Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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terça-feira, 12 de abril de 2022

Fotos de capa em abril 12

 * Victor Nogueira


2022 04 12 Foto Victor Nogueira - Setúbal (Canon 180_05 20 - 2020 05 31)

Este prédio, sito na esquina da Rua Joaquim Brandão com a Avenida 5 de Outubro tem uma forma trapezoidal e por detrás dele localiza-se o Asilo Dr. Paula Borba.

Paula Borda (1873 / 1934), nascido nos Açores, foi um médico e benemérito setubalense, estimado pelas lasses laboriosas da cidade.



2022 04 12 Stop War A ROSA DE HIROXIMA, de Vinícius de Morais (Rio de Janeiro , 1954)


2021 04 12 foto victor nogueira - Sé Velha, em Coimbra


2020 04 12 foto victor nogueira - Lisboa Expo 98  - 1998 08 (rolo 368)


2019 04 12 foto victor nogueira - cabo espichel, em Sesimbra


2019 04 12 - auto-retrato em 2019 04 12 


2017 04 12 2016 04 12 foto victor nogueira - Carnaxide - Igreja de S. Romão

Perto de Carnaxide vindo de Linda a Pastora pela Estrada da Rocha encontra se o Santuário da Senhora da Pedra, ao lado a ribeira de Carnaxide, onde no século XIX (1823), numa gruta, foi descoberta uma imagem da Virgem Maria, que deu o nome ao Santuário. No local há uma pequena mata e um busto do poeta e conselheiro Thomaz Ribeiro, que deu nome ao Largo, perto da velha ponte do Santuário da Senhora da Rocha, de 1883. Anualmente, em Maio, realiza se uma romaria.  

Carnaxide, a 5 km de Algés e 4 km de Queluz, foi outrora terra de trigais. A auto-estrada e o Estádio do Jamor destruíram o bucolismo do vale. Na Serra de Carnaxide existem respiradouros, mãe de água do aqueduto de Carnaxide, elementos visíveis da estrada, que também abastecia o aqueduto das Águas Livres, em Lisboa . No centro da primitiva povoação destaca se a Igreja Matriz de S. Romão e à roda deste templo, no largo Almirante Gago Coutinho, estão as ruas tradicionais e as casas de quinta progressivamente integradas no espaço urbano, como a Casa de Saúde de Carnaxide, antiga Quinta da Igreja. O primitivo centro urbano está muito degradado e descaracterizado, persistindo designações de artérias como becos do Sapateiro e do Machado, travessas do Lavadouro, das Escadinhas, do Lameiro e do 5 de Outubro, calçada do Chafariz, largo  Pátria Nova, rua do Portal das Terras. No adro da igreja de Carnaxide, arborizado, encontra se um coreto, sem coberto, e um chafariz, com um painel de azulejos e brasão de Oeiras, datado de 1952. Nas traseiras deste  se um outro chafariz, este reconstruído na sequência do terramoto de 1755. Um portal duma antiga quinta ostenta ainda uma data do século XVIII. Na rua Visconde Moreira de Rey encontram se a Casa Gabri, onde residiu Camilo Castelo Branco, e o Palacete da Quinta das Torres, revivalista, como se fora um castelo medieval, para além da Quinta do Morval, que outrora integrava as duas anteriores. (Notas de Viagem, 1997)



2015 04 12 foto victor nogueira - Lisboa - Graffitti em Alfama - as varinas, o marinheiro, a falua e o electrico 28 (o amarelo da Carris)

Ouve aqui "O amarelo da Carris", poema de Ary dos Santos, musicado por José Luís Tinoco e interpretado por Carlos do Carmo

O amarelo da Carris
vai da Alfama à Mouraria,
quem diria.
Vai da Baixa ao Bairro Alto,
trepa à Graça em sobressalto,
sem saber geografia.
O amarelo da Carris
já teve um avô outrora,
que era o xora???.
Teve um pai americano,
foi inglês por muito ano,
só é português agora.
Entram magalas, costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade, os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.
Quero um de quinze p'ra a Pampuia.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,
mudo a agulha porque a vida
está pela hora da morte.
O amarelo da Carris
tem misérias à socapa
que ele tapa.
Tinha bancos de palhinha,
hoje tem cabelos brancos,
e os bancos são de napa.
No amarelo da Carris
já não há "pode seguir"
para se ouvir.
Hoje o pó que o faz andar
é o pó (???)
com que ele se foi cobrir.
Quando um rapaz empurra um velho,
ou se machuca uma criança,
então a gente vê ao espelho o atropelo
e a ganância que nos cansa.
E quando a malta fica à espera,
é que percebe como é:
passa à pendura
um pendura que não paga
e não quer andar a pé.
Entram magalas, costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade,
os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.
Quero um de quinze p'ra a Pampuia.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,
mudo a agulha porque a vida
está pela hora da morte.


