Escrevivendo e Photoandando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.

Roland Barthes

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«Ao lermos uma novela ou uma história imaginamos as cenas, a paisagem, os personagens, dando a estes uma voz, uma imagem física. Por isso às vezes a transposição para o cinema revela-se-nos uma desilusão. Quando leio o que a Maria do Mar me escreve(u) surge perante mim a sua imagem neste ou naquele momento da nossa vida, uma pessoa simples, encantadora, gentil e delicada.»

Victor Nogueira

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

notícias sicilianas

Texto: Rui Pedro e Victor 
(Fotos Rui Pedro e Ana Sofia)
smile emoticon  como vai isso?
já foram cumprimentar o Vito Corleone ?

Fomos ah vila de corleone. Ver o museu anti-mafia. Fomos a piazza armerina. A cidade das 100 igrejas onde os cruzados de toda a europa se reuniam para a guerra em israel

Mas cada vila cada cidade cada aldeia aqui ta repleta de catedrais, igrejas, ruinas gregas e romanas, zonas historicas antiquissimas. Com grandes vistas. Toda a sicilia é montanhas e vales montanhas e vales montanhas e vales. Entao tas no topo de um vale numa aldeia e ves só montanhas ah tua volta e sobes e desces até chegares ah proxima. Estamos agora perto do vulcão etna. Em taormina
se fosse a itália iria visitar a sicília, veneza e as ruínas de herculano e pompeia
veneza fora dos postais ilustrados e das rotas turísticas deve ser húmida e soturna, como no filme Morte em Veneza
mas o que vi no google maps seduziu-me ainda mais
Mas a ideia qUe tenho da sicíia é ser uma região pobre e mal conservada mas gostaria de conhecê-la
Roma não me seduz

Eu depois mostro te as fotos daki. Nao retratam realmente o k se ve. Mas pronto... Nem fotografamos tudo porque passadas 7 ou oito catedrais as outras tb sao catedrais e ja n ligamos.

Sim casas todas velhas, varandas a cair, etc

Palermo a capital é o faroeste a conduzir. N imaginas. N ha regras. Rotundas todas paradas é a lei do mais rapido. Os carros tao todos todos todos raspados e batidos de lado e atras.
A sicília é para mim o que aparece nos filmes do Padrinho e em "A estratégia da aranha"

Se paras num stop apitam te por tras.

N ha cedencias de passagem. Nada

Mas é mt mt bonito
ah! aqui no Porto e no Minho é o mesmo farwest a conduzir LOL
não têm espírito civico como os mouros de lisboa para baixo






Olha esse teatro grego em taormina. Quase todo de pé.

No topo de uma montanha. Com vista para o mediterranio e o vulcao etna...

Ainda fazem la espectaculos. Ontem fizeram lah uma opera mas ja n arranjámos bilhetes


se não te importares faço um post com estas fotos no meu blog  kantphotomatico
mas sem as pessoas LOL

Ok. Dps mando te outras e dps escolhes as melhores dos varios sitios wink emoticon
mas tanto qto possível identifica os locais
tb posso por a foto dos turistas e photoandarilhos

Podes por as nossas tb se kiseres k n temos vergonha


então ficam-se apenas pela sicília ?

Sim. Mas a sicilia de lés a lés

Tivemos no vale dos templos em agrigiento. Sao os templos melhores conservados fora da grecia

E dps na villa romana del casale . uma cidade de luxo romana muito muito bem conservada e cheia de mosaicos intactos

Em piaza armenina.

Ai perto fomos a outra romana em morgantina. Mt grande.
deviam então ir a heruclano e pompeia, onde a vida parou e ficou plasnmada e "conservada" pelas cinzas da erupção vulcânica do Vesúvio

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domingo, 30 de agosto de 2015

mindelo - as casas do mar e a ponta da gafa

* Victor Nogueira

A visita a Vila Chã (1) trouxe-me à memória que no Mindelo ainda subsistiriam “casas do mar”, inicialmente destinadas a guardar os apetrechos da pesca, posterior e cumulativamente ou não tendo a função de habitações dos pescadores.

Voltei assim à praia do Mindelo, à enseada delimitada pela Ponta da Gafa, nas proximidades da qual teria existido outrora uma gafaria ou leprosaria. E verifico assim que entre a estreita Rua da Gafa (actualmente beco paralelo à Rua da Praia) e a Rua do Norte subsistem edifícios térreos de granito similares aos de Vila Chã, muitos deles profundamente transformados e adaptados a habitação.


Verifico que o Largo onde está o abandonado e  degradado edifício que foi Posto da Guarda Fiscal do tempo em que havia a actividade piscatória é dedicado a Pedro IV e nele há um pequeno memorial assinalando o 150º aniversário do desembarque das tropas liberais, que se não verificou aqui mas mais para sul, na praia de Pampelido, no concelho de Matosinhos.


