Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal Paraná on-line. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jornal Paraná on-line. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Exposição faz homenagem aos povos afrodescendentes




17/11/2011 às 17:03:54 - Atualizado em 17/11/2011 às 17:39:37
Alice Rodrigues
O artista plástico Espedito Rocha, falecido em 2010, é homenageado.
Nesta quinta-feira (17), às 19h, inaugura na Casa Romário Martins uma exposição fotográfica comemorativa ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes e à Semana da Consciência Negra. A iniciativa da Fundação Cultural de Curitiba também presta homenagem ao artista plástico Espedito Rocha, falecido em 18 de novembro de 2010. A escultura "Boia-fria", importante obra do artista, ocupará o espaço central da Casa Romário Martins.
Composta por 32 imagens selecionadas do acervo do Museu da Fotografia de Curitiba, a mostra reúne trabalhos de fotógrafos como Sebastião Salgado, Bob Wolfenson, Daniel Augusto Júnior, André Vilaron, Mário Cravo Neto e Nego Miranda, dentre outros renomados profissionais que retratam vários aspectos da influência da cultura negra em todo o mundo. "Ao celebrar o Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituído pela Unesco, abrimos espaço para a reflexão sobre questões atuais da sociedade, enaltecendo o legado dos povos negros aos cinco continentes", ressalta a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Roberta Storelli.
Artista e dirigente político
Ao destacar a escultura "Boia-fria", a exposição na Casa Romário Martins presta um tributo a Espedito Rocha, exatamente um ano depois da morte do artista e dirigente político. Nascido em Pernambuco, Espedito chegou ao Paraná no início da década de 1950, tendo trabalhado na colonização do norte do Estado. Posteriormente, mudou-se para Curitiba e aqui iniciou a atividade sindical.
Com o golpe militar de 1964, Espedito teve seus direitos políticos cassados, permanecendo na clandestinidade e militando como dirigente nacional do PCB, durante todo o regime militar. Nesse tempo de esconderijo, voltou a exercitar a arte de esculpir na madeira. Anistiado em 1979, retornou a Curitiba, onde reorganizou o PCB, permanecendo seu presidente até meados da década de 1990.
Considerado pela crítica especializada como um dos mais originais escultores brasileiros, Espedito é internacionalmente conhecido e seus trabalhos integram o acervo permanente de vários museus do país.
Eventos no Memorial de Curitiba
O Memorial de Curitiba sedia programação do Centro Cultural Humaitá, em comemoração ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes. Neste sábado (19), serão desenvolvidas atividades que evidenciam a contribuição do povo negro para a formação do Paraná, além de dar visibilidade às artes de matriz africana na capital paranaense.
A programação é gratuita e estende-se das 9h às 21h, oferecendo palestras, debates, apresentações artísticas e feira de artesanato.  
Serviço:
Exposição em homenagem ao Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes e à Semana da Consciência Negra.
Local: Casa Romário Martins (Largo da Ordem, 30 - Centro Histórico).
Data: de 17 de novembro de 2011 (abertura às 19h) a 17 de fevereiro de 2012.
Horário de visitas: de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h às 18h; sábados e domingos, das 9h às 14h. 
Entrada franca.
Celebração do Ano Internacional da Afrodescendência, pelo Centro Cultural Humaitá.
Palestras, debates, apresentações artísticas e feira de artesanato.
Data e horário: 19 de novembro de 2011 (sábado), das 9h às 21h.
Local: Memorial de Curitiba (Rua Claudino dos Santos, 79 - Centro Histórico).
Entrada franca.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pedro Martinelli em Curitiba


24/08/2010 às 13:42:43 - Atualizado em 24/08/2010 às 16:26:38

 
.
Cabelos e barba compridos, gestos largos tipicamente italianos, Pedro Martinelli é um peso pesado do fotojornalismo brasileiro. Foram 10 anos em O Globo e outros 17 no Grupo Abril. Fez de tudo. Copa, Olimpíada, Guerra na Nicaraguá e até a morte do Papa. Da Placar à Veja, e claro na Playboy.
.
Seu trabalho autoral inclui 40 anos de incursões na Amazônia, desde o contato com os índios gigantes no começo da década de 70, pauta que cumpriu no mato durante 3 anos pelo O Globo com os irmãos Villas-Bôas. São dele os livros Amazônia o Povo das Matas e Mulheres da Amazônia.
.
 