2015 04 12 
Rui Filipe Ramos
8 de abril de 2015  · 

LUANDA - “Palácio de Ferro” convertido em Museu do Diamante

Para construção do espaço, construído em 1890, na baixa de Luanda, está calculado um investimento de USD 70 milhões. De acordo com um decreto executivo de 2 de Abril, assinado pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, foi estabelecida “excepcionalmente” uma Zona Especial de Protecção num raio de dez metros a contar dos limites exteriores do  Palácio de Ferro. A Endiama anunciou, há precisamente um ano, a construção do museu, na baixa de Luanda, com o mesmo investimento. Angola está entre os cinco maiores produtores de diamantes do mundo em valor e entre os dez maiores produtores em quantidade, sendo este o segundo produto de exportação do país, a seguir ao petróleo.


2014 04 12 
Frank Cappa é um personagem de BD criado por Manfred Sommer, inspirado em Robert Capa, célebre repórter fotográfico que no séc XX cobriu várias guerras e conflitos,- a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa e no Norte da África, a Guerra israelo-árabe de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina, onde morreu em 1954 ao pisar uma mina terrestre.

Frank Capa, por seu turno, é um repórter fotográfico ou foto-jornalista, correspondente de guerra nos lugares mais turbulentos da Terra, (África, Nicarágua, Indonésia e muitos outros). É um humanista e pacifista convicto, que toma partido pelos mais fracos. 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

fotos de capa em abril 12

 * Victor Nogueira


2021 04 12 foto victor nogueira - Sé Velha, em Coimbra


2020 04 12 foto victor nogueira - Lisboa Expo 98  - 1998 08 (rolo 368)


2019 04 12 foto victor nogueira - cabo espichel, em Sesimbra


2019 04 12 - auto-retrato em 2019 04 12 


2017 04 12 2016 04 12 foto victor nogueira - Carnaxide - Igreja de S. Romão

Perto de Carnaxide vindo de Linda a Pastora pela Estrada da Rocha encontra se o Santuário da Senhora da Pedra, ao lado a ribeira de Carnaxide, onde no século XIX (1823), numa gruta, foi descoberta uma imagem da Virgem Maria, que deu o nome ao Santuário. No local há uma pequena mata e um busto do poeta e conselheiro Thomaz Ribeiro, que deu nome ao Largo, perto da velha ponte do Santuário da Senhora da Rocha, de 1883. Anualmente, em Maio, realiza se uma romaria.  

Carnaxide, a 5 km de Algés e 4 km de Queluz, foi outrora terra de trigais. A auto-estrada e o Estádio do Jamor destruíram o bucolismo do vale. Na Serra de Carnaxide existem respiradouros, mãe de água do aqueduto de Carnaxide, elementos visíveis da estrada, que também abastecia o aqueduto das Águas Livres, em Lisboa . No centro da primitiva povoação destaca se a Igreja Matriz de S. Romão e à roda deste templo, no largo Almirante Gago Coutinho, estão as ruas tradicionais e as casas de quinta progressivamente integradas no espaço urbano, como a Casa de Saúde de Carnaxide, antiga Quinta da Igreja. O primitivo centro urbano está muito degradado e descaracterizado, persistindo designações de artérias como becos do Sapateiro e do Machado, travessas do Lavadouro, das Escadinhas, do Lameiro e do 5 de Outubro, calçada do Chafariz, largo  Pátria Nova, rua do Portal das Terras. No adro da igreja de Carnaxide, arborizado, encontra se um coreto, sem coberto, e um chafariz, com um painel de azulejos e brasão de Oeiras, datado de 1952. Nas traseiras deste  se um outro chafariz, este reconstruído na sequência do terramoto de 1755. Um portal duma antiga quinta ostenta ainda uma data do século XVIII. Na rua Visconde Moreira de Rey encontram se a Casa Gabri, onde residiu Camilo Castelo Branco, e o Palacete da Quinta das Torres, revivalista, como se fora um castelo medieval, para além da Quinta do Morval, que outrora integrava as duas anteriores. (Notas de Viagem, 1997)



