Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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quinta-feira, 9 de março de 2017

“Memory Unearthed,” - Henryk Ross, fotógrafo no Gueto de Lodz

Memory Unearthed
The Lodz Ghetto Photographs of Henryk Ross

March 25, 2017 – July 30, 2017

 Perspective

‘I buried my negatives in the ground in order that there should be some record of our tragedy.’ The photographs of Henryk Ross.

Writer Chloe Coleman March 6  


Police in the Lodz Ghetto, run by Nazi Germany in occupied Poland, escort residents for deportation during World War II. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)


Officially, former Polish press photojournalist Henryk Ross was forced to work by the Nazi regime as a bureaucratic photographer for the Jewish Administration’s statistics department. He took photographs for Jewish identification cards, as well as images used as propaganda for the Lodz Ghetto. Ross, a Jew, was one of at least 160,000 people held in the Lodz Ghetto in Poland, second only to the Warsaw Ghetto in German-occupied Europe.

Unofficially, at great personal danger, Ross documented the cruel truth of life under Nazi rule. In the four-year existence of the Lodz Ghetto, a quarter of its prisoners died of starvation. In 1942, nearly 20,000 were deported to the death camp of Chelmno; in 1944, 70,000 were sent to Auschwitz.


A sign in the Lodz Ghetto says: “Residential Area of the Jews, entry forbidden.” (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



Lodz Ghetto: A man walks in winter in the ruins of the synagogue on Wolborska Street, which was destroyed by the Germans in 1939. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



“Soup for lunch”: Men eat from pails in the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)


Ross buried his negatives in 1944 in attempt to preserve the historical record of what had happened in Lodz. As one of the mere 877 recorded survivors of the ghetto, Ross returned for the negatives after Lodz’s liberation, discovering that more than half of the original 6,000 remained intact.


The wife and child of a police officer in the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



Children talk through the fence of the central prison on Czarnecki Street before deportation from the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



Police keep watch in the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



Children being transported to Chelmno nad Nerem (renamed Kulmhof) death camp from the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy Museum of Fine Arts, Boston)



A girl in the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)



A scarecrow in the Lodz Ghetto. (Henryk Ross/Art Gallery of Ontario/Courtesy of Museum of Fine Arts, Boston)


An exhibition, “Memory Unearthed,” organized by the Art Gallery of Ontario, presents more than 200 of Ross’s photographs. It is on view in Boston’s Museum of Fine Arts from March 25 to July 30.


https://www.washingtonpost.com/news/in-sight/wp/2017/03/06/i-buried-my-negatives-in-the-ground-in-order-that-there-should-be-some-record-of-our-tragedy-henryk-ross/?hpid=hp_no-name_photo-story-a%3Ahomepage%2Fstory&utm_term=.4d493373152a

On View In


Jeanne and Stokley Towles Gallery (Gallery 261), Catherine and Paul Buttenwieser Gallery (Gallery 262), Ives Family Gallery (Gallery 263), and Lizbeth and George Krupp Gallery (Gallery 264)

“Memory Unearthed,” organized by the Art Gallery of Ontario, presents more than 200 of Ross’s powerful photographs, comprising a moving, intimate visual record of the Holocaust. The images are accompanied by artifacts, including Ross’s own identity card, and ghetto notices. An album of contact prints, handcrafted by Ross and shown in its entirety as the centerpiece of the exhibition, serves as a summation of his memories, capturing his personal narrative.



HENRYK ROSS PHOTOGRAPHING FOR IDENTIFICATION CARDS, JEWISH ADMINISTRATION, DEPARTMENT OF STATISTICS, 1940
Gelatin silver print. Collection of the Art Gallery of Ontario. Gift from Archive of Modern Conflict, 2007. © Art Gallery of Ontario, 2017. 

HENRYK ROSS, BOY WALKING IN FRONT OF THE BRIDGE CROSSING ZIGERSKA (THE “ARYAN”), 1940–42
Gelatin silver print. Collection of the Art Gallery of Ontario. Gift from Archive of Modern Conflict, 2007. © Art Gallery of Ontario, 2017. 

HENRYK ROSS, MEN HAULING CART FOR BREAD DISTRIBUTION, 1942
Gelatin silver print. Collection of the Art Gallery of Ontario. Gift from Archive of Modern Conflict, 2007. © Art Gallery of Ontario, 2017.
http://www.mfa.org/exhibitions/memory-unearthed



The Lodz Ghetto Photographs of Henryk Ross

 

 A COLLECTION OF HOLOCAUST PHOTOGRAPHS



sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

O álbum (incompleto) de fotografias de Auschwitz

Lilly Jacob, sobrevivente de Auschwitz, reconheceu os seus familiares em algumas das fotografias de um álbum que encontrou. Sempre que alguém reconhecia um familiar Lilly oferecia-lhe essa imagem.