.
Hoje se divide entre as tarefas em Carapicuíba, perifa de São Paulo, como ele gosta de dizer, e um barco nos rios da Amazônia onde mora durante as incursões no mato. São essas imagens autorais que Martinelli está expondo na Galeria Portfólio, na Rua Alberto Foloni, 634, próximo ao MON.
Vale a pena conferir.

domingo, 22 de agosto de 2010

Projeto configura o cinema como atividade social

22/08/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 22/08/2010 às 00:23:17


Paula Melech
Divulgação
Meninos e meninas da Vila das Torres têm a oportunidade de adquirir na prática conhecimento cinematográfico.
.
As últimas semanas têm sido bastante ocupadas para os alunos do Minha vila filmo eu. Willian Duarte Coutinho, 18, Ana Caroline Paulino, 14, Lúcia e Martha Pego dos Santos, 16 e 17 anos, se encontram diariamente na sede do Projeto Olho Vivo, no bairro Rebouças, concentrados em finalizar o filme Vila das Torres 2014. O esforço é daqueles agradáveis - para os adolescentes se trata da concretização de um trabalho colaborativo realizado ao longo do último ano. A intenção do Minha vila filmo eu é aproximar o cinema de meninos e meninas que habitam o bairro Vila das Torres, bem próximo ao centro de Curitiba. O contato com as técnicas e a narrativa audiovisual possibilita aos jovens a abertura de um olhar crítico: as impressões acerca da vida da comunidade inspiram histórias e imagens que são impressos na tela.

"A vontade é de despertar esse olhar para o local onde vivem. Queríamos sair da posição de quem vê de fora para revelar a comunidade a partir de quem mora nela", destaca Luciano Coelho, coordenador do Projeto Olho Vivo. Os encontros serviram também para conversar sobre o cotidiano. Assim, alguns aspectos passaram a ser identificados por eles com mais claridade, como problemas de infra-estrutura, poluição e violência.
.
A menina aparentando uma idade próxima de oito anos, cabelos claros e sorriso largo percebe: "O rio Belém é bonito pro lado da PUC, mas pra cá é uma sujeira". A afirmação veio no meio de uma conversa em uma das aulas da primeira turma do projeto, em 2005. Outros falam da violência: "Sempre tem um monte de balas naquela rua", conta um menino, tão pequeno quanto ela, "lá é muito perigoso, não dá pra andar a noite", completa o outro garoto. Esses instantes foram capturados em um documentário que registrou o decorrer das atividades, enquanto elas ainda aconteciam na sede do Clube de Mães.
Depois de cinco anos de realização, muitas crianças e adolescentes já passaram pelos cursos, viabilizaram várias produções - algumas premiadas - e terminaram fazendo parte de um núcleo de produção e pesquisa. Os assuntos, sempre ligados à vida na comunidade, são retratados em documentários como Vila das Torres - O sonho e a realidade, que retrata o trabalho de entidades sociais, ou em filmes como o curta-metragem de ficção Um grito na vila, inteiramente rodado com a participação dos alunos do curso.

O grupo que toca o projeto agora é egresso de horas de dedicação a várias oficinas do projeto. Talvez no início eles não imaginassem como a experiência iria se desdobrar em tantas possibilidades, que iniciou com a descoberta de uma habilidade para revelar novos horizontes possíveis.

"Desde o início do projeto o plano era mesmo ter um grupo de trabalho, como este de agora. A nossa vontade é que eles tomem a iniciativa", o que Bruno Mancuso (coordenador do Minha vila) quer dizer é que os alunos foram responsáveis pela idealização do documentário que está para ficar pronto. Depois de longas conversas onde emergiram várias sugestões, a escolha do tema recaiu sobre a ideia sugerida por Willian, a de falar como a chegada da Copa 2014 influenciaria a vida da comunidade. O filme será exibido em canais comunitários e enviados para festivais de cinema.
.
No documentário, a escolha foi contar sobre a comunidade por meio do ponto de vista das pessoas que moram lá. "Nas entrevistas a gente vê o que já aconteceu e as mudanças que a gente quer que aconteçam. A gente passou a conhecer melhor a história da comunidade", diz Willian. Os depoimentos traçam um histórico da vida na Vila das Torres, através de antigos moradores, times de futebol da comunidade e personagens curiosos.
.
Willian é o aluno que está há mais tempo no projeto. Ele começou com 13 anos e, agora, com 18, já tem planos de continuar estudando cinema e ingressar em uma faculdade na área logo depois que terminar o terceiro ano do segundo grau. "Antes não tinha muita vontade porque não conhecia nada de cinema. Agora eu gosto de fazer quase tudo, principalmente a parte técnica, foi muito legal conhecer os equipamentos e saber como funcionam". A aptidão em fazer roteiros já rendeu um prêmio a Lúcia, de 16 anos. "A história é sobre uma menina que começa o dia com o pé esquerdo e tudo dá errado no dia dela". Com roteiro do curta nas mãos, ela ganhou uma oficina de dez dias em Vitória (no Espírito Santo) que incluiu aulas de roteiro, direção e fotografia. Para Lucia, tudo está no começo e os planos são muito claros: fazer faculdade de produção cênica na Faculdade de Artes do Paraná.
.
.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tragédias pessoais exigem tato