2015 04 12 foto victor nogueira - Lisboa - Graffitti em Alfama - as varinas, o marinheiro, a falua e o electrico 28 (o amarelo da Carris)

Ouve aqui "O amarelo da Carris", poema de Ary dos Santos, musicado por José Luís Tinoco e interpretado por Carlos do Carmo

O amarelo da Carris
vai da Alfama à Mouraria,
quem diria.
Vai da Baixa ao Bairro Alto,
trepa à Graça em sobressalto,
sem saber geografia.
O amarelo da Carris
já teve um avô outrora,
que era o xora???.
Teve um pai americano,
foi inglês por muito ano,
só é português agora.
Entram magalas, costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade, os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.
Quero um de quinze p'ra a Pampuia.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,
mudo a agulha porque a vida
está pela hora da morte.
O amarelo da Carris
tem misérias à socapa
que ele tapa.
Tinha bancos de palhinha,
hoje tem cabelos brancos,
e os bancos são de napa.
No amarelo da Carris
já não há "pode seguir"
para se ouvir.
Hoje o pó que o faz andar
é o pó (???)
com que ele se foi cobrir.
Quando um rapaz empurra um velho,
ou se machuca uma criança,
então a gente vê ao espelho o atropelo
e a ganância que nos cansa.
E quando a malta fica à espera,
é que percebe como é:
passa à pendura
um pendura que não paga
e não quer andar a pé.
Entram magalas, costureiras;
descem senhoras petulantes.
Entre a verdade,
os peliscos e as peneiras,
fica tudo como dantes.
Quero um de quinze p'ra a Pampuia.
Já é mais caro este transporte.
E qualquer dia,
mudo a agulha porque a vida
está pela hora da morte.


2015 04 12 
Rui Filipe Ramos
8 de abril de 2015  · 

LUANDA - “Palácio de Ferro” convertido em Museu do Diamante

Para construção do espaço, construído em 1890, na baixa de Luanda, está calculado um investimento de USD 70 milhões. De acordo com um decreto executivo de 2 de Abril, assinado pela ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, foi estabelecida “excepcionalmente” uma Zona Especial de Protecção num raio de dez metros a contar dos limites exteriores do  Palácio de Ferro. A Endiama anunciou, há precisamente um ano, a construção do museu, na baixa de Luanda, com o mesmo investimento. Angola está entre os cinco maiores produtores de diamantes do mundo em valor e entre os dez maiores produtores em quantidade, sendo este o segundo produto de exportação do país, a seguir ao petróleo.


2014 04 12 
Frank Cappa é um personagem de BD criado por Manfred Sommer, inspirado em Robert Capa, célebre repórter fotográfico que no séc XX cobriu várias guerras e conflitos,- a Guerra Civil Espanhola, a Segunda Guerra Sino-Japonesa, a Segunda Guerra Mundial na Europa e no Norte da África, a Guerra israelo-árabe de 1948 e a Primeira Guerra da Indochina, onde morreu em 1954 ao pisar uma mina terrestre.

Frank Capa, por seu turno, é um repórter fotográfico ou foto-jornalista, correspondente de guerra nos lugares mais turbulentos da Terra, (África, Nicarágua, Indonésia e muitos outros). É um humanista e pacifista convicto, que toma partido pelos mais fracos.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Robert Capa - Mais famoso fotógrafo de guerra vai ganhar cinebiografia

Cinema e DVD
Segunda, 27 de dezembro de 2010, 14h40 

Quando se fala em fotografia de guerra, Robert Capa é o primeiro nome que surge em qualquer registro histórico. Pois agora a vida do fotógrafo que passou a vida fotografando campos de batalha - até morrer em um deles - ganhará um filme adaptado da biografia Waiting for Robert Capa (Esperando Robert Capa) e, segundo o site Total Films, quem vai estrelar a trama é ninguém menos que Andrew Garfield, indicado a Melhor Ator Coajuvante no Globo de Ouro 2011 e o próximo Homem Aranha dos cinemas.
Ao lado dele, outro nome proeminente na indústria hollywoodiana: Gemma Arterton (Fúria de Titãs e Príncipe da Pérsia). Gemma está cotada para interpretar a fotógrafa Gerda Taro, que teve um caso com Capa durante a Guerra Civil na Espanha.
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A pontuar que Taro foi apenas um dos vários amores de Capa, fotógrafo que colecionada romances arrebatadores, um deles com a atriz Ingrid Bergman, que na época era casada com o dentista Peter Lindstrom.
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http://cinema.terra.com.br/interna/0,,OI4859727-EI1176,00-Ator+de+HomemAranha+sera+jornalista+Robert+Capa+em+novo+filme.html