PÚBLICO 
27 de Janeiro de 2017, 22:16


Os judeus à espera da selecção: uns eram logo sentenciados à morte, outros eram obrigados a trabalhos forçados DR
É um álbum de fotografias que retrata o dia-a-dia de um dos mais conhecidos e aterradores campos de concentração alemães: Auschwitz. Segundo avança o El País, as 193 fotografias foram recuperadas por uma sobrevivente destes campos de concentração, Lilly Jacob-Zelmanovic Meier, que acabou por doar o álbum ao museu Yad Vashem, em Jerusalém, corria o ano de 1980. Nesta sexta-feira, são lembrados os mais de seis milhões de judeus que perderam a vida no Holocausto – a data é precisamente a da libertação de Auschwitz pelas tropas soviéticas, a 27 de Janeiro de 1945.

As fotografias estão disponíveis para consulta no site do museu e são uma das poucas provas documentais que existem sobre o processo de selecção a que eram submetidos os judeus que chegavam ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. A razão que levou dois militares do SS, Ernst Hofmann e Bernhard Walter, a tirar estas fotografias, em Maio e Junho de 1944, é incerta.

Quando tinha 18 anos, Lilly Jacob foi deportada juntamente com a sua família – e grande parte dos judeus que moravam na Hungria – na Primavera de 1944. Segundo o site do museu, Lilly foi separada dos seus pais e dos seus irmãos mais novos logo depois de chegar a Auschwitz – e nunca mais os viu. Foi a única que sobreviveu da sua família.

Quando foi libertada, no campo de concentração de Mittelbau-Dora, encontrou um álbum de fotografias nos quartéis da SS, que estavam desertos. Foi nesse álbum que encontrou fotografias dos seus familiares e amigos, no dia em que tinham chegado ao campo de concentração de Auschwitz. Lilly Zelmanovic morreu a 17 de Dezembro de 1999.

A chegada de judeus a Auschwitz
O álbum não está completo. Lilly casou-se, teve um filho e mudou-se para os Estados Unidos, levando consigo o álbum. Ao saberem da sua existência, alguns sobreviventes procuravam Lilly para ver se encontravam alguma recordação dos familiares e amigos que não tinham conseguido sobreviver ao duro quotidiano de Auschwitz. Das poucas vezes em que alguém identificava um membro da sua família numa das fotografias, Lilly oferecia-a. Uma dessas fotografias oferecidas foi recentemente doada ao museu Yad Vashem.

O álbum tem fotografias desde o momento de chegada de alguns judeus até à selecção e momentos que precediam a entrada nas câmaras de gás. Nas fotografias vê-se um pouco de tudo: a separação dos pertences; mulheres de cabelo rapado vestidas com uniformes da prisão; o registo de pessoas para trabalhos forçados; e prisioneiros, sentados ao sol, sem saber o destino que os esperava.

Os judeus eram separados dos seus bens materiais, que eram recolhidos e triados num sítio chamado "Kanada"


Antes de serem enviados para as câmaras de gás

https://www.publico.pt/2017/01/27/culturaipsilon/noticia/o-album-incompleto-de-fotografias-de-auschwitz-1759964

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Milhares de fotografias das exposições de arte aprovadas por Hitler estão online



Pela primeira vez
07.12.2011 - 15:42 Por Cláudia Carvalho
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Uma das muitas imagens disponíveis online
Uma das muitas imagens disponíveis online (DR)
 São mais de 100 mil as fotografias que documentam a “Grande Exposição de Arte Alemã” (“Große Deutsche Kunstausstellung”), patrocinada pelo regime nazi e que aconteceu anualmente entre 1937 e 1944, e que estão agora disponíveis online através da iniciativa do Instituto Central de Munique para a História de Arte.

O catálogo online, agora disponível gratuitamente pela primeira vez, está categorizado por artista, género e tema, sendo também possível aceder aos dados dos proprietários das obras de arte, dando uma nova visão e perspectiva sobre o tipo de arte e trabalhos aprovados por Adolf Hitler e que definiam o gosto dos cidadãos da época e seguidores do regime nazi.

De forma a mostrar o seu ideal de arte alemã, Hitler construiu, em parceria com o arquitecto Paul Ludwig Troost, a Haus der Deutschen Kunst (hoje Haus der Kunst), A Casa da Arte Alemã, onde todos os anos acontecia a “Grande Exposição” de centenas de obras de arte aprovadas pelo ditador, depois de uma grande selecção.

“Todos os anos Hitler nomeou Heinrich Hoffmann como o examinador preliminar. Os trabalhos que ele considerasse que valiam a pena ser vistos pelo Fuehrer eram levados para as salas de exposições para depois Hitler julgar a sua importância. (...) As coisas que ele gostava eram exibidas, as que ele rejeitava eram consideradas medíocres, assim como o artista”, escreveu Otto Dietrich na biografia de Hitler sobre a exposição anual. 

Apesar de apenas as obras de arte aprovadas por Hitler terem sido expostas, a historiadora Christian Fuhrmeister, que está ligada a este projecto, explicou ao The Art Newspaper que este catalogo completo de todas as exposições que aconteceram mostra que a exposição não era apenas propagandista mas que Hitler tinha também sensibilidade para a arte.

Segundo Fuhrmeister, dos 1200 a 1800 objectos exibidos todos os anos, apenas em cerca de 50 a 60 obras é notória a propaganda e a ideologia nazi, no resto encontram-se várias paisagens, natureza-morta e diversas pinturas. 