02/07/2010 às 08:24:08 - Atualizado em 02/07/2010 às 10:05:58

Tragédias pessoais exigem tato

Veja a galeria de imagens

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O universo fotográfico de Luana Navarro

 
30/05/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 30/05/2010 às 17:57:56

Paula Melech
Daniel Caron
A fotógrafa curitibana abriu as portas de sua casa para compartilhar com a repórter Paula Melech sua ideias e referências artísticas..
.
Se você um dia, andando pela rua, receber de algum desconhecido um pequeno envelope colorido e, ao abrir, descobrir poemas e frases publicitárias estampadas em papel adesivo, estará compartilhando de uma das ações do coletivo Mofo Zero.
.
O Recontextualizações afetivas é uma das micro-ações propostas pelos artistas Arthur do Carmo, Lidia Sanae Ueta e Luana Navarro. Chegamos à casa da Luana numa quarta-feira, uma das poucas manhãs livres da artista.
.
Enquanto elabora projetos para leis de incentivo - o que lhe ocupa boa parte do dia - ela organiza exposições individuais e ainda acumula dois cursos acadêmicos: especialização em história da arte e graduação em filosofia, isso depois de ter cursado jornalismo.

Procurando atuar ativamente no mundo, Luana busca sempre na imagem fotográfica o suporte para a sua obra. Ao mesmo tempo, é também um resgate da prática que a conduziu efetivamente para as artes visuais.
.
Na fotografia, Luana aponta a relação entre o corpo e a cidade como outro interesse recorrente, inscrito em trabalhos como Corpo urbano e Microrresistências.

A escolha de entrar para a trupe dos aspirantes a jornalistas ela não julga mais equivocada, ao contrário, consegue visualizar reflexos da experiência convergindo para um ponto comum tanto no seu trabalho individual quanto no coletivo. No Mofo Zero, o discurso da grande mídia é questionado e deslocado para outros suportes,que permitem uma re-significação dessas informações.

É o caso de Despublicidade, onde frases publicitárias são deslocadas para espaços públicos, e Transamazônica - Imaginários compartilhados, desenvolvido com incentivo da Funarte Artes Visuais 2009, que questiona o imaginário criado a partir das publicidades veiculadas pela revista Realidade, no início da década de 70, sobre a Rodovia Transamazônica.

Consciente de que produzir um trabalho artístico hoje não está mais ligado à inspiração ou técnica, Luana não está à procura de respostas, mas de propor questionamentos.

Paraná Online: Como foi a experiência com o projeto Imaginários compartilhados?

Apesar da prévia visualização dos eventos propostos na elaboração do projeto enviado a FUNARTE, eles foram criações no ato de realizá-los. Isso foi muito importante, pois envolveu uma abertura nossa à pesquisa, à produção e ao diálogo de mão dupla, ou de mão múltipla (como foi o caso da realização das oficinas e da ação de envio de postais onde 29 criadores, contando conosco, estavam em diálogo).
.
Este projeto, tanto para mim quanto para o Arthur não se encerrou no momento em que pegamos o caminho de volta para casa. Foram ao todo mais de 940 minutos de gravações audiovisuais, entre depoimentos, entrevistas, cenas, acontecimentos, participações nossas em eventos locais, nas quais ainda trabalhamos, além das quase 3.000 fotografias e registros em áudio.
.
Parte disto já está reunido em uma série de trabalhos que faz parte do DVD Imaginários compartilhados em fase de distribuição. No nosso blog (imaginarioscompartilhados.wordpress.com) também está todo o desenvolvimento do trabalho com vídeos, imagens e textos.

Paraná Online: Que lugar a fotografia ocupa em sua vida?

O lugar da inquietação. Eu comecei a fotografar na faculdade de jornalismo e logo nas primeiras aulas de fotografia me dei conta que era isso o que me interessava no curso e era isso o que eu queria fazer.
.
Claro que mais tarde percebi que o fotojornalismo não tinha nada a ver comigo, e que o que eu buscava era a fotografia enquanto prática artística. Aliás, os meus trabalhos todos partem da imagem fotográfica, mesmo quando os finalizo em outros suportes o meu primeiro experimento sempre é fotográfico.

Paraná Online:  Como ter participado do curso no Núcleo de Estudos de Fotografia determinou o seu pensamento sobre arte hoje?

O Núcleo, que é coordenado pela Milla Jung, foi um ponto muito importante na minha formação, foi lá que comecei a pensar a imagem e não apenas produzir imagens.
.
Eu acho que acompanhei uma mudança muito importante no Nef, porque logo que eu comecei a participar dos cursos e a trabalhar lá a Milla tinha recentemente entrado no mestrado em Artes Visuais e ela começou a compartilhar suas novas referências o que para mim foi importante porque comecei a pensar outras possibilidades do trabalho artístico.
.
Me dei conta que podia por exemplo experimentar outros suportes, deixar para trás o campo da fotografia encerrada em si mesma e me relacionar com um campo mais aberto.