Getty Images
Andrew Garfield deve viver Capa no cinema
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Gemma Arterton e Andrew Garfield farão biografia de Robert Capa

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Gemma Arterton (“Príncipe da Pérsia”) revelou à revista Total Film que irá protagonizar a cinebiografia de Robert Capa, ao lado de Andrew Garfield (“A Rede Social”). Arterton fez esta suculenta revelação enquanto recebia o prémio de “Hottest Actress” de 2010, atribuído pela Total Film. O filme será dirigido por Michael Mann (“Inimigos Públicos”). 
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Robert Capa foi um dos mais célebres fotógrafos de guerra de todos os tempos. Cobriu os mais importantes conflitos da primeira metade do século 20: a Guerra Civil Espanhola, a 2ª Guerra Sino-Japonesa, a 2ª Guerra Mundial na Europa e no Norte da África, a Guerra árabe-israelense de 1948 e a 1ª Guerra da Indochina. 
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O filme será inspirado na obra de Susan Fortes, intitulada “Waiting for Robert Capa”, e deverá centrar-se no tórrido romance entre Capa e a colega Gerda Taro, durante a Guerra Civil Espanhola. A história começa quando Capa conhece a refugiada judia Gerda Taro. Esta torna-se a sua assistente, aprende fotografia e acaba por apaixonar-se por Capa. Um ano depois, a Guerra Civil Espanhola começa, tornando Capa “o mais célebre fotógrafo de todos os tempos”. A relação entre ambos dura apenas dois anos, pois Taro é morta durante a Batalha de Brunete. 17 anos depois, Cappa também morreu na cobertura de uma guerra, na Indochina em 1954, com a câmera na mão. 
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A adaptação ainda não tem uma data de estreia definida.
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.http://pipocamoderna.mtv.uol.com.br/?p=59740
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Andrew Garfield e Gemma Arterton protagonizam novo filme de Michael Mann
Sábado, 25 Dezembro 2010 15:12
  


Segundo a Total Film, Andrew Garfield ("Never Let Me Go") e Gemma Arterton ("Tamara Drewe") vão protagonizar a cinebiografia de Robert Capa que Michael Mann ("Public Enemies") está a preparar.

Segundo a publicação, o filme é baseado na biografia “Waiting For Robert Capa “, o que significa que a maior parte da acção vai decorrer durante a Guerra Civil Espanhola.

Relembramos que Robert Capa,  cujo nome verdadeiro era  Andre Friedmann,  ficou conhecido pelas fotos e filmagens de importantes conflitos do século XX, nomeadamente da Guerra Civil Espanhola e 2ª Guerra Mundial. Em particular, foram as fotos do desembarque na Normandia que o tornaram famoso. Capa mantinha amizades com celebridades como John Steinbeck e teve um caso com a actriz sueca Ingrid Bergman ("Casablanca").  Ele acabaria por morrer em 1954 ao pisar uma mina, na Guerra da Indochina.

Garfield, que desde “The Social Network” está a ser muito requisitado, será Capa, enquanto Aterton desempenhará a sua companheira, Gerda Taro.

Shannon Griffithys

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http://www.c7nema.net/index.php?option=com_content&view=article&id=3519%3Aandrew-garfield-e-gemma-arterton-protagonizam-novo-filme-de-michael-mann
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

LIFE - revista pioneira do fotojornalismo


Lançada revista pioneira do fotojornalismo
Actualizado há 21 horas e 21 minutos


A 23 de Novembro de 1936 é lançada a revista Life, a primeira a apostar fortemente no fotojornalismo, e responsável por algumas das imagens que mais marcaram o século XX.