As fotografias estiveram durante décadas arrumadas em álbuns no Instituto Central. No entanto em 2004, um grupo de investigadores juntou-se à Haus der Kunst, espaço onde aconteciam as exposições, e ao museu Deutsches Historisches, em Berlim, que detém mais de 700 obras de arte compradas por Hitler, e começaram a catalogar e a digitalizar a colecção.

Os documentos agora revelados ao público, mostram que Hitler foi ao longo dos anos o maior comprador na “Grande Exposição de Arte Alemã”, tendo gasto mais de 7 milhões de reichsmark (a moeda oficial na Alemanha de 1924 até 1948) em 1312 trabalhos. 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A voz e a imagem de Marlene Dietrich


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michalmaciejewski | 10 de Novembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 42 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Sag mir wo die blumen sind, Marlene Dietrich
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ukinut | 29 de Setembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 16 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Marlene Dietrich sings Lili Marleen in German
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alabardiere65 | 5 de Maio de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 15 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Lied: Wenn die Soldaten, Marlene Dietrich - Video material: Leni Riefenstahl - Clip: Bernhard Fruehling-Brauner
NOTA VN - Sendo Marlene Dietrich antinazi é um abuso usar uma canção sua para funddo musial duma cineasta glorificadora do nacional-socialismo, Leni Riefenstahl 
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blumentopf443 | 17 de Janeiro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 12 utilizadores que não gostaram deste vídeo
marlene dietrich-die fesche lola 
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

The Oradour-sur-Glane Experience: a Nazi Massacre


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jluis333 | 3 de Janeiro de 2007
To honor those who perished under the Nazis.
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dewARTvideo | 8 de Dezembro de 2007
The story of a peaceful French Village massacred by Nazi SS troops.

To learn more about the film maker visit www.davewindle.com
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baron3cyril | 15 de Julho de 2007
en ayant visiter moi meme cette ville j ai eu l idée de realiser une video avec quelques photos que j ai prise et des images d archives
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Campos de Extermínio


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bobjennes | 4 de Outubro de 2007
Productie over het tweede Auschwitzproces waarin de overlevenden en kampbewakers opnieuw oog in oog staan en de gruwelijkheden van de holocaust herbeleven ... Het Onderzoek
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Holocaust Video


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Incorporação desactivada por pedido
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cowluver12300 | 30 de Novembro de 2006
Our group's theology project video. IT shows the hardships most Jews had to face in concentration camps.
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segunda-feira, 22 de março de 2010

Nuit et Brouillard - Jean Ferrat


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Ícone de canal
bdnrgs

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Pour ne pas oublier le passé et ne pas le revivre dans le futur.
Mise en garde: Certaines images peuvent choquées un public sensible

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Nuit Et Brouillard lyrics
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Paroles et musique : Jean Ferrat
1
Ils étaient vingt et cent, ils étaient des milliers
Nus et maigres tremblants, dans ces wagons plombés
Qui déchiraient la nuit de leurs ongles battants
Ils étaient des milliers, ils étaient vingt et cent.
Ils se croy
aient des hommes, n'étaient plus que des nombres
Depuis longtemps leurs dés avaient été jetés
Dès que la main retombe il ne reste qu'une ombre
Ils ne devaient jamais plus revoir l'été.
2
La fuite monotone et sans hâte du temps
Survivre encore un jour,
 une heure obstinément
Combien de tours de roues, d'arrêts et de départs
Qui n'en finissent pas de distiller l'espoir
Ils s'appelaient Jean-Pierre, Natacha ou Samuel
Certains priaient Jésus, Jéhovah ou Vichnou
D'autres ne priaient pas mais qu'importe 
le ciel
Ils voulaient simplement ne plus vivre à genoux.
3
Ils n'arrivaient pas tous à la fin du voyage
Ceux qui sont revenus peuvent-ils être heureux ?
Ils essaient d'oublier, étonnés qu'à leur âge
Les veines de leurs bras soient devenues si bleues
Les Allemands guettaient du haut des miradors
La lune se taisait comme vous vous taisiez
En regardant au loin, en regardant dehors
Votre chair était tendre à leurs chiens policiers.
4
On me dit à présent, que ces mots n'ont plus cours
Qu'il vaut mieux
 ne chanter que des chansons d'amour
Que le sang sèche vite en entrant dans l'histoire
Et qu'il ne sert à rien de prendre une guitare
Mais qui donc est de taille à pouvoir m'arrêter
L'ombre s'est faite humaine aujourd'hui c'est l'été
Je twisterais les
 mots s'il fallait les twister
Pour qu'un jour les enfants sachent qui vous étiez.
Vous étiez vingt et cent, vous étiez des milliers
Nus et maigres tremblants, dans ces wagons plombés
Qui déchiriez la nuit de vos ongles battants
Vous étiez des milli
ers, vous étiez vingt et cent.


http://www.elyrics.net/read/j/jean-ferrat-lyrics/nuit-et-brouillard-lyrics.html.