Escrevivendo e Photoandarilhando por ali e por aqui

“O que a fotografia reproduz no infinito aconteceu apenas uma vez: ela repete mecanicamente o que não poderá nunca mais se repetir existencialmente”.(Roland Barthes)

«Todo o filme é uma construção irreal do real e isto tanto mais quanto mais "real" o cinema parecer. Por paradoxal que seja! Todo o filme, como toda a obra humana, tem significados vários, podendo ser objecto de várias leituras. O filme, como toda a realidade, não tem um único significado, antes vários, conforme quem o tenta compreender. Tal compreensão depende da experiência de cada um. É do concurso de várias experiências, das várias leituras (dum filme ou, mais amplamente, do real) que permite ter deles uma compreensão ou percepção, de serem (tendencialmente) tal qual são. (Victor Nogueira - excerto do Boletim do Núcleo Juvenil de Cinema de Évora, Janeiro 1973

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sábado, 13 de junho de 2020

O Farol de Pointe Noire



Farol de Ponta Negra (República do Congo) -


Deste farol nada me lembro mas dele há uma referencia no meu diário.«No terraço do farol das Lagostas estava muito frio. Também vi o farol de Ponta Negra, quando lá estive
(Diário - 1959.01.04) (Diário III pág. 87)

Construído em 1927, situa-se a 27 metros de altitude, com 20 metros de altura.



Estes postais ilustrados encontram-se em http://voyage-congo.over-blog.com/article-35506422.html e em https://www.delcampe.net/fr/cartes-postales/afrique/congo-brazzaville/pointe-noire


Fabrice Moustic escreve no seu blog  «Le phare noir et blanc, d'une vingtaine de mètres de haut, est plutôt défraîchi, mais toujours en activité d'après notre interlocuteur militaire. Je croyais alors qu'il datait de l'époque de la construction du port de Pointe-Noire (cf  Le port et la fondation de la ville ). C'est probablement le seul vestige ancien du port, que je datais donc alors de la fin des années 30 (le port a été inauguré en 1939). Mais, je me trompais un peu (cf Terre d'ébène : le mystère du phare... éclairci ! ).

Une carte postale ancienne (vers 1935) nous présente le phare en bien meilleur état (prise de vue effectuée de l'autre côté du phare, par rapport à mon cliché). A gauche, un bâtiment administratif du port, encore rutilant (peut-être la résidence du commandement de la Marine).»   
Le blog de Fabrice au Congo

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Alto do Facho, em Labruge e Lugar do Facho, em Vila Chã

* Victor Nogueira

foto victor nogueira - Labruge  (Vila do Conde) – Facho do Castro de Sampaio (Alto do Facho)

Vila Chã, no concelho de Vila do Conde, onde se praticou a pesca e há ainda barcos turísticos que a ela se dedicam, tem um Lugar do Facho e uma Rua do Facho, mais para o interior, mas dele não encontrei outras referências. Neste local, provavelmente desde o século XVII, era usual acender fogueiras, preciosas ajudas à navegação, e que, mais tarde, deram origem à rede de faróis, símbolos da ajuda que “as gentes” de terra proporcionavam aos homens do mar.

Mais para sul, em Labruge, existe um Alto do Facho, na cercania do Castro de Sampaio.

Já não há vestígios nem memória dos pescadores e produtores de sal que aqui terão habitado até aos tempos da ocupação romana, mas persistem os dos tempos neolíticos e da Idade do Ferro. Junto á Praia dos Castros (entre as de Moreiró e de Labruge) situam-se os “penedos amoladoiros” contendo pequenas depressões alongadas, escavadas na rocha granítica, que teriam servido no neolítico para polirem ou afiarem instrumentos de trabalho. Nesta zona teria passado uma estrada romana.

No Alto do Facho, nas cercanias do marco geodésico existe um afloramento rochoso com gravuras rupestres, remontando às Idades do Bronze ou do Ferro, entre urzes, cactos (figueiras da índia ?) e margaridas selvagens. Do castro marítimo, que seria protegido a poente pela penedia e a leste por uma muralha, conservam-se os vestígios de duas habitações

A ermida centenária e que já existia no século XVII, eventual sucedânea de cultos pré-históricos, tem como orago um mártir cristão, morto às mãos dos sarracenos, de seu nome Pelayo, em 820 E.c. A capela tem vitrais recentemente colocados e a fachada principal está coberta com o que chamo azulejos de casa de banho. As festas religiosas, essas celebram-se anualmente no 1º domingo de Julho. (2015.09.07 “a caminho de labruge e do castro de s. paio”)