Na sua primeira "encarnação", a Life nada tinha a ver com a marca que tanto prestígio angariou ao longo do século XX: uma revista leve, de humor e assuntos mundanos, fundada em 1883, comprada em 1936 por Henry Luce, que apenas estava interessado no título. Este capricho custou-lhe, na altura, 92 mil dólares.
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Luce rapidamente se desfez dos conteúdos, que vendeu a outra publicação, e transformou a Life numa revista apoiada fortemente no fotojornalismo.
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A aposta foi ganha quase de imediato. Ao longo de meia centena de páginas, praticamente o único texto que se lia eram as legendas das grandes fotografias. Estas eram impressas com grande qualidade, mas a circulação massiva permitia baixar os custos e o leitor pagava apenas dez cêntimos por cada edição, cerca de €1,15 aos preços actuais.
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A conjugação de eventos internacionais também ajudou. Material para fotografar e exibir abundava, desde o motivado pela grande depressão norte-americana, ao cerco de Madrid por parte de Franco, à invasão da Etiópia por Mussolini e à consolidação do poder, na Alemanha, por parte de Hitler.
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Até Luce foi apanhado de surpresa pelo sucesso. A primeira tiragem foi de 380 mil cópias, mas, quatro meses mais tarde, a empresa estava a imprimir um milhão e meio de exemplares.
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Como não podia deixar de ser, algumas das edições mais memoráveis surgiram durante a Segunda Guerra Mundial. A partir da entrada dos EUA na guerra, a revista dedicou-se à causa aliada com todo o seu fulgor.
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Data da mesma época um dos primeiros incidentes a afectar a credibilidade da revista. O famoso jornalista Robert Capa, que mais tarde morreu ao serviço da Life, enquanto cobria a guerra da Indochina, foi dos primeiros jornalistas a desembarcar na Normandia. Um descuido no estúdio da Life, porém, levou a que as imagens ficassem tremidas. A Life, na legenda, culpou o fotógrafo, cujas mãos estariam a tremer. Capa negou sempre essa versão.
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No final da guerra a Life publicou ainda outra imagem que se tornaria verdadeiramente icónica: a da enfermeira nos braços de um marinheiro, festejando de forma intensa a vitória na guerra.
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Ao longo das décadas seguintes a revista perdeu algum do seu prestígio. Mudou de periodicidade algumas vezes e chegou mesmo a fechar, por duas ocasiões, antes do encerramento definitivo, em Março de 2007. A marca permanece, porém, na forma de um site.


Editado por Filipe d'Avillez
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http://www.rr.pt/informacao_nestedia.aspx?fid=103&did=129859
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Essay: Icons as Fact, Fiction and Metaphor


July 23, 2009, 5:00 am

Essay: Icons as Fact, Fiction and Metaphor

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For the Lens blog, Philip Gefter, formerly a picture editor at The Times who writes regularly about photography, has adapted an essay from his new book, “Photography After Frank,” published by the Aperture Foundation.


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Truth-telling is the promise of a photograph — as if fact itself resides in the optical precision with which photography reflects the way we see the world. A photograph comes as close as we get to witnessing an authentic moment with our own eyes while not actually being there. Think of all the famous pictures that serve as both documentation and verification of historic events: Mathew Brady’s photographs of the Civil War; Lewis Hine’s chronicle of industrial growth in America; the birth of the civil rights movement documented in a picture of Rosa Parks on a segregated city bus in Montgomery, Ala. Aren’t they proof of the facts in real time, moments in history brought to the present?

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Of course, just because a photograph reflects the world with perceptual accuracy doesn’t mean it is proof of what spontaneously transpires. A photographic image might look like actual reality, but gradations of truth are measured in the circumstances that led up to the moment the picture was taken.

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In John Szarkowski’s seminal book, “The Photographer’s Eye,” Robert Capa is referred to as “the great war photographer.” Capa’s most famous picture, “Death of a Loyalist Militiaman, Cerro Muriano, Córdoba Front, Spain, September 5, 1936,” commonly known as “The Falling Soldier,” was taken in 1936 during the Spanish Civil War. Though long considered a defining war picture, its veracity has also inspired decades of debate among scholars, curators and critics. While the picture’s iconic stature rests on the precise moment captured when the Spanish soldier was shot, the possibility that it was staged undermines the historic proof it has come to signify.

