrada.blogspot.com/2019/12/o-natal-e-cicatriz-da-vergonha.html


Imagem: AHMAD GHARABLI/AFP


segunda-feira, 4 de abril de 2011

The Guardian faz reportagem sobre a arte urbana em Lisboa



Foto: DR
The Guardian faz reportagem sobre a arte urbana em Lisboa | © DR



"URBAN SPLASH"


04 | 04 | 2011   14.17H
“Urban Splash: Arte Urbana em Lisboa”, este é o título da reportagem do jornal inglês The Guardian sobre a cidade de Lisboa e as mais recentes manifestações de arte urbana.
Destak | destak@destak.pt
Numa peça extensa , o jornal destaca as recentes manifestações culturais da cidade de Lisboa, sobretudo as de rua. O jornal foca-se na arte urbana patente pelas ruas e bairros da cidade, desde o ‘Projecto Crono’, responsável por decorar com graffiti prédios devolutos na cidade.
“A arte de rua e de boa qualidade pode ser um trunfo”, diz o jornal inglês. A jornalista autora da reportagem, Rachel Dixon , que passou dias em Lisboa, refere ainda a exposição fotográfica nas ruas da Mouraria. “Ao invés de tinta de spray, a artista inglesa, Camilla Watson, utiliza a fotografia”.
A jornalista diz ainda que Lisboa evoluiu no sentido contrário a Barcelona. A cidade espanhola vivia numa profusão de artes de rua, mas que desde 2004 houve uma certa repressão e a arte urbana começou a desaparecer. Em Lisboa, passa-se, actualmente, o contrário.
A noite do Bairro Alto e as suas lojas “decoradas com graffiti”, a zona de Belém e do Chiado são igualmente destacadas na reportagem, assim como os famosos pastéis de Belém, que, de acordo com o jornal “merecem uma visita”. A reportagem sugere ainda alguns bares da cidade, restaurantes e tascas para comer pratos portugueses com ‘toques’ originais.
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