1983

apanha do sargaço



2015

rua do Norte






posto da Guarda Fiscal



enseada e Ponta da Gafa











 rua da Gafa





sábado, 29 de agosto de 2015

floreandando

* Victor Nogueira



Duas ou três das roseiras ainda florescem e as granjas ou hortênsias secas estão. Nos dias cinzentos e chuvinhentos as dálias viram as corolas para o chão, como que alquebradas, arrebitando e erguendo as hastes com a soalheira. Em dias ventosos as perpétuas ficam de rojo, soerguendo-se com o bom tempo. Os malmequeres brancos sobressaem entre a folhagem verde mas não adianta desfolhá-los em busca de Penélopes ou Miquelinas.



Para lá da janela desta sala e do muro mais além - ainda sem espigas formadas que se distingam daqui - o milheiral  matiza-se de variados verdes desde o baço e mortiço ao dourado,de acordo com a luminosidade dos dias.



















Oh, malmequer mentiroso!
Quem te ensinou a mentir?
Tu dizes que me quer bem
Quem de mim anda a fugir!

Desfolhei o malmequer
No lindo jardim de Santarém!
Malmequer, bem-me-quer,
Muito longe está quem me quer bem!

Um malmequer pequenino
Disse um dia à linda rosa:
Por te chamarem rainha,
não sejas tão orgulhosa!

Malmequer não é constante,
Malmequer muito varia!
Vinte folhas dizem morte
Treze dizem alegria!

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

entre os rios ave e cávado

* Victor Nogueira

Ao longo da EN 13 e paralelo às praias circula o veículo. Em Vila do Conde e Póvoa de Varzim uma larga avenida separa as duas cidades do areal, nesta época do ano cheio de toldos e banhistas, avenida plena  de automóveis  estacionados  de ambos os lados. Na fronteira entre as duas povoações, Caxinas, bairro de população pobre e sofrida com mortes e naufrágios, viúvas e órfãos, dividida entre a pesca e as indústrias conserveira e de congelados. Já nada nada resta do tempo das dunas em que abundavam os casebres e a pequena agricultura de subsistência.

Entre a dimensão humana e tranquila de Vila do Conde e os arranha-céus, o movimento, o "cosmopolitismo" e azáfama de Póvoa de Varzim, Caxinas faz hoje figura de parente "pobre", onde sobressai arquitectonicamente a Igreja Paroquial de Nosso Senhor dos Navegantes ou Igreja do Barco, por fazer lembrar a quilha duma embarcação de pesca.


Póvoa de Varzim à actividade piscatória ligou-se o ser colónia balnear burguesa a partir do século XIX, muito concorrida no Verão. Sucessivamente, ao longo da Avenida dos Banhos, vão surgindo a Fortaleza de N. Sra. da Conceição, Casino, o enorme painel de azulejos (com cenas de Póvoa antiga e de heróis locais) e muitas esplanadas e cafés. No termo da avenida, inflectindo para o interior, a caminho de Apúlia, deparamos com uma avenida arborizada, com a Praça de Touros e o Monumento às Gentes da Póvoa de Varzim.

Retomando a antiga estrada Porto / Viana do Castelo, rumo a Esposende, a paisagem vai-se ruralizando, troços de casas térreas alternando com zonas dunares e campos agrícolas, á beira da estrada vendendo-se batatas e cebolas. Passamos do Douro Litoral à Região do Minho e ao longo da estrada costeira abundam restaurantes que anunciam como especialidade não ementas à base de peixe mas frango e leitão assados.

Não consigo identificar a povoação onde nos surge pela frente outra Igreja em forma de quilha de embarcação (Estela, Navais ?).

Finalmente Apúlia, com os seus pinhais no meio dos quais mal se vislumbram vivendas de gente endinheirada, preservadas de olhares indiscretos dos passeantes. Nesta zona situa-se o Parque Natural do Litoral Norte, confinando com a enseada e foz do Rio Cávado, de águas azuis e tranquila, onde para jusante se vislumbra uma ponte destacando-se pela sua alvura. Na outra margem, na margem direita, a cidade de Esposende, mas essa não visitamos.

Pela costa da praia da Apúlia, moinhos de vento, transformados em habitações, alguns conservando os mecanismos e as velas, para além dos cordões dunares  e de "arranha-céus" por cima deles construídos e em risco de desabamento devido à  acção erosiva das ondas e marés. No areal também se colhia o sargaço, para adubagem dos campos agrícolas, sargaço que nestas praias iodadas do Norte dá um característico cheiro a maresia.

É hora de regresso ao Mindelo, onde lanchamos na simpática Pastelaria de Santa Clara, à "sombra" da Igreja de S. Pedro dos Navegantes. Onde, fotografo uma arara, cujo olhar desconfiado me vai seguindo  de través, enquanto busco  o melhor  ângulo para o “clique”.


O almoço, esse fora em Vila do Conde, no Paço do Conde, carne para uns, com rojões, bacalhau para outros, em doses bem servidas e apetitosas.

Póvoa de Varzim













a caminho de Apúlia



Apúlia





Mindelo



Igreja de S. Pedro dos Navegantes