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New evidence reported by the Guardian has reignited the debate. José Manuel Susperregui, who teaches at the University of the Basque Country, recently published a book that includes research challenging the stated location of “The Falling Soldier.” Several previously unseen Capa pictures in the archives of the international Center of Photography, taken in the same sequence as “The Falling Soldier,” show a broader view of the landscape behind him. Mr. Susperregui uses these additional images to make a convincing case that they were taken in the Espejo countryside, some 25 miles from Cerro Muriano. This information, along with the many stories about Capa staging the picture, add to the intrigue, now rekindled in the Spanish press on the occasion of the International Center of Photography’s traveling exhibition, “This Is War! Robert Capa at Work,” which just opened at the Museu Nacional d’Art de Catalunya.

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“Everyone engaged with this photograph is trying to find out the truth,” Willis Hartshorn, the director of the center, said in a phone conversation. “The new information about the landscape is compelling.” Nothing is conclusive yet, Mr. Hartshorn added “We’re all trying to build the research together,” he said.

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The impulse to define, perfect, or heighten reality is manifest in a roster of iconic photographs that have come to reside in the world as “truth.” Mathew Brady, for instance, rarely set foot on a battlefield. He couldn’t bear the sight of dead bodies. In fact, most pictures of the battlefield attributed to Brady’s studio were taken by his employees Alexander Gardner and Timothy O’Sullivan — both of whom were known to have moved bodies around for the purposes of composition and posterity.

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GefterEssayPhoto
GefterEssayPhoto

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In “Home of a Rebel Sharpshooter, Gettysburg, 1863,” by Gardner, the body of a dead soldier lies in perfect repose. His head is tilted in the direction of the camera, his hand on his belly, his rifle propped up vertically against the rocks. There would be no question that this was a scene the photographer happened upon, if it weren’t for another picture by Gardner of the same soldier, this time his face turned from the camera and his rifle lying on the ground.

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In the Library of Congress catalog, the photograph “Dead Soldiers at Antietam, 1862,” is listed twice, under the names of both Brady and Gardner. In the image, approximately two dozen dead soldiers lie in a very neat row across the field. Could they possibly have fallen in such tidy succession? Knowing what we do about Gardner’s picture of the lone rebel soldier, the possibility lingers that he moved some of these bodies to create a better composition. Or it could be that other soldiers had lined the bodies up before digging a mass grave for burial.

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Whatever circumstances led to this picture, it is at least verifiable that the Battle of Antietam took place on this field. We know that many, many soldiers were killed. Evidence of the battle remains — the soldiers that died on that date, the battlefield on which they fought, the clothes they wore, and so on. Just how much of the subject matter does the photographer have to change before fact becomes fiction, or a photograph becomes metaphor?

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Lewis Hine’s 1920 photograph of a powerhouse mechanic symbolizes the work ethic that built America. The simplicity of the photograph long ago turned it into a powerful icon, all the more poignant because of its “authenticity.” But in fact, Mr. Hine — who cared about human labor in an increasingly mechanized world — posed this man in order to make the portrait. (In the first shot, the worker’s fly was open.) Does that information make the picture any less valid? Isn’t it a sad fact that the flaws in daily life should prevent reality from being the best version of how things really are? In our attempt to perfect reality, we aim for higher standards. A man with his zipper down is undignified, and so the famous icon, posed as he is, presents an idealized version of the American worker — his dignity customized, but forever intact. Still, the mechanic did work in that powerhouse and his gesture was true enough to his labor. The reality of what the image depicts is indisputable. Whether Hine maintained a fidelity to what transpired in real time may or may not be relevant to its symbolic import.

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GefterEssayPhoto

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Despite its overexposure on posters and postcards, “Le Baiser de l’Hôtel de Ville, 1950,” (”Kiss at the Hôtel de Ville”) by Robert Doisneau, has long served as an example of photography capturing the spontaneity of life. How lovely the couple is, how elegant their gesture and their clothing, how delightful this perspective from a café in Paris! What a breezy testament to the pleasure of romance! But despite the story this picture seems to tell — one of a photographer who just happened to look up from his Pernod, say, as the enchanted lovers walked by — there was no serendipity whatsoever in the moment. Mr. Doisneau had seen the man and woman days earlier, near the school at which they were studying acting. He was on assignment for Life magazine, for a story on romance in Paris, and hired the couple as models for the shot. This information was not brought to light until the early 1990s, when lawsuits demanding compensation were filed by several people who claimed to be the models in the famous picture. Does the lack of authenticity diminish the photograph? It did for me, turning its promise of romance into a beautifully crafted lie.