Paraná Online:  Em torno de que questões se organiza o coletivo Mofo Zero?

Até agora os nossos trabalhos partiram principalmente de questões relacionadas ao mass-media. Não há uma pesquisa plástica no que produzimos, mas sim um interesse em gerar questões, acho que isso é o principal.
.
Acreditamos que as ferramentas de trabalho do artista se fazem necessárias a partir das problemáticas colocadas pelos trabalhos desenvolvidos e não o contrário.

Paraná Online:  Como o estudo da filosofia está se relacionando com a sua atividade artística?

Estudando arte me dei conta de que frequentemente eu acabava caindo em referências que partiam da filosofia, e eu ficava muito angustiada por não ter uma base de leitura suficiente para entender determinados conceitos, que claro estavam teoricamente no campo filosófico e não artístico, foi aí que resolvi prestar o vestibular da UFPR.
.
A filosofia é muito instigante assim como a arte. Não tenho pretensões de trabalhar diretamente no campo filosófico, meu interesse é continuar pensando arte.

Paraná Online: Quais as suas principais referências?

Acho que na realidade as pessoas que estão por perto são as referencias mais importantes, por isso creio que a Milla Jung, o Felipe Prando e a Anuschka Lemos, que juntos formaram o grupo de trabalho Escapatórias, sem dúvida nenhuma são uma referência para mim.
.
Agora dos artistas consagrados, o Bas Jan Ader e o Felix Gonzáles-Torres me tocam muito, me emocionam. E recentemente a artista guatemalteca Regina José Galindo me despertou especial interesse com suas performances e ações.

Conheça mais sobre o trabalho de Luana Navarro:

www.luananavarro.com
www.imaginarioscompartilhados.wordpress.com
www.mofozero.wordpress.com
.
.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A história contada pela arte da fotografia



Almanaque / Notícias
    Paraná on line - 05/01/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 05/01/2010 às 11:07:34

    A história contada pela arte da fotografia

    Cintia Végas
    Arquivo pessoal

    Posição estudada, visual caprichado, seriedade. Marcas desta fotografia do século XIX. No verso (dir.), vê-se que o retrato mescla foto e pintura.
    .
    O contraste existente entre as fotografias tiradas no século XIX e as fotografias atuais é tema de pesquisa realizada pelo historiador Marco Antonio Stancik, que é doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
    .
    Ele mantém um acervo próprio de fotos antigas - adquiridas em sebos, acervos e junto a comerciantes - que revelam, através de imagens, um pouco da história do Paraná.
    .
    Arquivo pessoal

    Os trajes e poses deste casal são adequados ao momento solene.
    .
    “Busco utilizar a fotografia como um documento de pesquisa do historiador. Muitas vezes, entre os historiadores, as fotos são utilizadas mais como ilustração. Tento mudar isso, fazendo leituras do que as pessoas que se deixaram fotografar e os fotógrafos tentaram transmitir ao futuro. As fotos nos auxiliam a perceber aspectos da história que não são perceptíveis através de outras ferramentas, como documentos escritos”, conta Stancik.
    .
    As primeiras fotografias foram obtidas na França, entre os anos de 1839 e 1840, sendo denominadas daguerreótipos. Eram montadas em chapas de cobre e colocadas em estojos. “A fotografia surgiu como um recurso para obtenção de retratos e era inacessível a grande parte da população. Só se tornou mais acessível no final do século XIX.”
    .
    Arquivo pessoal

    O retrato do soldado detalha até a hora da foto: posar era um evento.
    .
    Em sua pesquisa, o historiador cita os fotógrafos itinerantes que passaram por Curitiba, entre eles Cincinato Mavignier, Henrique Deslandes, José Maria Barreto de Menezes, João Nogueira e Walter Sutton Bradley.
    .
    Entre os fotógrafos que se estabeleceram na cidade estão Adolpho Volk e os irmãos Joseph e Augusto Weiss. “Muitas pessoas têm fotos tiradas nos estúdios de Adolpho Volk e dos irmãos Weiss em seus álbuns particulares”, afirma.
    .
    Segundo o historiador, no passado a fotografia era cercada de um amplo ritual, que envolvia cenários e poses e davam uma ideia de como as pessoas do passado compreendiam o mundo.
    .
    As dificuldades encontradas pelos fotógrafos do passado contrastam com as facilidades de hoje, obtidas através da fotografia digital, acessível a grande parcela da população.
    .
    .
    http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/419584/?noticia=A+HISTORIA+CONTADA+PELA+ARTE+DA+FOTOGRAFIA
    .
    .