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GefterEssayPhoto

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Ruth Orkin was in Florence in the early 1950s when she met Jinx Allen, whom she asked to be the subject of a picture Ms. Orkin wanted to submit to The Herald Tribune. “American Girl in Italy, Florence, Italy, 1951” was conceived inadvertently when Ms. Orkin noticed the Italian men on their Vespas ogling Ms. Allen as she walked down the street. Ms. Orkin asked her to walk down the street again, to be sure she had the shot. Does a second take alter the reality of the phenomenon? How do you parse the difference between Mr. Doisneau’s staged picture and Ms. Orkin’s re-creation?

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GefterEssayPhoto

The birth of the civil rights movement is often dated to a moment in 1955 when Rosa Parks, a black woman, refused to give up her seat on a crowded city bus to a white man. Many people assume that the famous picture of Mrs. Parks sitting on a bus is a record of that historic moment. But the picture was taken Dec. 21, 1956, a year after she refused to give up her seat, and a month after the United States Supreme Court ruled Montgomery’s segregated bus system illegal. Before she died in 2005, Mrs. Parks told Douglas Brinkley, her biographer, that she posed for the picture. A reporter and two photographers from Look magazine had seated her on the bus in front of a white man. Similar photo opportunities were arranged on the same day for other civil rights leaders, including the Rev. Martin Luther King Jr. Here is a staged document that has become a historic reference point, and a revealing parable about the relationship of history to myth.

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As a witness to events, the photojournalist sets out to chronicle what happens in the world as it actually occurs. A cardinal rule of the profession is that the presence of the camera must not alter the situation being photographed. The viewer’s expectation about a picture’s veracity is largely determined by the context in which the image appears. A picture published in a newspaper is believed to be fact; an advertising image is understood to be fiction. If a newspaper image turns out to have been set up, then questions are raised about trust and authenticity. Still, somewhere between fact and fiction — or perhaps hovering slightly above either one — is the province of metaphor, where the truth is approximated in renderings of a more poetic or symbolic nature.

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Fotojornalismo: Gerda Taro e Robert Capa

08 Julho, 2009

Taro + Capa

Gerda Taro, miliciana republicana a treinar numa praia, Arredores de Barcelona, 1936
© ICP

A produção fotográfica de Gerda Taro (Estugarda 1910 - Brunete 1937) foi curta mais intensa, sobretudo o trabalho que desenvolveu no decorrer da Guerra Civil de Espanha, onde partilhou o ofício com Endre Friedman, que ficou para a história como Robert Capa. No ano passado o International Center of Photography de Nova Iorque decidiu organizar a primeira retrospectiva da obra Taro. Mas não sem a companhia de alguns trabalhos de Capa (ou pelo menos de alguns que lhe são atribuídos) que se prestam inevitavelmente à comparação dos diferentes olhares, mas que sobretudo enriquecem os contextos em que as imagens de ambos foram tomadas. Isto sem contar com a dúvida que pesará sempre sobre a verdadeira autoria de muitas das sequências registadas durante o conflito espanhol.
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Depois de Londres e Milão, as exposições Gerda Taro: Retrieving History e Robert Capa at Work chegam a Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), em Barcelona, onde vão ficar até 27 de Setembro. Na primeira mostra reúne-se todo o espólio atribuído a Taro, inclusivamente 3 fotografias inéditas reveladas na "mala mexicana". Na segunda aparecem seis reportagens de guerra assinadas por Capa, entre as quais três da Guerra Civil espanhola e as imagens míticas do desembarque na Normandia.

Gerda Taro
© ICP
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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Dos cámaras y un objetivo

Dos cámaras y un objetivo

Dos cámaras y un objetivo

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Las fotografías de Robert Capa y Gerda Taro, compañeros en lo sentimental y en lo profesional, y cronistas de excepción de la Guerra Civil española, se exhiben en dos muestras paralelas en el Museu Nacional d’Art de Catalunya. MNAC, coincidiendo con el 70 aniversario del fin de la contienda. "¡Esto es la guerra! Robert Capa en acción" reexamina su método de trabajo e incluye material inédito procedente de la llamada "maleta mexicana", recuperada en 2007, cuyo estudio ha sacado a la luz instantáneas tomadas por Capa, Taro y el también fotoperiodista David Seymour.

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in Boletin Mas de Arte

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quarta-feira, 10 de junho de 2009

As fotografias míticas de Robert Capa no Dia D

Especial Dia D

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São apenas 12, mas o fundador da Magnum fez no desembarque da Normandia das melhores imagens da história do fotojornalismo

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Luiz Carvalho
10:00 Sábado, 6 de Jun de 2009
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As imagens de Capa fazem parte da história do fotojornalismo
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As imagens de Capa fazem parte da história do fotojornalismo
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Têm todos defeitos para serem das piores fotografias de uma reportagem. Estão tremidas, desfocadas, com uma luz difusa, e para uma reportagem completa não se pode dizer que dêem uma grande possibilidade de escolha, pois são apenas 12 fotografias. Mesmo assim são consideradas - apesar de todos estes defeitos técnicos e editoriais -, das melhores imagens da história do fotojornalismo.

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Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ESPECIAL DIA D

Trata-se das fotografias míticas do mítico Robert Capa, o mesmo que imortalizara a morte em combate do republicano espanhol na Guerra Civil, o mesmo que dois anos depois do desembarque dos americanos na Normandia, fundou a agência fotográfica Magnum.

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A história dessa dúzia de fotografias, também elas sobreviventes da guerra, é contada pelo então director de fotografia da delegação da "LIFE " em Londres, 24 Upper Street Wimpole, John G. Morris no seu livro "Des Hommes d`Images". Morris descreve com dramatismo e humor os dias difíceis em Londres, entre bombardeamentos persistentes e a necessidade de furar o controle da censura, o arranjar formas de fazer chegar a Nova York fotografias da luta contra o domínio nazi. A "LIFE " tinha a trabalhar para a delegação em Londres os então mais cotados fotojornalistas do mercado. Destacavam-se Bob Landry, George Rodger, Frank Scherschel e o já famoso Robert Capa.
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A preparação da reportagem do desembarque na Normandia foi meticulosamente preparada pela "LIFE ", que fazia questão em concorrer taco-a-taco com as agências noticiosas, o que deixava algum mal estar junto destas. A "LIFE " considerava que as suas fotografias deveriam ser as melhores e as mais exclusivas. Por isso destacou seis fotógrafos, contra outros seis das outras três agências presentes.

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Com a influência política que a "LIFE " tinha, e graças ao prestígio de fotógrafos seus junto das entidades militares (caso de David Seymour que chegou a trabalhar como sargento-fotógrafo para a Força Aérea americana), John G. Morris conseguiu que Robert Capa pudesse entrar a bordo com o 16º Regimento da 1ª divisão, designada de "Easy Red" numa operação com o código "Omaha".
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Foi um desembarque dramático, segundo relatou Capa, e esses minutos onde havia mortos e feridos por todo o lado, foram testemunhados pela câmara fotográfica Leica de Capa em quatro filmes de 36 fotos cada um.

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Em Londres, John G. Morris, ansiava pelas fotografias, mas naquele dia não se soube nada. Nem se havia fotografias, nem no que teria acontecido a Robert Capa. Só ao fim da tarde do dia seguinte, chegou um motociclista com um pacote à sede da "LIFE ". Havia um nervosismo enorme. Havia que revelar rápido os filmes, imprimir as fotos e ir a correr com elas à censura para depois poderem seguir para a sede de "LIFE " em Nova York.

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Os filmes começam a ser revelados por um assistente (diz-se que seria o estagiário David Burnett, hoje um decano do fotojornalismo) que decide fechar a porta do laboratório enquanto a estufa secava os filmes. Passados minutos, o estagiário corre para Morris e diz-lhe apavorado que os filmes derreteram com o excessivo calor da estufa. Morris constata que três dos filmes estão esturricados mas que no quarto se conseguem salvar 12 fotografias, aquelas que hoje conhecemos.

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A cena é tão desagradável que Robert Capa nunca quis comentar com John G. Morris este acidente. Estas fotos ficaram para a História como testemunhos de um momento extraordinário. Há outras fotografias de outros fotógrafos de agência e mesmo da "LIFE ", fotografias tecnicamente perfeitas e que até mostram bem todo o aparato militar mas que não têm a emoção nem o sentido da história das de Capa.

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Clique para ver no site da revista LIFE as imagens de Robert Capa
in

expresso.pt/as-fotografias-miticas-de-robert-capa-no-dia-d


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